Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE

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3 de junho de 2005

Yris Julia Barraza de Garcia

El Sistema Verbal em La Lengua Shawi

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Este trabajo presenta un avance en el análisis del sistema verbal de la lengua Shawi, lengua indígena hablada en la Amazonía Peruana por un número aproximado de 15. 000 personas, entre monolingües y bilingües. Éste es un cálculo aproximado que trata de reflejar la realidad actual, considerando el crecimiento de la población desde el último censo de población y vivienda realizado en el Perú, en 1993. El análisis propuesto se limita al estudio del sistema verbal en oraciones simples de la variedad Shawi hablada en las riberas del río Sillay. En el primer capítulo se desarrolla brevemente el problema de estudio de la lengua, la justificación y los objetivos. En el segundo capítulo se presenta el marco teórico, los fundamentos de la teoría lingüística relacionados a las nociones de lengua, discurso y, sobre todo, verbo, clases de verbo, actantes, circunstantes, procesos de incremento y disminución de valencia de los verbos. En este mismo capítulo presentamos un marco referencial sobre el pueblo shawi, su lengua y los estudios ya realizados acerca de ella. El tercer capítulo trata del análisis fonológico y morfológico de la lengua e intenta aproximar al lector al conocimiento de la lengua en estos niveles. La presentación está relacionada con los fonemas segmentales, pues nos falta profundizar los estudios sobre los rasgos suprasegmentales. El cuarto capítulo comprende el análisis morfosintáctico de la lengua. Comienza con una descripción de aspectos generales de la lengua en cuanto a su morfosintaxis: tipo de lengua, tipos de predicación, estructura de la oración, estructura de la palabra, etc. Estos datos ayudarán al lector cuando se presente el análisis del sistema verbal. Este capítulo, continúa con la presentación del sistema verbal: verbo, clases de verbos, morfología verbal (morfemas que se aglutinan a la raíz verbal), predicado verbal, actantes, funciones sintácticas, etc. El capítulo termina con las transformaciones que pueden ocurrir en el predicado verbal. Intentamos terminar el trabajo con algunas conclusiones.

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19 de abril de 2004

Sandra Siqueira de Macedo

A Palatalização do /s/ em Coda Silábica no Falar Culto Recifense

Orientação: Adair Pimentel Palácio e Dermeval da Hora
Área de Concentração: Linguística

Este trabalho é constituído de um estudo do fenômeno da palatalização da fricativa alveolar em posição de coda silábica no falar culto recifense, sob a perspectiva da teoria da variação lingüística e da representação fonológica não-linear. Nosso corpus foi extraído de 12 inquéritos do tipo DID do projeto NURC - Recife, aleatoriamente selecionados, totalizando aproximadamente 360 minutos, donde extraímos 5.369 ocorrências de /s/ em coda silábica em contexto intra e intervocabular. Das quais foram analisadas pormenorizadamente 3.911 que correspondem às realizações alveolar e palatal do fonema em questão. Na análise, utilizando-nos do pacote computacional Varbrul, procuramos detectar as variáveis lingüísticas e sociais que condicionam a aplicação do fenômeno. A representação fonológica baseia-se nos pressupostos da geometria dos traços à luz da teoria unificada dos traços para consoantes e vogais.

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26 de fevereiro de 2002

Fanny Longa Romero

Relações entre Língua e Identidade em uma Comunidade Bilíngüe: o grupo etnolingüístico Taurepang

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Neste estudo examinamos a construção e negociação da identidade étnica a partir da escolha de língua e das atitudes lingüísticas numa comunidade indígena de filiação lingüística caribe nomeada Taurepang. Os Taurepang são um subgrupo que está localizado numa área tríplice entre a Venezuela, o Brasil e a República Cooperativa da Guiana o qual forma parte da matriz cultural Pemon. As relações entre língua e identidade foram focalizadas por meio da situação de bilingüismo presente na comunidade de estudo. Assim, no grupo Taurepang são faladas tanto a língua indígena quanto línguas envolventes como o espanhol da Venezuela, o português do Brasil e o inglês da Guiana, dependendo da área geográfica em que esses índios estejam assentados. O comportamento social dos Taurepang em relação às línguas que usam nos permitiu compreender que a língua indígena, além de ser um dos critérios mais importantes usado por esses índios para construir e interpretar as representações de identidade sobre si mesmos e sobre os outros, é também um elemento que promove o engajamento e ação social dentro do grupo com o fim de preservar e legitimar seus sistemas de significação cultural.

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7 de abril de 1999

Januacele Francisca da Costa

Ya:thê, A Última Língua Nativa no Nordeste do Brasil: aspectos morfo-fonológicos e forfo-sintáticos

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)

Resumo: Este trabalho é uma descrição, nos níveis da fonologia, da morfologia e da sintaxe, do Ya:thê, língua indígena brasileira, falada pelos índios Fulni-ô, do Sul do Estado de Pernambuco, no Nordeste do Brasil. A análise foi efetuada sobre bases distribucionais e funcionais e procuramos dar aos fenômenos observados uma interpretação funcionalista sempre que isto foi possível. Descrevemos a fonologia em termos de inventário de sons e de suas especificações fonéticas e fonotáticas, e do inventário de fonemas e definição do status de determinados sons considerados problemáticos. Procuramos sugerir, ainda, as matrizes dos traços que parecem ser utilizados pelo sistema fonológico da língua e descrevemos brevemente os principais processos fonológicos e morfofonológicos. Na morfologia, definimos os processos de formação de palavras, estabelecemos as classes principais e as classes menores de palavras, bem como os elementos que funcionam como especificadores do nome e do verbo e sua combinação na constituição de sintagmas. Tratamos, ainda, um pouco mais detalhadamente, dos sistemas de marcação de funções sintáticas e papéis semânticos, do sistema de representação gramatical dos actantes e do sistema de tempo, aspecto e modo. Na sintaxe, procuramos observar a categorização semântica das situações na língua e como estas são codificadas na estrutura sintática da cláusula, classificando e descrevendo, deste modo, os principais tipos de construções da língua e suas variações. São considerados, ainda, os tipos de sentença e quatro tipos de operações de complexivização de cláusulas: coordenação, completivização, relativização e circunstancialização. A título de conclusão, comentamos fatos gerais sobre a estrutura da língua, discutimos alguns parâmetros utilizados na tipologia lingüística e fazemos sugestões preliminares para a elaboração de um sistema de escrita.

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26 de janeiro de 1995

Déborah de Brito Albuquerque Pontes Freitas

Bilingüismo do Grupo Arara (Pano) do Acre: sugestões para alfabetização na língua indígena

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: EOs Arara ocupam uma área delimitada às margens do Riozinho Cruzeiro do Vale (Igarapé Humaitá), afluente do alto Juruá, no Estado do Acre. O grupo, cerca de 153 índios, fala Português; destes, 10 falam Arara além de Português: e vários outros, embora não falem, entendem a língua indígena. Esta dissertação faz inicialmente um relato de natureza histórico-etnográfica que define o Arara como um grupo que apresenta forte assimilação dos elementos culturais da sociedade envolvente e conseqüente perda de sua cultura tradicional. A análise do bilingüismo dos Arara identifica a língua como um dos elementos que mais resiste a este contato. A existência de alguns bilíngües sugere que o grupo tem um estado de bilingüismo potencial. A língua ainda vive tradicionalmente em conversas secretas e onde não há exigência de uma interação comunicativa: na narração de histórias, nos sonhos e nas músicas. Os Arara possuem duas escolas, onde é transmitida a educação formal da sociedade nacional. O grupo demonstra interesse na alfabetização na língua indígena, buscando resgatá-la através de sua formalização. Tentando ir de encontro a este anseio e com a preocupação de oferecer um retorno social aos índios, esta dissertação sugere uma metodologia educacional apoiada no perfil do grupo, no seu Universo Vocabular, na Fonologia (CUNHA, 1993) e no sistema educacional de Paulo Freire, permitindo utilizar linguagem e técnicas pedagógicas que venham propiciar ao grupo não apenas a aquisição da habilidade de ler e escrever, mas também o resgate cultural Arara.

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17 de janeiro de 1995

Stella Virgínia Telles de Araújo Pereira Lima

A Língua Umutina: um sopro de vida

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Este estudo trata da descrição prévia da fonologia e de aspectos da morfologia da língua indígena Umutina, da Família Bororo, do Tronco Macro-jê, consoante uma abordagem teórico-metodológica estruturalista distribucional. Os dados foram coletados na aldeia Umutina localizada no município de Barra do Bugres, Mato Grosso, junto ao último “falante” da língua. Este índio, chamado Julá Peré, se encontra há aproximadamente 40 anos sem falar a língua materna, em razão do processo de contrato vivenciado pelo grupo desde o início do século, responsável pelo quase extermínio dos Umutina. Como forma de registrar o drama social desse povo, realizou-se um breve estudo da situação do grupo, que precede à análise lingüística. No estudo da fonologia foram depreendidos 12 fonemas consonantais: /p/, /t/, /k/, /z/, / š /, /j/, /m/, /n/, /r/, /l/, /w/ e /y/; e oito vocálicos: /i/, /e/, / ε /, / ī /, /a/, /u/, /o/ e /c/. Os ditongos observados foram cinco crescentes: /yo/, /ye/, /ya/, /we/ e /wa/; e cinco decrescentes: /uy/, /oy/, /ey/, /ay/ e /ew/. Registraram-se ainda os seguintes padrões silábicos: V, CV, CCV, CVC, e VC. Na língua a acentuação é previsível na última sílaba, e, portanto fonética. Quanto à morfologia, verificaram-se duas classes de palavras: as variáveis e as invariáveis. As primeiras compreendem os substantivos (alienáveis e inalienáveis); os pronomes pessoais (casos reto e oblíquo) e possessivos; e os verbos. A segunda classe engloba as partículas, subdivididas em sete subclasses, a saber: descritivas, locativas (espaciais e temporais), de negação, de resgate, de relação, numerais e intensificadoras. O objetivo último deste trabalho é documentar para o povo Homótipa aspectos de sua língua, como forma de contribuir na luta de seus direitos étnicos.

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16 de janeiro de 1995

Maria Odileiz Sousa Cruz

A Fonologia Taurepang: uma língua da família Karib falada em Roraima

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Esta dissertação é uma descrição prévia de aspectos fonéticos e fonológicos da língua taurepang falada, aproximadamente por 275 índios localizados na fronteira Brasil-Venezuela, no estado de Roraima. Este estudo foi elaborado com base em procedimentos da lingüística descritiva distribucional. A análise fonética revelou a existência de 23 segmentos consonantais: [p], [b], [t], [d], [k], [k], [g], [?], [ν], [ð], [s], [š], [h], [č], [m], [n], [ñ], [η], [r], [l], [λ], [w] e [y]; e 21 segmentos vocálicos constituídos por: 09 segmentos orais breves, [i], [e], [ε], [î], [α], [a], [u], [o], [c], e 06 longos: [i:], [e:], [ĩ:], [a:], [c:], [u], além de 06 segmentos vocálicos nasais, [ĩ], [ẽ], [ī], [ã], [ũ] e [õ]. A análise fonológica evidenciou: 11 fonemas consonantais, /p/, /t/, /k/, /s/, /h/, /č/, /m/, /n/, /r/, /w/ e /y/, e 06 fonemas vocálicos, /i/, /e/, / î/, /a/, /u/ e /o/; também revelou o padrão silábico: V, CV, VC, CVC E CCV. A nível supra-segmental, o resultado da análise apontou para as seguintes conclusões: a acentuação de natureza fonética ocorre sempre na última sílaba; o prolongamento vocálico, identificado como um traço não distintivo para a língua Taurepang; e o tom cujo levantamento permitiu estabelecer para essa língua, um tipo padrão, baixo/alto. O resultado desta análise foi, inicialmente, comparado com descrições fonológicas de outras línguas da Família Karib estreitamente aparentadas com o Taurepang, como Pemon, Arekuna, Akawaio e Makuxi e, no final, com o quadro Proto-Karib. Por fim, este estudo tem como alvo apresentar uma proposta de alfabeto a comunidade Taurepang que vive no lado brasileiro, cujos anseios de auto-afirmação étnica e lingüística são, de muitas formas, perceptíveis.

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19 de julho de 1993

Carla Maria Cunha

A Morfossintaxe da língua Arara (Pano) do Acre

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: A língua Arara (Pano) tem 7 (sete) falantes no grupo de aproximadamente 230 pessoas, localizadas as margens do Igarape Humaitá, município de Cruzeiro do Sul, Acre. Por ser uma língua ágrafa e sem estudo prévio, foi necessário descrever primeiro os segmentos fonético-fonológicos para assim analisar suas possibilidades sintagmáticas. A partir do levantamento fonético-fonológico, depreendem-se os fonemas consonantais /p/ ,/b/, /t/, /d/, /k/, /v/, /s/, /vs/, /h/,
/ts/, /tvs/, /r/, /m/, /n/; e os fonemas vocálicos /i/, /ŧ/, /u/, /a/, /ĩ/,/ī/, /ũ/, /ã/. A morfologia do Arara caracteriza-se pela construção sufixal, observada na flexão temporal {-i} para tempo não realizado,{-a} para tempo realizado; na formação do pronome adjetivo {-da} e na formação da palavra genitiva {-ia}. O processo aglutinativo entre palavras e partículas ora tende a uma redução na produção lingüística, ora à sua ampliação. No primeiro caso, há uma semelhança de traços fonéticos que favorece a assimilação dos elementos, enquanto que no segundo há uma repetição, em contexto de fala, de um morfema ou de parte dele na realização de outra palavra. Na morfossintaxe estabelecem-se as estruturas sintagmáticas nominais e verbais, observando seus formadores: a relação entre palavras nominais e/ou nominais e verbais.

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27 de junho de 1993

Luiz Interaminense

Etnografia da Comunicação Popular: o repente

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: A linha principal desta dissertação é dar uma maior abrangência aos recursos lingüísticos na produção do repente, identificando o poeta popular/repentista com a cultura de sua região, ressaltando a importância da literatura popular como arte verbal. O caráter da oralidade predomina no romanceiro nordestino. A literatura oral, em versos, cantada ao som de uma viola com agilidade de raciocínio, habilidade mental e principalmente, inteligência constitui parte da cultura da região nordestina. A literatura popular, em versos, é depositaria dos costumes de gente simples e nela se encontra a maneira de ver e sentir os fatos sociais, políticos e religiosos, condenando ou abraçando atitudes, preferências, julgamentos, tornando-se, especialmente, fonte valiosa para uma sociolingüística crítica. Esta dissertação visando à adequação comunicativa do português usada pelo poeta popular-cordelista/repentista – com o seu público está estruturada em dois objetivos básicos: a) identificar os aspectos morfonológicos como recursos lingüísticos comumente observados do ponto de vista da estrutura morfossintática do repente. A fim de atingir os fins propostos, a dissertação está composta de quatro capítulos. O primeiro capítulo aborda, em linhas gerais, a literatura popular, enfocando a viola, os gêneros poéticos e a função sociolingüística da poesia popular. O segundo capítulo tratada ideologia na literatura popular destacando as ideologias social, política e religiosa. O terceiro capítulo analisa os processos morfonológicos, morfossintáticos, das unidades significativas e os estratos dos aspectos esquematizados. O quarto capítulo resume os resultados obtidos dentro dos objetivos da dissertação.

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7 de janeiro de 1993

Januacele Francisca da Costa

Bilingüismo e Atitudes Lingüísticas Interétnicas: aspectos do contato português – Ya: Thê

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Este trabalho propõe-se a demonstrar a existência de atitudes lingüísticas negativas em professores de língua portuguesa que atuam numa área de contato lingüístico. Os sistemas lingüísticos em contato são o português e o ya:thê, língua indígena brasileira do tronco macro, já sem relação de família com outras línguas, falada pelos índios fulni-ô de Águas Belas (PE). Fruto desse contato, a variedade de português utilizada pelos índios é estigmatizada e desvalorizada pela comunidade de fala portuguesa, sobretudo no contexto escolar (escolas da cidade). Além da verificação de atitudes lingüísticas, traça-se o perfil da comunidade fulni-ô (aldeia) em termos demográfico e lingüístico e considera-se o seu bilingüismo quanto à extensão, ao tipo e à situação. Por fim, descrevem-se algumas variações fonéticas da variedade fulni-ô, os fatos fonéticos do ya:thê que parecem gerar estas realizações e tenta-se estabelecer uma relação entre os fatos e as variações.

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18 de agosto de 1992

Aldir Santos de Paula

Poyanawa, a Língua dos Índios da Aldeia Barão: fonologia e aspectos fonológicos e morfológicos

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguíistica

Resumo: Este trabalho tem por objetivo analisar a fonologia e alguns aspectos da morfologia da língua Poyanáwa, família Pano, que é falada por aproximadamente doze índios da aldeia Barão, no município de Mâncio Lima, Estado do Acre. A nível segmental será apresentado o inventario consonantal e vocálico (fonético e fonêmico) e a nível supra-segmental o padrão acentual. Os padrões silábicos da língua, assim como alguns aspectos morfológicos: estruturas nominal, verbal e pronominal serão analisadas. Esperando oferecer um retorno de cunho social à nação Poyanáwa, será apresentada uma proposta de alfabeto que, possivelmente, irá de encontro aos anseios do grupo nas áreas educacional e cultural.

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7 de outubro de 1991

Ivanise Pimentel Gomes

Aspectos Fonológicos do Parakanã e Morfossintáticos dos Awá-Guajá (Tupi)

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Este trabalho traz como objetivo de estudo os aspectos fonológicos e morfossintáticos desenvolvidos sobre duas línguas indígenas brasileiras ágrafas: parakana e awa-guaja, integrantes da família tupi-guarani, do tronco tupi. A descrição fonológica alicerça-se em repertório fonético da língua parakana coletado sob o ponto de vista articulatório e submetido aos princípios metodológicos da análise fonêmica estruturalista distribucional. Demontra-se a ocorrência de alguns problemas morfofonológicos, os possíveis padrões silábicos da língua e inicia-se a etnografia educacional aplicada através da proposição de um alfabeto. Os aspectos morfossintáticos são descritos sobre dados da Língua Awá-Guajá onde se busca a identificação dos principais morfemas que entram na composição de alguns itens lexicais, assim como se aborda a distribuição e função destas unidades na estrutura gramatical da língua. Formula-se, no final, um quadro comparativo entre fatos lingüísticos Parakanã e seus correspondentes em Awá-Guajá e outra três línguas da família Tupi-Guarani, como forma de ressaltar a tipologia vocálica Parakanã. Complementa-se o quadro através do confronto de estruturas gramaticais do Parakanã e Awá-Guajá, apontando-se os itens e formas diferenciadoras de ambos.

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30 de setembro de 1991

Rosely Maria de Souza Lacerda

Sistema Interrogativo de Seis Línguas Indígenas do Brasil, uma Análise Contrastiva

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: A comparação do sistema interrogativo das línguas Kaiwá e Manduruku (Tupi), Guató e Yaté (Macro-jê), Makuxi (Karib) e Terena (Aruak) constitui o tema dessa dissertação. Traços de relevância para estudo da forma interrogativa foram analisados em elementos segmentais, curva de entonação, posição dos constituintes em perguntas que esperam resposta “sim-não”, perguntas para confirmação e perguntas para informação. O propósito foi buscar uma semelhança tipológica nas línguas geneticamente aparentadas assim como em línguas de famílias diferentes. Na introdução conceitua-se o vocábulo interrogação, apresenta-se a classificação genética e tipológica das línguas, dá-se uma visão do suporte teórico e dos procedimentos metodológicos. A descrição, análise e comparação dos dados focalizam marcadores e palavras interrogativas. Encontrou-se o marcador interrogativo em Kaiwá, Munduruku, e Yatê; as demais línguas utilizam apenas uma curva entonacional específica para expressar perguntas. Incluíram-se marcadores aspectuais e conversacionais por serem proferidos em curva melódica interrogativa. Estudou-se desde a construção de perguntas diretas, afirmativas, até perguntas retóricas, negativas indiretas. A palavra interrogativa foi objeto de uma análise semântico-estrutural, observando-se funções sintáticas, sentidos equivalentes, traços de concordância com outros constituintes frasais, o uso de afixos, etc. A questão da posição dos constituintes demonstrou que, em geral, é mantida a ordem neutra do enunciado declarativo. Traços gerais da curva entonacional interrogativa confirmam, na maioria das vezes, o contorno ascendente em final de enunciado. Após estabelecer semelhanças e diferenças, (re)agruparam-se as línguas concluindo pela coincidência de alguns traços, que o Yatê, língua Macro-jê, se aproxima das línguas Tupi, Kaiwá e Munduruku, estas duas aparentadas na classificação genética; Guató, língua Macro-jê, não teve afinidades estruturais com o Yatê como poderia ser esperado, por pertencerem ao mesmo tronco; Makuxi, Terena e Guató contrastando com as outras três línguas, têm um ponto comum: não fazem uso de marcador interrogativo.

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29 de abril de 1991

Maria das Graças Ferreira

O Imaginário dos Povos Indígenas na Literatura Infantil

Orientação: Antônio Viana e Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Teoria da Literatura

Resumo: “O Imaginário dos Povos Indígenas na Literatura Infantil” é uma tentativa de analisar, comparativamente, algumas obras publicadas nos anos 80 e uma obra da etnologia brasileira editada no final do século XVIII. Este trabalho esta dividido em três partes: a primeira concerne ao “paraíso ancestral” no tocante a dois mitos amazônicos: “A lenda do guaraná” e “O menino e a flauta”, adaptados e ilutstrados em 1986, por FITTIPALDI. A segunda parte trata da perda do paraíso que se verifica em “Taigoara”, de SILVEIRA (1987) e em “Terra sem males”, de GALDINO (1985). A terceira e última parte remete ao “paraíso reinventado” em “O selvagem”, de MAGALHÃES (1876) e em “Momeucáua”, de BITTENCOURT (1984). Neste estudo de feição comparatista, a fundamentação teórica remete à questão da intertextualidade sistematizada por GENETT e KRISTEVA, à relação entre Literatura e História postulada por estudiosos como MALRAUX e para alguns aspectos do imaginário teorizados por DURAND e BURGOS. Seguramente, tais contribuições estão relacionadas à pluralidade do discurso nas citadas obras destinadas ao público infantil e juvenil presente, também na obra de MAGALHÃES.

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7 de dezembro de 1989

Marlos de Barros Pessoa

Atitudes Lingüísticas de Professores da Área de Língua Portuguesa em Escolas Públicas na Região Metropolitana do Recife

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Este trabalho objetiva a identificação de atitudes lingüísticas de professoras de língua portuguesa e metodologia da língua portuguesa em relação à variedade não prestigiosa do português em escolas públicas de magistério na Região Metropolitana do Recife, ademais a pesquisa aponta mecanismos reprodutores de tais atitudes dentro da escola. Ao final, apresentamos uma proposta para a capacitação dessas professoras que visam combater essas atitudes através da conscientização. Tomando uma amostra intencional de professoras e alunos, utilizando o “matched-guise technique”, montamos alguns instrumentos para coleta de dados, buscando captar atitudes discriminatórias em relação à variação social dentro da Língua Portuguesa, identificada entre alunos de escolas públicas, em comparação com a fala de alunos de camadas mais privilegiadas, todos do 1º grau da nossa região. Detectadas as atitudes lingüísticas, francamente preconceituosas em relação aos usos dos alunos de escola pública – além de outras atitudes acientíficas e acríticas sobre a linguagem -, e partindo do papel da escola enquanto reprodutora da ideologia dominante, mostramos como, através da gramática normativa, no capítulo “vícius de linguagem”, e dos conteúdos programáticos das disciplinas Língua Portuguesa e Metodologia da Língua Portuguesa, se mantém essa reprodução, concretizada na negação da variação lingüística. Em face dos resultados, urge que a Secretaria de Educação do Estado desenvolva um trabalho de capacitação com essas professoras para que elas possam superar o seu atual estado de ideologização. Por isso, apresentamos uma proposta para “desvelamento da ideologia para compreensão do funcionamento desta sociedade”; “apreensão do aspecto social da linguagem”; e “estudo da fala, como forma de combate ao preconceito lingüístico”.


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7 de julho de 1988

Tanya Amara Felipe

O Signo Gestual-Visual e sua Estrutura Frasal na LSCB

Orientação: Lucinda Ferreira Brito e Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Esta pesquisa é um estudo da língua dos sinais dos surdos dos centros urbanos do Brasil (LSCB) usada pela comunidade lingüística surda do Recife. Está dividida em três partes: 1. Através dos universais lingüísticos, a LSCB é apresentada como língua natural dos surdos dos centros urbanos do Brasil; portanto, uma língua de modalidade gestual visual, enquanto a língua portuguesa, que também é utilizada por eles, é de modalidade oral-auditiva. 2. Por ser outra modalidade de língua, a abordagem dela diferenciará em alguns pontos a nível de nomenclatura e classificações; buscaram-se, então, os conceitos de signo em Saussure, Hjelmslev e Peirce para se chegar ao signo gestual-visual e, daí, refletir-se sobre as categorias gramaticais na LSCB, embora o estudo tenha se aprofundado na categoria de verbo, mostrando este de maneira morfossintática. 3. Tomando como base teórica os tipos de verbos na LSCB, partiu-se para uma pesquisa de campo através de filmagens para coleta de dados que seria o corpus pra análise da construção frasal. Esta pesquisa lingüística tem também como objetivo o encaminhamento de sugestões de um ensino bilíngüe para crianças surdas, já que elas geralmente desenvolvem duas modalidades de língua. Este estudo poderá ajudar na confecção de um material didático para o ensino de língua dos sinais nas escolas especializadas para estas crianças.

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12 de setembro de 1986

Vera Lúcia de Lucena Moura

O Uso de Conceitos Psico-Sócio-Lingüísticos para Avaliação de Conteúdos em Livros Didáticos de Português para Estrangeiros

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Após analisar dez livros didáticos de português para estrangeiros, selecionamos cinco, publicados no Brasil, para este trabalho. Para a análise e avaliação desses livros nos baseamos em alguns conceitos psicolingüísticos e sociolingüísticos e outros, relacionados à metodologia, provenientes de teorias diversas. Os conceitos psicolingüísticos e sociolingüísticos foram agrupados como psico-sócio-lingüístico para mostrar a interdisciplinaridade enfatizada pela Lingüística Aplicada, necessária ao material didático para o ensino da língua estrangeira. O nosso objetivo neste trabalho foi dar uma visão sobre o estágio atual de aplicação de oito conceitos psico-sócio-lingüísticos nos livros didáticos mencionados. Analisamos então o conteúdo desses livros concluindo que o material aplica conceitos psico-sócio-lingüisticos em diferentes graus e apresenta fortes características de uma abordagem estruturalista.

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30 de julho de 1986

Albânio Paulino da Silva

Forma Lingüísticas Eruditas e Populares em Menino de Engenho

Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Após certo período submetido à análise da crítica especializada é perfeitamente natural um e outro escritor adquirir uma reputação por determinados aspectos marcantes em sua obra: escárnio e sensualismo em Gregório de Matos; ironia e pessimismo em Machado de Assis; injustiças sociais em Graciliano Ramos; e os aspectos telúricos em José Lins do Rego. De fato, a consagração de um artista, sob esse ponto de observação, pode desviar a pesquisa ou estudo de outros pontos relevantes numa obra. O romance examinado, embora ratifique a crítica literária, revela ainda fortes características de outras influências lingüísticas lexicais e sintáticas sofridas pelo autor ao longo de sua atividade intelectual. Ao mesmo tempo em que emergem traços de uma linguagem popular e regional, abundam os de variantes cultas. Assim, descortina-se outro campo de investigação na obra de José Lins do Rego. Aqui a análise lingüística, além de confirmar, pelo léxico e pela sintaxe, o que os especialistas na literatura brasileira até hoje têm manifestado sobre o autor em questão, mostra muitas ocorrências de traços ainda não estudados em Menino de Engenho.

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27 de dezembro de 1985

Gilza Macedo dos Santos

Análise de Erros Morfossintáticos de Estudantes Brasileiros de Língua Francesa: os determinantes

Orientação: Adair Pimentel Palácio e Francisco Gomes de Matos
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Com a finalidade de investigar os erros morfossintáticos de estudantes universitários de língua francesa no que concerne aos determinantes dentro do grupo nominal, realizamos uma análise de erros diferentes da análise contrastiva. Para tanto, trinta e dois estudantes do tipo 2° semestre de Letras foram submetidos a três tipos de testes (tradução, lacuna e intuição – julgamento de aceitabilidade). Colheram-se 1.230 erros, dos quais 822 se originaram de interferência da língua portuguesa, 368 de supergeneralização de regras da língua francesa e 40 tiveram origens diversas. Acreditamos que as informações contidas neste trabalho poderão ser úteis para pesquisadores, professores e alunos de língua estrangeira.

» Dissertação disponível em breve.