Interação Texto-Leitor na Escola: dialogando com os contos de Gilvan Lemos
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: A presente investigação analisa a interação de alunos do Ensino Médio de uma escola pública da rede estadual com os contos de Gilvan Lemos, visando estudar as principiais dificuldades dos leitores em face da leitura literária. Revisitamos os pressupostos de abordagens teóricas que focalizam a interação texto-leitor sob prismas distintos, mas que dialogam quando discutem a leitura do ponto de vista social (Jauss, 1978), ou individual (Iser, 1979, 1996, 1998), reconhecendo os limites da interpretação (Eco, 1999). Os contos do autor pernambucano foram selecionados, tendo em vista as diferentes estratégias narrativas utilizadas que convidam o leitor a participar do “jogo da ficção”. Foram trabalhados cinco contos de Gilvan Lemos: “A inocente farsa da vingança”, “Dias idos e não vividos”, “Missa do galo”, “Morte ao invasor” e “Coelhinhos do mato”. O corpus da pesquisa é formado por 300 questionários aplicados após a leitura dos referidos contos. Na análise dos dados, selecionamos as respostas dos alunos, as quais revelaram a identificação ou a não-identificação do leitor com o texto literário. Os resultados da pesquisa apontam a técnica narrativa utilizada nos contos como a principal dificuldade dos alunos no ato da leitura. Diante da leitura de narrativas que apresentam uma organização discursiva pouco linear, os alunos não conseguem articular os planos da história e do discurso. Em síntese, o presente estudo propõe uma maior integração entre as contribuições da Teoria da Literatura e a escola, na medida em que discute o ato da leitura como processo dinâmico de envolvimento do leitor com o texto, considerando principalmente o enfoque de Iser. A leitura literária é abordada como um jogo, conforme a abordagem de Iser (In: Lima, 2002), em que os autores jogam com os leitores e o texto é o campo do jogo.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
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4 de fevereiro de 2003
14 de março de 2002
Rita Alves Viera
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Letras Digitais
A Contribuição de Abordagens Lingüística para o Ensino de Língua Portuguesa
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho tem por objetivo mostrar que a aplicação de abordagens lingüísticas pode contribuir para um eficaz ensino-aprendizagem do língua materna. Com base em Bechara (2000), Lobato (1978), Marcuschi (2000), Silva (2000), Gomes de Matos (2002), Travaglia (l998), Geraldi (2000), Ilari (1997), Neves (1997), Possenti (1999) procuramos verificar que abordagens lingüísticas os oito professores sujeitos da pesquisa conheciam e se as aplicavam em suas aulas de língua portuguesa. Para tanto, solicitamos que eles respondessem a um questionário, cujas respostas foram analisadas e avaliadas. Os resultados das análises nos mostraram que a concepção de gramática prevalecente nas turmas dos professores investigados é a normativa, associada a uma prática de ensino tradicional, em que o aluno só recebe os conteúdos descontextualizados, e participa de um processo corno membro passivo, sem que lhe seja dada a oportunidade de construir seu conhecimento, o que resulta num ensino dissociado da realidade do aluno. As abordagens lingüísticas, por sua vez não fundamentam esse ensino, que se dá de forma mecânica e desestimulante, evidenciando uma prática pedagógica que ainda não foi beneficiada pelo avanço da ciência da linguagem. Outro aspecto a considerar é que o problema da ineficácia do ensino de língua portuguesa é não só de ordem lingüística, mas também do outras ordens. A nossa conclusão é que uma das causas da ineficácia do ensino de língua portuguesa é o desconhecimento dos possíveis benefícios resultantes da aplicação pedagógica de princípios básicos da lingüística. 0 conhecimento e a aplicação desses princípios poderiam muito provavelmente contribuir pata uma prática mais produtiva e eficaz.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho tem por objetivo mostrar que a aplicação de abordagens lingüísticas pode contribuir para um eficaz ensino-aprendizagem do língua materna. Com base em Bechara (2000), Lobato (1978), Marcuschi (2000), Silva (2000), Gomes de Matos (2002), Travaglia (l998), Geraldi (2000), Ilari (1997), Neves (1997), Possenti (1999) procuramos verificar que abordagens lingüísticas os oito professores sujeitos da pesquisa conheciam e se as aplicavam em suas aulas de língua portuguesa. Para tanto, solicitamos que eles respondessem a um questionário, cujas respostas foram analisadas e avaliadas. Os resultados das análises nos mostraram que a concepção de gramática prevalecente nas turmas dos professores investigados é a normativa, associada a uma prática de ensino tradicional, em que o aluno só recebe os conteúdos descontextualizados, e participa de um processo corno membro passivo, sem que lhe seja dada a oportunidade de construir seu conhecimento, o que resulta num ensino dissociado da realidade do aluno. As abordagens lingüísticas, por sua vez não fundamentam esse ensino, que se dá de forma mecânica e desestimulante, evidenciando uma prática pedagógica que ainda não foi beneficiada pelo avanço da ciência da linguagem. Outro aspecto a considerar é que o problema da ineficácia do ensino de língua portuguesa é não só de ordem lingüística, mas também do outras ordens. A nossa conclusão é que uma das causas da ineficácia do ensino de língua portuguesa é o desconhecimento dos possíveis benefícios resultantes da aplicação pedagógica de princípios básicos da lingüística. 0 conhecimento e a aplicação desses princípios poderiam muito provavelmente contribuir pata uma prática mais produtiva e eficaz.
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Pedro Rodrigues de Magalhães Neto
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Letras Digitais
O Papel da Leitura no Despertar do Senso Crítico do Aluno- Leitor de 5ª e 6ª Séries
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O presente trabalho objetiva examinar o papel da leitura no despertar do senso crítico do aluno-leitor de 5a. e 6a. séries. A pesquisa foi realizada numa escola pública integrante do sistema estadual de ensino, situada em Teresina, Piauí. Para a execução da pesquisa, os alunos foram distribuídos em dois grupos: grupo experimental e grupo de controle. O primeiro, com vinte alunos, e o segundo com vinte e um. A formação dos grupos se deu por livre escolha dos alunos. Para avaliar o nível de compreensão e de percepção crítica dos alunos, foi aplicado- no início da pesquisa, em março de 2001, e reaplicado no final da investigação, em dezembro de 2001 - um questionário contendo treze perguntas. No intervalo entre esses dois momentos, os alunos do grupo experimental realizaram várias atividades de leitura, visando a despertar neles o senso crítico. No primeiro momento, depois de discutido diversos tópicos foi escolhido, para estudo, o tema a traição. Foram então lidos e discutidos vários textos que tinham por núcleo este tema. Com base nessas discussões, cada aluno dos dois grupos produziu um texto, girando em torno deste tema. A análise dos questionários e dos textos redigidos pelos alunos na fase inicial e final dos dois grupos revelou um despertar, ainda que incipiente, do senso crítico do aluno-leitor.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O presente trabalho objetiva examinar o papel da leitura no despertar do senso crítico do aluno-leitor de 5a. e 6a. séries. A pesquisa foi realizada numa escola pública integrante do sistema estadual de ensino, situada em Teresina, Piauí. Para a execução da pesquisa, os alunos foram distribuídos em dois grupos: grupo experimental e grupo de controle. O primeiro, com vinte alunos, e o segundo com vinte e um. A formação dos grupos se deu por livre escolha dos alunos. Para avaliar o nível de compreensão e de percepção crítica dos alunos, foi aplicado- no início da pesquisa, em março de 2001, e reaplicado no final da investigação, em dezembro de 2001 - um questionário contendo treze perguntas. No intervalo entre esses dois momentos, os alunos do grupo experimental realizaram várias atividades de leitura, visando a despertar neles o senso crítico. No primeiro momento, depois de discutido diversos tópicos foi escolhido, para estudo, o tema a traição. Foram então lidos e discutidos vários textos que tinham por núcleo este tema. Com base nessas discussões, cada aluno dos dois grupos produziu um texto, girando em torno deste tema. A análise dos questionários e dos textos redigidos pelos alunos na fase inicial e final dos dois grupos revelou um despertar, ainda que incipiente, do senso crítico do aluno-leitor.
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28 de fevereiro de 2002
Maria Stella Rangel da Silva
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Letras Digitais
A Circulação do Texto Jornalístico na Escola
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Tomando por base os conceitos da teoria das representações sociais, e do interacionismo sócio-discursivo, esse estudo objetiva investigar a circulação do texto jornalístico na escola de Ensino Médio e a compreensão intertextual e crítica desses mesmos textos como uma prática social produtora de sentidos e, como tal, perpassada de ideologia. Os dados foram obtidos mediante a aplicação de questionários, entrevistas e conversas informais, observação de aulas e oficinas de leitura do texto jornalístico, em duas escolas de Ensino Médio, uma da Rede Pública e outra da Rede Particular, na cidade de Teresina, Estado do Piauí. Os resultados apontam para a necessidade de subsidiar a leitura com uma base de conhecimento operacionalizada, tendo por fundamento as noções de gêneros textuais e o uso de estratégias discursivas e interacionais. Em termos de implicações pedagógicas, os resultados desta pesquisa ensejaram a postulação de que o jornal pode ser mais uma alternativa de leitura em sala de aula visando propiciar o desenvolvimento do leitor crítico exigido pela nova ordem social e pelos princípios estruturadores da atual proposta curricular para o Ensino Médio.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
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Resumo: Tomando por base os conceitos da teoria das representações sociais, e do interacionismo sócio-discursivo, esse estudo objetiva investigar a circulação do texto jornalístico na escola de Ensino Médio e a compreensão intertextual e crítica desses mesmos textos como uma prática social produtora de sentidos e, como tal, perpassada de ideologia. Os dados foram obtidos mediante a aplicação de questionários, entrevistas e conversas informais, observação de aulas e oficinas de leitura do texto jornalístico, em duas escolas de Ensino Médio, uma da Rede Pública e outra da Rede Particular, na cidade de Teresina, Estado do Piauí. Os resultados apontam para a necessidade de subsidiar a leitura com uma base de conhecimento operacionalizada, tendo por fundamento as noções de gêneros textuais e o uso de estratégias discursivas e interacionais. Em termos de implicações pedagógicas, os resultados desta pesquisa ensejaram a postulação de que o jornal pode ser mais uma alternativa de leitura em sala de aula visando propiciar o desenvolvimento do leitor crítico exigido pela nova ordem social e pelos princípios estruturadores da atual proposta curricular para o Ensino Médio.
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26 de fevereiro de 2002
Maria Goreth de Sousa Varão
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Letras Digitais
A Correção de Textos Narrativos de 5ª e 6ª Séries
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A presente dissertação é um estudo exploratório sobre as correções feitas nos textos de alunos por professores de 5ª e 6ª série do Ensino Fundamental, objetivando conhecer a concepção que esses profissionais têm sobre a coerência narrativa. Para isso, foi aplicado um questionário a oito professoras de uma Escola Pública, em Teresina-PI, assistimos às aulas dessas informantes sobre a narrativa, e depois analisamos as correções de 125 textos de alunos fornecidos por elas. A pesquisa revelou que a prática dessas professoras ainda é tradicional: o que impera é o ensino da gramática; a produção textual não recebe a mesma atenção por parte das professoras, que o ensino da gramática. A análise também revelou que “coerência narrativa” é um critério de avaliação que se aplica a qualquer gênero textual, já que ela decorre da existência, no texto, de “começo, meio e fim”. Comparando as respostas dos questionários com as correções aos textos, concluímos que falta a essas professoras não só conhecimento atualizado de Lingüística Textual e de modelos de análise da narrativa, mas, principalmente, falta-lhes metodologia, ou melhor, como pôr em prática o conhecimento de que dispõem. Este estudo não pretende mostrar a solução para o problema, mas, espera-se motivar outros estudos e outras práticas.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A presente dissertação é um estudo exploratório sobre as correções feitas nos textos de alunos por professores de 5ª e 6ª série do Ensino Fundamental, objetivando conhecer a concepção que esses profissionais têm sobre a coerência narrativa. Para isso, foi aplicado um questionário a oito professoras de uma Escola Pública, em Teresina-PI, assistimos às aulas dessas informantes sobre a narrativa, e depois analisamos as correções de 125 textos de alunos fornecidos por elas. A pesquisa revelou que a prática dessas professoras ainda é tradicional: o que impera é o ensino da gramática; a produção textual não recebe a mesma atenção por parte das professoras, que o ensino da gramática. A análise também revelou que “coerência narrativa” é um critério de avaliação que se aplica a qualquer gênero textual, já que ela decorre da existência, no texto, de “começo, meio e fim”. Comparando as respostas dos questionários com as correções aos textos, concluímos que falta a essas professoras não só conhecimento atualizado de Lingüística Textual e de modelos de análise da narrativa, mas, principalmente, falta-lhes metodologia, ou melhor, como pôr em prática o conhecimento de que dispõem. Este estudo não pretende mostrar a solução para o problema, mas, espera-se motivar outros estudos e outras práticas.
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31 de agosto de 2001
Angela Valéria Alves da Silva
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Letras Digitais
Fogo Cruzado: a interação entre a linguagem verbal e não-verbal
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Dóris de Arruda Carneiro Cunha
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A análise comparativa de dois debates do programa Fogo Cruzado procura mostrar como a linguagem não-verbal pode contribuir para a constituição da interação, não representando apenas um complemento da linguagem verbal, como acreditam muitos estudiosos, mas assumindo um papel de fundamental importância no processo comunicativo. Procuramos mostrar, com a análise de nosso corpus, que a linguagem do corpo pode revelar muitas informações sobre os interactantes durante a conversação e sobre a imagem que os falantes fazem de si mesmos e de seus interlocutores. Além disso, a comunicação corporal pode retomar um enunciado verbalizado para enfatizá-lo, esclarecê-lo, modificá-lo, contribuindo, assim, para a constituição da interação. Em nosso corpus, encontramos inúmeros exemplos que podem ilustrar esses aspectos. O resultado da análise aponta para uma possível descrição da gestualidade brasileira.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Dóris de Arruda Carneiro Cunha
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A análise comparativa de dois debates do programa Fogo Cruzado procura mostrar como a linguagem não-verbal pode contribuir para a constituição da interação, não representando apenas um complemento da linguagem verbal, como acreditam muitos estudiosos, mas assumindo um papel de fundamental importância no processo comunicativo. Procuramos mostrar, com a análise de nosso corpus, que a linguagem do corpo pode revelar muitas informações sobre os interactantes durante a conversação e sobre a imagem que os falantes fazem de si mesmos e de seus interlocutores. Além disso, a comunicação corporal pode retomar um enunciado verbalizado para enfatizá-lo, esclarecê-lo, modificá-lo, contribuindo, assim, para a constituição da interação. Em nosso corpus, encontramos inúmeros exemplos que podem ilustrar esses aspectos. O resultado da análise aponta para uma possível descrição da gestualidade brasileira.
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8 de agosto de 2001
Niege da Rocha Guedes
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Letras Digitais
A Ambigüidade dos Textos Publicitários Impressos
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A persuasão está presente em vários tipos de discurso, notadamente no discurso publicitário, uma vez que ele se estrutura com o intuito de informar e conquistar o público ao qual se destina. É objetivo do presente trabalho estudar os recursos usados na publicidade para convencer o receptor/consumidor das vantagens do produto que está sendo anunciado, sendo a ambigüidade objeto de especial atenção. Estudamos a ambigüidade como estratégia discursiva e recurso eficaz para convencer o leitor a consumir o produto que está sendo oferecido. O corpus da pesquisa constitui-se de treze publicidades extraídas da revista Veja semanário de grande circulação nacional, cujos anúncios abrangem um publico bastante diversificado. Fizemos um levantamento dos elementos que favorecem a ambigüidade e tentamos mostrar em que medida esta contribui para a persuasão do público alvo das publicidades. A linguagem foi estudada numa perspectiva bakhtiniana, enquanto fenômeno dialógico, como reflexo e expressão dos valores que a sociedade acredita e aceita. A conclusão a que chegamos é que a ambigüidade é as mais das vezes um recurso eficaz usado pelo produtor do texto publicitário para convencer seu interlocutor e evidentemente, fazê-lo adquirir o produto oferecido.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A persuasão está presente em vários tipos de discurso, notadamente no discurso publicitário, uma vez que ele se estrutura com o intuito de informar e conquistar o público ao qual se destina. É objetivo do presente trabalho estudar os recursos usados na publicidade para convencer o receptor/consumidor das vantagens do produto que está sendo anunciado, sendo a ambigüidade objeto de especial atenção. Estudamos a ambigüidade como estratégia discursiva e recurso eficaz para convencer o leitor a consumir o produto que está sendo oferecido. O corpus da pesquisa constitui-se de treze publicidades extraídas da revista Veja semanário de grande circulação nacional, cujos anúncios abrangem um publico bastante diversificado. Fizemos um levantamento dos elementos que favorecem a ambigüidade e tentamos mostrar em que medida esta contribui para a persuasão do público alvo das publicidades. A linguagem foi estudada numa perspectiva bakhtiniana, enquanto fenômeno dialógico, como reflexo e expressão dos valores que a sociedade acredita e aceita. A conclusão a que chegamos é que a ambigüidade é as mais das vezes um recurso eficaz usado pelo produtor do texto publicitário para convencer seu interlocutor e evidentemente, fazê-lo adquirir o produto oferecido.
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9 de abril de 2001
Patrícia Soares Silva
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Letras Digitais
Considerações sobre o Ponto de Vista no Esaú e Jacó
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Árduo e longo foi o caminho de Machado de Assis até ser apontado como “mestre” das nossas letras. Quando jovem, desempenha as funções mais diversas – sacristão, tipógrafo, revisor de provas- enquanto, mediante um esforço autodidata, foi construindo a sólida formação que o tornaria profundo conhecedor da língua vernácula e da literatura universal. O domínio da expressão literária permite a Machado escrever obras que contemplam quase todos os gêneros: teatro, poesia, romance e conto, além das crônicas e artigos de crítica. O teatro e a poesia literária de Machado de Assis e vale a pena salientar que estes gêneros não figuram entre as principais realizações do autor. Machado é, sem dúvida um mestre do romance e do conto, entretanto, no teatro e na poesia, ele se revela apenas mediano.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Árduo e longo foi o caminho de Machado de Assis até ser apontado como “mestre” das nossas letras. Quando jovem, desempenha as funções mais diversas – sacristão, tipógrafo, revisor de provas- enquanto, mediante um esforço autodidata, foi construindo a sólida formação que o tornaria profundo conhecedor da língua vernácula e da literatura universal. O domínio da expressão literária permite a Machado escrever obras que contemplam quase todos os gêneros: teatro, poesia, romance e conto, além das crônicas e artigos de crítica. O teatro e a poesia literária de Machado de Assis e vale a pena salientar que estes gêneros não figuram entre as principais realizações do autor. Machado é, sem dúvida um mestre do romance e do conto, entretanto, no teatro e na poesia, ele se revela apenas mediano.
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26 de março de 2001
Gláucia Renata Pereira do Nascimento
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Letras Digitais
A Coesão Textual em Livros Didáticos para Ensino Médio
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Acreditamos que o estudo da coesão textual é pressuposto importante para o desenvolvimento e para o aprimoramento das habilidades de leitura e de escrita. Por esse motivo, o objetivo geral do presente trabalho foi verificar de que forma a coesão textual é contemplada como conteúdo de ensino em seis coleções de livros didáticos de língua portuguesa para o Ensino Médio. Partindo da hipótese de que a maioria dos livros didáticos não se ocuparia especificamente da coesão textual, mas dedicariam um capítulo ao estudo das conjunções, procuramos verificar o tratamento dado a esse grupo de conectores interfrásticos e a importância concedida ao papel que desempenham esses elementos na constituição da trama textual, uma vez que são eles responsáveis pelas interligações entre os diversos segmentos (micro e macroestruturais) do texto. As coleções analisadas foram publicadas na década de 1990 e adotadas por escolas na cidade do Recife. Como referencial teórico, valemo-nos dos trabalhos de Halliday & Hasan (1976), Ducrot (1981), Beaugrande & Dressler (1977), Bronckart (1999), Marcuschi (1983, 2000), Antunes (1996), Koch (1987, 1988, 1991, 1992, 1996, 1997), Koch & Travaglia (1989, 1999) e Neves (2000), cujos postulados subsidiaram a análise das coleções de livros didáticos. A análise revelou que dos seis manuais apenas dois apresentaram alguns conceitos de coesão textual, sendo que apenas um explica o funcionamento de alguns mecanismos de coesão. Quanto ao tratamento dado às conjunções, somente em um manual encontramos um estudo que privilegia seus aspectos semântico-pragmáticos, classificando-os como elementos de coesão textual, ainda assim, sem enfatizar a função desses elementos como interligadores macroestruturais.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Acreditamos que o estudo da coesão textual é pressuposto importante para o desenvolvimento e para o aprimoramento das habilidades de leitura e de escrita. Por esse motivo, o objetivo geral do presente trabalho foi verificar de que forma a coesão textual é contemplada como conteúdo de ensino em seis coleções de livros didáticos de língua portuguesa para o Ensino Médio. Partindo da hipótese de que a maioria dos livros didáticos não se ocuparia especificamente da coesão textual, mas dedicariam um capítulo ao estudo das conjunções, procuramos verificar o tratamento dado a esse grupo de conectores interfrásticos e a importância concedida ao papel que desempenham esses elementos na constituição da trama textual, uma vez que são eles responsáveis pelas interligações entre os diversos segmentos (micro e macroestruturais) do texto. As coleções analisadas foram publicadas na década de 1990 e adotadas por escolas na cidade do Recife. Como referencial teórico, valemo-nos dos trabalhos de Halliday & Hasan (1976), Ducrot (1981), Beaugrande & Dressler (1977), Bronckart (1999), Marcuschi (1983, 2000), Antunes (1996), Koch (1987, 1988, 1991, 1992, 1996, 1997), Koch & Travaglia (1989, 1999) e Neves (2000), cujos postulados subsidiaram a análise das coleções de livros didáticos. A análise revelou que dos seis manuais apenas dois apresentaram alguns conceitos de coesão textual, sendo que apenas um explica o funcionamento de alguns mecanismos de coesão. Quanto ao tratamento dado às conjunções, somente em um manual encontramos um estudo que privilegia seus aspectos semântico-pragmáticos, classificando-os como elementos de coesão textual, ainda assim, sem enfatizar a função desses elementos como interligadores macroestruturais.
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26 de junho de 2000
Mércia Regina Barbosa Santana
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Letras Digitais
A Linguagem nos Programas Radiofônicos Esportivos: características e usos
Orientação: Dóris de Arruda Carneiro da Cunha e Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta dissertação tem por objetivo descrever a linguagem dos programas radiofônicos esportivos Bola ao Centro e Bate e Rebate, apresentados pela Rádio Clube de Pernambuco. Com base nas abordagens sócio-interacionistas, realizamos, em primeiro lugar, uma descrição etnográfica dos programas, uma vez que nosso objeto de investigação não são frases abstratas, mas enunciados atualizados em situações comunicativas particulares. Analisamos, em seguida as características típicas da oralidade – marcadores conversacionais, repetições, gírias e variação das formas de tratamento. Essas marcas da conversação espontânea, associadas ao uso de metáforas e metonímias e a um léxico específico do futebol, constituem as características predominantes da linguagem dos programas. Daí resulta uma forma atraente de veicular as informações, mantendo o interesse de audiência e criando uma atmosfera de familiaridade e envolvimento.
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Orientação: Dóris de Arruda Carneiro da Cunha e Maria da Piedade Moreira de Sá
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Resumo: Esta dissertação tem por objetivo descrever a linguagem dos programas radiofônicos esportivos Bola ao Centro e Bate e Rebate, apresentados pela Rádio Clube de Pernambuco. Com base nas abordagens sócio-interacionistas, realizamos, em primeiro lugar, uma descrição etnográfica dos programas, uma vez que nosso objeto de investigação não são frases abstratas, mas enunciados atualizados em situações comunicativas particulares. Analisamos, em seguida as características típicas da oralidade – marcadores conversacionais, repetições, gírias e variação das formas de tratamento. Essas marcas da conversação espontânea, associadas ao uso de metáforas e metonímias e a um léxico específico do futebol, constituem as características predominantes da linguagem dos programas. Daí resulta uma forma atraente de veicular as informações, mantendo o interesse de audiência e criando uma atmosfera de familiaridade e envolvimento.
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18 de junho de 2000
Maria do Rosário da Silva Albuquerque Barbosa
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Letras Digitais
Coerência em Narrativas Escritas: análise textual de narrativas escolares
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta dissertação aborda aspectos do desenvolvimento de narrativas escritas no 3º ciclo do ensino fundamental (5ª e 6ª séries), de escolas públicas do município de Orobó que atende às camadas alta, média e baixa da população. É objetivo do presente trabalho analisar os recursos utilizados pelos escolares na produção de textos narrativos escritos em sala de aula. A pesquisa focalizou, principalmente, nos mecanismos de que se serviram os escolares para propiciar o estabelecimento da coerência textual. A análise dos dados revelou que na maioria das narrativas analisadas é possível estabelecer uma relação entre estrutura completa da narrativa e a coerência. Por outro lado, observou-se que elementos de coesão, ao lado de fatores propiciadores da coerência, desempenham um papel importante na construção do sentido do texto e, portanto, da coerência.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta dissertação aborda aspectos do desenvolvimento de narrativas escritas no 3º ciclo do ensino fundamental (5ª e 6ª séries), de escolas públicas do município de Orobó que atende às camadas alta, média e baixa da população. É objetivo do presente trabalho analisar os recursos utilizados pelos escolares na produção de textos narrativos escritos em sala de aula. A pesquisa focalizou, principalmente, nos mecanismos de que se serviram os escolares para propiciar o estabelecimento da coerência textual. A análise dos dados revelou que na maioria das narrativas analisadas é possível estabelecer uma relação entre estrutura completa da narrativa e a coerência. Por outro lado, observou-se que elementos de coesão, ao lado de fatores propiciadores da coerência, desempenham um papel importante na construção do sentido do texto e, portanto, da coerência.
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27 de março de 2000
Elton Bruno Soares Siqueira
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As Duas Máscaras em Dorotéia
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O presente trabalho analisa o diálogo das personagens em Dorotéia, de Nelson Rodrigues, na tentativa de desvelar os sentidos implícitos na fala considerando a relação entre o discurso e os sentimentos que ele procura ocultar. A análise tem um enfoque pragmático e vale-se da noção de implicatura conversacional, proposta por Grice (1982), com o objetivo de interpretar as informações implícitas transmitidas pelas personagens no contexto particular da enunciação. O estudo revela que todas as mulheres em Dorotéia abafam os seus desejos mais secretos e ostentam um discurso - uma máscara, no sentido metafórico - que contradiz os seus próprios sentimentos. O dramaturgo põe em relevo o jogo das máscaras para satirizar a hipocrisia das relações sociais. Destarte, a máscara constitui elemento fundamental na estruturação da peça rodriguiana.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O presente trabalho analisa o diálogo das personagens em Dorotéia, de Nelson Rodrigues, na tentativa de desvelar os sentidos implícitos na fala considerando a relação entre o discurso e os sentimentos que ele procura ocultar. A análise tem um enfoque pragmático e vale-se da noção de implicatura conversacional, proposta por Grice (1982), com o objetivo de interpretar as informações implícitas transmitidas pelas personagens no contexto particular da enunciação. O estudo revela que todas as mulheres em Dorotéia abafam os seus desejos mais secretos e ostentam um discurso - uma máscara, no sentido metafórico - que contradiz os seus próprios sentimentos. O dramaturgo põe em relevo o jogo das máscaras para satirizar a hipocrisia das relações sociais. Destarte, a máscara constitui elemento fundamental na estruturação da peça rodriguiana.
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18 de dezembro de 1998
Fanuel Melo Paes Barreto
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Letras Digitais
Antecipação e Interpretação no Discurso Conversacional
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi e Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho constitui uma investigação sobre o fenômeno conversacional que aqui se denomina de antecipação, e que consiste na intervenção do ouvinte na fala do interlocutor corrente com o propósito de sugerir o próximo segmento da seqüência verbal em produção. A investigação é desenvolvida em duas etapas principais. Na primeira, busca-se caracterizar o lugar do fenômeno na estrutura organizacional da conversação. Assim, por um lado, procede-se à descrição da estrutura seqüencial das ocorrências da antecipação, bem como das formas que os segmentos verbais antecipados podem assumir. Por outro lado, é feito um levantamento de algumas funções que a antecipação desempenha na condução do discurso conversacional. Na segunda etapa da investigação procura-se analisar quais são as implicações do fenômeno para o estudo dos processos interpretativos da linguagem falada. A suposição básica é que a antecipação reflete de maneira particularmente clara as operações interpretativas executadas pelo ouvinte sob a fala em curso, uma vez que, ao colaborar para a progressão da seqüência verbal, ele contribui igualmente para a formulação da intenção comunicativa do locutor corrente. Busca-se, então, uma abordagem que possa explicar como é possível ao ouvinte configurar a intenção do locutor antes mesmo que este tenha concluído o enunciado. O propósito último dessa etapa do trabalho é, portanto, avançar no entendimento da atividade desempenhada pelo ouvinte no discurso conversacional – uma atividade que é essencialmente co-produtora de sentidos, e, como tal, parece manifestar-se no fenômeno da antecipação.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi e Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho constitui uma investigação sobre o fenômeno conversacional que aqui se denomina de antecipação, e que consiste na intervenção do ouvinte na fala do interlocutor corrente com o propósito de sugerir o próximo segmento da seqüência verbal em produção. A investigação é desenvolvida em duas etapas principais. Na primeira, busca-se caracterizar o lugar do fenômeno na estrutura organizacional da conversação. Assim, por um lado, procede-se à descrição da estrutura seqüencial das ocorrências da antecipação, bem como das formas que os segmentos verbais antecipados podem assumir. Por outro lado, é feito um levantamento de algumas funções que a antecipação desempenha na condução do discurso conversacional. Na segunda etapa da investigação procura-se analisar quais são as implicações do fenômeno para o estudo dos processos interpretativos da linguagem falada. A suposição básica é que a antecipação reflete de maneira particularmente clara as operações interpretativas executadas pelo ouvinte sob a fala em curso, uma vez que, ao colaborar para a progressão da seqüência verbal, ele contribui igualmente para a formulação da intenção comunicativa do locutor corrente. Busca-se, então, uma abordagem que possa explicar como é possível ao ouvinte configurar a intenção do locutor antes mesmo que este tenha concluído o enunciado. O propósito último dessa etapa do trabalho é, portanto, avançar no entendimento da atividade desempenhada pelo ouvinte no discurso conversacional – uma atividade que é essencialmente co-produtora de sentidos, e, como tal, parece manifestar-se no fenômeno da antecipação.
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9 de março de 1998
Fábio Almeida de Carvalho
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Letras Digitais
O Lugar e a Função de “A Vida como Ela é...” na Obra de Nelson Rodrigues
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho busca investigar a evolução da dramaturgia de N. Rodrigues de uma perspectiva em que os contos de A Vida Como Ela É... são um elemento de razoável força explicativa para a caracterização do perfil geral que a obra rodriguiana apresenta. Procuramos demonstrar que as crônicas-contos de A Vida Como Ela É... tornaram-se um campo de experimentação em que o autor buscou as soluções tematicas, estruturais e retórico-estilisticas que vieram a fornecer o suporte para que sua dramaturgia evoluísse de um modelo mais universalizante, assentado sobre a concepção de tragédia grega, para uma vertente em que há uma maior presença de elementos do ambiente nacional. Nosso trabalho visa expor o modo em que as tragédias cariocas retomam e reelaboram as narrativas curtas com o objetivo último de mostrar que a obra rodriguiana é mais homogênea do que os críticos costumam admitir.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho busca investigar a evolução da dramaturgia de N. Rodrigues de uma perspectiva em que os contos de A Vida Como Ela É... são um elemento de razoável força explicativa para a caracterização do perfil geral que a obra rodriguiana apresenta. Procuramos demonstrar que as crônicas-contos de A Vida Como Ela É... tornaram-se um campo de experimentação em que o autor buscou as soluções tematicas, estruturais e retórico-estilisticas que vieram a fornecer o suporte para que sua dramaturgia evoluísse de um modelo mais universalizante, assentado sobre a concepção de tragédia grega, para uma vertente em que há uma maior presença de elementos do ambiente nacional. Nosso trabalho visa expor o modo em que as tragédias cariocas retomam e reelaboram as narrativas curtas com o objetivo último de mostrar que a obra rodriguiana é mais homogênea do que os críticos costumam admitir.
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2 de setembro de 1997
Ivanda Maria Martins Silva
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Letras Digitais
O Cronotopo na obra “Espaço Terrestre”: o diálogo tempo-espaço como princípio organizador da narrativa
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: A presente pesquisa busca analisar a cronotopia - interação indissociável entre tempo e espaço - no romance Espaço Terrestre, do autor pernambucano Gilvan Lemos. A relação entre os índices espaciais e temporais é estudada numa perspectiva dinâmica que define o cronotopo como espécie de princípio organizador da narrativa. Em Espaço Terrestre, a cronotopia assume capital relevância quando vários níveis espaço-temporais (recife-tempo histórico, cronotopo da estrada, Sulidade / tempo cíclico) apresentam-se dialógicamente relacionados. O diálogo entre os cronotopos evidenciam-se na interação dos planos espaço-temporais que ora se opõem, ora se completam. A cronotopia também organiza a estratificação lingüística (plurilingüismo), na medida em que condiciona as variantes dialetais utilizadas pelas personagens. Por essa razão, a análise fundamenta-se nas concepções de Bakhtin (1992 e 1993) sobre cronotopia, dialogismo e plurilingüismo, estreitamente ligadas na composição do universo romanesco. O principal objetivo deste trabalho é mostrar como a cronotopia manifesta-se enquanto elemento importante na arquitetura do romance Espaço Terrestre, ao estruturar a narrativa, tanto do plano formal quanto do simbólico.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: A presente pesquisa busca analisar a cronotopia - interação indissociável entre tempo e espaço - no romance Espaço Terrestre, do autor pernambucano Gilvan Lemos. A relação entre os índices espaciais e temporais é estudada numa perspectiva dinâmica que define o cronotopo como espécie de princípio organizador da narrativa. Em Espaço Terrestre, a cronotopia assume capital relevância quando vários níveis espaço-temporais (recife-tempo histórico, cronotopo da estrada, Sulidade / tempo cíclico) apresentam-se dialógicamente relacionados. O diálogo entre os cronotopos evidenciam-se na interação dos planos espaço-temporais que ora se opõem, ora se completam. A cronotopia também organiza a estratificação lingüística (plurilingüismo), na medida em que condiciona as variantes dialetais utilizadas pelas personagens. Por essa razão, a análise fundamenta-se nas concepções de Bakhtin (1992 e 1993) sobre cronotopia, dialogismo e plurilingüismo, estreitamente ligadas na composição do universo romanesco. O principal objetivo deste trabalho é mostrar como a cronotopia manifesta-se enquanto elemento importante na arquitetura do romance Espaço Terrestre, ao estruturar a narrativa, tanto do plano formal quanto do simbólico.
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21 de dezembro de 1995
Miguel José Alves de Oliveira Júnior
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Letras Digitais
A Narrativa Oral de Experiência Vicária
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A presente dissertação dedica-se ao estudo de narrativas orais de experiência vicária, contadas por adultos com formação universitária. O material empírico compreende basicamente 18 narrativas extraídas de inquéritos pertencentes ao arquivo do Projeto NURC/Recife. Trata-se de uma análise funcional, em que se privilegia o estudo dos elementos lingüísticos que conferem interesse e objetivo ao texto narrativo – os chamados elementos avaliativos. Baseado principalmente nos estudo desenvolvidos pelo sociolingüista norte-americano William Labov, este trabalho está dividido em duas partes: a primeira discute alguns conceitos teóricos concernentes à análise lingüística da narrativa; a segunda oferece, a partir da análise do material empírico, algumas reflexões para questões tais como: existem diferenças funcionais entre narrativas de experiência pessoal e narrativas de experiência vicária? Qual o papel de um narrador de histórias em terceira pessoa? Contar uma história de experiência vicária envolve alguma pressão social que a particularize? Narrativas vicárias podem ser textos coerentes e organizados, ao contrário do que se tem sugerido? Que estratégias os narradores podem utilizar para conferir coerência ao texto narrativo dentro da conversação? Qual a função do presente histórico nas narrativas de experiência vicária? Pode ser explorado como estratégia avaliativa? É possível que uma narrativa seja avaliada por alguém que não tenha participado dos acontecimentos? Pode-se falar em narrativa pouco avaliada a partir da natureza do relato? Idade e sexo do narrador podem determinar a quantidade de avaliação do texto narrativo?
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A presente dissertação dedica-se ao estudo de narrativas orais de experiência vicária, contadas por adultos com formação universitária. O material empírico compreende basicamente 18 narrativas extraídas de inquéritos pertencentes ao arquivo do Projeto NURC/Recife. Trata-se de uma análise funcional, em que se privilegia o estudo dos elementos lingüísticos que conferem interesse e objetivo ao texto narrativo – os chamados elementos avaliativos. Baseado principalmente nos estudo desenvolvidos pelo sociolingüista norte-americano William Labov, este trabalho está dividido em duas partes: a primeira discute alguns conceitos teóricos concernentes à análise lingüística da narrativa; a segunda oferece, a partir da análise do material empírico, algumas reflexões para questões tais como: existem diferenças funcionais entre narrativas de experiência pessoal e narrativas de experiência vicária? Qual o papel de um narrador de histórias em terceira pessoa? Contar uma história de experiência vicária envolve alguma pressão social que a particularize? Narrativas vicárias podem ser textos coerentes e organizados, ao contrário do que se tem sugerido? Que estratégias os narradores podem utilizar para conferir coerência ao texto narrativo dentro da conversação? Qual a função do presente histórico nas narrativas de experiência vicária? Pode ser explorado como estratégia avaliativa? É possível que uma narrativa seja avaliada por alguém que não tenha participado dos acontecimentos? Pode-se falar em narrativa pouco avaliada a partir da natureza do relato? Idade e sexo do narrador podem determinar a quantidade de avaliação do texto narrativo?
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9 de outubro de 1995
Marcos Araújo Bagno
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Letras Digitais
A Luta Desigual: mito e realidade nos livros didáticos de língua portuguesa
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta dissertação traz os resultados de uma crítica, sob a ótica da Sociolingüística, dos livros didáticos de língua portuguesa nos tópicos e exercícios relacionados à fonética/ fonologia. Verificou-se que nestes livros impera a visão tradicional de que a língua escrita tem status muito mais elevado como objeto de estudo do que a língua oral. Neles dá-se exagerada importância aos aspectos ortográficos e exige-se que a fala reflita fielmente a forma escrita, desprezando-se por completo o fenômeno da variação lingüística em todos os seus níveis (social, histórico, geográfico, etário, étnico etc.). A pesquisa tratou de revelar os mitos e preconceitos que configuram o ideal de uma língua portuguesa que os autores dos livros didáticos tentam impor. Identificaram-se assim, entre outros, o mito da unidade lingüística do Brasil, o mito da alfabetização como panacéia para os problemas sociais, o mito da deficiência verbal dos falantes de português não-padrão, que acarreta o preconceito contra toda norma de português diferente da literária. Como reação a essa forma tradicional de encarar o fenômeno da variação, o autor propõe “aulas” de português não-padrão para educadores recorrendo sobretudo a técnicas histórico-comparativas para tratar os temas abordados.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta dissertação traz os resultados de uma crítica, sob a ótica da Sociolingüística, dos livros didáticos de língua portuguesa nos tópicos e exercícios relacionados à fonética/ fonologia. Verificou-se que nestes livros impera a visão tradicional de que a língua escrita tem status muito mais elevado como objeto de estudo do que a língua oral. Neles dá-se exagerada importância aos aspectos ortográficos e exige-se que a fala reflita fielmente a forma escrita, desprezando-se por completo o fenômeno da variação lingüística em todos os seus níveis (social, histórico, geográfico, etário, étnico etc.). A pesquisa tratou de revelar os mitos e preconceitos que configuram o ideal de uma língua portuguesa que os autores dos livros didáticos tentam impor. Identificaram-se assim, entre outros, o mito da unidade lingüística do Brasil, o mito da alfabetização como panacéia para os problemas sociais, o mito da deficiência verbal dos falantes de português não-padrão, que acarreta o preconceito contra toda norma de português diferente da literária. Como reação a essa forma tradicional de encarar o fenômeno da variação, o autor propõe “aulas” de português não-padrão para educadores recorrendo sobretudo a técnicas histórico-comparativas para tratar os temas abordados.
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20 de outubro de 1994
Marta Pragana Dantas
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Letras Digitais
Sóciocrítica e Lírica: estudo de um poema de Manuel Bandeira
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Sabine Moeller-Zeidler
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O objetivo de nosso estudo consiste em verificar a possibilidade de aplicação da abordagem sociocrítica ao gênero lírico. Mais especificamente, trata-se do ponto de vista teórico, do estudo do método sociocrítico, tal como concebido por Pierre Zima. Do ponto de vista empírico, procedemos à leitura sociocrítica do poema “Na Rua do Sabão”, que faz parte do livro “O Ritmo Dissoluto”, de Manuel Bandeira. As categorias sociocríticas consideradas na análise são: os níveis textuais (semântico e sintáxico), a situação sociolingüística (os socioletos e discursos) e a intertextualidade. A análise centra-se no poema, relacionando-o sempre que pertinente com outros do mesmo autor, e levantando aspectos da obra passíveis de serem confirmados num estudo de maior abrangência. Trata-se, portanto, de um estudo particular, específico, que, enquanto tal, aponta para a totalidade da obra. Finalmente, a análise revela a viabilidade da aproximação sociocrítica ao gênero lírico, ao mesmo tempo em que aponta para a necessidade de que outros estudos sobre a matéria sejam realizados e aprofundem a questão.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Sabine Moeller-Zeidler
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O objetivo de nosso estudo consiste em verificar a possibilidade de aplicação da abordagem sociocrítica ao gênero lírico. Mais especificamente, trata-se do ponto de vista teórico, do estudo do método sociocrítico, tal como concebido por Pierre Zima. Do ponto de vista empírico, procedemos à leitura sociocrítica do poema “Na Rua do Sabão”, que faz parte do livro “O Ritmo Dissoluto”, de Manuel Bandeira. As categorias sociocríticas consideradas na análise são: os níveis textuais (semântico e sintáxico), a situação sociolingüística (os socioletos e discursos) e a intertextualidade. A análise centra-se no poema, relacionando-o sempre que pertinente com outros do mesmo autor, e levantando aspectos da obra passíveis de serem confirmados num estudo de maior abrangência. Trata-se, portanto, de um estudo particular, específico, que, enquanto tal, aponta para a totalidade da obra. Finalmente, a análise revela a viabilidade da aproximação sociocrítica ao gênero lírico, ao mesmo tempo em que aponta para a necessidade de que outros estudos sobre a matéria sejam realizados e aprofundem a questão.
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10 de maio de 1993
Anco Márcio Tenório Vieira
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Machado de Assis: da crítica ao teatro
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho estuda a crítica teatral de Machado de Assis e a sua dramaturgia, compreendida entre os anos de 1856 e 1870. A partir desta análise, explicitamos como Machado leu as principais questões do seu tempo, redimensionou o conceito de teatro e literatura nacionais (privilegiando a linguagem de preferência ao conteúdo) e como foi delineando as bases estéticas e ficcionais de seus romances e contos escritos após 1870.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho estuda a crítica teatral de Machado de Assis e a sua dramaturgia, compreendida entre os anos de 1856 e 1870. A partir desta análise, explicitamos como Machado leu as principais questões do seu tempo, redimensionou o conceito de teatro e literatura nacionais (privilegiando a linguagem de preferência ao conteúdo) e como foi delineando as bases estéticas e ficcionais de seus romances e contos escritos após 1870.
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