Gênero Textual ‘frase’: marcas do editor nos processos de retextualização e (re) contextualização
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Esta pesquisa apresenta um estudo sobre o funcionamento sociocomunicativo do gênero textual “frase”. Descreve e analisa, particularmente, os processos que concorrem para que esse gênero textual assuma determinadas características que fazem dele um ato de linguagem, com propósitos comunicativos específicos. A investigação toma por base vários corpora formados a partir de cinco revistas nacionais: Contigo, Época, Istoé, Tudo e Veja. Partindo de bases teóricas extraídas da Análise Crítica do Discurso, especificamente da vertente da crítica social defendida por Fairclough, concretizada através do modelo tridimensional de análise do discurso desenvolvido pelo autor, bem como dos trabalhos na perspectiva sociointeracionista, embasados em Bakhtin, sobre gêneros textuais, ressaltando-se, entre eles, os de Marcuschi, a pesquisa orienta-se para a análise desses materiais no contexto inicial em que surgem. Com uma abordagem macro e microanalítica do objeto, comprova-se serem as “frases” um gênero textual com características próprias, desde sua estruturação formal à sua construção dialógica. A descrição e análise dos dados identificam os processos constitutivos desse gênero como essencialmente dialógicos, fundados, centralmente, nas práticas discursivas de retextualização e (re)contextualização realizadas por atividades sociais de manipulação e “filtragem” da linguagem por quem exerce o poder dentro de uma sociedade dita democrática – as redes de edição. Entre os resultados dessa investigação, está a comprovação de que as “frases” constituem um gênero textual com características próprias em termos formais e funcionais e de grande incidência na imprensa brasileira.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
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22 de março de 2005
22 de fevereiro de 2005
Cláudia Mendonça de Oliveira
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Letras Digitais
Textualidade em Livros Didáticos de Geografia: o papel da metadiscursividade
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
A responsabilidade pelos elevados e persistentes índices de insucesso verificados no nosso sistema educacional tem sido, sistematicamente, atribuída à má formação do professor e/ou às carências sociais, econômicas e até cognitivas do aluno. Esses diagnósticos têm negligenciado a importância de um elemento que, no caso da escola brasileira, constitui não apenas um importantíssimo, mas, freqüentemente, o único instrumento de (in)formação para alunos e professores: o livro didático. Além disso, estudos relativos à textualidade desses manuais são ainda escassos entre nós, principalmente nas áreas de disciplinas introduzidas após a alfabetização, como a Geografia. Daí uma das razões desta investigação. Motivados por experiências pessoais e embasados em autores que nos fazem refletir sobre a textualidade do livro didático, resolvemos tomá-lo como objeto da nossa tese de doutorado. E, dentre os vários aspectos envolvidos nas questões da textualidade, elegemos os enunciados metadiscursivos, por considerar que constituem um dos pilares de sustentação da arquitetura textual. Ao usá-los para comentar o seu próprio discurso, o autor dialoga com o leitor e orienta-o com relação à a aspectos estruturais e discursivos, tais como: planejamento discursivo, progressividade temática, especificações terminológicas, e sobre a presença do outro no seu texto. Favorece, assim, a textualidade e promove uma compreensão ativa e responsiva. Trata-se de uma pesquisa de natureza descritivo-analítica, na qual procuramos identificar, em materiais extraídos dos três livros de Geografia mais adotados na 5ª série de cinqüenta escolas públicas e privadas da área metropolitana do Grande Recife, as ocorrências quantitativa e qualitativa das seguintes oito categorias metadiscursivas, cujas funções colaboram mais diretamente para a estruturação da arquitetura textual: objetivo geral, previsão, revisão, retomada, glosa sobre o código, indicação para ilustração, marcador ilocucionário e narrador. Os resultados demonstram que apenas as glosas sobre o código (37,25%) estão presentes de forma sistemática e diversificada no corpus analisado. As revisões (17,64%) e previsões (15,68%) têm uma incidência média e parecem revelar uma co-variação com os tipos de argumentação indutiva e dedutiva, respectivamente. Em seguida estão as retomadas (9,80%), que, aparentemente, são mais favorecidas pela argumentação dedutiva. Diante do elevado número de textos visuais presentes no corpus, a categoria indicação para ilustração constitui o tipo de enunciado metadiscursivo mais subutilizado (9,80%). Assim, textos lineares e visuais correm paralela e independentemente. Finalmente, as categorias: narrador (3,92%), objetivo geral (2,94%) e marcador ilocucionário (2,94%), com os mais baixos índices, revelam-se praticamente ausentes, a despeito da sua alta incidência e significativa importância para a textualidade de textos de natureza científica. É possível que os baixos índices de enunciados metadiscursivos registrados nesta pesquisa estejam associados à ausência de traços particulares que possam configurar no corpus um determinado gênero textual de modo mais específico.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
A responsabilidade pelos elevados e persistentes índices de insucesso verificados no nosso sistema educacional tem sido, sistematicamente, atribuída à má formação do professor e/ou às carências sociais, econômicas e até cognitivas do aluno. Esses diagnósticos têm negligenciado a importância de um elemento que, no caso da escola brasileira, constitui não apenas um importantíssimo, mas, freqüentemente, o único instrumento de (in)formação para alunos e professores: o livro didático. Além disso, estudos relativos à textualidade desses manuais são ainda escassos entre nós, principalmente nas áreas de disciplinas introduzidas após a alfabetização, como a Geografia. Daí uma das razões desta investigação. Motivados por experiências pessoais e embasados em autores que nos fazem refletir sobre a textualidade do livro didático, resolvemos tomá-lo como objeto da nossa tese de doutorado. E, dentre os vários aspectos envolvidos nas questões da textualidade, elegemos os enunciados metadiscursivos, por considerar que constituem um dos pilares de sustentação da arquitetura textual. Ao usá-los para comentar o seu próprio discurso, o autor dialoga com o leitor e orienta-o com relação à a aspectos estruturais e discursivos, tais como: planejamento discursivo, progressividade temática, especificações terminológicas, e sobre a presença do outro no seu texto. Favorece, assim, a textualidade e promove uma compreensão ativa e responsiva. Trata-se de uma pesquisa de natureza descritivo-analítica, na qual procuramos identificar, em materiais extraídos dos três livros de Geografia mais adotados na 5ª série de cinqüenta escolas públicas e privadas da área metropolitana do Grande Recife, as ocorrências quantitativa e qualitativa das seguintes oito categorias metadiscursivas, cujas funções colaboram mais diretamente para a estruturação da arquitetura textual: objetivo geral, previsão, revisão, retomada, glosa sobre o código, indicação para ilustração, marcador ilocucionário e narrador. Os resultados demonstram que apenas as glosas sobre o código (37,25%) estão presentes de forma sistemática e diversificada no corpus analisado. As revisões (17,64%) e previsões (15,68%) têm uma incidência média e parecem revelar uma co-variação com os tipos de argumentação indutiva e dedutiva, respectivamente. Em seguida estão as retomadas (9,80%), que, aparentemente, são mais favorecidas pela argumentação dedutiva. Diante do elevado número de textos visuais presentes no corpus, a categoria indicação para ilustração constitui o tipo de enunciado metadiscursivo mais subutilizado (9,80%). Assim, textos lineares e visuais correm paralela e independentemente. Finalmente, as categorias: narrador (3,92%), objetivo geral (2,94%) e marcador ilocucionário (2,94%), com os mais baixos índices, revelam-se praticamente ausentes, a despeito da sua alta incidência e significativa importância para a textualidade de textos de natureza científica. É possível que os baixos índices de enunciados metadiscursivos registrados nesta pesquisa estejam associados à ausência de traços particulares que possam configurar no corpus um determinado gênero textual de modo mais específico.
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14 de janeiro de 2005
Jan Edson Rodrigues-Leite
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Letras Digitais
A Construção Pública do Conhecimento: linguagem e interação na cognição social
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
O objeto de estudo deste trabalho é a investigação dos processos de construção do conhecimento levados a efeito na instituição escolar através da interação entre os participantes no ambiente de aula. Pretendemos demonstrar que a construção do conhecimento não é um ato individual nem decorre puramente da internalização de informações recebidas, tratadas e armazenadas na mente do aluno, mas que sua natureza é essencialmente pública e que ocorre através da atividade sociointeracional contextualmente situada, da negociação de versões da realidade e do partilhamento de terrenos comuns. Utilizamos exemplos de aulas de diversas disciplinas, coletados em turmas de quarta e quinta séries de escolas públicas, através de uma pesquisa de interesse etnográfico, e os analisamos segundo uma metodologia interpretativa que procura responder à pergunta acerca do que está a acontecer em sala de aula no tocante à construção do conhecimento. Fundamentamos esta análise nos pressupostos teóricos da lingüística cognitiva – mormente a hipótese sociocognitiva da linguagem, nos estudos sobre a categorização e sobre os processos de conceptualização verificados no transcorrer do discurso, bem como nos postulados interacionistas da lingüística e da etnografia da comunicação. Nossos resultados demonstram a produtividade de diversos processos de construção coletiva de categorias, empreendidos na interação face a face; o papel proeminente da ação colaborativa na construção dos modos de operar interacionalmente nos contextos de aula; e a ampla participação dos indivíduos envolvidos em aula na elaboração e negociação de objetos-de-discurso, que são a pedra de ângulo da construção do conhecimento.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
O objeto de estudo deste trabalho é a investigação dos processos de construção do conhecimento levados a efeito na instituição escolar através da interação entre os participantes no ambiente de aula. Pretendemos demonstrar que a construção do conhecimento não é um ato individual nem decorre puramente da internalização de informações recebidas, tratadas e armazenadas na mente do aluno, mas que sua natureza é essencialmente pública e que ocorre através da atividade sociointeracional contextualmente situada, da negociação de versões da realidade e do partilhamento de terrenos comuns. Utilizamos exemplos de aulas de diversas disciplinas, coletados em turmas de quarta e quinta séries de escolas públicas, através de uma pesquisa de interesse etnográfico, e os analisamos segundo uma metodologia interpretativa que procura responder à pergunta acerca do que está a acontecer em sala de aula no tocante à construção do conhecimento. Fundamentamos esta análise nos pressupostos teóricos da lingüística cognitiva – mormente a hipótese sociocognitiva da linguagem, nos estudos sobre a categorização e sobre os processos de conceptualização verificados no transcorrer do discurso, bem como nos postulados interacionistas da lingüística e da etnografia da comunicação. Nossos resultados demonstram a produtividade de diversos processos de construção coletiva de categorias, empreendidos na interação face a face; o papel proeminente da ação colaborativa na construção dos modos de operar interacionalmente nos contextos de aula; e a ampla participação dos indivíduos envolvidos em aula na elaboração e negociação de objetos-de-discurso, que são a pedra de ângulo da construção do conhecimento.
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18 de maio de 2004
Edmilson de Albuquerque Borborema Filho
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Letras Digitais
A Metáfora na Construção da Percepção da Realidade no Discurso Jornalístico
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho visa a fazer uma análise interpretativa qualitativa da participação da metáfora na construção da percepção da realidade no discurso jornalístico escrito. Tomamos a concepção de realidade como sendo mais do que simplesmente aquilo que existe no mundo extramental, i.e., entendemos a realidade como resultado de uma construção sociocognitiva e que, portanto, passa amplamente pelas mentes dos seres que a criam. Vemos a metáfora como uma atividade cognoscitiva que, em grande medida, define a natureza do sistema conceptual humano. Esta atividade é evidenciada pela linguagem natural da qual nos servimos para comunicação e produção de conhecimento. Sua importância para os estudos da linguagem se revela na medida em que não encontramos meios de percebermos e expressarmos a realidade se não também através deste fenômeno, inclusive no próprio discurso jornalístico. Fizemos uma breve incursão nos principais postulados de que temos conhecimento relativos aos modos de produção, reconhecimento e compreensão da metáfora, respaldados em duas teorias defendidas por Lakoff & Johnson (Teoria da Metáfora Conceptual; 1980) e Fauconnier (Teoria da Fusão Conceptual; 1997), respectivamente, as quais serviram de base teórica para análise dos dados do nosso corpus, composto de textos retirados de um jornal, O Estado de São Paulo, e de uma revista, Veja. Constatou-se, através da análise dos dados, que a metáfora é um fenômeno fortemente presente no discurso jornalístico e que neste espaço ela tem atuação significativa na construção do modo como percebemos a realidade. Os resultados obtidos pela análise dão sustentação às hipóteses da pesquisa e sugerem que as investigações subseqüentes relativas ao fenômeno metafórico e sua participação na construção de significado sejam desenvolvidas levando-se em consideração as teorias mencionadas.
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Área de Concentração: Linguística
Este trabalho visa a fazer uma análise interpretativa qualitativa da participação da metáfora na construção da percepção da realidade no discurso jornalístico escrito. Tomamos a concepção de realidade como sendo mais do que simplesmente aquilo que existe no mundo extramental, i.e., entendemos a realidade como resultado de uma construção sociocognitiva e que, portanto, passa amplamente pelas mentes dos seres que a criam. Vemos a metáfora como uma atividade cognoscitiva que, em grande medida, define a natureza do sistema conceptual humano. Esta atividade é evidenciada pela linguagem natural da qual nos servimos para comunicação e produção de conhecimento. Sua importância para os estudos da linguagem se revela na medida em que não encontramos meios de percebermos e expressarmos a realidade se não também através deste fenômeno, inclusive no próprio discurso jornalístico. Fizemos uma breve incursão nos principais postulados de que temos conhecimento relativos aos modos de produção, reconhecimento e compreensão da metáfora, respaldados em duas teorias defendidas por Lakoff & Johnson (Teoria da Metáfora Conceptual; 1980) e Fauconnier (Teoria da Fusão Conceptual; 1997), respectivamente, as quais serviram de base teórica para análise dos dados do nosso corpus, composto de textos retirados de um jornal, O Estado de São Paulo, e de uma revista, Veja. Constatou-se, através da análise dos dados, que a metáfora é um fenômeno fortemente presente no discurso jornalístico e que neste espaço ela tem atuação significativa na construção do modo como percebemos a realidade. Os resultados obtidos pela análise dão sustentação às hipóteses da pesquisa e sugerem que as investigações subseqüentes relativas ao fenômeno metafórico e sua participação na construção de significado sejam desenvolvidas levando-se em consideração as teorias mencionadas.
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12 de abril de 2004
Severina Sílvia Maria Oliveira Ferreira
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Letras Digitais
João, uma Criança com Olhar de Estrela, o Autismo: um estudo de caso
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho tem o objetivo de mostrar, a partir do estudo de um caso, como são desenvolvidas as relações entre uma criança autista e aqueles que fazem parte de seu cotidiano. Com base em categorias extraídas da Análise Conversacional, aplicadas ao estudo da relação mãe-bebê, foi reconstituída, com fundamento numa série de depoimentos, a história de uma criança autista. Paralelamente, foi realizada a observação direta da criança, com o intuito de averiguar como se apresentam, na atualidade, as suas relações com aqueles que partilham o seu dia-a-dia. O aparato teórico utilizado na coleta, descrição e análise do conjunto de dados tem como princípio fundamental a linguagem enquanto anterior e constituinte do sujeito falante, cuja emergência somente é possível no sistema de relações formado pela criança e o outro. Nessa perspectiva, servem de apoio conceitual ao trabalho teorias como a sociocognitiva (Tomasello, 2000) e sócio-discursiva (Bronckart, 1999), noções como a de jogos de linguagem e formas de vida (Wittgenstein, 1995, 1996a), de sujeito (Benveniste, 1988; Lacan, 1998) e de dialogicidade (Bakhtin, 1997, 1998), que destacam, em suas particulares abordagens, o papel do outro como determinante do fazer laço social. Os resultados mostram que a criança autista é considerada não responsiva, o que implica (1) a retirada do outro do seu sistema de relações, levando a criança a uma série de ações autônomas isoladas e (2) a descontinuidade freqüente das relações, limitadas, na maioria das vezes, a um único par de turno de fala, do tipo ordem-execução ou pedido-resposta. A segmentação sistemática das ações inviabiliza a construção e reversibilidade de papéis entre falante e ouvinte, condição fundamental para a construção dialógica e emergência do sujeito.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho tem o objetivo de mostrar, a partir do estudo de um caso, como são desenvolvidas as relações entre uma criança autista e aqueles que fazem parte de seu cotidiano. Com base em categorias extraídas da Análise Conversacional, aplicadas ao estudo da relação mãe-bebê, foi reconstituída, com fundamento numa série de depoimentos, a história de uma criança autista. Paralelamente, foi realizada a observação direta da criança, com o intuito de averiguar como se apresentam, na atualidade, as suas relações com aqueles que partilham o seu dia-a-dia. O aparato teórico utilizado na coleta, descrição e análise do conjunto de dados tem como princípio fundamental a linguagem enquanto anterior e constituinte do sujeito falante, cuja emergência somente é possível no sistema de relações formado pela criança e o outro. Nessa perspectiva, servem de apoio conceitual ao trabalho teorias como a sociocognitiva (Tomasello, 2000) e sócio-discursiva (Bronckart, 1999), noções como a de jogos de linguagem e formas de vida (Wittgenstein, 1995, 1996a), de sujeito (Benveniste, 1988; Lacan, 1998) e de dialogicidade (Bakhtin, 1997, 1998), que destacam, em suas particulares abordagens, o papel do outro como determinante do fazer laço social. Os resultados mostram que a criança autista é considerada não responsiva, o que implica (1) a retirada do outro do seu sistema de relações, levando a criança a uma série de ações autônomas isoladas e (2) a descontinuidade freqüente das relações, limitadas, na maioria das vezes, a um único par de turno de fala, do tipo ordem-execução ou pedido-resposta. A segmentação sistemática das ações inviabiliza a construção e reversibilidade de papéis entre falante e ouvinte, condição fundamental para a construção dialógica e emergência do sujeito.
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26 de março de 2004
Cilda Magaly de Lucena Palma
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Letras Digitais
Os Gêneros Textuais na Atividade Empresarial da Era Digital
Orientação: Luiz Antônio Marcuschi e Abuêndia Padilha Pinto
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este estudo apresenta uma análise sistemática do comportamento empresarial no que se refere à produção textual. Partimos da hipótese de que essa produção foi fortemente afetada não apenas pelas novas tecnologias desenvolvidas visando a tornar as empresas mais competitivas, como também por um modelo empresarial descentralizador, que prima pela autonomia, velocidade de decisão, desenvolvimento de habilidades, motivação e pró-atividade; fatores constitutivos de um evento comunicativo pautado na interatividade e no conhecimento compartilhado, engrenagens primordiais para o sucesso empresarial dentro de um mercado aberto. Este olhar sobre o fazer comunicativo como evento lingüístico, cultural, histórico e cognitivo encontra respaldo teórico nos estudos atuais da Lingüística do Texto que abarca conhecimentos de diversas áreas afins, tais como: Psicologia Cognitiva, Estudo dos Gêneros do Discurso e Etnografia da Comunicação, conhecimentos que nortearam esta pesquisa. Fizeram parte deste estudo, na qualidade de fontes para os dados da análise, a Dow Química, empresa multinacional com negócios espalhados por quase todo o planeta, aqui representada pela subsidiária CAN (Companhia Alcoolquímica Nacional); a Petroflex, empresa brasileira privatizada há dez anos, ambas situadas no município do Cabo de Santo Agostinho- PE e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), uma estatal cuja diretoria regional encontra-se em Recife-PE. Os resultados mais notáveis da investigação foram: a) a percepção de uma prática empresarial pautada numa convergência das manifestações orais e escrita, bastante próximas de um continuum lingüístico (cf. proposto por Porter:1993, Marcuschi:2002); b) a queda de paradigmas formais na produção de textos, numa flagrante influência de fatores socioculturais, a exemplo do uso da comunicação mediada por computador; c) a supremacia na utilização do e-mail como forma de comunicação interna e externa; d) o encapsulamento de alguns gêneros como memorandos, ofícios, requerimentos pelo e-mail na atividade profissional das duas empresas privadas pesquisadas.
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Orientação: Luiz Antônio Marcuschi e Abuêndia Padilha Pinto
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este estudo apresenta uma análise sistemática do comportamento empresarial no que se refere à produção textual. Partimos da hipótese de que essa produção foi fortemente afetada não apenas pelas novas tecnologias desenvolvidas visando a tornar as empresas mais competitivas, como também por um modelo empresarial descentralizador, que prima pela autonomia, velocidade de decisão, desenvolvimento de habilidades, motivação e pró-atividade; fatores constitutivos de um evento comunicativo pautado na interatividade e no conhecimento compartilhado, engrenagens primordiais para o sucesso empresarial dentro de um mercado aberto. Este olhar sobre o fazer comunicativo como evento lingüístico, cultural, histórico e cognitivo encontra respaldo teórico nos estudos atuais da Lingüística do Texto que abarca conhecimentos de diversas áreas afins, tais como: Psicologia Cognitiva, Estudo dos Gêneros do Discurso e Etnografia da Comunicação, conhecimentos que nortearam esta pesquisa. Fizeram parte deste estudo, na qualidade de fontes para os dados da análise, a Dow Química, empresa multinacional com negócios espalhados por quase todo o planeta, aqui representada pela subsidiária CAN (Companhia Alcoolquímica Nacional); a Petroflex, empresa brasileira privatizada há dez anos, ambas situadas no município do Cabo de Santo Agostinho- PE e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), uma estatal cuja diretoria regional encontra-se em Recife-PE. Os resultados mais notáveis da investigação foram: a) a percepção de uma prática empresarial pautada numa convergência das manifestações orais e escrita, bastante próximas de um continuum lingüístico (cf. proposto por Porter:1993, Marcuschi:2002); b) a queda de paradigmas formais na produção de textos, numa flagrante influência de fatores socioculturais, a exemplo do uso da comunicação mediada por computador; c) a supremacia na utilização do e-mail como forma de comunicação interna e externa; d) o encapsulamento de alguns gêneros como memorandos, ofícios, requerimentos pelo e-mail na atividade profissional das duas empresas privadas pesquisadas.
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19 de fevereiro de 2004
Marconi Oliveira da Silva
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Letras Digitais
A Apresentação do Mundo pela Linguagem no Jornalismo
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
A tese defendida nesta investigação afirma que o jornalismo produz uma representação e um sentido de mundo que podem ser tidos muito mais como um trato que um retrato da realidade. Os fatos jornalísticos, que são formas epistemológicas de organizar o mundo, reforçam contextos de modelos estabilizados e estereotipados, e, paradoxalmente, apresentam grande carga de indeterminação e ambigüidade no relato dos acontecimentos. Sua meta é conquistar as mentes e os corações dos leitores como co-produtores de sentidos. Com uma análise que arranca de dentro da lingüística, assume-se a teoria da indeterminação do significado como um aspecto intrínseco à linguagem e cuja determinação de sentido é fruto de uma construção interativa e discursiva da realidade. Nos dois primeiros capítulos analisam-se, respectivamente, a questão referencial no relato noticioso jornalístico e alguns aspectos da abordagem teórica da referência ao longo dos últimos 50 anos no contexto filosófico e lingüístico a respeito da relação entre linguagem e mundo. Os textos investigados foram retirados de dois jornais (um de circulação nacional e um estadual) e duas revistas, que circularam nos meses de março e abril de 2000. Os capítulos 3, 4 e 5, que constituem o núcleo da análise, demonstram que as noções de intersubjetividade, intencionalidade, dêixis, pressuposição, protótipos, categorias, nomes, anáforas, repetições, ambigüidade, indeterminação e polissemia, empregadas na análise do corpus, permitem defender a tese de que o relato jornalístico da notícia não pode ser tido como espelho da realidade. Não se trata de uma simples reedição das velhas noções de que o jornalismo não é uma atividade neutra sob o aspecto ideológico, mas sim de um aprofundamento de tese nova voltada para aspectos que dizem respeito ao próprio modo de produção de sentido pela atividade referencial ao não se admitir que de um lado está a linguagem e de outro os fatos e que ao indivíduo – o jornalista – cabe usá-los para um relato clarividente e unívoco.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
A tese defendida nesta investigação afirma que o jornalismo produz uma representação e um sentido de mundo que podem ser tidos muito mais como um trato que um retrato da realidade. Os fatos jornalísticos, que são formas epistemológicas de organizar o mundo, reforçam contextos de modelos estabilizados e estereotipados, e, paradoxalmente, apresentam grande carga de indeterminação e ambigüidade no relato dos acontecimentos. Sua meta é conquistar as mentes e os corações dos leitores como co-produtores de sentidos. Com uma análise que arranca de dentro da lingüística, assume-se a teoria da indeterminação do significado como um aspecto intrínseco à linguagem e cuja determinação de sentido é fruto de uma construção interativa e discursiva da realidade. Nos dois primeiros capítulos analisam-se, respectivamente, a questão referencial no relato noticioso jornalístico e alguns aspectos da abordagem teórica da referência ao longo dos últimos 50 anos no contexto filosófico e lingüístico a respeito da relação entre linguagem e mundo. Os textos investigados foram retirados de dois jornais (um de circulação nacional e um estadual) e duas revistas, que circularam nos meses de março e abril de 2000. Os capítulos 3, 4 e 5, que constituem o núcleo da análise, demonstram que as noções de intersubjetividade, intencionalidade, dêixis, pressuposição, protótipos, categorias, nomes, anáforas, repetições, ambigüidade, indeterminação e polissemia, empregadas na análise do corpus, permitem defender a tese de que o relato jornalístico da notícia não pode ser tido como espelho da realidade. Não se trata de uma simples reedição das velhas noções de que o jornalismo não é uma atividade neutra sob o aspecto ideológico, mas sim de um aprofundamento de tese nova voltada para aspectos que dizem respeito ao próprio modo de produção de sentido pela atividade referencial ao não se admitir que de um lado está a linguagem e de outro os fatos e que ao indivíduo – o jornalista – cabe usá-los para um relato clarividente e unívoco.
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13 de janeiro de 2004
Vicentina Maria Ramires Borba
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Gêneros Textuais e Produção de Universitários: o resumo acadêmico
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Este estudo partiu da crescente inquietação de professores universitários com relação à baixa qualidade dos textos dos alunos dos cursos de graduação, sobretudo aqueles recém-ingressos nas universidades. As críticas mais freqüentes referem-se aos graves problemas de compreensão e organização de informações apresentadas nos textos dos alunos, os quais se devem, principalmente, à pouca familiaridade desses alunos com os gêneros textuais que circulam nessa comunidade acadêmica. Os estudos na perspectiva sócio-interacionista, inspirados nas formulações teóricas de Bakhtin sobre gêneros textuais; as abordagens mais recentes da escola norte-americana dos estudos de gêneros na perspectiva da Nova Retórica, sobretudo os trabalhos de Miller ( 1984; 1994) e Swales ( 1990; 1992; 2003 ), e os trabalhos desenvolvidos por Van Dijk e Kintsch sobre as macrorregras de compreensão e redução de informação contribuíram de forma substantiva para que analisássemos o modo como se apresenta a produção desses alunos, especificamente no gênero resumo, que foi indicado nesta pesquisa como sendo o mais produzido por esses membros no contexto das atividades acadêmicas. Foram coletados 167 resumos de alunos dos cursos de graduação na área das Ciências Humanas e Sociais da UFPE e da UFRPE. Após seleção feita a partir de critérios mais gerais, como apresentação de referências, extensão, organização textual e possibilidade de consulta ao texto gerador, foram analisados 45 resumos dos alunos dos cursos de graduação em Letras e Administração, da UFPE, e em História e Sociologia, da UFRPE, com base nos seguintes critérios de composição retórico-discursiva e cognitiva:1) os elementos linguísticos de superfície; 2) a estrutura retórica do gênero resumo e 3) as macro-regras e compreensão de textos. As análises indicaram que os textos produzidos por esses alunos não correspondem às exigências postas pela comunidade acadêmica, provavelmente porque, entre outras razões, esses alunos não internalizaram a consciência de que vários fatores afetam a produção de textos, entre eles, o propósito, o público e o contexto. Um dos caminhos seguros para resolver esta questão é o investimento sistemático e intensivo no ensino de gêneros textuais, ampliando-se as formas de acesso e exposição desses alunos aos diferentes gêneros que circulam na universidade, de modo a se promover a participação efetiva na produção discursiva dessa comunidade.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Este estudo partiu da crescente inquietação de professores universitários com relação à baixa qualidade dos textos dos alunos dos cursos de graduação, sobretudo aqueles recém-ingressos nas universidades. As críticas mais freqüentes referem-se aos graves problemas de compreensão e organização de informações apresentadas nos textos dos alunos, os quais se devem, principalmente, à pouca familiaridade desses alunos com os gêneros textuais que circulam nessa comunidade acadêmica. Os estudos na perspectiva sócio-interacionista, inspirados nas formulações teóricas de Bakhtin sobre gêneros textuais; as abordagens mais recentes da escola norte-americana dos estudos de gêneros na perspectiva da Nova Retórica, sobretudo os trabalhos de Miller ( 1984; 1994) e Swales ( 1990; 1992; 2003 ), e os trabalhos desenvolvidos por Van Dijk e Kintsch sobre as macrorregras de compreensão e redução de informação contribuíram de forma substantiva para que analisássemos o modo como se apresenta a produção desses alunos, especificamente no gênero resumo, que foi indicado nesta pesquisa como sendo o mais produzido por esses membros no contexto das atividades acadêmicas. Foram coletados 167 resumos de alunos dos cursos de graduação na área das Ciências Humanas e Sociais da UFPE e da UFRPE. Após seleção feita a partir de critérios mais gerais, como apresentação de referências, extensão, organização textual e possibilidade de consulta ao texto gerador, foram analisados 45 resumos dos alunos dos cursos de graduação em Letras e Administração, da UFPE, e em História e Sociologia, da UFRPE, com base nos seguintes critérios de composição retórico-discursiva e cognitiva:1) os elementos linguísticos de superfície; 2) a estrutura retórica do gênero resumo e 3) as macro-regras e compreensão de textos. As análises indicaram que os textos produzidos por esses alunos não correspondem às exigências postas pela comunidade acadêmica, provavelmente porque, entre outras razões, esses alunos não internalizaram a consciência de que vários fatores afetam a produção de textos, entre eles, o propósito, o público e o contexto. Um dos caminhos seguros para resolver esta questão é o investimento sistemático e intensivo no ensino de gêneros textuais, ampliando-se as formas de acesso e exposição desses alunos aos diferentes gêneros que circulam na universidade, de modo a se promover a participação efetiva na produção discursiva dessa comunidade.
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28 de abril de 2003
Karina Falcone de Azevedo
Postado por
Letras Digitais
O Acesso dos Excluídos ao Espaço Discursivo do Jornal
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi e Isaltina Maria de Azevedo Mello Gomes
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O objetivo central deste estudo é analisar o acesso dos excluídos aos espaços discursivos dos jornais. Isso significa, primeiramente, questionar as relações ideológicas que envolvem o domínio das elites e a predominância de suas representações discursivas nos meios de comunicação de massa. Para essa análise, seguimos as teorias desenvolvidas por T. A. van Dijk e N. Fairclough, principais referências aqui adotadas. Neste trabalho, a investigação do acesso se restringiu ao domínio jornalístico, tendo como objeto de estudo textos publicados sobre o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), no período de 11 de novembro de 1999 a 29 de fevereiro de 2000, no Jornal do Commercio (JC). A delimitação em apenas um veículo de comunicação foi uma necessidade metodológica, no sentido de eliminar variáveis intervenientes que poderiam surgir devido às diferentes orientações ideológicas dos jornais, o que não deveria ser foco do nosso estudo. Outro aspecto aqui observado foi a qualidade da participação dos excluídos na construção do discurso jornalístico. A partir de duas categorias básicas de análise (acesso institucional e acesso episódico), investigamos como os integrantes do MTST participaram da construção do discurso jornalístico. A análise nos levou à confirmação da hipótese inicial: o acesso dos excluídos se dá, preferencialmente, em situações de conflitos. Os efeitos sócio-cognitivos desse fenômeno é uma das principais causas do preconceito e dos estereótipos construídos na sociedade contra os grupos em situação de exclusão.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi e Isaltina Maria de Azevedo Mello Gomes
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O objetivo central deste estudo é analisar o acesso dos excluídos aos espaços discursivos dos jornais. Isso significa, primeiramente, questionar as relações ideológicas que envolvem o domínio das elites e a predominância de suas representações discursivas nos meios de comunicação de massa. Para essa análise, seguimos as teorias desenvolvidas por T. A. van Dijk e N. Fairclough, principais referências aqui adotadas. Neste trabalho, a investigação do acesso se restringiu ao domínio jornalístico, tendo como objeto de estudo textos publicados sobre o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), no período de 11 de novembro de 1999 a 29 de fevereiro de 2000, no Jornal do Commercio (JC). A delimitação em apenas um veículo de comunicação foi uma necessidade metodológica, no sentido de eliminar variáveis intervenientes que poderiam surgir devido às diferentes orientações ideológicas dos jornais, o que não deveria ser foco do nosso estudo. Outro aspecto aqui observado foi a qualidade da participação dos excluídos na construção do discurso jornalístico. A partir de duas categorias básicas de análise (acesso institucional e acesso episódico), investigamos como os integrantes do MTST participaram da construção do discurso jornalístico. A análise nos levou à confirmação da hipótese inicial: o acesso dos excluídos se dá, preferencialmente, em situações de conflitos. Os efeitos sócio-cognitivos desse fenômeno é uma das principais causas do preconceito e dos estereótipos construídos na sociedade contra os grupos em situação de exclusão.
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26 de março de 2003
Williany Miranda da Silva
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Letras Digitais
O Gênero Textual no Espaço Didático
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este trabalho desenvolve alguns aspectos da teoria dos gêneros, em especial, o modelo sócio-interacionista de Bronckart (1999, 2000) e o modelo sócio-comunicativo de Dolz e Schneuwly (1998) com o intuito de investigar como os gêneros textuais são abordados nas propostas de produção escrita dos livros didáticos de português do ensino fundamental (5ª a 8ª séries). A análise constatou que as propostas priorizam de maneira exagerada a abordagem de gêneros do domínio ficcional e jornalístico, enfatizando muito mais o aspecto estrutural da seqüência tipológica (narração e exposição) e dos mecanismos lingüístico-textuais (coesão e coerência) do que o da funcionalidade do gênero. Acreditando que o professor pode suprir os problemas criados por essa lacuna, apresentamos como sugestão de trabalho uma seqüência de atividades para o gênero entrevista, dentro da perspectiva sócio-interacionista. A seqüência destaca atividades prévias (orais e escritas) como fundamentais para motivar e monitorar o processo de produção de quem está escrevendo com a intenção de comunicar de forma autêntica e não apenas de cumprir uma tarefa escolar. De um modo geral, para o desenvolvimento da análise dos livros didáticos e para a sugestão da seqüência didática, a idéia central é a de que os gêneros se distribuem num contínuo de atividades sociais e discursivas no dia-a-dia do cidadão.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este trabalho desenvolve alguns aspectos da teoria dos gêneros, em especial, o modelo sócio-interacionista de Bronckart (1999, 2000) e o modelo sócio-comunicativo de Dolz e Schneuwly (1998) com o intuito de investigar como os gêneros textuais são abordados nas propostas de produção escrita dos livros didáticos de português do ensino fundamental (5ª a 8ª séries). A análise constatou que as propostas priorizam de maneira exagerada a abordagem de gêneros do domínio ficcional e jornalístico, enfatizando muito mais o aspecto estrutural da seqüência tipológica (narração e exposição) e dos mecanismos lingüístico-textuais (coesão e coerência) do que o da funcionalidade do gênero. Acreditando que o professor pode suprir os problemas criados por essa lacuna, apresentamos como sugestão de trabalho uma seqüência de atividades para o gênero entrevista, dentro da perspectiva sócio-interacionista. A seqüência destaca atividades prévias (orais e escritas) como fundamentais para motivar e monitorar o processo de produção de quem está escrevendo com a intenção de comunicar de forma autêntica e não apenas de cumprir uma tarefa escolar. De um modo geral, para o desenvolvimento da análise dos livros didáticos e para a sugestão da seqüência didática, a idéia central é a de que os gêneros se distribuem num contínuo de atividades sociais e discursivas no dia-a-dia do cidadão.
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24 de outubro de 2001
Cinthya Lúcia Martins Torres Saraiva de Melo
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Letras Digitais
Anáfora Indireta Esquemática Pronominal: uma anáfora coletiva e genérica e coletiva restritiva
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O propósito deste trabalho é, essencialmente, investigar o comportamento da anáfora indireta esquemática pronominal de terceira pessoa do plural (AIEP) cujos referentes não estão explicitados do texto, mas ativados a partir de uma âncora textual que projeta os referentes de forma representacional. Nessa perspectiva, o pronome não é visto como tradicionalmente postulado, isto é, um anafórico que deveria necessariamente retomar um outro elemento anteriormente explicitado na contextualidade mantendo, contudo, a coesão e a coerência discursiva. Nosso objetivo é mostrar que essa anáfora se realiza mediante dois processos: (1) inferencial, caracterizado pela ativação de referentes identificáveis através de um coletivo genérico, enquadrado no universo das representações conceituais criando um espaço mental de estruturação auxiliado pelo contexto; e (2) cognitivo, caracterizado pela seleção de referentes identificados através de um coletivo restritivo, enquadrado no universo das representações semânticas criando um espaço mental de estruturação auxiliado pelo contexto. Como apoio teórico utilizamos a Lingüística de Texto, a Lingüística Cognitiva e a Lingüística Pragmática, que permitem explicar esses processos. Para tanto, recorremos aos estudos de L.A. Marcuschi (1998a, 2000, 2001a) e outros citados na bibliografia, por ter o autor desenvolvido um estudo pioneiro e sistemático da AIEP sob a perspectiva da referenciação. O corpus é composto de 10 gravações de telejornais e de 12 entrevistas coletadas nas revistas Veja e Você S.A., dois gêneros que se caracterizam como textos de mescla (produzidos num meio e recebidos em outro). As análises realizadas mostram que as AIEPs são mais comuns nas entrevistas da Veja e Você S.A. do que nos telejornais, mas sempre ocorrem de acordo com a intencionalidade de seus produtores. Também foi constatado que, embora típica da oralidade, essa estratégia não se restringe aos textos tipicamente falados, o que reforça a idéia de que o telejornal representa a escrita em formato padrão habitual, caracterizando-se como um gênero que não representa a fala, mas uma oralização da escrita.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O propósito deste trabalho é, essencialmente, investigar o comportamento da anáfora indireta esquemática pronominal de terceira pessoa do plural (AIEP) cujos referentes não estão explicitados do texto, mas ativados a partir de uma âncora textual que projeta os referentes de forma representacional. Nessa perspectiva, o pronome não é visto como tradicionalmente postulado, isto é, um anafórico que deveria necessariamente retomar um outro elemento anteriormente explicitado na contextualidade mantendo, contudo, a coesão e a coerência discursiva. Nosso objetivo é mostrar que essa anáfora se realiza mediante dois processos: (1) inferencial, caracterizado pela ativação de referentes identificáveis através de um coletivo genérico, enquadrado no universo das representações conceituais criando um espaço mental de estruturação auxiliado pelo contexto; e (2) cognitivo, caracterizado pela seleção de referentes identificados através de um coletivo restritivo, enquadrado no universo das representações semânticas criando um espaço mental de estruturação auxiliado pelo contexto. Como apoio teórico utilizamos a Lingüística de Texto, a Lingüística Cognitiva e a Lingüística Pragmática, que permitem explicar esses processos. Para tanto, recorremos aos estudos de L.A. Marcuschi (1998a, 2000, 2001a) e outros citados na bibliografia, por ter o autor desenvolvido um estudo pioneiro e sistemático da AIEP sob a perspectiva da referenciação. O corpus é composto de 10 gravações de telejornais e de 12 entrevistas coletadas nas revistas Veja e Você S.A., dois gêneros que se caracterizam como textos de mescla (produzidos num meio e recebidos em outro). As análises realizadas mostram que as AIEPs são mais comuns nas entrevistas da Veja e Você S.A. do que nos telejornais, mas sempre ocorrem de acordo com a intencionalidade de seus produtores. Também foi constatado que, embora típica da oralidade, essa estratégia não se restringe aos textos tipicamente falados, o que reforça a idéia de que o telejornal representa a escrita em formato padrão habitual, caracterizando-se como um gênero que não representa a fala, mas uma oralização da escrita.
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23 de outubro de 2001
Sandra Carla Ferreira de Castro
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Letras Digitais
A Retórica dos Links no Hipertexto
Orientação: Luiz Antônio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Numa perspectiva mais ampla, este trabalho analisa a escritura eletrônica não-seqüencial e não-linear: o hipertexto, em um ambiente natural na rede mundial. Através dessa ferramenta, investiga, especificamente, a natureza das ligações eletrônicas estruturadas em itens lexicais, sintagmáticas ou ícones: o link. Tomando por base sugestões de Nicholas C. Burbules (1998), serão verificados: (a) os processos de seleção de um determinado item lexical ou sintagma para a formação de um link; (b) os valore envolvidos nessa decisão; (c) as redes semântico-pragmáticas estabelecidas por eles. No que diz respeito às análises, é necessário deixar claro que não há um corpus, uma vez que num trabalho hipertextual, a montagem de um corpus surge como impraticável, pois é impossível mapear todas as interconexões existentes na rede (web). Por isso, tornou-se mais pertinente a análise de domínios discursivos, no intuito de garantir, o quanto possível, a realidade virtual. A partir dessas análises, foi verificado que os links não são simplesmente elementos retóricos, porque exploram o estilo (figuras de linguagem), mas porque articulam idéias, argumentos, na medida em que contribuem para atrair o internauta, bem como mantê-lo “preso” ao site. Isso ratifica a conclusão de que os links são elementos persuasivo, pois contribuem para formar uma rede semântico-pragmática de informações.
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Orientação: Luiz Antônio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Numa perspectiva mais ampla, este trabalho analisa a escritura eletrônica não-seqüencial e não-linear: o hipertexto, em um ambiente natural na rede mundial. Através dessa ferramenta, investiga, especificamente, a natureza das ligações eletrônicas estruturadas em itens lexicais, sintagmáticas ou ícones: o link. Tomando por base sugestões de Nicholas C. Burbules (1998), serão verificados: (a) os processos de seleção de um determinado item lexical ou sintagma para a formação de um link; (b) os valore envolvidos nessa decisão; (c) as redes semântico-pragmáticas estabelecidas por eles. No que diz respeito às análises, é necessário deixar claro que não há um corpus, uma vez que num trabalho hipertextual, a montagem de um corpus surge como impraticável, pois é impossível mapear todas as interconexões existentes na rede (web). Por isso, tornou-se mais pertinente a análise de domínios discursivos, no intuito de garantir, o quanto possível, a realidade virtual. A partir dessas análises, foi verificado que os links não são simplesmente elementos retóricos, porque exploram o estilo (figuras de linguagem), mas porque articulam idéias, argumentos, na medida em que contribuem para atrair o internauta, bem como mantê-lo “preso” ao site. Isso ratifica a conclusão de que os links são elementos persuasivo, pois contribuem para formar uma rede semântico-pragmática de informações.
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11 de junho de 2001
Megan Parry de Castro Duque Estrada
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Letras Digitais
Marcadores Tags em Narrativas Orais Paraenses
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Esta tese de doutorado investiga o uso de marcadores tags em narrativas orais acerca do imaginário da Amazônia paraense. Foram selecionados quatro representantes desse conjunto – né, sabe, viu e entendeu – para serem analisados de acordo com sete variáveis e respectivos traços, tendo como objetivo a identificação das suas características e funções pragmáticas em histórias de encantamento e assombração. É uma pesquisa de cunho empírico-indutivo, com o suporte teórico básico da Análise da Conversação, complementado por conceitos oriundos da Pragmática, do Princípio da Polidez, do Princípio da Pertinência e das Estruturas de Expectativa, além de estudos sobre a narrativa oral, na linha da Sociolingüística. O tratamento analítico dos dados é tanto quantitativo quanto qualitativo, na tentativa de mostrar, de forma mais abrangente, o funcionamento pragmático dos marcadores em foco, no gênero-alvo. A partir da discussão teórica e do levantamento estatístico dos dados, constatou-se a existência de funções comuns aos marcadores tags, assim como funções específicas de cada um dos elementos analisados, que variam de acordo com fatores como a natureza da interação, a fonte enunciativa, as intenções comunicativas dos interactantes, o tipo e o conteúdo dos enunciados que os marcadores abrangem, a modalidade de texto e as seções da narrativa, o contexto e a situação de comunicação. Concluiu-se que a escolha e o uso dos marcadores tags, nas narrativas orais objeto desta investigação, são afetados pelo gênero de texto em que se inserem e motivados, principalmente, pela relevância e pela necessidade de preservação das faces, gerando, assim, uma classificação que se subdivide em dois grupos: marcadores de relevo e marcadores de atenuação. Observou-se também a multifuncionalidade desses marcadores e a possibilidade de intercâmbio em determinadas situações. O estudo pormenorizado das ocorrências foi privilegiado num primeiro momento para, em seguida, ser feita uma análise comparativa das características e funções dos marcadores tags selecionados e, finalmente, serem elaborados quadros demonstrativos de seu uso em narrativas orais.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Esta tese de doutorado investiga o uso de marcadores tags em narrativas orais acerca do imaginário da Amazônia paraense. Foram selecionados quatro representantes desse conjunto – né, sabe, viu e entendeu – para serem analisados de acordo com sete variáveis e respectivos traços, tendo como objetivo a identificação das suas características e funções pragmáticas em histórias de encantamento e assombração. É uma pesquisa de cunho empírico-indutivo, com o suporte teórico básico da Análise da Conversação, complementado por conceitos oriundos da Pragmática, do Princípio da Polidez, do Princípio da Pertinência e das Estruturas de Expectativa, além de estudos sobre a narrativa oral, na linha da Sociolingüística. O tratamento analítico dos dados é tanto quantitativo quanto qualitativo, na tentativa de mostrar, de forma mais abrangente, o funcionamento pragmático dos marcadores em foco, no gênero-alvo. A partir da discussão teórica e do levantamento estatístico dos dados, constatou-se a existência de funções comuns aos marcadores tags, assim como funções específicas de cada um dos elementos analisados, que variam de acordo com fatores como a natureza da interação, a fonte enunciativa, as intenções comunicativas dos interactantes, o tipo e o conteúdo dos enunciados que os marcadores abrangem, a modalidade de texto e as seções da narrativa, o contexto e a situação de comunicação. Concluiu-se que a escolha e o uso dos marcadores tags, nas narrativas orais objeto desta investigação, são afetados pelo gênero de texto em que se inserem e motivados, principalmente, pela relevância e pela necessidade de preservação das faces, gerando, assim, uma classificação que se subdivide em dois grupos: marcadores de relevo e marcadores de atenuação. Observou-se também a multifuncionalidade desses marcadores e a possibilidade de intercâmbio em determinadas situações. O estudo pormenorizado das ocorrências foi privilegiado num primeiro momento para, em seguida, ser feita uma análise comparativa das características e funções dos marcadores tags selecionados e, finalmente, serem elaborados quadros demonstrativos de seu uso em narrativas orais.
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30 de abril de 2001
Rodrigo Jungmann de Castro
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Letras Digitais
Descrições Definidas: de Bertrand Russel a visão pragmática
Orientação: Luiz Antônio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A teoria das descrições de Bertrand Russel é com justiça exaltada como sendo uma contribuição original para o pensamento lógico e semântico. É também um dos marcos da filosofia analítica no século XX. Sabe-se que na análise de proposições em que estão presentes as descrições definidas encontram-se paradoxos lógicos que a teoria Russell buscava resolver. Embora se possa admitir que as propostas de Russel têm muito a recomendá-las no campo da lógica, a Teoria das Descrições também deu margem a um certo número de críticas. Vários filósofos atacaram a teoria de Russel sob a alegação de que ela não faz justiça ao uso lingüístico real. Um dos mais notáveis desses filósofos foi Peter F. Strawson, cujo artigo On Refering, de 1950, abriu o caminho para uma boa parte da contestação moderna à posição russelliana. Em seu paper de 1966, Reference and Definite Descriptions, Keith S. Donnellan critica Russell e Strawson por não perceberem a importância decisiva do contexto de emissão para a análise de proposições com descrições definidas. Donnellan nota que as descrições definitivas podem ter, em contextos diversos, qualquer de dois usos que ele chamou de atributivo e referencial. Para Donnellan, o uso referencial das descrições definidas não pode ser explicado no quadro da teoria de Russell. Nosso objetivo nesse trabalho é investigar se a Teoria das Descrições de Russell devem ou não ser revisada em resposta às objeções de Strawson e à distinção atributivo/referencial estabelecida por Donnellan. Com este intuito, os capítulos de 4 a 7 são dedicados a um exame detalhado das posições de alguns dos principais autores que escreveram comentários sobre a temática. Embora se admita amplamente que as descrições definidas são expressões sensíveis ao seu contexto de uso e que considerações pragmáticas, além de semânticas, são necessárias em qualquer tratamento adequado de seu uso real, os autores divergem quanto à necessidade de revisar a teoria de Russel e quanto à caracterização da dimensão pragmática relevante. No capítulo 7, defendemos a posição de François Recanati, dando um destaque especial à sua caracterização da irrelevância vericondicional das descrições definidas no uso referencial. No capítulo 8, propomos a tese de que os usos atributivo e referencial das descrições definidas diferem significativamente no que diz respeito ao tipo de padrões inferenciais presentes na passagem do mundo para a linguagem.
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Orientação: Luiz Antônio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A teoria das descrições de Bertrand Russel é com justiça exaltada como sendo uma contribuição original para o pensamento lógico e semântico. É também um dos marcos da filosofia analítica no século XX. Sabe-se que na análise de proposições em que estão presentes as descrições definidas encontram-se paradoxos lógicos que a teoria Russell buscava resolver. Embora se possa admitir que as propostas de Russel têm muito a recomendá-las no campo da lógica, a Teoria das Descrições também deu margem a um certo número de críticas. Vários filósofos atacaram a teoria de Russel sob a alegação de que ela não faz justiça ao uso lingüístico real. Um dos mais notáveis desses filósofos foi Peter F. Strawson, cujo artigo On Refering, de 1950, abriu o caminho para uma boa parte da contestação moderna à posição russelliana. Em seu paper de 1966, Reference and Definite Descriptions, Keith S. Donnellan critica Russell e Strawson por não perceberem a importância decisiva do contexto de emissão para a análise de proposições com descrições definidas. Donnellan nota que as descrições definitivas podem ter, em contextos diversos, qualquer de dois usos que ele chamou de atributivo e referencial. Para Donnellan, o uso referencial das descrições definidas não pode ser explicado no quadro da teoria de Russell. Nosso objetivo nesse trabalho é investigar se a Teoria das Descrições de Russell devem ou não ser revisada em resposta às objeções de Strawson e à distinção atributivo/referencial estabelecida por Donnellan. Com este intuito, os capítulos de 4 a 7 são dedicados a um exame detalhado das posições de alguns dos principais autores que escreveram comentários sobre a temática. Embora se admita amplamente que as descrições definidas são expressões sensíveis ao seu contexto de uso e que considerações pragmáticas, além de semânticas, são necessárias em qualquer tratamento adequado de seu uso real, os autores divergem quanto à necessidade de revisar a teoria de Russel e quanto à caracterização da dimensão pragmática relevante. No capítulo 7, defendemos a posição de François Recanati, dando um destaque especial à sua caracterização da irrelevância vericondicional das descrições definidas no uso referencial. No capítulo 8, propomos a tese de que os usos atributivo e referencial das descrições definidas diferem significativamente no que diz respeito ao tipo de padrões inferenciais presentes na passagem do mundo para a linguagem.
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José Lucas da Silva
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A Solidariedade da Propaganda de Multinacionais Estrangeiras no Brasil: aspectos icônico-verbais
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho se situa no campo dos estudos da linguagem conhecidos como Análise do Discurso e analisa algumas características das propagandas impressas de multinacionais no Brasil e utiliza a solidariedade como elemento de persuasão. O corpus desta dissertação é constituído por dez anúncios publicitários veiculados nas revistas Veja e Isto É um período de setembro/1998 a março/2000, sendo quatro multinacionais recém-chegadas ao Brasil (Asler e Peugeot) e de empresas estrangeiras que estão ha décadas no país (Johnson, Esso e Schering). Na análise dos aspectos verbais, utilizamos o instrumental de Norman Fairclough que considera a relação entre linguagem e sociedade como interna e dialética e não externa e casual. O lingüista inglês baseia-se numa concepção tridimensional do discurso -constituída simultaneamente pelo texto, pela prática discursiva e pela sociocultural- para propor uma análise do discurso também tridimensional, composta pela Descrição, Interpretação e Explicação. Os aspectos icônicos são analisados a partir do referencial teórico dos lingüistas Gunther Kress e Theo van Leeuwen, que mostram como pessoas, lugares e coisas se articulam em imagens para produzirem significados. Já o estudo do conceito de solidariedade está ancorado principalmente na teoria dos sociólogos Émile Durkheim e Jean Duvignaud.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho se situa no campo dos estudos da linguagem conhecidos como Análise do Discurso e analisa algumas características das propagandas impressas de multinacionais no Brasil e utiliza a solidariedade como elemento de persuasão. O corpus desta dissertação é constituído por dez anúncios publicitários veiculados nas revistas Veja e Isto É um período de setembro/1998 a março/2000, sendo quatro multinacionais recém-chegadas ao Brasil (Asler e Peugeot) e de empresas estrangeiras que estão ha décadas no país (Johnson, Esso e Schering). Na análise dos aspectos verbais, utilizamos o instrumental de Norman Fairclough que considera a relação entre linguagem e sociedade como interna e dialética e não externa e casual. O lingüista inglês baseia-se numa concepção tridimensional do discurso -constituída simultaneamente pelo texto, pela prática discursiva e pela sociocultural- para propor uma análise do discurso também tridimensional, composta pela Descrição, Interpretação e Explicação. Os aspectos icônicos são analisados a partir do referencial teórico dos lingüistas Gunther Kress e Theo van Leeuwen, que mostram como pessoas, lugares e coisas se articulam em imagens para produzirem significados. Já o estudo do conceito de solidariedade está ancorado principalmente na teoria dos sociólogos Émile Durkheim e Jean Duvignaud.
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15 de dezembro de 2000
Dilma Tavares Luciano
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Prosódia e Envolvimento na Compreensão do Telejornal
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este trabalho tem como proposta uma primeira caracterização do comportamento prosódico na locução do telejornal e verificação da interferência de fenômenos entoativos na compreensão do telespectador. O eixo organizador dessa caracterização ou, em outras palavras, a questão a ser respondida é como a prosódia participa do processo de textualização com a leitura em voz alta (LVA), influindo na compreensão. Na discussão, a prosódia é deslocada de sua atuação restrita à fala, permitindo a definição de estratégias de oralidade, como o meio pelo qual o leitor distingue a complexidade da informação textual. Como produto dessa discussão, verifica-se que: (a) a coesão prosódica é um fenômeno textual observado dentre os mecanismos de distribuição e progressão da informação, que, ao lado do contorno entoacional na LVA, permite a identificação de tipos de leitura – litânica, padrão e eloqüente – na dimensão sonora; (b) a expressividade na LVA é o resultado da ação do locutor sobre o escrito, seja estruturando de modo particular a matéria fônica, seja realçando / acrescentando significados por meio de substância fônica e do jogo de pausas (ele recorre às estratégias de oralidade necessárias à retextualização na LVA, ao mesmo tempo em que revela o grau de envolvimento no trinômio leitor-texto-ouvinte). Finalmente, os resultados dos testes de compreensão mostraram diferença de rendimento relacionada ao nível de letramento dos informantes, bem como apontaram para uma melhora no aproveitamento dos trechos em que a LVA foi mais envolvente sobre segmentos narrativos.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
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Resumo: Este trabalho tem como proposta uma primeira caracterização do comportamento prosódico na locução do telejornal e verificação da interferência de fenômenos entoativos na compreensão do telespectador. O eixo organizador dessa caracterização ou, em outras palavras, a questão a ser respondida é como a prosódia participa do processo de textualização com a leitura em voz alta (LVA), influindo na compreensão. Na discussão, a prosódia é deslocada de sua atuação restrita à fala, permitindo a definição de estratégias de oralidade, como o meio pelo qual o leitor distingue a complexidade da informação textual. Como produto dessa discussão, verifica-se que: (a) a coesão prosódica é um fenômeno textual observado dentre os mecanismos de distribuição e progressão da informação, que, ao lado do contorno entoacional na LVA, permite a identificação de tipos de leitura – litânica, padrão e eloqüente – na dimensão sonora; (b) a expressividade na LVA é o resultado da ação do locutor sobre o escrito, seja estruturando de modo particular a matéria fônica, seja realçando / acrescentando significados por meio de substância fônica e do jogo de pausas (ele recorre às estratégias de oralidade necessárias à retextualização na LVA, ao mesmo tempo em que revela o grau de envolvimento no trinômio leitor-texto-ouvinte). Finalmente, os resultados dos testes de compreensão mostraram diferença de rendimento relacionada ao nível de letramento dos informantes, bem como apontaram para uma melhora no aproveitamento dos trechos em que a LVA foi mais envolvente sobre segmentos narrativos.
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27 de outubro de 2000
Andréa Leocádio de Nogueira
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Letras Digitais
O Processo de Referenciação em Textos Injuntivos Escritos: a elipse nominal
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O objetivo desta pesquisa é investigar como as estratégias de continuidade referencial contribuem para a construção da coerência em textos injuntivos escritos. De modo específico, investiga-se como a elipse nominal contribui não só para a criação da coerência global do texto, mas para a própria construção sintática. Defende-se a tese de que a elipse é um dos mecanismos de manutenção do tópico e da estabilidade referencial, sendo assim, da coerência. Entende-se por referenciação uma atividade de formulação textual, realizada pelos mais diversos tipos de estratégias, tanto de base lexical como pronominal, sendo a coerência resultante deste processo, e não produto dele, isto é, não uma propriedade do texto, no sentido de que se encontra inscrita nele, mas mediada por ele. Tem-se por hipótese que a elipse, nesta perspectiva, é fruto de processos discursivos, associada a um discurso que segue. Visando à comprovação da hipótese, apresenta-se a relação entre elipse e situação comunicativa dos injuntivos, elipse e contexto sintático-pragmático, elipse e memória discursiva. Abordam-se itens como construção textual, argumentos de predicados, status informacional e pontos de ancoragem discursiva. Identificam-se os ambientes condicionantes para uma ocorrência elíptica, bem como os contextos nos quais tal ocorrência é inadequada. Constata-se que a elipse é fator de coesão e coerência, sendo utilizada em contextos discursivos menos ambíguos.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O objetivo desta pesquisa é investigar como as estratégias de continuidade referencial contribuem para a construção da coerência em textos injuntivos escritos. De modo específico, investiga-se como a elipse nominal contribui não só para a criação da coerência global do texto, mas para a própria construção sintática. Defende-se a tese de que a elipse é um dos mecanismos de manutenção do tópico e da estabilidade referencial, sendo assim, da coerência. Entende-se por referenciação uma atividade de formulação textual, realizada pelos mais diversos tipos de estratégias, tanto de base lexical como pronominal, sendo a coerência resultante deste processo, e não produto dele, isto é, não uma propriedade do texto, no sentido de que se encontra inscrita nele, mas mediada por ele. Tem-se por hipótese que a elipse, nesta perspectiva, é fruto de processos discursivos, associada a um discurso que segue. Visando à comprovação da hipótese, apresenta-se a relação entre elipse e situação comunicativa dos injuntivos, elipse e contexto sintático-pragmático, elipse e memória discursiva. Abordam-se itens como construção textual, argumentos de predicados, status informacional e pontos de ancoragem discursiva. Identificam-se os ambientes condicionantes para uma ocorrência elíptica, bem como os contextos nos quais tal ocorrência é inadequada. Constata-se que a elipse é fator de coesão e coerência, sendo utilizada em contextos discursivos menos ambíguos.
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11 de setembro de 2000
Karla Galvão Adrião
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Letras Digitais
No Mar dos Sentidos: linguagem, cognição e experiência no contexto da construção do conhecimento social
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho analisa a construção do conhecimento social, de comunidades lingüísticas que interagem lingüisticamente compartilhando conhecimentos socialmente adquiridos e construídos. Para tanto, adotamos uma noção de língua como prática social dialógica e interativa e "atividade intersubjetiva na e pela qual é constituído um modelo público de mundo" (Mondada, 1994:63). Buscamos compreender o fenômeno da construção de significados e sentidos através de um caso de difusão tecnológica de novos aparelhos eletrônicos – GPS, ecossonda e rádio VHF – a serem acoplados às técnicas de pesca em comunidades pesqueiras do litoral de Pernambuco, a saber: "Praia da Saudade" e "Praia do Sal" (nomes fictícios). Com isto, procuramos avaliar o impacto de novas tecnologias na construção do conhecimento dos indivíduos, analisando os usos lingüísticos provenientes dessa relação de contato com novas linguagens e práticas cotidianas. Tomamos como sujeitos os participantes desse programa de pesca marítima do Programa Estadual de difusão tecnológica do Instituto de Tecnologia de Pernambuco – Peditec/ITEP e os técnicos que promoveram essa difusão tecnológica, através de entrevistas e observações “in loco” das comunidades. Observou-se como os indivíduos numa dada comunidade constroem suas formas de representação cognitiva e como se pode interferir no processo de construção de novos significados, com vistas à difusão tecnológica satisfatória. Os pescadores utilizaram-se de estratégias específicas para construir novos conhecimentos que demarcavam a forma de conviverem em seu mundo, construindo espaços mentais (Fauconier, 1996, 1997, 1999 a e 1999b) onde novos sentidos acoplavam-se a antigas formas de convivência com o trabalho, ocasionado uma mesclagem ou blendingdos sentidos construídos. Além disso, os novos aparelhos eletrônicos foram utilizados em consonância com os antigos. A inserção dos novos conhecimentos pelos técnicos demarcou um momento de construção de sentidos que não favoreceram a compreensão de uma nova utilidade e de confiança com relação aos novos aparelhos.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho analisa a construção do conhecimento social, de comunidades lingüísticas que interagem lingüisticamente compartilhando conhecimentos socialmente adquiridos e construídos. Para tanto, adotamos uma noção de língua como prática social dialógica e interativa e "atividade intersubjetiva na e pela qual é constituído um modelo público de mundo" (Mondada, 1994:63). Buscamos compreender o fenômeno da construção de significados e sentidos através de um caso de difusão tecnológica de novos aparelhos eletrônicos – GPS, ecossonda e rádio VHF – a serem acoplados às técnicas de pesca em comunidades pesqueiras do litoral de Pernambuco, a saber: "Praia da Saudade" e "Praia do Sal" (nomes fictícios). Com isto, procuramos avaliar o impacto de novas tecnologias na construção do conhecimento dos indivíduos, analisando os usos lingüísticos provenientes dessa relação de contato com novas linguagens e práticas cotidianas. Tomamos como sujeitos os participantes desse programa de pesca marítima do Programa Estadual de difusão tecnológica do Instituto de Tecnologia de Pernambuco – Peditec/ITEP e os técnicos que promoveram essa difusão tecnológica, através de entrevistas e observações “in loco” das comunidades. Observou-se como os indivíduos numa dada comunidade constroem suas formas de representação cognitiva e como se pode interferir no processo de construção de novos significados, com vistas à difusão tecnológica satisfatória. Os pescadores utilizaram-se de estratégias específicas para construir novos conhecimentos que demarcavam a forma de conviverem em seu mundo, construindo espaços mentais (Fauconier, 1996, 1997, 1999 a e 1999b) onde novos sentidos acoplavam-se a antigas formas de convivência com o trabalho, ocasionado uma mesclagem ou blendingdos sentidos construídos. Além disso, os novos aparelhos eletrônicos foram utilizados em consonância com os antigos. A inserção dos novos conhecimentos pelos técnicos demarcou um momento de construção de sentidos que não favoreceram a compreensão de uma nova utilidade e de confiança com relação aos novos aparelhos.
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27 de março de 2000
Isaltina Maria de Azevedo Mello Gomes
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Letras Digitais
A Divulgação Científica em Ciência Hoje: características discursivo-textuais
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este estudo teve como objetivo central identificar características dos textos de divulgação científica (DC) publicados na revista Ciência Hoje (CH), apontando as diferenças e semelhanças de estruturas textuais e estratégias discursivas entre os textos produzidos por jornalistas e os produzidos por cientistas. Para desenvolvê-lo, trabalhamos a partir de um universo constituído por trinta e oito edições de CH, publicadas entre janeiro de 1994 e dezembro de 1997, das quais foram escolhidos 24 textos, sendo 12 de autores pesquisadores e 12 de autores jornalistas. Partindo da posição de que textos são eventos realizados em comunidades de práticas – conjunto de pessoas engajadas em torno de atividades que tenham objetivos comuns – nossa atenção se voltou para dois diferentes eventos presentes em CH: os Artigos de Divulgação Científica (ADC), que se realizam na comunidade de cientistas e as Matérias de Divulgação Científica (MDC), realizadas na comunidade de jornalistas. Devido à abrangência das questões aqui tratadas, utilizamos um recorte teórico muito amplo. Buscamos apoio na Sociolingüística, na Lingüística de Texto, na Análise do Discurso e, também, em estudos que tratam da DC, na perspectiva da Comunicação. Em nossa análise, verificamos que: 1) na revista CH, há pelo menos duas estratégias textuais-discursivas de divulgação científica: (a) a dos autores pesquisadores e (b) a dos autores jornalistas; 2) os textos de divulgação científica produzidos por autores pesquisadores tendem a reproduzir a superestrutura dos textos científicos; 3) os autores pesquisadores utilizam muitos termos técnico-científicos e nem sempre se preocupam em torná-los compreensíveis ao leitor não-especialista; 4) os autores jornalistas tendem a utilizar estratégias textuais-discursivas para a facilitar a compreensão e envolver o leitor não-especialista; 5) nos textos de divulgação científica, autores pesquisadores priorizam o valor argumentativo das citações, ao passo que os autores jornalistas utilizam citações de especialistas como argumento de autoridade; 6) a função da metáfora nas MDC é essencialmente ornamental e nos ADC, explicativa.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este estudo teve como objetivo central identificar características dos textos de divulgação científica (DC) publicados na revista Ciência Hoje (CH), apontando as diferenças e semelhanças de estruturas textuais e estratégias discursivas entre os textos produzidos por jornalistas e os produzidos por cientistas. Para desenvolvê-lo, trabalhamos a partir de um universo constituído por trinta e oito edições de CH, publicadas entre janeiro de 1994 e dezembro de 1997, das quais foram escolhidos 24 textos, sendo 12 de autores pesquisadores e 12 de autores jornalistas. Partindo da posição de que textos são eventos realizados em comunidades de práticas – conjunto de pessoas engajadas em torno de atividades que tenham objetivos comuns – nossa atenção se voltou para dois diferentes eventos presentes em CH: os Artigos de Divulgação Científica (ADC), que se realizam na comunidade de cientistas e as Matérias de Divulgação Científica (MDC), realizadas na comunidade de jornalistas. Devido à abrangência das questões aqui tratadas, utilizamos um recorte teórico muito amplo. Buscamos apoio na Sociolingüística, na Lingüística de Texto, na Análise do Discurso e, também, em estudos que tratam da DC, na perspectiva da Comunicação. Em nossa análise, verificamos que: 1) na revista CH, há pelo menos duas estratégias textuais-discursivas de divulgação científica: (a) a dos autores pesquisadores e (b) a dos autores jornalistas; 2) os textos de divulgação científica produzidos por autores pesquisadores tendem a reproduzir a superestrutura dos textos científicos; 3) os autores pesquisadores utilizam muitos termos técnico-científicos e nem sempre se preocupam em torná-los compreensíveis ao leitor não-especialista; 4) os autores jornalistas tendem a utilizar estratégias textuais-discursivas para a facilitar a compreensão e envolver o leitor não-especialista; 5) nos textos de divulgação científica, autores pesquisadores priorizam o valor argumentativo das citações, ao passo que os autores jornalistas utilizam citações de especialistas como argumento de autoridade; 6) a função da metáfora nas MDC é essencialmente ornamental e nos ADC, explicativa.
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22 de fevereiro de 2000
Francisco Alves Filho
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Letras Digitais
A Atividade de Compreensão de Texto no Vestibular
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Nesta dissertação, realizamos um estudo comparativo e exploratório acerca da atividade de compreensão de textos em provas de vestibular de língua portuguesa, objetivando investigar a relevância de tal atividade e se ela, de fato, proporciona o exercício efetivo da compreensão. Para isso, foram realizadas análises da tipologia de questões utilizadas nas provas, dos gêneros textuais eleitos para a realização dos exercícios e do tipo de inferência que as questões propõem. Fazem parte do corpus as questões de compreensão dos vestibulares de 8 universidades federais da região nordeste do Brasil de cinco dos últimos anos. A pesquisa revelou que a atividade de compreensão é realizada de maneira muito heterogênea no s vestibulares, mas que, de um modo geral, há bastante uso de atividades inferenciais, sendo muitas delas, entretanto, desligadas da compreensão. As atividades são predominantemente realizadas sobre textos literários, mas percebemos uma tendência para maior aproveitamento de gêneros ligados à publicidade e ao jornalismo. Constatamos também que ainda predomina um vestibular de língua portuguesa como um fim em si mesmo, ao invés de ser um instrumento de aproximação entre o ensino médio e o superior. Contudo, há casos isolados de provas que avaliam capacidades intelectuais e habilidades lingüísticas necessárias à vida acadêmica, apontando para a possibilidade de surgimento de um vestibular com outro formato
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
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Resumo: Nesta dissertação, realizamos um estudo comparativo e exploratório acerca da atividade de compreensão de textos em provas de vestibular de língua portuguesa, objetivando investigar a relevância de tal atividade e se ela, de fato, proporciona o exercício efetivo da compreensão. Para isso, foram realizadas análises da tipologia de questões utilizadas nas provas, dos gêneros textuais eleitos para a realização dos exercícios e do tipo de inferência que as questões propõem. Fazem parte do corpus as questões de compreensão dos vestibulares de 8 universidades federais da região nordeste do Brasil de cinco dos últimos anos. A pesquisa revelou que a atividade de compreensão é realizada de maneira muito heterogênea no s vestibulares, mas que, de um modo geral, há bastante uso de atividades inferenciais, sendo muitas delas, entretanto, desligadas da compreensão. As atividades são predominantemente realizadas sobre textos literários, mas percebemos uma tendência para maior aproveitamento de gêneros ligados à publicidade e ao jornalismo. Constatamos também que ainda predomina um vestibular de língua portuguesa como um fim em si mesmo, ao invés de ser um instrumento de aproximação entre o ensino médio e o superior. Contudo, há casos isolados de provas que avaliam capacidades intelectuais e habilidades lingüísticas necessárias à vida acadêmica, apontando para a possibilidade de surgimento de um vestibular com outro formato
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