Gêneros Visuais Multimodais em Livros Didáticos: usos e tipos
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Devido a toda esta imersão tecnológica que estamos inseridos, recursos pictoriais têm sido utilizados, consideravelmente, no âmbito educacional, uma vez que a escola é mediadora entre a sociedade e o aprendiz. Para tal mediação a escola faz uso de vários recursos midiáticos, como a televisão e o computador, porém além instrumento tem-se o velho instrumento utilizado para abordagem de conhecimento: o Livro Didático (LD), que apesar de tantas inovações tecnológicas disponíveis na escola, é o recurso mais freqüente para o auxílio da construção do conhecimento. Nesse sentido traçamos como objetivos investigar variedades de gêneros visuais nos Livros Didáticos e observar como esses gêneros visuais multimodais estão a serviço da construção do conhecimento. Para investigar essa variedade de gêneros visuais multimodais constituímos como corpus da pesquisa Livros Didáticos de Ensino Médio das disciplinas de Português, Matemática e Biologia. Esta dissertação se constitui de quatro capítulos. O capítulo I – Percorrendo a história da escrita – traça um percurso histórico da escrita, observando seu processo evolutivo e sua propagação. O capítulo II – Percorrendo a história da imagem - discute a noção de imagem, como também seu surgimento, além de algumas classificações atribuídas a ela. O capítulo III - Multimodalidade, Multiletramento: relações intrínsecas – discute a teoria sobre multimodalidade, noção essencial para essa pesquisa; além da ampliação da noção de letramento, tendo em vista o conceito de multimodalidade como traço inerente ao discurso. O capítulo IV – Gêneros Visuais Multimodais em Livros Didáticos: Tipos e Usos – apresenta a descrição dos recursos pictoriais presentes nos LDs analisados, como as Ilustrações, Gêneros Visuais e os Gêneros Visuais Multimodais; em seguida, apresentamos a descrição dos GVMs, observando os seus usos e funções nos manuais em análise. Constatamos que o LD de português faz uso, exaustivamente, dos gêneros: charge, cartum, tira e propaganda. Já o LD de Biologia utiliza os seguintes gêneros: desenho anatômico, desenho esquemático e gráfico. NO LD de matemática encontramos, com recorrência, os gêneros: diagrama, figura geométrica e gráfico. Comparando a utilização desses GVMs nos livros, verificamos que o livro de português traz os gêneros utilizados em outras esferas sociais (jornais, revistas e outdoor) para serem didatizados ao se inserirem no LD. Já nos livros de matemática e biologia, são GVMs com fins didáticos. Verificamos ainda que os gêneros encontrados no LD de português são utilizados, predominante, como base para realização de atividades, ou seja, na seção de exercícios. Ao contrário do que acontece com os GVMs nos manuais de matemática e biologia, que são utilizados, em maior recorrência, na seção de apresentação de conteúdo, auxiliando a construção do conhecimento.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
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30 de agosto de 2005
Ana Regina Ferraz Vieira
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Letras Digitais
O Seminário: um evento de letramento escolar
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
O objetivo do presente trabalho é apresentar um estudo qualitativo sobre o seminário e o contexto em que se realiza, reconhecendo-o como um evento comunicativo e de letramento recorrente, inserido nas práticas escolares, envolvendo além da linguagem outras modalidades de representação e comunicação. Trata-se de uma investigação de natureza exploratória e limitada à observação, descrição e análise de seminários produzidos em salas de aula de Ensino Fundamental e Médio de uma escola pública federal e de questionários aplicados a alunos e professores da instituição. Essas observações e questionários servem de base para a análise etnográfica do evento seminário. Os resultados mostram que o seminário que se realiza hoje na educação básica apresenta diferenças nos propósitos, no contexto e no comportamento lingüístico dos seus participantes em relação ao mesmo fenômeno nomeado, caracterizado e estudado no âmbito da Lingüística e da Educação à luz dos seminários acadêmicos de nível superior. A análise revela como é insuficiente abordar o seminário de forma estreita diante da complexidade das relações entre seus elementos constitutivos, e procura desvendar aspectos ainda pouco explorados no seminário, como a questão dos múltiplos letramentos nele presentes. Conhecer melhor esse evento ajudará a não reduzi-lo, no âmbito da sala de aula, a um mero instrumento de avaliação ou de transmissão de conteúdos curriculares.
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Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
O objetivo do presente trabalho é apresentar um estudo qualitativo sobre o seminário e o contexto em que se realiza, reconhecendo-o como um evento comunicativo e de letramento recorrente, inserido nas práticas escolares, envolvendo além da linguagem outras modalidades de representação e comunicação. Trata-se de uma investigação de natureza exploratória e limitada à observação, descrição e análise de seminários produzidos em salas de aula de Ensino Fundamental e Médio de uma escola pública federal e de questionários aplicados a alunos e professores da instituição. Essas observações e questionários servem de base para a análise etnográfica do evento seminário. Os resultados mostram que o seminário que se realiza hoje na educação básica apresenta diferenças nos propósitos, no contexto e no comportamento lingüístico dos seus participantes em relação ao mesmo fenômeno nomeado, caracterizado e estudado no âmbito da Lingüística e da Educação à luz dos seminários acadêmicos de nível superior. A análise revela como é insuficiente abordar o seminário de forma estreita diante da complexidade das relações entre seus elementos constitutivos, e procura desvendar aspectos ainda pouco explorados no seminário, como a questão dos múltiplos letramentos nele presentes. Conhecer melhor esse evento ajudará a não reduzi-lo, no âmbito da sala de aula, a um mero instrumento de avaliação ou de transmissão de conteúdos curriculares.
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1 de julho de 2002
Tarcísia Maria Travassos de Aguiar
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Letras Digitais
Títulos, para que os quero?
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este estudo tem três objetivos básicos: a) identificar características dos títulos dos textos publicados nas revistas Nova Escola e Educação; b) propor uma tipologia para os títulos e c) analisar o tratamento dispensado ao título em atividades propostas em livros didáticos de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental. Constatamos que boa parte da compreensão de um texto é monitorada pela interpretação do título, pois o mesmo estabelece vínculos com informações textuais e extratextuais orientando o leitor para a conclusão a que deve chegar. Observamos que os títulos e subtítulos da capa, do sumário e dos textos formam um leque de perspectivas e expectativas e que a intertextualidade ocorre em títulos de textos pertencentes aos vários domínios sociais de comunicação predominantes nas revistas. Propomos uma tipologia para os títulos com base na estrutura dos mesmos. Foram identificadas seis categorias: 1) títulos nominais (58%); 2) títulos oracionais (25%); 3) títulos preposicionais (12%); 4) títulos adverbiais (3%); 5) títulos adjetivais (2%) e 6) títulos interjetivais (1%). A análise das atividades propostas nos livros didáticos de Língua Portuguesa comprova que os autores tanto propõem atividades com títulos apenas como pretexto para o ensino de tópicos gramaticais, como propõem atividades que envolvem o título dentro de uma abordagem textual e discursiva.
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Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este estudo tem três objetivos básicos: a) identificar características dos títulos dos textos publicados nas revistas Nova Escola e Educação; b) propor uma tipologia para os títulos e c) analisar o tratamento dispensado ao título em atividades propostas em livros didáticos de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental. Constatamos que boa parte da compreensão de um texto é monitorada pela interpretação do título, pois o mesmo estabelece vínculos com informações textuais e extratextuais orientando o leitor para a conclusão a que deve chegar. Observamos que os títulos e subtítulos da capa, do sumário e dos textos formam um leque de perspectivas e expectativas e que a intertextualidade ocorre em títulos de textos pertencentes aos vários domínios sociais de comunicação predominantes nas revistas. Propomos uma tipologia para os títulos com base na estrutura dos mesmos. Foram identificadas seis categorias: 1) títulos nominais (58%); 2) títulos oracionais (25%); 3) títulos preposicionais (12%); 4) títulos adverbiais (3%); 5) títulos adjetivais (2%) e 6) títulos interjetivais (1%). A análise das atividades propostas nos livros didáticos de Língua Portuguesa comprova que os autores tanto propõem atividades com títulos apenas como pretexto para o ensino de tópicos gramaticais, como propõem atividades que envolvem o título dentro de uma abordagem textual e discursiva.
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6 de maio de 2002
Enilda da Silva Marques Fernandes
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Letras Digitais
Narrativas Conversacionais: estruturas e vozes
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta dissertação dedica-se ao estudo das narrativas conversacionais, focalizando aspectos estruturais e, dentre eles, a presença de vozes. O material empírico utilizado na análise compreende 10 narrativas selecionadas nos inquéritos do volume 1 – “A linguagem falada culta na cidade do Recife” Diálogos entre Informante e Documentador (DID). Trata-se de uma análise que busca levantar algumas das marcas lingüísticas que servem para especificar diferentes vozes no interior de um texto narrativo conversacional como o discurso direto, o discurso indireto e as glosas do locutor. A análise apoiou-se nos trabalhos de Labov e Waletzky (1967), Labov (1972, 1982, 1997), Gulich e Quasthoff (1985,1986), Bakhtin (1999, 2000), Ducrot (1987), Kristeva (1974), Maingueneau (1997,1998), Bronckart (1999) e Fiorin e Savioli (1996). A análise dos dados revelou que é possível estabelecer uma relação estrutura/vozes, uma vez que o fenômeno vozes ocorre ao longo de todas as seções naturais da narrativa conversacional propostas por Labov, possibilitando coerência no texto narrativo. Por outro lado, observou-se que, caso o ouvinte não perceba a ocorrência de vozes, a compreensão do sentido global da narrativa conversacional pode ficar prejudicada, pois surgem conceituações e posições ideológicas que fazem parte de um contexto maior e externo ao narrador. Essas conceituações ao se deixarem entrever, caracterizam um enunciador polifônico, no qual são percebidas outras vozes, decorrentes de procedimentos discursivos escolhidos e previamente determinados por uma coletividade social.
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Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta dissertação dedica-se ao estudo das narrativas conversacionais, focalizando aspectos estruturais e, dentre eles, a presença de vozes. O material empírico utilizado na análise compreende 10 narrativas selecionadas nos inquéritos do volume 1 – “A linguagem falada culta na cidade do Recife” Diálogos entre Informante e Documentador (DID). Trata-se de uma análise que busca levantar algumas das marcas lingüísticas que servem para especificar diferentes vozes no interior de um texto narrativo conversacional como o discurso direto, o discurso indireto e as glosas do locutor. A análise apoiou-se nos trabalhos de Labov e Waletzky (1967), Labov (1972, 1982, 1997), Gulich e Quasthoff (1985,1986), Bakhtin (1999, 2000), Ducrot (1987), Kristeva (1974), Maingueneau (1997,1998), Bronckart (1999) e Fiorin e Savioli (1996). A análise dos dados revelou que é possível estabelecer uma relação estrutura/vozes, uma vez que o fenômeno vozes ocorre ao longo de todas as seções naturais da narrativa conversacional propostas por Labov, possibilitando coerência no texto narrativo. Por outro lado, observou-se que, caso o ouvinte não perceba a ocorrência de vozes, a compreensão do sentido global da narrativa conversacional pode ficar prejudicada, pois surgem conceituações e posições ideológicas que fazem parte de um contexto maior e externo ao narrador. Essas conceituações ao se deixarem entrever, caracterizam um enunciador polifônico, no qual são percebidas outras vozes, decorrentes de procedimentos discursivos escolhidos e previamente determinados por uma coletividade social.
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7 de março de 2002
Paola Maluceli Lins
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Letras Digitais
O Discurso Reportado nos Livros de Língua Portuguesa
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O discurso reportado é usado pelo falante / escritor a todo instante: nas mesas dos bares ao contarmos algo que alguém nos disse, nos tribunais quando o juiz reporta a fala do réu ao escrevente, nos romances que lemos para deleite, ... E também coma conteúdo a ser estudado apreendido no Ensino Fundamental. O estudo do discurso reportado é muito importante uma ver que se faz necessário evidenciar as nuances e os matizes que ele pode conferir à enunciação. O propósito deste trabalho é analisar principalmente à luz de Bakhtin o discurso reportado (DR) nos livros didáticos (LD´s) de Língua Portuguesa. O corpus do trabalho foi constituído por 10 coleções de livros didáticos de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental (5ª a 8ª série). As coleções foram escolhidas aleatoriamente para que não houvesse tendência a um resultado. A dissertação está dividida em três capítulos. O primeiro discute a fundamentação teórica que norteia toda a analise presentes nos capítulos seguintes. Neste capitulo, estudamos tanto os aspectos formais quanto os estilístico-pragmático do DR, bem como um breve histórico do DIL, variante conhecida como a mais complexa. Estudamos também as concepções de linguagem à luz de Geraldi (1984) e as orientações do PCN de Língua Portuguesa para a elaboração de uma coleção didática a planejamento de aulas pelo professor. O segundo capitulo descreve analisa a conceito de discurso reportado presente nos LD´s, observando de que maneira o conceito de DR é apresentado nos LD´s. O terceiro capitulo descreve e analisa a estrutura dos exercícios propostos aos alunos sabre DR, verificando os seguintes aspectos: as orientações dadas ao professor no manual; os tipos de exercícios apresentados para os alunos e se os exercícios são de análise lingüística, produção de texto ou leitura. Concluímos que apesar de todas as coleções tratarem o DR, a maioria estuda este fenômeno lingüístico como “desculpa” para exercícios de transformação de uma modalidade discursiva em outra, tornando-se apenas um exercício gramatical para verificar se o aluno é capaz de usar a tempo verbal apropriado, o pronome, advérbios e locuções adverbiais adequados à variante em questão. Outro aspecto observado foi a falta de exercícios de DR na seção leitura.
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Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O discurso reportado é usado pelo falante / escritor a todo instante: nas mesas dos bares ao contarmos algo que alguém nos disse, nos tribunais quando o juiz reporta a fala do réu ao escrevente, nos romances que lemos para deleite, ... E também coma conteúdo a ser estudado apreendido no Ensino Fundamental. O estudo do discurso reportado é muito importante uma ver que se faz necessário evidenciar as nuances e os matizes que ele pode conferir à enunciação. O propósito deste trabalho é analisar principalmente à luz de Bakhtin o discurso reportado (DR) nos livros didáticos (LD´s) de Língua Portuguesa. O corpus do trabalho foi constituído por 10 coleções de livros didáticos de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental (5ª a 8ª série). As coleções foram escolhidas aleatoriamente para que não houvesse tendência a um resultado. A dissertação está dividida em três capítulos. O primeiro discute a fundamentação teórica que norteia toda a analise presentes nos capítulos seguintes. Neste capitulo, estudamos tanto os aspectos formais quanto os estilístico-pragmático do DR, bem como um breve histórico do DIL, variante conhecida como a mais complexa. Estudamos também as concepções de linguagem à luz de Geraldi (1984) e as orientações do PCN de Língua Portuguesa para a elaboração de uma coleção didática a planejamento de aulas pelo professor. O segundo capitulo descreve analisa a conceito de discurso reportado presente nos LD´s, observando de que maneira o conceito de DR é apresentado nos LD´s. O terceiro capitulo descreve e analisa a estrutura dos exercícios propostos aos alunos sabre DR, verificando os seguintes aspectos: as orientações dadas ao professor no manual; os tipos de exercícios apresentados para os alunos e se os exercícios são de análise lingüística, produção de texto ou leitura. Concluímos que apesar de todas as coleções tratarem o DR, a maioria estuda este fenômeno lingüístico como “desculpa” para exercícios de transformação de uma modalidade discursiva em outra, tornando-se apenas um exercício gramatical para verificar se o aluno é capaz de usar a tempo verbal apropriado, o pronome, advérbios e locuções adverbiais adequados à variante em questão. Outro aspecto observado foi a falta de exercícios de DR na seção leitura.
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Cleide Maria Teixeira Veloso dos Passos
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Letras Digitais
As Cartas do Leitor nas Revistas Nova Escola e Educação
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O presente trabalho objetiva investigar as marcas discursivas e interativas que caracterizam as cartas do leitor veiculadas nas revistas de âmbito nacional –“Nova Escola”- e – “Educação”-, referente ao ano 2000. Essas revistas são direcionadas a um grupo alvo definido: o professor. Foram analisadas 275 cartas, tendo sido 167 publicadas na Revista - Nova Escola - e 108 na revista Educação. Tratam-se de um tipo de correspondência de caráter público, que aborda os mais variados assuntos, com foco direcionado em questões da área de educação. Essas cartas são dirigidas à redação das revistas com o objetivo de elogiar, agradecer, criticar, propor reflexões, relatar experiências, sugerir ou solicitar algo. Elas reportam-se a artigos publicados, fazendo comentários a respeito destes, concordando ou discordando dos mesmos; a outras cartas anteriormente publicadas; a autores de artigos; à própria equipe da revista, fazendo solicitações, sugestões ou comentando mudanças realizadas da revista. As cartas ao leitor são constituídas de seqüências argumentativas, expositivas, narrativas e descritivas, mas vale ressaltar que estas seqüências não aparecem individualmente em cada carta, elas se misturam, encontrando-se em cada uma das cartas analisadas mais de uma destas seqüências discursivas, sendo, no entanto, possível determinar a seqüência predominante em cada texto. No corpus analisado, há uma maior incidência das seqüências argumentativas. As marcas presentes na carta do leitor são o uso abusivo da primeira pessoa verbal, imprimindo no texto um tom subjetivo, a utilização constante de questionamentos: emprego de orações interrogativas e imperativas, indicando a interatividade.
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Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O presente trabalho objetiva investigar as marcas discursivas e interativas que caracterizam as cartas do leitor veiculadas nas revistas de âmbito nacional –“Nova Escola”- e – “Educação”-, referente ao ano 2000. Essas revistas são direcionadas a um grupo alvo definido: o professor. Foram analisadas 275 cartas, tendo sido 167 publicadas na Revista - Nova Escola - e 108 na revista Educação. Tratam-se de um tipo de correspondência de caráter público, que aborda os mais variados assuntos, com foco direcionado em questões da área de educação. Essas cartas são dirigidas à redação das revistas com o objetivo de elogiar, agradecer, criticar, propor reflexões, relatar experiências, sugerir ou solicitar algo. Elas reportam-se a artigos publicados, fazendo comentários a respeito destes, concordando ou discordando dos mesmos; a outras cartas anteriormente publicadas; a autores de artigos; à própria equipe da revista, fazendo solicitações, sugestões ou comentando mudanças realizadas da revista. As cartas ao leitor são constituídas de seqüências argumentativas, expositivas, narrativas e descritivas, mas vale ressaltar que estas seqüências não aparecem individualmente em cada carta, elas se misturam, encontrando-se em cada uma das cartas analisadas mais de uma destas seqüências discursivas, sendo, no entanto, possível determinar a seqüência predominante em cada texto. No corpus analisado, há uma maior incidência das seqüências argumentativas. As marcas presentes na carta do leitor são o uso abusivo da primeira pessoa verbal, imprimindo no texto um tom subjetivo, a utilização constante de questionamentos: emprego de orações interrogativas e imperativas, indicando a interatividade.
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1 de março de 2002
Silvana da Silva Ribeiro
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Letras Digitais
As Citações em Textos Científicos
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O presente trabalho objetiva investigar as citações nos textos científicos, especificamente em monografias de alunos de especialização. Para tanto, foram investigadas dez monografias, sendo cinco da UFPE, do ano de 1999 e cinco da UESPI, ano 2000. Observou-se, nestas, as formas usadas pelo aluno-autor para citar os discursos dos autores-fonte,o que levou a detectar quatro categorias de citação: citações bibliográficas; citações com expressões adverbiais, citações com construções sintáticas e citações acompanhadas por verbo discendi + referência bibliográfica. Para representar estas categorias foi escolhido pelo menos um exemplo de cada monografia, que foi analisada quanto ao estabelecimento de fatores de textualidade tais como: correção, clareza e coerência. Quando não se encontrou nestas monografias exemplos para representar essas categorias, extraiu-se de uma mesma dois exemplos ou mais, a fim de que se pudesse ter uma visão do percentual de citações dentro de cada uma dessas categorias. A análise destas formas de citação nos revelou que a constituição do fator subjetividade, que por sua vez consiste no posicionamento do autor, esta mais ligada a sua consciência em relação ao tema sobre o qual escreve, do que a forma de que se utiliza para citar discursos. Entretanto, o uso dessas formas revela que autor sabe o que cita e para quê, fato que torna seu texto mais coerente e estruturado. Desta forma, seu texto apresenta-se mais subjetivo, visto que, neste caso o autor tem a consciência dos fatores de textualidade e utiliza-os coerentemente revelando harmonização estabelecida no que diz respeito aos aspectos teóricos (a teoria citada) e práticos (a argumentação construída com o que foi citado).
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Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O presente trabalho objetiva investigar as citações nos textos científicos, especificamente em monografias de alunos de especialização. Para tanto, foram investigadas dez monografias, sendo cinco da UFPE, do ano de 1999 e cinco da UESPI, ano 2000. Observou-se, nestas, as formas usadas pelo aluno-autor para citar os discursos dos autores-fonte,o que levou a detectar quatro categorias de citação: citações bibliográficas; citações com expressões adverbiais, citações com construções sintáticas e citações acompanhadas por verbo discendi + referência bibliográfica. Para representar estas categorias foi escolhido pelo menos um exemplo de cada monografia, que foi analisada quanto ao estabelecimento de fatores de textualidade tais como: correção, clareza e coerência. Quando não se encontrou nestas monografias exemplos para representar essas categorias, extraiu-se de uma mesma dois exemplos ou mais, a fim de que se pudesse ter uma visão do percentual de citações dentro de cada uma dessas categorias. A análise destas formas de citação nos revelou que a constituição do fator subjetividade, que por sua vez consiste no posicionamento do autor, esta mais ligada a sua consciência em relação ao tema sobre o qual escreve, do que a forma de que se utiliza para citar discursos. Entretanto, o uso dessas formas revela que autor sabe o que cita e para quê, fato que torna seu texto mais coerente e estruturado. Desta forma, seu texto apresenta-se mais subjetivo, visto que, neste caso o autor tem a consciência dos fatores de textualidade e utiliza-os coerentemente revelando harmonização estabelecida no que diz respeito aos aspectos teóricos (a teoria citada) e práticos (a argumentação construída com o que foi citado).
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19 de fevereiro de 2002
Normanda da Silva Beserra
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Letras Digitais
Relações Textuais em Itens de Avaliação de Leitura
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O desvelamento dos sentidos do texto é um dos aspectos mais explorados em itens de avaliação de leitura e, dentro desse aspecto, as relações textuais têm uma significativa relevância a julgar pela grande ocorrência dessas práticas nos diversos gêneros textuais. Nesta dissertação, são analisados 8 itens de teste de português do SAEPE – Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco – aplicados a alunos da 3ª série do Ensino Médio, no ano 2000. Na análise, buscou-se, além de verificar os aspectos técnicos de elaboração, identificar o proponente e a categoria da relação textual, o nível de competência cognitiva exigido, assim como o tipo de formulação e o seu conteúdo. O critério básico utilizado na seleção dos itens foi a evidência de relações textuais na formulação, tendo sido identificadas relações intertextuais do tipo restritas/ explícitas (citação) e por associação de conteúdos (intertextualidade no sentido amplo) (Koch, 2000). Essa classificação vincula-se ao proponente da relação textual, uma vez que esta é proposta pelo autor do texto, no caso da citação ou alusão, ou pelo formulador do item, quando ele seleciona e aproxima dois ou mais textos que guardam entre si algum tipo de identidade, seja ela temática (associação de conteúdo) ou formal. Nos itens analisados, foram identificados os três níveis de complexidade de competência cognitiva explicitados na Matriz Curricular de Referência do SAEPE, quais sejam, básico, operacional e global, respectivamente, de menor, médio e maior grau de complexidade. Quanto à tipologia da pergunta, optou-se por adotar o estudo de Marcuschi (2001), em que são analisados exercícios de compreensão de texto propostos em livros didáticos, tendo sido identificados três dos nove tipos de perguntas classificadas pelo pesquisador: inferenciais, globais e metalingüísticas. O estudo sobre o conteúdo dos itens identificou 5 competências de leitura, sintetizadas em habilidades de reconhecimento de diferentes aspectos das relações textuais: função do intertexto, relação texto verbal/cartum, classificação de relações intertextuais, incoerência no uso do intertexto e relação temática entre textos verbais. Os oito itens foram aplicados a formandos de Letras das instituições que mantêm esse curso na Região Metropolitana do Recife, com o objetivo de analisar o desempenho desses alunos, que estão para entrar no mercado de trabalho, em itens de leitura, os quais guardam estreita relação com as novas concepções de ensino de língua, preconizadas, inclusive, nos PCNs. É apresentada, também, a análise do padrão de erro entre os formandos de Letras. Através da separação entre os alunos de desempenho satisfatório (com percentual de acerto de, no mínimo, 62,5%) e os de desempenho insatisfatório (abaixo desse índice), verifica-se o percentual de investimento, de ambos os grupos, nas alternativas erradas. A identificação de padrões semelhantes de erro nos dois grupos indica baixa capacidade de discriminação do item, ou seja, baixa capacidade de distinguir o aluno que possui aquela habilidade testada daquele que ainda não a construiu. Esse aspecto, ao lado do índice de dificuldade, serve de critério para a qualificação do item. O trabalho constitui uma contribuição na área de construção de itens de leitura de resposta única, em avaliação de rede escolar.
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Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O desvelamento dos sentidos do texto é um dos aspectos mais explorados em itens de avaliação de leitura e, dentro desse aspecto, as relações textuais têm uma significativa relevância a julgar pela grande ocorrência dessas práticas nos diversos gêneros textuais. Nesta dissertação, são analisados 8 itens de teste de português do SAEPE – Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco – aplicados a alunos da 3ª série do Ensino Médio, no ano 2000. Na análise, buscou-se, além de verificar os aspectos técnicos de elaboração, identificar o proponente e a categoria da relação textual, o nível de competência cognitiva exigido, assim como o tipo de formulação e o seu conteúdo. O critério básico utilizado na seleção dos itens foi a evidência de relações textuais na formulação, tendo sido identificadas relações intertextuais do tipo restritas/ explícitas (citação) e por associação de conteúdos (intertextualidade no sentido amplo) (Koch, 2000). Essa classificação vincula-se ao proponente da relação textual, uma vez que esta é proposta pelo autor do texto, no caso da citação ou alusão, ou pelo formulador do item, quando ele seleciona e aproxima dois ou mais textos que guardam entre si algum tipo de identidade, seja ela temática (associação de conteúdo) ou formal. Nos itens analisados, foram identificados os três níveis de complexidade de competência cognitiva explicitados na Matriz Curricular de Referência do SAEPE, quais sejam, básico, operacional e global, respectivamente, de menor, médio e maior grau de complexidade. Quanto à tipologia da pergunta, optou-se por adotar o estudo de Marcuschi (2001), em que são analisados exercícios de compreensão de texto propostos em livros didáticos, tendo sido identificados três dos nove tipos de perguntas classificadas pelo pesquisador: inferenciais, globais e metalingüísticas. O estudo sobre o conteúdo dos itens identificou 5 competências de leitura, sintetizadas em habilidades de reconhecimento de diferentes aspectos das relações textuais: função do intertexto, relação texto verbal/cartum, classificação de relações intertextuais, incoerência no uso do intertexto e relação temática entre textos verbais. Os oito itens foram aplicados a formandos de Letras das instituições que mantêm esse curso na Região Metropolitana do Recife, com o objetivo de analisar o desempenho desses alunos, que estão para entrar no mercado de trabalho, em itens de leitura, os quais guardam estreita relação com as novas concepções de ensino de língua, preconizadas, inclusive, nos PCNs. É apresentada, também, a análise do padrão de erro entre os formandos de Letras. Através da separação entre os alunos de desempenho satisfatório (com percentual de acerto de, no mínimo, 62,5%) e os de desempenho insatisfatório (abaixo desse índice), verifica-se o percentual de investimento, de ambos os grupos, nas alternativas erradas. A identificação de padrões semelhantes de erro nos dois grupos indica baixa capacidade de discriminação do item, ou seja, baixa capacidade de distinguir o aluno que possui aquela habilidade testada daquele que ainda não a construiu. Esse aspecto, ao lado do índice de dificuldade, serve de critério para a qualificação do item. O trabalho constitui uma contribuição na área de construção de itens de leitura de resposta única, em avaliação de rede escolar.
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