De Uma Guerra a Outra: a dramaturgia experimental de Osman Lins
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A presente pesquisa busca analisar a cronotopia – interação indissociável entre tempo e espaço – no romance Espaço Terrestre do autor pernambucano Gilvan Lemos. A relação entre os índices espaciais e temporais é estudada numa perspectiva dinâmica que define o cronotopo como espécie de princípio organizador da narrativa. Em Tempo e Espaço, a cronotopia assume capital relevância quando vários níveis espaço-temporais (Recife/tempo histórico, cronotopo da estrada, Sulidade/tempo cíclico) apresentam-se dialogicamente relacionados. O diálogo entre os cronotopos evidencia-se na interação dos planos espaço-temporais que, ora se opõem, ora e completam. A cronotopia também organiza a estratificação lingüística (plurilingüismo), na medida em que condiciona as variantes dialetais utilizadas pelas personagens. Por essa razão, a análise fundamenta-se nas concepções de Bakhtin (1992 e 1993) sobre cronotopia, dialogismo e plurilingüismo, estreitamente ligadas na composição do universo romanesco. O principal objetivo deste trabalho é mostrar como a cronotopia manifesta-se enquanto elemento importante na arquitetura do romance Espaço Terrestre, ao estruturar a narrativa, tanto no plano formal, quanto no simbólico.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
Mostrando postagens com marcador Luzilá Gonçalves Ferreira. Mostrar todas as postagens
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8 de setembro de 2005
22 de março de 2005
Ana Maria Coutinho de Sales
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Letras Digitais
Tecendo Fios de Liberdade: escritoras e professoras da Paraíba do começo do Século XX
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este trabalho tem por finalidade retirar dos porões da história escritoras e professoras da Paraíba, do começo do século XX, trazendo ao público contemporâneo textos de Adamantina Neves, Eudésia Vieira, Edilza Barreto, Lylia Guedes e Maria Ignez Mariz. A prática de escrever se coloca para essas autoras como um trabalho ético em relação ao mundo e a elas mesmas, como uma busca ininterrupta da liberdade, associada à questão da solidariedade e da justiça social. A análise dos textos de autoria feminina aqui envolvida integra as perspectivas do gênero e etnia. Identificamos nas produções literárias das escritoras do passado a preocupação em combater o racismo e toda forma de opressão. Além dos livros, utilizamos também como fonte, o que elas publicaram na Imprensa da Paraíba, no jornal A união, nas revistas Flor de Liz e Nova Era, defendendo a necessidade de formação intelectual para as mulheres. Elaboramos as biografias de Alcide Cataxo, Anayde Beiriz, Juanita Machado, Júlia Leal, Olivina Olívia Carneiro Cunha e Petronilda Pordeus, destacando a participação da presença feminina na História da Educação e Cultura da Paraíba. Finalmente, ao recompor os fios de liberdade puxados pelas mulheres do passado, procuramos oferecer à Universidade Brasileira uma leitura que revela o demasiado humano, para além do meramente intelectual faz surpreender até hoje as pessoas. A análise dos textos de autoria feminina apresentados nesta tese, aponta que, desde o começo do século XX, essas escritoras e professoras vêm nos ensinando que, entre a Literatura e a Educação, existe um espaço para a novidade e a surpresa, principalmente uma novidade de expressão de liberdade. Liberdade que não é uma condição definitiva, mas um permanente vir a ser.
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Este trabalho tem por finalidade retirar dos porões da história escritoras e professoras da Paraíba, do começo do século XX, trazendo ao público contemporâneo textos de Adamantina Neves, Eudésia Vieira, Edilza Barreto, Lylia Guedes e Maria Ignez Mariz. A prática de escrever se coloca para essas autoras como um trabalho ético em relação ao mundo e a elas mesmas, como uma busca ininterrupta da liberdade, associada à questão da solidariedade e da justiça social. A análise dos textos de autoria feminina aqui envolvida integra as perspectivas do gênero e etnia. Identificamos nas produções literárias das escritoras do passado a preocupação em combater o racismo e toda forma de opressão. Além dos livros, utilizamos também como fonte, o que elas publicaram na Imprensa da Paraíba, no jornal A união, nas revistas Flor de Liz e Nova Era, defendendo a necessidade de formação intelectual para as mulheres. Elaboramos as biografias de Alcide Cataxo, Anayde Beiriz, Juanita Machado, Júlia Leal, Olivina Olívia Carneiro Cunha e Petronilda Pordeus, destacando a participação da presença feminina na História da Educação e Cultura da Paraíba. Finalmente, ao recompor os fios de liberdade puxados pelas mulheres do passado, procuramos oferecer à Universidade Brasileira uma leitura que revela o demasiado humano, para além do meramente intelectual faz surpreender até hoje as pessoas. A análise dos textos de autoria feminina apresentados nesta tese, aponta que, desde o começo do século XX, essas escritoras e professoras vêm nos ensinando que, entre a Literatura e a Educação, existe um espaço para a novidade e a surpresa, principalmente uma novidade de expressão de liberdade. Liberdade que não é uma condição definitiva, mas um permanente vir a ser.
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10 de março de 2005
Ana Claudia Medeiros Soares
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Letras Digitais
O Tempo na Obra Poética de Waldemar Lopes
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
O presente texto dissertativo tem por objetivo a análise da poética de Waldemar Lopes sob a perspectiva da temática temporal. Dada a extensão de sua produção literária, restringimos nossa pesquisa à obra Cinza de Estrelas (2001), por ser esta representativa do tema em sua poesia. No decorrer do trabalho a pesquisa nos levou a esclarecer como tempo é abordado pela obra do poeta, desde as reminiscências, a memória, a presentificação, o fenômeno da rememoração, a efemeridade do tempo e a conseqüente consciência da morte que se aproxima. Em síntese, procuramos averiguar como o tempo difundido em múltiplas nuances apresenta-se em Cinza de Estrelas.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
O presente texto dissertativo tem por objetivo a análise da poética de Waldemar Lopes sob a perspectiva da temática temporal. Dada a extensão de sua produção literária, restringimos nossa pesquisa à obra Cinza de Estrelas (2001), por ser esta representativa do tema em sua poesia. No decorrer do trabalho a pesquisa nos levou a esclarecer como tempo é abordado pela obra do poeta, desde as reminiscências, a memória, a presentificação, o fenômeno da rememoração, a efemeridade do tempo e a conseqüente consciência da morte que se aproxima. Em síntese, procuramos averiguar como o tempo difundido em múltiplas nuances apresenta-se em Cinza de Estrelas.
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17 de fevereiro de 2005
Fátima Maria Batista de Lima
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Letras Digitais
Um Olhar Sobre a Cidade N’ A Emparedada da Rua Nova de Carneiro Villela
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: A presente pesquisa está centrada na poética do autor pernambucano Carneiro Villela e busca fazer uma leitura em sua obra mais famosa A Emparedada da Rua Novacom o objetivo de trazer à discussão o seu olhar sobre a cidade, o qual foi capaz de revelar através de sua escritura. Como o espaço e tempo se apresentam dialogicamente relacionados, percorremos também o seu itinerário no século XIX analogicamente ligados à época da infância e adolescência do escritor, bem como algumas crônicas em busca desse olhar, sempre atento às coisas que o rodeavam, as quais registrava na memória para posteriormente transformá-las em arte. Considera-se como embasamento teórico preponderante às concepções de Ítalo Calvino, Gaston Bachelar, Kevin Lynch e Lucrecia D’Alessio Ferrara. Além destes é necessário à recorrência a outros teóricos sobre as questões elucidativas com a finalidade de obtermos êxito na configuração desta pesquisa. O principal objetivo é demonstrar que lugares e situações representativos do eu-poético pode unir-se com aqueles que captam a evolução da cidade no tempo através da arte.
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Resumo: A presente pesquisa está centrada na poética do autor pernambucano Carneiro Villela e busca fazer uma leitura em sua obra mais famosa A Emparedada da Rua Novacom o objetivo de trazer à discussão o seu olhar sobre a cidade, o qual foi capaz de revelar através de sua escritura. Como o espaço e tempo se apresentam dialogicamente relacionados, percorremos também o seu itinerário no século XIX analogicamente ligados à época da infância e adolescência do escritor, bem como algumas crônicas em busca desse olhar, sempre atento às coisas que o rodeavam, as quais registrava na memória para posteriormente transformá-las em arte. Considera-se como embasamento teórico preponderante às concepções de Ítalo Calvino, Gaston Bachelar, Kevin Lynch e Lucrecia D’Alessio Ferrara. Além destes é necessário à recorrência a outros teóricos sobre as questões elucidativas com a finalidade de obtermos êxito na configuração desta pesquisa. O principal objetivo é demonstrar que lugares e situações representativos do eu-poético pode unir-se com aqueles que captam a evolução da cidade no tempo através da arte.
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21 de dezembro de 2004
Telma Maria Dutra
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Letras Digitais
A Narrativa Especular em Helena Parente Cunha
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
O presente estudo realizou-se a partir da investigação da relação entre a criação literária e a realidade da época de produção do romance Mulher no espelho, obra da escritora baiana, contemporânea, Helena Parente Cunha. O móvel da pesquisa foi olhar a mulher protagonista do discurso ficcional daquele romance, em consonância à mulher do cotidiano real. Neste ponto, pretendemos elucidar os procedimentos teórico-literários que a autora teria empregado para configurar o perfil feminino de sua protagonista, a partir da matéria prima do contexto histórico social real, além de nos prolongar na observação quanto ao compromisso de Helena Parente Cunha com a condição humana em relação às desigualdades de gêneros. O interesse em surpreendermos no texto ficcional a mulher de seu tempo realizou-se mediante a observação da estruturação da obra, visando a alguns aspectos sociais mediatizados na organização interna do romance em foco. Ao determo-nos na relação autor/obra/realidade, sem a ingenuidade de um mero espelhamento do real na obra de arte literária, propusemo-nos à investigação não da correspondência com pessoas vivas, mas como o real serviu de matéria para o complexo narrativo da ficção.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
O presente estudo realizou-se a partir da investigação da relação entre a criação literária e a realidade da época de produção do romance Mulher no espelho, obra da escritora baiana, contemporânea, Helena Parente Cunha. O móvel da pesquisa foi olhar a mulher protagonista do discurso ficcional daquele romance, em consonância à mulher do cotidiano real. Neste ponto, pretendemos elucidar os procedimentos teórico-literários que a autora teria empregado para configurar o perfil feminino de sua protagonista, a partir da matéria prima do contexto histórico social real, além de nos prolongar na observação quanto ao compromisso de Helena Parente Cunha com a condição humana em relação às desigualdades de gêneros. O interesse em surpreendermos no texto ficcional a mulher de seu tempo realizou-se mediante a observação da estruturação da obra, visando a alguns aspectos sociais mediatizados na organização interna do romance em foco. Ao determo-nos na relação autor/obra/realidade, sem a ingenuidade de um mero espelhamento do real na obra de arte literária, propusemo-nos à investigação não da correspondência com pessoas vivas, mas como o real serviu de matéria para o complexo narrativo da ficção.
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4 de outubro de 2004
Alcina Bechara Lapa
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Letras Digitais
Literatura Feminina no Inicio do Século XX: o caso de Ercília Nogueira Cobra
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Visamos a analisar, na presente pesquisa, as obras de Ercília Nogueira Cobra, escritora e pensadora que viveu na virada do século XIX e defendeu, através de seus dois livros Virgindade Inútil – Novela de Uma Revoltada (romance) e Virgindade Anti-Higiênica – Preconceitos e Convenções Hipócritas (ensaio), baseada numa proposta pedagógica, uma nova maneira de olhar e educar as mulheres para a sua realização profissional e sexual. Pelos títulos já se tem uma idéia do escândalo que eles provocaram no início do século XX, numa sociedade repressora e conservadora em que a mulher não tinha a menor visibilidade, tendo sua obra sido recolhida pela polícia, motivo pelo qual foi presa e cognominada de pornográfica.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Visamos a analisar, na presente pesquisa, as obras de Ercília Nogueira Cobra, escritora e pensadora que viveu na virada do século XIX e defendeu, através de seus dois livros Virgindade Inútil – Novela de Uma Revoltada (romance) e Virgindade Anti-Higiênica – Preconceitos e Convenções Hipócritas (ensaio), baseada numa proposta pedagógica, uma nova maneira de olhar e educar as mulheres para a sua realização profissional e sexual. Pelos títulos já se tem uma idéia do escândalo que eles provocaram no início do século XX, numa sociedade repressora e conservadora em que a mulher não tinha a menor visibilidade, tendo sua obra sido recolhida pela polícia, motivo pelo qual foi presa e cognominada de pornográfica.
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27 de maio de 2004
Maria das Vitórias Matoso Távora
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Letras Digitais
É do Sonho dos Homens que uma Cidade se Inventa: a poesia de Carlos Pena Filho
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Criação humana, a cidade contrapõe-se à natureza. Fenômeno cultural, exerce influência direta na vida de seus habitantes, nativos ou de adoção. É através de sua arquitetura, do traçado de suas ruas que gerações passam às seguintes seu modo de pensar e sua concepção de mundo. Espaço de troca por excelência, a cidade exerce tamanha atração sobre os indivíduos que extrapola qualquer tentativa de compreensão racional. Tal qual o útero materno, a cidade confere ao indivíduo segurança e proteção, conferindo a cada um a própria identificação e diferenciação da totalidade. Dessa forma, pode-se compreender a cidade como um lugar fundante para o ser humano. A relação entre a pessoa e o espaço em que vive é tão intensa quanto primordial, com repercussões psíquicas profundas. Segundo Octavio Paz, a crítica do estado de coisas reinantes é iniciada pelos escritores. A primeira metade do século XX testemunhou um verdadeiro “bota-abaixo” dos antigos bairros recifenses, provocando um mal-estar generalizado. Os jornais da época registraram toda a polêmica daí gerada: poetas, romancistas, cronistas, sociólogos condenando tanta insensatez. Carlos Pena Filho surge, como poeta, nesse período de turbulência e sente necessidade de escrever sobre sua cidade, sobre o Recife que ele vê, sente, percebe. Talvez como uma tentativa de se reconhecer entre aquelas edificações, ou melhor “desedificações”, de preservar sua identidade no meio dos escombros. Através do poema “Guia Prático da Cidade do Recife”, Pena Filho sintetiza essa busca.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Criação humana, a cidade contrapõe-se à natureza. Fenômeno cultural, exerce influência direta na vida de seus habitantes, nativos ou de adoção. É através de sua arquitetura, do traçado de suas ruas que gerações passam às seguintes seu modo de pensar e sua concepção de mundo. Espaço de troca por excelência, a cidade exerce tamanha atração sobre os indivíduos que extrapola qualquer tentativa de compreensão racional. Tal qual o útero materno, a cidade confere ao indivíduo segurança e proteção, conferindo a cada um a própria identificação e diferenciação da totalidade. Dessa forma, pode-se compreender a cidade como um lugar fundante para o ser humano. A relação entre a pessoa e o espaço em que vive é tão intensa quanto primordial, com repercussões psíquicas profundas. Segundo Octavio Paz, a crítica do estado de coisas reinantes é iniciada pelos escritores. A primeira metade do século XX testemunhou um verdadeiro “bota-abaixo” dos antigos bairros recifenses, provocando um mal-estar generalizado. Os jornais da época registraram toda a polêmica daí gerada: poetas, romancistas, cronistas, sociólogos condenando tanta insensatez. Carlos Pena Filho surge, como poeta, nesse período de turbulência e sente necessidade de escrever sobre sua cidade, sobre o Recife que ele vê, sente, percebe. Talvez como uma tentativa de se reconhecer entre aquelas edificações, ou melhor “desedificações”, de preservar sua identidade no meio dos escombros. Através do poema “Guia Prático da Cidade do Recife”, Pena Filho sintetiza essa busca.
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25 de maio de 2004
Maria do Socorro de Assis Monteiro
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Letras Digitais
Repente: do canto árabe aos sertões nordestinos
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
O Repente é o que pode chamar, com exatidão, de arte democrática, fruto que é do espaço que ocupa, da característica de seus produtores, dos motivos da terra e das suas gentes. Seu nascedouro são aglomerados humanos, rurais, de igual padrão social; seus feitores são artistas nitidamente populares, cantadores do lugar; seus temas são estimulados pela conjuntura da terra e do homem, e envolvem, numa espécie de lirismo, o sentimento amoroso, os problemas sociais a natureza, a religião e Deus, além de um escárnio com ar de desdém aos políticos e às políticas atuais, entre muitos outros motivos. Essa modalidade artística ainda enfrenta muitos desafios, e o principal deles diz respeito à forma preconceituosa com que é vista por aqueles ditos apreciadores da arte superior. Isso restringe (em parte) o espaço da mobilidade do Repente, como se toda arte devesse seguir os padrões artísticos internacionais, tradicionalmente arraigados nos meios escolares da Europa e disseminados pelos demais continentes. Os olhares postos no Repente, buscaram, na maioria das vezes, examinar as raízes da cultura brasileira, seu vínculo com o universo europeu, seu lado pitoresco, anônimo, folclórico, e isso distanciaria esta arte de toda erudição. Essa distância estaria, na verdade, cada vez mais tênue, e isto é comprovável na simples observação das chamadas obras clássicas, a exemplo da Ilíada, de Homero, de Os Lusíadas, de Luis de Camões, entre outras. A fusão de linguagens, organizadas em "níveis" mesclados de erudição e popular, bem como a provável autoria desses cantos atribuída por muitos estudiosos, a cantores populares, contribuiriam para o fortalecimento da conexão entre o popular e o erudito. O cultivo da oralidade, característica impar da arte repentista, aponta para os primórdios da existência poética do Repente, posto que a “voz” é anterior a qualquer expressão comunicativa do homem, e essa voz estaria vinculada ao ritmo, primeira descoberta anterior a linguagem, segundo Otávio Paz. O ritmo havia de ser o poético da vida e foi percebido a partir do compasso do coração, dos movimentos de respiração, da marcha dos pés, do movimento dos astros, da luz e das trevas, das marés: enfim, o ritmo preexiste a qualquer linguagem verbal. O Repente não tem valor meramente sociológico, antropológico, não está no lugar do passado, como muitos preferem ver, mas é vivo está a nossa volta, visível, audível, comunicando ao homem, sensibilizando-o, pelo canal mais precioso, direto e real: a voz dos cantadores repentistas.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
O Repente é o que pode chamar, com exatidão, de arte democrática, fruto que é do espaço que ocupa, da característica de seus produtores, dos motivos da terra e das suas gentes. Seu nascedouro são aglomerados humanos, rurais, de igual padrão social; seus feitores são artistas nitidamente populares, cantadores do lugar; seus temas são estimulados pela conjuntura da terra e do homem, e envolvem, numa espécie de lirismo, o sentimento amoroso, os problemas sociais a natureza, a religião e Deus, além de um escárnio com ar de desdém aos políticos e às políticas atuais, entre muitos outros motivos. Essa modalidade artística ainda enfrenta muitos desafios, e o principal deles diz respeito à forma preconceituosa com que é vista por aqueles ditos apreciadores da arte superior. Isso restringe (em parte) o espaço da mobilidade do Repente, como se toda arte devesse seguir os padrões artísticos internacionais, tradicionalmente arraigados nos meios escolares da Europa e disseminados pelos demais continentes. Os olhares postos no Repente, buscaram, na maioria das vezes, examinar as raízes da cultura brasileira, seu vínculo com o universo europeu, seu lado pitoresco, anônimo, folclórico, e isso distanciaria esta arte de toda erudição. Essa distância estaria, na verdade, cada vez mais tênue, e isto é comprovável na simples observação das chamadas obras clássicas, a exemplo da Ilíada, de Homero, de Os Lusíadas, de Luis de Camões, entre outras. A fusão de linguagens, organizadas em "níveis" mesclados de erudição e popular, bem como a provável autoria desses cantos atribuída por muitos estudiosos, a cantores populares, contribuiriam para o fortalecimento da conexão entre o popular e o erudito. O cultivo da oralidade, característica impar da arte repentista, aponta para os primórdios da existência poética do Repente, posto que a “voz” é anterior a qualquer expressão comunicativa do homem, e essa voz estaria vinculada ao ritmo, primeira descoberta anterior a linguagem, segundo Otávio Paz. O ritmo havia de ser o poético da vida e foi percebido a partir do compasso do coração, dos movimentos de respiração, da marcha dos pés, do movimento dos astros, da luz e das trevas, das marés: enfim, o ritmo preexiste a qualquer linguagem verbal. O Repente não tem valor meramente sociológico, antropológico, não está no lugar do passado, como muitos preferem ver, mas é vivo está a nossa volta, visível, audível, comunicando ao homem, sensibilizando-o, pelo canal mais precioso, direto e real: a voz dos cantadores repentistas.
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30 de abril de 2004
Rosiane Maria Soares de Andrade
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Letras Digitais
A Vida só é Possível Reinventada: as representações da morte na obra poética de Cecília Meireles
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Na Obra Poética de Cecília Meireles, a característica temática sobre o tema da morte se apresenta de maneira suave, sem morbidez, sendo este assunto concebido como parte integrante e natural do esquema da vida humana. Isto tem para nós valor imenso: a sociedade moderna ocidental, tanto quanto possível, busca meios para mascarar a morte porque tende a percebê-la como fatalidade. Ao fazermos um levantamento dos conteúdos temático, estético e imagético nos poemas que falam sobre a morte, de forma direta ou indireta, foi possível perceber, que a autora afortuna tais motivos, concedendo-lhes um registro peculiar. Indo mais além, percebemos que a poetisa suscita uma visão pessoal em relação ao sofrimento, que ela atribui ao luto em sua vida como instrução para o ser. Ela relaciona a dor à brevidade da vida, à fugacidade de um tempo efêmero, exaltando o eterno através da repetição dos instantes. Na sua sensibilidade uniu as culturas ocidentais e orientais em busca do universal revelando através da morte, a exaltação de um pensamento que sugere a possibilidade de experiência e a criação de uma vida reinventada.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Na Obra Poética de Cecília Meireles, a característica temática sobre o tema da morte se apresenta de maneira suave, sem morbidez, sendo este assunto concebido como parte integrante e natural do esquema da vida humana. Isto tem para nós valor imenso: a sociedade moderna ocidental, tanto quanto possível, busca meios para mascarar a morte porque tende a percebê-la como fatalidade. Ao fazermos um levantamento dos conteúdos temático, estético e imagético nos poemas que falam sobre a morte, de forma direta ou indireta, foi possível perceber, que a autora afortuna tais motivos, concedendo-lhes um registro peculiar. Indo mais além, percebemos que a poetisa suscita uma visão pessoal em relação ao sofrimento, que ela atribui ao luto em sua vida como instrução para o ser. Ela relaciona a dor à brevidade da vida, à fugacidade de um tempo efêmero, exaltando o eterno através da repetição dos instantes. Na sua sensibilidade uniu as culturas ocidentais e orientais em busca do universal revelando através da morte, a exaltação de um pensamento que sugere a possibilidade de experiência e a criação de uma vida reinventada.
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27 de maio de 2003
Ilzia Maria Zirpoli
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Vidas Re-Compostas: aventureiras, peregrinas, viajantes nos contos de Nélida Piñon
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Visamos a apreciar, na presente pesquisa, os contos de Nélida Piñon, “I Love My Husband”, “Torre de Roccarosa”, “A Sereia Ulisses” e “Finisterre”, evidenciando os processos de construção de sentido com relação às representações da mulher em nível do enunciado e da enunciação e relevando, nessas narrativas, o motivo condutor da viagem enquanto signo da maioridade feminina. Partindo da concepção da mulher nos discursos cristão e greco-latino, a escrita da autora opera uma refiguração da tradição, desviando o foco narrativo de uma posição fixada no masculino para ressignificar experiências da alteridade feminina e latino-americana.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Visamos a apreciar, na presente pesquisa, os contos de Nélida Piñon, “I Love My Husband”, “Torre de Roccarosa”, “A Sereia Ulisses” e “Finisterre”, evidenciando os processos de construção de sentido com relação às representações da mulher em nível do enunciado e da enunciação e relevando, nessas narrativas, o motivo condutor da viagem enquanto signo da maioridade feminina. Partindo da concepção da mulher nos discursos cristão e greco-latino, a escrita da autora opera uma refiguração da tradição, desviando o foco narrativo de uma posição fixada no masculino para ressignificar experiências da alteridade feminina e latino-americana.
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18 de julho de 2002
Lucila Nogueira Rodrigues
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Letras Digitais
O Cordão Encarnado: uma leitura Severina
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira e Antônio Carlos Secchin
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: Este trabalho tem por finalidade a exegese de uma obra que, apesar de responsável pela consagração nacional e internacional de seu autor, tem sido pouco considerada, quer pelo fato da intertextualidade presente em seus versos, quer pelo seu contraste com relação às demais obras de vanguarda cabralinas, em que a inovação formal de cunho metalingüístico oferece a tônica essencial. A análise aqui desenvolvida integra as perspectivas ideológica/mítica/utópica, destacando o pensamento e a estética realistas do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, contextualizados em interlocuções com outros intelectuais que, em sua época, também denunciaram o desamparo dos retirantes, como Graciliano Ramos e Candido Portinari; além de autores que se indignaram contra a miséria no campo (Francisco Julião) e no mangue (Josué de Castro). A análise ora proposta da obra cabralina evidencia que a lição de cidadania em tom brechtiano enunciada por Severino ao “Auto de Natal Pernambucano” é uma crítica dotada de exemplaridade ao sistema capitalista que reifica e aliena o homem/severino do Nordeste; “Morte e Vida Severina” representa no plano da linguagem dramática e poética uma utopia libertária da qual participavam os estudantes e demais segmentos da comunidade nos anos cinqüenta e sessenta. Finalmente, este Cordão Encarnado, ao contextualizar nacional, regional e municipalmente o “Auto de Natal Pernambucano”, procura oferecer à universidade brasileira uma leitura severina em que o discurso acadêmico surja articulado com o fundamento e a raiz de uma poesia como a cabralina, profundamente identificada com os mapas e percursos de sua terra, regional e universalmente definida.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira e Antônio Carlos Secchin
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: Este trabalho tem por finalidade a exegese de uma obra que, apesar de responsável pela consagração nacional e internacional de seu autor, tem sido pouco considerada, quer pelo fato da intertextualidade presente em seus versos, quer pelo seu contraste com relação às demais obras de vanguarda cabralinas, em que a inovação formal de cunho metalingüístico oferece a tônica essencial. A análise aqui desenvolvida integra as perspectivas ideológica/mítica/utópica, destacando o pensamento e a estética realistas do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, contextualizados em interlocuções com outros intelectuais que, em sua época, também denunciaram o desamparo dos retirantes, como Graciliano Ramos e Candido Portinari; além de autores que se indignaram contra a miséria no campo (Francisco Julião) e no mangue (Josué de Castro). A análise ora proposta da obra cabralina evidencia que a lição de cidadania em tom brechtiano enunciada por Severino ao “Auto de Natal Pernambucano” é uma crítica dotada de exemplaridade ao sistema capitalista que reifica e aliena o homem/severino do Nordeste; “Morte e Vida Severina” representa no plano da linguagem dramática e poética uma utopia libertária da qual participavam os estudantes e demais segmentos da comunidade nos anos cinqüenta e sessenta. Finalmente, este Cordão Encarnado, ao contextualizar nacional, regional e municipalmente o “Auto de Natal Pernambucano”, procura oferecer à universidade brasileira uma leitura severina em que o discurso acadêmico surja articulado com o fundamento e a raiz de uma poesia como a cabralina, profundamente identificada com os mapas e percursos de sua terra, regional e universalmente definida.
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15 de julho de 2002
Jaqueline da Silva Revorêdo
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Isabel Gondim x Francisca Izidora: duas visões do amor no teatro no liminar do Século XX
Orientação: Yaracylda Oliveira Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho investiga a produção dramatúrgica de duas autoras nordestinas: Francisca Izidora, de Pernambuco e Isabel Gondim, do Rio Grande do Norte. Mulheres oriundas da segunda metade do século XIX, que escreveram no início do século XX e dedicaram suas vidas à educação e as letras. Através da documentação reunida, reconstitui a contribuição à literatura brasileira oferecida pelas autoras. Elas desenvolveram atividades de ensino, publicaram livros dos mais diversos matizes, colaboraram para jornais importantes e romperam com limitações impostas ao seu sexo. O estudo comparativo estabelecido entre os dramas: O Sacrifício do Amor, inscrito por Isabel Gondim e Elnar, concebido por Francisca Izidora, elegem o tema do amor, presente nos dois textos, como matriz da abordagem poética. Partindo da vasta produção da escrita feminina, são analisadas somente peças de teatro. Sem pretensões de esgotar a questão, discute a temática e a maneira como são tratados nessas poéticas aspectos importantes da vida da mulher. As semelhanças e diferenças presentes nos textos abordados representam uma amostra significativa a respeito do assunto.
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Orientação: Yaracylda Oliveira Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho investiga a produção dramatúrgica de duas autoras nordestinas: Francisca Izidora, de Pernambuco e Isabel Gondim, do Rio Grande do Norte. Mulheres oriundas da segunda metade do século XIX, que escreveram no início do século XX e dedicaram suas vidas à educação e as letras. Através da documentação reunida, reconstitui a contribuição à literatura brasileira oferecida pelas autoras. Elas desenvolveram atividades de ensino, publicaram livros dos mais diversos matizes, colaboraram para jornais importantes e romperam com limitações impostas ao seu sexo. O estudo comparativo estabelecido entre os dramas: O Sacrifício do Amor, inscrito por Isabel Gondim e Elnar, concebido por Francisca Izidora, elegem o tema do amor, presente nos dois textos, como matriz da abordagem poética. Partindo da vasta produção da escrita feminina, são analisadas somente peças de teatro. Sem pretensões de esgotar a questão, discute a temática e a maneira como são tratados nessas poéticas aspectos importantes da vida da mulher. As semelhanças e diferenças presentes nos textos abordados representam uma amostra significativa a respeito do assunto.
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12 de junho de 2002
Oswaldo César Rodrigues Costa
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Letras Digitais
Fragmentos de um Poeta: reflexão crítica da poesia modernista de Deolindo Tavares
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O presente trabalho visa a fazer uma reflexão sobre a poesia de Deolindo Tavares, na perspectiva de revelar o potencial crítico da mesma como pertinente antítese de nossos dias, eivados de fragmentação e de individualismo. O modernismo brasileiro apontou caminhos significativos, no sentido da construção de um paradigma literário que rompesse com as tradições e com os padrões europeus. Dentro dessa conjuntura, trafega a produção literária de Deolindo Tavares, poeta de aguçada leitura sobre o real, sobre o indivíduo e o cotidiano. E sua poesia, povoada pela ótica neo-simbolisa, apresenta elementos importantes, para a construção de uma leitura deolindense, traçando um paralelo com reflexões sobre a existência, sobre a perspectiva histórica e sobre a visão pós-moderna que tem influenciado nossos dias. Através da leitura de poemas selecionados, o presente trabalho pretende evidenciar aspectos na obra de Deolindo Tavares que, confirmando preceitos do Modernismo, possam contribuir na construção de uma crítica e de uma criação literária que enfatizem questões fundamentais como a discussão sobre o papel do poeta⁄intelectual. E a busca deste trabalho é, a partir do universo poético de Deolindo Tavares, com sua variedade temática e leitura criteriosa do real, sugerir ou propor, dadas as revelações da poesia deolindense, resgatar o conceito de subversão do real pelo texto literário.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O presente trabalho visa a fazer uma reflexão sobre a poesia de Deolindo Tavares, na perspectiva de revelar o potencial crítico da mesma como pertinente antítese de nossos dias, eivados de fragmentação e de individualismo. O modernismo brasileiro apontou caminhos significativos, no sentido da construção de um paradigma literário que rompesse com as tradições e com os padrões europeus. Dentro dessa conjuntura, trafega a produção literária de Deolindo Tavares, poeta de aguçada leitura sobre o real, sobre o indivíduo e o cotidiano. E sua poesia, povoada pela ótica neo-simbolisa, apresenta elementos importantes, para a construção de uma leitura deolindense, traçando um paralelo com reflexões sobre a existência, sobre a perspectiva histórica e sobre a visão pós-moderna que tem influenciado nossos dias. Através da leitura de poemas selecionados, o presente trabalho pretende evidenciar aspectos na obra de Deolindo Tavares que, confirmando preceitos do Modernismo, possam contribuir na construção de uma crítica e de uma criação literária que enfatizem questões fundamentais como a discussão sobre o papel do poeta⁄intelectual. E a busca deste trabalho é, a partir do universo poético de Deolindo Tavares, com sua variedade temática e leitura criteriosa do real, sugerir ou propor, dadas as revelações da poesia deolindense, resgatar o conceito de subversão do real pelo texto literário.
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9 de abril de 2002
Silvana Maria Pantoja dos Santos
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Letras Digitais
Ferreira Gullar: a visão poética de uma cidade
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Centrada na poética de Ferreira Gullar, a presente pesquisa busca fazer uma leitura sob a ótica do espaço (São Luís – MA), com o intuito de evidenciar que através da criação artística, o poeta é capaz de representar a memória citadina, sobretudo de não-lugares excluídos da contextualização espacial. Como o espaço-tempo se apresenta dialogicamente relacionado, torna-se imprescindível situar a análise no tempo (década de 40) analogicamente ligados à época da infância e adolescência do poeta. Considera-se como embasamento teórico preponderante as concepções de Octavio Paz, Gaston Bachelard, Ítalo Calvino e Hans Meyerhoff, no entanto é importante a recorrência a outros teóricos sobre as questões elucidadas, a fim de obtermos êxito na configuração desta pesquisa. O principal objetivo é mostrar que lugares familiares e representativos ao sujeito poético podem perfeitamente fundir-se com aqueles que participam da evolução da cidade no tempo, ainda que seja em forma poemática.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Centrada na poética de Ferreira Gullar, a presente pesquisa busca fazer uma leitura sob a ótica do espaço (São Luís – MA), com o intuito de evidenciar que através da criação artística, o poeta é capaz de representar a memória citadina, sobretudo de não-lugares excluídos da contextualização espacial. Como o espaço-tempo se apresenta dialogicamente relacionado, torna-se imprescindível situar a análise no tempo (década de 40) analogicamente ligados à época da infância e adolescência do poeta. Considera-se como embasamento teórico preponderante as concepções de Octavio Paz, Gaston Bachelard, Ítalo Calvino e Hans Meyerhoff, no entanto é importante a recorrência a outros teóricos sobre as questões elucidadas, a fim de obtermos êxito na configuração desta pesquisa. O principal objetivo é mostrar que lugares familiares e representativos ao sujeito poético podem perfeitamente fundir-se com aqueles que participam da evolução da cidade no tempo, ainda que seja em forma poemática.
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8 de abril de 2002
Maria Suely de Oliveira Lopes
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Letras Digitais
Arquitetura poética: o nascimento do tempo em H. Dobal
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho propõe uma análise sobre o nascimento do tempo em H. Dobal através de sua Obra Completa I – Poesias. Colocam-se aqui, algumas referências sobre o poeta piauiense, bem como alguns aspectos da sua obra. Neste estudo, procura-se averiguar e comprovar como esse novo tempo passa a ser arquitetado na cenografia que vai desfilando através de imagens formadas com diversas possibilidades de leituras, dentre as quais destacam-se O Tempo que Nasce na Paisagem, O Tempo que Morre na Paisagem e O Tempo que Continua. O objetivo é tornar em evidência os recursos estilísticos pelos quais se expressa a construção do novo tempo.
null
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho propõe uma análise sobre o nascimento do tempo em H. Dobal através de sua Obra Completa I – Poesias. Colocam-se aqui, algumas referências sobre o poeta piauiense, bem como alguns aspectos da sua obra. Neste estudo, procura-se averiguar e comprovar como esse novo tempo passa a ser arquitetado na cenografia que vai desfilando através de imagens formadas com diversas possibilidades de leituras, dentre as quais destacam-se O Tempo que Nasce na Paisagem, O Tempo que Morre na Paisagem e O Tempo que Continua. O objetivo é tornar em evidência os recursos estilísticos pelos quais se expressa a construção do novo tempo.
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2 de abril de 2002
Algemira de Macêdo Mendes
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Letras Digitais
A Representação da Imagem Feminina na obra de Amélia Beviláqua: da submissão à transgressão
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esse trabalho enfoca a questão da representação da sociedade brasileira do século XIX, limiar do século XX, a partir dos romances Através da Vida(1906), Vesta(1909) e Angústia (1913), da escritora piauiense Amélia Beviláqua, por contemplarem em suas narrativas a imagem feminina. A abordagem crítica foi feita a partir dos pressupostos teóricos baseados na crítica feminista, bem como nas correntes sócio-críticas.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esse trabalho enfoca a questão da representação da sociedade brasileira do século XIX, limiar do século XX, a partir dos romances Através da Vida(1906), Vesta(1909) e Angústia (1913), da escritora piauiense Amélia Beviláqua, por contemplarem em suas narrativas a imagem feminina. A abordagem crítica foi feita a partir dos pressupostos teóricos baseados na crítica feminista, bem como nas correntes sócio-críticas.
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3 de maio de 2001
José Carlos Targino Bezerra
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Letras Digitais
João Cabral e a Psicologia da Composição: um lance de dados contra a l írica tradicional
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esta dissertação resultou do interesse do autor por uma concepção e uma prática poética que privilegiassem aspectos literários renovadores. O melhor exemplo disso lhe pareceu residir na poesia de João Cabral de Melo Neto. Por isso, escolheu-a como pretexto para discutir esse tipo de poética, tomando como motivo condutor a obra Psicologia da Composição, livro por demais importante na carreira do poeta pernambucano, por ser, ao mesmo tempo que poesia sobre poesia, uma encruzilhada da qual este partiu para se tornar o poeta que viria a marcar a lírica brasileira do século XX com o carimbo da originalidade. Os três capítulos do presente trabalho abordam aspectos que, diferentes entre si, colaboram, todavia, para dar uma idéia razoável das estratégias dessa poética e do seu significado para a moderna poesia brasileira. O primeiro capítulo trata do silêncio como saída para escapar ao lirismo fácil e ao automatismo do acaso; o segundo, da composição poética em si, seus modos, sua psicologia; o terceiro, finalmente, encara a questão do vocabulário cabralino, no qual a metáfora proposta pelo termo lexical é vista pelo avesso, provocando estranhamento e repúdio. Busca-se, enfim, situar João Cabral de Melo Neto em relação não apenas à tradição poética brasileira mas também no contexto da modernidade lírica ocidental.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esta dissertação resultou do interesse do autor por uma concepção e uma prática poética que privilegiassem aspectos literários renovadores. O melhor exemplo disso lhe pareceu residir na poesia de João Cabral de Melo Neto. Por isso, escolheu-a como pretexto para discutir esse tipo de poética, tomando como motivo condutor a obra Psicologia da Composição, livro por demais importante na carreira do poeta pernambucano, por ser, ao mesmo tempo que poesia sobre poesia, uma encruzilhada da qual este partiu para se tornar o poeta que viria a marcar a lírica brasileira do século XX com o carimbo da originalidade. Os três capítulos do presente trabalho abordam aspectos que, diferentes entre si, colaboram, todavia, para dar uma idéia razoável das estratégias dessa poética e do seu significado para a moderna poesia brasileira. O primeiro capítulo trata do silêncio como saída para escapar ao lirismo fácil e ao automatismo do acaso; o segundo, da composição poética em si, seus modos, sua psicologia; o terceiro, finalmente, encara a questão do vocabulário cabralino, no qual a metáfora proposta pelo termo lexical é vista pelo avesso, provocando estranhamento e repúdio. Busca-se, enfim, situar João Cabral de Melo Neto em relação não apenas à tradição poética brasileira mas também no contexto da modernidade lírica ocidental.
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5 de abril de 2001
Edson Tavares Costa
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Letras Digitais
“Nítido como um Girassol”: as metamorfoses do olhar em Aberto Caeiro
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Essa dissertação tem como objeto de análise os poemas de Alberto Caeiro, heterônimo do poeta português Fernando Pessoa. Observando diversas nuances do olhar no texto, utilizamos os conceitos de Semiótica de Charles Sanders Peirce, no que diz respeito à percepção fenomenológica da realidade. De forma periférica, mas pertinente, são abordados temas como o universo pessoano, os heterônimos considerados discípulos de Alberto Carreiro, propostas filosóficas defendidas por Fernando Pessoa e o grupo moderno. Além de considerações a respeito do olhar, do ponto de vista da fenomenologia peirceana.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Essa dissertação tem como objeto de análise os poemas de Alberto Caeiro, heterônimo do poeta português Fernando Pessoa. Observando diversas nuances do olhar no texto, utilizamos os conceitos de Semiótica de Charles Sanders Peirce, no que diz respeito à percepção fenomenológica da realidade. De forma periférica, mas pertinente, são abordados temas como o universo pessoano, os heterônimos considerados discípulos de Alberto Carreiro, propostas filosóficas defendidas por Fernando Pessoa e o grupo moderno. Além de considerações a respeito do olhar, do ponto de vista da fenomenologia peirceana.
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30 de novembro de 2000
Janilto Rodrigues de Andrade
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Letras Digitais
Da Beleza à Poética
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira e Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: Na expressão "da beleza à poética", inscreve-se a idéia de partida e de chegada. Partida: estética - perceber com os sentidos -, porque a beleza limita com o sensorial. Aqui, "da beleza" equivale a "da estética". Chegada: teoria - ação de observar -, porque a poética, como corpus teórico sobre a poesia, requer um tomar-parte no ente artístico. Mover-se nessa circularidade - do sentir ao observar e vice-versa - implica navegar rente à margem contrária à das restrições tradicionalmente impostas à subjetividade pela azáfama cientificista. Travessia possível, uma vez que o sujeitovem imiscuindo-se em todas as veredas do pensamento pós-moderno. Assim, postas algumas questões na introdução, passamos a caminhar nos entremeios daleitura esubjetividade. Fundamental pisar esse chão, porque, revelando-se o sujeito, elegemos a liberdade como condição (e princípio!) que permite ao leitor ser introduzido na província da beleza. Somente o sedutor – que nos arranca um como é bem feito! - incita-nos a experenciar a aventura do fascínio à interpretação. Para tanto, põe-se, (n)à poética, as razões que levam o leitor a, seduzido, considerar um texto belo. Dizemos razões, porque, pisando trilha kantiana, não cabe a conceituação sobre o belo; não há, assim, lugar para causas. Observadas as razões, hauridas na hermenêutica de Alfonso Lopez Quintas, de inspiração heideggeriana, tomamos o outro pólo do saber estético - texto e objetividade - configurando-se a pergunta, segundo nos parece, pertinente: como se inscreve, no conhecimento, o objeto artístico? Definida uma resposta, pomos à prova, em “Na prática, as razões são as mesmas”, os pressupostos teóricos - na análise de alguns textos, optamos por objetos de linguagens distintas, tendo em vista as interações que hoje se observam, entre as semioses artísticas e entre as reflexões sobre elas e entre estas e aquelas. A conclusão do nosso trabalho aponta para um mundo que se abre, vivo e dinâmico.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira e Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: Na expressão "da beleza à poética", inscreve-se a idéia de partida e de chegada. Partida: estética - perceber com os sentidos -, porque a beleza limita com o sensorial. Aqui, "da beleza" equivale a "da estética". Chegada: teoria - ação de observar -, porque a poética, como corpus teórico sobre a poesia, requer um tomar-parte no ente artístico. Mover-se nessa circularidade - do sentir ao observar e vice-versa - implica navegar rente à margem contrária à das restrições tradicionalmente impostas à subjetividade pela azáfama cientificista. Travessia possível, uma vez que o sujeitovem imiscuindo-se em todas as veredas do pensamento pós-moderno. Assim, postas algumas questões na introdução, passamos a caminhar nos entremeios daleitura esubjetividade. Fundamental pisar esse chão, porque, revelando-se o sujeito, elegemos a liberdade como condição (e princípio!) que permite ao leitor ser introduzido na província da beleza. Somente o sedutor – que nos arranca um como é bem feito! - incita-nos a experenciar a aventura do fascínio à interpretação. Para tanto, põe-se, (n)à poética, as razões que levam o leitor a, seduzido, considerar um texto belo. Dizemos razões, porque, pisando trilha kantiana, não cabe a conceituação sobre o belo; não há, assim, lugar para causas. Observadas as razões, hauridas na hermenêutica de Alfonso Lopez Quintas, de inspiração heideggeriana, tomamos o outro pólo do saber estético - texto e objetividade - configurando-se a pergunta, segundo nos parece, pertinente: como se inscreve, no conhecimento, o objeto artístico? Definida uma resposta, pomos à prova, em “Na prática, as razões são as mesmas”, os pressupostos teóricos - na análise de alguns textos, optamos por objetos de linguagens distintas, tendo em vista as interações que hoje se observam, entre as semioses artísticas e entre as reflexões sobre elas e entre estas e aquelas. A conclusão do nosso trabalho aponta para um mundo que se abre, vivo e dinâmico.
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20 de dezembro de 1999
Sílvia Fernanda Medeiros Maciel
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Letras Digitais
Nomes, Tempos e Lugares Mágicos: leituras psicológicas dos livros infantis de Raquel de Queiroz
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esta dissertação resulta da leitura dos três livros infantis de Rachel de Queiroz - O Menino mágico, Cafute e Pena-de-prata e Andira - a partir de teorias psicológicas distintas. Demonstrando a possibilidade de interdisciplinaridade entre literatura e psicologia, cada capítulo trata de um aspecto distinto dos livros objeto-de-estudo e tem como base uma teoria psicológica específica. o primeiro capítulo trata da questão dos nomes, estudados a partir da lingüística, da psicologia da linguagem e da psicanálise. O segundo, fala do tempo e se baseia na Psicologia do Desenvolvimento. O terceiro, trata dos lugares, das histórias e se estrutura, principalmente, a partir da Psicologia Ambiental. São, portanto, independentes, pois tratam de temas distintos. A interrelação entre eles se dá por uma identidade na diferença: todos partem dos três livros de Rachel de Queiroz para falar das teorias, exemplificando-as e discutindo-as a partir deles. Pôde-se concluir, depois da análise desses três aspectos, que a idéia de pares é uma constante nos livros analisados e que o último livro - Andira - representa uma síntese dessa noção, tanto no que diz respeito à personagem, quanto à idéia de tempo e aos lugares onde se desenrola a história.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esta dissertação resulta da leitura dos três livros infantis de Rachel de Queiroz - O Menino mágico, Cafute e Pena-de-prata e Andira - a partir de teorias psicológicas distintas. Demonstrando a possibilidade de interdisciplinaridade entre literatura e psicologia, cada capítulo trata de um aspecto distinto dos livros objeto-de-estudo e tem como base uma teoria psicológica específica. o primeiro capítulo trata da questão dos nomes, estudados a partir da lingüística, da psicologia da linguagem e da psicanálise. O segundo, fala do tempo e se baseia na Psicologia do Desenvolvimento. O terceiro, trata dos lugares, das histórias e se estrutura, principalmente, a partir da Psicologia Ambiental. São, portanto, independentes, pois tratam de temas distintos. A interrelação entre eles se dá por uma identidade na diferença: todos partem dos três livros de Rachel de Queiroz para falar das teorias, exemplificando-as e discutindo-as a partir deles. Pôde-se concluir, depois da análise desses três aspectos, que a idéia de pares é uma constante nos livros analisados e que o último livro - Andira - representa uma síntese dessa noção, tanto no que diz respeito à personagem, quanto à idéia de tempo e aos lugares onde se desenrola a história.
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