A Paixão Segundo G. H.: um lugar de iluminação
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Na obra de Clarice Lispector, há uma recorrência a um procedimento caracterizado no campo literário como epifania, instante privilegiado de visão, desarticulador da harmonia cotidiana. Esta manifestação literária é marca característica da escritura clariceana; seu uso permite a escritora fugir do discurso habitual composto por um aparato lógico-racional, procurando registrar o indizível. Assim, o processo epifânico de Clarice Lispector atraiu a nossa atenção por possuir grande semelhança com uma categoria constituinte da filosofia de Walter Benjamin: a iluminação profana. uma vez que, ambas consistem numa visão instantânea, capaz de apontar ao espectador o inexprimível, o incognoscível, o indizível. Nesse sentido, considerando-se as afinidades entre a literatura de Clarice Lispector e a filosofia de Walter Benjamin, no que se refere aos conceitos de iluminação profana e epifania, nosso objetivo consiste em, pelo viés da interdisciplinaridade, promover uma articulação entre Literatura e Filosofia. Para tal empreendimento escolhemos a obra de Clarice Lispector, “A Paixão segundo GH”, por se tratar de um texto que, através de uma metamorfose interior vivenciada pela personagem G.H., narra o episódio de uma revelação/iluminação.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
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31 de março de 1998
10 de março de 1997
Margarete Alves da Silva
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Letras Digitais
Vozes em Grande Sertão: Veredas (abordagem bakhtiniana do romance de Guimarães Rosa)
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho apresenta uma leitura de Grande Sertão: Veredas à luz dos estudos desenvolvidos por Bakhtin sobre polifonia e dialogismo. No primeiro capítulo, mostramos como Riobaldo incorpora em seu discurso outras vozes, tais como a de Diadorim e a de Otacília. Ainda neste capítulo, verificamos que a troca de falas que se dá entre Riobaldo e Diadorim é uma estratégia polifônica, que equivale também à inversão dos papéis sociais desempenhados por eles na narrativa. No segundo capítulo, analisamos o dialogismo que se instaura entre o narrador e o interlocutor. Apesar de este não pronunciar nenhuma palavra, podemos ouvir a sua voz, por meio das réplicas que se presentificam na fala de Riobaldo. Temos, desta forma, acesso não só ao discurso possível do interlocutor, mas também as suas reações fisionômicas e aos seus gestos. No terceiro capítulo, ampliamos a teoria do dialogismo de Bakhtin, interligando-a às funções do olhar, estudadas por Argyle et alli (1973), para que pudéssemos dar conta da linguagem do olhar, presente na interação verbal de Riobaldo com Diadorim. Em suma, na realização da análise, procuramos mostrar o quanto a influência do olhar e da voz do outro foi decisiva no processo de transformação e de amadurecimento dos personagens envolvidos no diálogo.
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Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho apresenta uma leitura de Grande Sertão: Veredas à luz dos estudos desenvolvidos por Bakhtin sobre polifonia e dialogismo. No primeiro capítulo, mostramos como Riobaldo incorpora em seu discurso outras vozes, tais como a de Diadorim e a de Otacília. Ainda neste capítulo, verificamos que a troca de falas que se dá entre Riobaldo e Diadorim é uma estratégia polifônica, que equivale também à inversão dos papéis sociais desempenhados por eles na narrativa. No segundo capítulo, analisamos o dialogismo que se instaura entre o narrador e o interlocutor. Apesar de este não pronunciar nenhuma palavra, podemos ouvir a sua voz, por meio das réplicas que se presentificam na fala de Riobaldo. Temos, desta forma, acesso não só ao discurso possível do interlocutor, mas também as suas reações fisionômicas e aos seus gestos. No terceiro capítulo, ampliamos a teoria do dialogismo de Bakhtin, interligando-a às funções do olhar, estudadas por Argyle et alli (1973), para que pudéssemos dar conta da linguagem do olhar, presente na interação verbal de Riobaldo com Diadorim. Em suma, na realização da análise, procuramos mostrar o quanto a influência do olhar e da voz do outro foi decisiva no processo de transformação e de amadurecimento dos personagens envolvidos no diálogo.
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13 de novembro de 1995
José Alcidésio Medeiros de Vasconcelos
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Letras Digitais
A Via Crucis do Corpo: sujeição ao e libertação do c ânone social
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Analiso a coletânea de contos “A Via Crúcis do Corpo”, da ficcionista Clarice Lispector em sua forma e conteúdo, na tentativa de relacionar a obra em foco com a teoria do dialogismo de Mikhail Bakhtin e com a sócio-crítica de Pierre Zima. Em A Via Crúcis do Corpo, identifico o diálogo entre o discurso literário e outros tipos de discursos. A análise é realizada a partir da verificação da influência de linguagens não-literárias na formação da estrutura e interpretação do texto de Lispector. Foi nosso desejo mostrar o texto de Lispector como instrumento de reação à realidade social brasileira em seu caráter opressor. Para tanto tratamos nos capítulos de nossa tarefa sobre temas como o poder transformador da literatura em relação à formação de consciências; a técnica dialógica da intertextualidade; o humor irônico como crítica ao social e as ambivalências de atitudes, de gestos e pensamentos das personagens enquanto veículos de valores sociais. Baseando-se na análise aplicada foi possível demonstrar que a literatura compromete-se com o processo de mudança do social, vez que questiona, problematiza a realidade vivencial.
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Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Analiso a coletânea de contos “A Via Crúcis do Corpo”, da ficcionista Clarice Lispector em sua forma e conteúdo, na tentativa de relacionar a obra em foco com a teoria do dialogismo de Mikhail Bakhtin e com a sócio-crítica de Pierre Zima. Em A Via Crúcis do Corpo, identifico o diálogo entre o discurso literário e outros tipos de discursos. A análise é realizada a partir da verificação da influência de linguagens não-literárias na formação da estrutura e interpretação do texto de Lispector. Foi nosso desejo mostrar o texto de Lispector como instrumento de reação à realidade social brasileira em seu caráter opressor. Para tanto tratamos nos capítulos de nossa tarefa sobre temas como o poder transformador da literatura em relação à formação de consciências; a técnica dialógica da intertextualidade; o humor irônico como crítica ao social e as ambivalências de atitudes, de gestos e pensamentos das personagens enquanto veículos de valores sociais. Baseando-se na análise aplicada foi possível demonstrar que a literatura compromete-se com o processo de mudança do social, vez que questiona, problematiza a realidade vivencial.
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16 de outubro de 1995
William Amorim de Sousa
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Letras Digitais
O Amor em uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres: Uma Abordagem Psicanalítica
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho estabelece, num primeiro momento, pelo viés da interdisciplinaridade, uma relação entre Literatura e Psicanálise. Com isso, aborda os efeitos da teoria psicanalítica sobre a crítica literária clássica, obrigando-lhe a mudar a concepção de obra e de leitor. Ainda nesse momento, procura desmistificar comentários enganosos e corriqueiros a respeito da literatura. Num segundo momento, o trabalho busca na filosofia de Platão e Aristóteles as chaves para compreender a formulação do amor, enquanto impossibilidade, na psicanálise, representada aqui por Freud e Lacan. Por último, analisa, à luz da psicanálise, o movimento de constituição da personagem Loreley, enquanto sujeito, a partir de sua relação amorosa com Ulisses. É através de um amor de transferência que ela tem acesso a um saber sobre seu desejo. O que Clarice Lispector chama de “Aprendizagem”, aqui foi chamado de transmissão.
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Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho estabelece, num primeiro momento, pelo viés da interdisciplinaridade, uma relação entre Literatura e Psicanálise. Com isso, aborda os efeitos da teoria psicanalítica sobre a crítica literária clássica, obrigando-lhe a mudar a concepção de obra e de leitor. Ainda nesse momento, procura desmistificar comentários enganosos e corriqueiros a respeito da literatura. Num segundo momento, o trabalho busca na filosofia de Platão e Aristóteles as chaves para compreender a formulação do amor, enquanto impossibilidade, na psicanálise, representada aqui por Freud e Lacan. Por último, analisa, à luz da psicanálise, o movimento de constituição da personagem Loreley, enquanto sujeito, a partir de sua relação amorosa com Ulisses. É através de um amor de transferência que ela tem acesso a um saber sobre seu desejo. O que Clarice Lispector chama de “Aprendizagem”, aqui foi chamado de transmissão.
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28 de setembro de 1995
Chrystiane Carla Silva Nunes
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Letras Digitais
Argumentação Ideológica na Linguagem Literária: produção e recepção
Orientação: Yaracylda Oliveira Farias e Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: A dissertação de título Argumentação Ideológica na Linguagem Literária: Produção e Recepção estuda o modo de organização lingüística da representação ideológica em sete textos, em prosa, de Cecília Meireles, a saber: o livro “Olhinhos de gato”; os textos “Da solidão”, “Compensação” e “O cachorrinho engraçadinho”, do livro “Janela mágica”; e os textos “Josefina” e “Reino da solidão” do livro “Giroflê, giroflá”. O trabalho fundamenta-se teoricamente no conceito althusseriano de ideologia e usa a terminologia ducrotiana para análise da argumentatividade literária a identificar nos textos operadores argumentativos e enunciados que juntos representam a força argumentativa. Em segundo momento, a pesquisa aponta para os indicadores dos efeitos da argumentatividade literária na recepção do público/leitor infanto-juvenil. Analisa, então, os resultados de um trabalho de campo, organizado mediante a aplicação de fichas e roteiros de leitura em um universo de trinta e dois informantes, alunos de escolas públicas. Essa pesquisa tem, portanto, como principal objetivo, estudar a argumentação ideológica do texto literário, verificando o modo de organização textual e seus efeitos na recepção.
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Orientação: Yaracylda Oliveira Farias e Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: A dissertação de título Argumentação Ideológica na Linguagem Literária: Produção e Recepção estuda o modo de organização lingüística da representação ideológica em sete textos, em prosa, de Cecília Meireles, a saber: o livro “Olhinhos de gato”; os textos “Da solidão”, “Compensação” e “O cachorrinho engraçadinho”, do livro “Janela mágica”; e os textos “Josefina” e “Reino da solidão” do livro “Giroflê, giroflá”. O trabalho fundamenta-se teoricamente no conceito althusseriano de ideologia e usa a terminologia ducrotiana para análise da argumentatividade literária a identificar nos textos operadores argumentativos e enunciados que juntos representam a força argumentativa. Em segundo momento, a pesquisa aponta para os indicadores dos efeitos da argumentatividade literária na recepção do público/leitor infanto-juvenil. Analisa, então, os resultados de um trabalho de campo, organizado mediante a aplicação de fichas e roteiros de leitura em um universo de trinta e dois informantes, alunos de escolas públicas. Essa pesquisa tem, portanto, como principal objetivo, estudar a argumentação ideológica do texto literário, verificando o modo de organização textual e seus efeitos na recepção.
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28 de agosto de 1995
Angélica de Araújo de Melo Maia
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Letras Digitais
Entre o Texto e a Teoria: imagens dialéticas e alegóricas sob um olhar sociocrítico em contos de Ignácio de Loyola Brandão
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Reunindo as categorias do método sociocrítico propostas por Pierre Zima e as noções de alegoria e de imagens dialéticas desenvolvidas por Walter Benjamim, o presente estudo tem como objetivo empreender uma leitura sociocrítica de três contos de Ignácio de Loyola Brandão, quais sejam: “O homem do furo na mão” (1972), “O homem que procurava a máquina” (1977) e “O presidente da China” (1983), todos escritos no período histórico da ditadura brasileira. Na leitura dos referidos contos, parte-se da análise do “teor coisal” (cf. Bejamim) dos textos (correspondente aos níveis de análise lexical, semântico, sintático e pragmático da teoria de Zima) para se chegar à interpretação do “teor de verdade” dos mesmos, entendido como aquilo que os contos revelam alegoricamente acerca da realidade sócio-histórica à qual se referem. Por meio dessa abordagem crítica, torna-se-á possível comprovar, mais uma vez (a despeito da singularidade das categorias metodológicas que são utilizadas simultaneamente), como a ficção pode contribuir no processo de desconstrução e reconstrução da História, e além disso, será possível demonstrar como a alegoria presente na ficção pode conduzir o homem a compreender de forma mais completa e verdadeira sua própria História e a acreditar em novas possibilidades de organização do real.
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Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Reunindo as categorias do método sociocrítico propostas por Pierre Zima e as noções de alegoria e de imagens dialéticas desenvolvidas por Walter Benjamim, o presente estudo tem como objetivo empreender uma leitura sociocrítica de três contos de Ignácio de Loyola Brandão, quais sejam: “O homem do furo na mão” (1972), “O homem que procurava a máquina” (1977) e “O presidente da China” (1983), todos escritos no período histórico da ditadura brasileira. Na leitura dos referidos contos, parte-se da análise do “teor coisal” (cf. Bejamim) dos textos (correspondente aos níveis de análise lexical, semântico, sintático e pragmático da teoria de Zima) para se chegar à interpretação do “teor de verdade” dos mesmos, entendido como aquilo que os contos revelam alegoricamente acerca da realidade sócio-histórica à qual se referem. Por meio dessa abordagem crítica, torna-se-á possível comprovar, mais uma vez (a despeito da singularidade das categorias metodológicas que são utilizadas simultaneamente), como a ficção pode contribuir no processo de desconstrução e reconstrução da História, e além disso, será possível demonstrar como a alegoria presente na ficção pode conduzir o homem a compreender de forma mais completa e verdadeira sua própria História e a acreditar em novas possibilidades de organização do real.
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30 de maio de 1994
Luiz Cláudio Ribeiro de Pinho
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Letras Digitais
O Mundo do Poeta Negro – Uma Interpretação dos Últimos Sonetos de Cruz e Sousa
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Dissertação originalmente sem resumo.
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Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Dissertação originalmente sem resumo.
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16 de maio de 1994
Maria Marta dos Santos Silva Nóbrega
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Letras Digitais
Sujeição x Perversão na Escritura Rosiana (Abordagem aos Textos: “O Recado do Morro”, “Pirlimpsiquice” e “A Terceira Margem do Rio”)
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O presente trabalho tem por objetivo analisar os textos “O Recado do Morro, Pirlimpsiquice” e “A Terceira Margem do Rio”, de João Guimarães Rosa, em seu aspecto conteudístico, na tentativa de relacionar ideologia/teoria da literatura, propondo elementos de uma teoria da literatura comprometida com a desmitificação da realidade lingüística como portadora única do sentido textual. O experimento objetiva fornecer subsídios para o desenvolvimento dessa proposta. Consta de um estudo da teoria da literatura que busca se abastecer com as contribuições da ideologia para a sondagem da obra literária. A investigação é realizada a partir da compreensão da ideologia como uma prática simbólica das relações estabelecidas entre os indivíduos de uma dada sociedade que expressa interesses conflituosos das classes dominante e dominada. A ideologia tem ao lado de um nível abstrato, uma dimensão concreta. E nesta dimensão encontra-se a literatura, marcada pelo senso do concreto – emissor e receptor -, cuja falta é requisitada pelo uso da palavra. Material primordial na construção textual. Assim, uma teoria da literatura comprometida com o relacionamento intersubjetivo se constituirá como uma nova prática de construção textual. Possibilita o fazer e o refazer textual, se amplia e se aperfeiçoa pelo seu confronto com os textos já produzidos. A escritura roseana indica que a ruptura (perversão) textual instiga, problematiza e abala os valores predominantes na construção literária. Ao mesmo tempo em que sugere a necessidade de transformar o relacionamento do homem em sociedade, encarcerado pelas instituições.
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Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O presente trabalho tem por objetivo analisar os textos “O Recado do Morro, Pirlimpsiquice” e “A Terceira Margem do Rio”, de João Guimarães Rosa, em seu aspecto conteudístico, na tentativa de relacionar ideologia/teoria da literatura, propondo elementos de uma teoria da literatura comprometida com a desmitificação da realidade lingüística como portadora única do sentido textual. O experimento objetiva fornecer subsídios para o desenvolvimento dessa proposta. Consta de um estudo da teoria da literatura que busca se abastecer com as contribuições da ideologia para a sondagem da obra literária. A investigação é realizada a partir da compreensão da ideologia como uma prática simbólica das relações estabelecidas entre os indivíduos de uma dada sociedade que expressa interesses conflituosos das classes dominante e dominada. A ideologia tem ao lado de um nível abstrato, uma dimensão concreta. E nesta dimensão encontra-se a literatura, marcada pelo senso do concreto – emissor e receptor -, cuja falta é requisitada pelo uso da palavra. Material primordial na construção textual. Assim, uma teoria da literatura comprometida com o relacionamento intersubjetivo se constituirá como uma nova prática de construção textual. Possibilita o fazer e o refazer textual, se amplia e se aperfeiçoa pelo seu confronto com os textos já produzidos. A escritura roseana indica que a ruptura (perversão) textual instiga, problematiza e abala os valores predominantes na construção literária. Ao mesmo tempo em que sugere a necessidade de transformar o relacionamento do homem em sociedade, encarcerado pelas instituições.
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1 de abril de 1993
José Alexandre Ferreira Maia
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Letras Digitais
Isotopia da Perversão na Literatura Brasileira Contemporânea: a Estrutura Perversa em Zero, Agá e a Festa
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Dissertação originalmente sem resumo.
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Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Dissertação originalmente sem resumo.
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9 de abril de 1991
Marina de Paula Pinto Mendes
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Letras Digitais
Macunaíma: intertextualidade e carnavalização
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O Modernismo brasileiro assumiu, nos fins da década de 20, uma feição primitivista muito nítida, no intuito de tocar os matizes de um imaginário popular nosso, mediante a criação artística, que deram a forma e o tom a esse período fecundo da atividade literária de Mário de Andrade. O caráter de fantasia inerente à composição da “Rapsódia” transpõe os limites do descritivismo urbano ou sertanejo, por meio de um andamento antes legendário do que naturalista e documental. Todas as grandes aventuras literárias empreendidas na Europa desde o início do século transcendiam o código dito “realista”, já decaído, clichê de estilo e estereótipo de personagem.
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Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O Modernismo brasileiro assumiu, nos fins da década de 20, uma feição primitivista muito nítida, no intuito de tocar os matizes de um imaginário popular nosso, mediante a criação artística, que deram a forma e o tom a esse período fecundo da atividade literária de Mário de Andrade. O caráter de fantasia inerente à composição da “Rapsódia” transpõe os limites do descritivismo urbano ou sertanejo, por meio de um andamento antes legendário do que naturalista e documental. Todas as grandes aventuras literárias empreendidas na Europa desde o início do século transcendiam o código dito “realista”, já decaído, clichê de estilo e estereótipo de personagem.
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17 de novembro de 1989
Maria Lima dos Santos
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“Fissura Literária” em “Água Viva”, de Clarice Lispector
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: A Obra de Arte Literária de vanguarda apresenta uma maior incidência de rupturas entre os segmentos do texto. “Água Viva”, de Clarice Lispector, apresenta um discurso onde os vazios são produzidos pela interrupção da coerência textual; esses espaços funcionam como instrumentos impulsionadores da consciência imaginativa do leitor; no entanto, a autora utiliza um recurso técnico de produção de texto que direciona a articulação entre o discurso linear e um outro discurso que, mesmo embutido no texto principal, se manifesta em dissonância com as unidades temáticas. Designamos de “Fissura Literária” a esse recurso técnico de produção de texto. Desenvolvemos a articulação teórico-metodológica entre a fenomenologia e a estética da recepção para a análise do texto “Água Viva”, atendendo a dois fatores: primeiro, dispor dos recursos operacionais necessários à demonstração desse estudo; segundo, promover a empatia texto/leitor, instrumento fundamental para a exposição do assunto. A análise do texto com base nos postulados da fenomenologia busca resgatar na obra literária um objeto estético constituído de elementos distintos, mas entre si articulados de modo a promover um discurso polifônico. O leitor preenche as lacunas com as suas projeções imaginativas; desenvolve associações entre os elementos, formula hipóteses, faz deduções, etc; é ele quem dá consistência representativa a um objeto estético constituído de elementos distintos, mas entre si articulados de modo a promover um discurso polifônico. O leitor preenche as lacunas com as suas projeções imaginativas; desenvolve associações entre os elementos, formula hipóteses, faz deduções, etc.; é ele quem dá consistência representativa a um objeto estético, cuja “existência” está na dependência da sua atuação como o finalizador da obra literária. A estética da recepção delega ao leitor esse papel de co-produtor do texto.
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Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: A Obra de Arte Literária de vanguarda apresenta uma maior incidência de rupturas entre os segmentos do texto. “Água Viva”, de Clarice Lispector, apresenta um discurso onde os vazios são produzidos pela interrupção da coerência textual; esses espaços funcionam como instrumentos impulsionadores da consciência imaginativa do leitor; no entanto, a autora utiliza um recurso técnico de produção de texto que direciona a articulação entre o discurso linear e um outro discurso que, mesmo embutido no texto principal, se manifesta em dissonância com as unidades temáticas. Designamos de “Fissura Literária” a esse recurso técnico de produção de texto. Desenvolvemos a articulação teórico-metodológica entre a fenomenologia e a estética da recepção para a análise do texto “Água Viva”, atendendo a dois fatores: primeiro, dispor dos recursos operacionais necessários à demonstração desse estudo; segundo, promover a empatia texto/leitor, instrumento fundamental para a exposição do assunto. A análise do texto com base nos postulados da fenomenologia busca resgatar na obra literária um objeto estético constituído de elementos distintos, mas entre si articulados de modo a promover um discurso polifônico. O leitor preenche as lacunas com as suas projeções imaginativas; desenvolve associações entre os elementos, formula hipóteses, faz deduções, etc; é ele quem dá consistência representativa a um objeto estético constituído de elementos distintos, mas entre si articulados de modo a promover um discurso polifônico. O leitor preenche as lacunas com as suas projeções imaginativas; desenvolve associações entre os elementos, formula hipóteses, faz deduções, etc.; é ele quem dá consistência representativa a um objeto estético, cuja “existência” está na dependência da sua atuação como o finalizador da obra literária. A estética da recepção delega ao leitor esse papel de co-produtor do texto.
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17 de novembro de 1988
Inez Maria Fornari de Souza
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O Romance como Possibilidade de Ruptura Ideológica (“A Festa” de Ivan Ângelo)
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Analiso o romance “A Festa”, de Ivan Ângelo, em sua forma e conteúdo, na tentativa de relacionar ideologia / teoria da literatura / romance, propondo elementos de uma teoria da literatura comprometida com a superação das relações sociais de exploração / opressão. O estudo objetiva, pois, fornecer subsídios para o desenvolvimento dessa teoria. Trata-se de um estudo da teoria da literatura que busca se enriquecer com as contribuições da sociologia para o desvendamento da obra literária. A análise é realizada a partir da compreensão da ideologia como o conjunto da produção simbólica de uma dada sociedade, num determinado momento histórico, comprometida e expressando interesses conflitivos das classes contendoras. Esse movimento de ideologias, constituído a partir de interesses sociais (econômicos e ideológicos) antagônicos, manifesta projetos distintos de sociedade: um pólo querendo conservar o “status quo”, outro querendo superá-lo. Em A Festa identifico o movimento de ideologias existente na sociedade brasileira no final da década de 1960 e início de 1970, onde emergem os conflitos dos diversos interesses em jogo, polarizados nas tendências ideológicas burguesas (ideologias do “como”) e populares (ideologias do “porquê”).
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Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Analiso o romance “A Festa”, de Ivan Ângelo, em sua forma e conteúdo, na tentativa de relacionar ideologia / teoria da literatura / romance, propondo elementos de uma teoria da literatura comprometida com a superação das relações sociais de exploração / opressão. O estudo objetiva, pois, fornecer subsídios para o desenvolvimento dessa teoria. Trata-se de um estudo da teoria da literatura que busca se enriquecer com as contribuições da sociologia para o desvendamento da obra literária. A análise é realizada a partir da compreensão da ideologia como o conjunto da produção simbólica de uma dada sociedade, num determinado momento histórico, comprometida e expressando interesses conflitivos das classes contendoras. Esse movimento de ideologias, constituído a partir de interesses sociais (econômicos e ideológicos) antagônicos, manifesta projetos distintos de sociedade: um pólo querendo conservar o “status quo”, outro querendo superá-lo. Em A Festa identifico o movimento de ideologias existente na sociedade brasileira no final da década de 1960 e início de 1970, onde emergem os conflitos dos diversos interesses em jogo, polarizados nas tendências ideológicas burguesas (ideologias do “como”) e populares (ideologias do “porquê”).
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