Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE

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15 de abril de 2002

Siane Góis Cavalcanti Rodriguez

A Modalização como Expressão de Subjetividade do Discurso Científico

Orientação: Gilda Lins de Araújo
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Este trabalho tem como objetivo verificar as diferenças na manifestação da subjetividade em textos científicos de níveis acadêmicos diversos. Para isto, fizemos um levantamento das modalizações em trabalhos científicos desde graduação até o doutorado, nas áreas de Letras e Arquitetura e Urbanismo. A partir das leituras reflexivas sobre a subjetividade na linguagem de E. Benveniste, da subjetividade implícita e explícita de Kerbat-Orecchioni e da subjetividade na ciência de Coracini, adquirimos a fundamentação necessária para tratar das mudanças nesta manifestação. Verificamos que a procura pela neutralização do sujeito enunciador se dá de forma gradual: enquanto iniciante, ele faz de sua presença no texto o meio de convencer o interlocutor da validade de sua pesquisa; quando experimente, ele procura persuadir o alocutário ocultando a origem enunciativa e mostrando-se não como sujeito, mas como instrumento veiculador da verdade científica.

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28 de junho de 2000

José Elizaldo do Carmo Arruda

O Projeto Vitae e a Formação do Professor de Língua Portuguesa em Pernambuco: história, avaliação e resultado

Orientação: Gilda Lins de Araújo
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Esta pesquisa tem por finalidade resgatar a história do Projeto Vitae (1993 a 1998). Identificamos e analisamos mudanças de atitudes pedagógicas de professores de língua portuguesa que participaram dos cursos de atualização em língua portuguesa para professores do 2º grau, promovidos em convênios interinstitucionais da UFPE/Vitae/Facepe/Secretaria de Educação do Estado. Verificamos também as habilidades desses professores referentes à leitura, à escrita e à metalinguagem. A partir de leituras reflexivas sobre sócio-interacionismo, buscamos em L. S. Vygotsky subsídios para a fundamentação teórica desta dissertação, visto que o foco principal é verificar as mudanças de atitudes pedagógicas dos professores e alunos Vitae e suas competências relativas ao ensino das habilidades de leitura de textos, produção e recepção de textos e ao domínio da metalinguagem. Finalmente, além de fazermos um resgate histórico do Vitae em Pernambuco, procuramos provocar uma reflexão entre professores e alunos sobre as novas perspectivas da formação do professor com vista às implicações teóricas e práticas dos conceitos de ensino e de aprendizagem.

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14 de setembro de 1998

Ana Márcia de Lima

Discurso Persuasivo e Função Adverbial em Publicidades Brasileiras de Televisão

Orientação: Yaracylda Oliveira Farias Coimet e Gilda Maria Lins Araújo
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Pesquisa com o objetivo de analisar a linguagem persuasiva em publicidades televisivas brasileiras através da mobilidade dos advérbios. Para a linguagem persuasiva, recorremos à concepção de discurso persuasivo segundo Aristóteles (1961) e de discurso publicitário segundo Charaudeau (1983). Em relação à mobilidade adverbial, percorremos as abordagens teóricas defendidas por Ilari et al (l989) que propõem a existência de algumas classes adverbiais, e trabalham com os escopos que podem acompanhar cada advérbio. São raros os trabalhos sobre os advérbios e seus escopos, especialmente no que se refere à posição que ocupam com valor persuasivo em publicidades brasileiras de televisão. Como resultado da análise, pode-se afirmar que nem todas as classes adverbiais propostas ocorreram devido à extensão de alguns advérbios, na maioria longos, em relação à curta duração (de 15 e 30 segundos) da apresentação dos textos publicitários na televisão. No entanto, este estudo revelou que a função dos advérbios, juntamente com os escopos que os acompanham e as diversas ordens em que eles podem se encontrar, e um fator de persuasão no discurso publicitário televisivo brasileiro.

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23 de agosto de 1996

Maria José de Matos Luna

A Elipse como Fator Coesivo Textual: uma análise em redações na COVEST/93

Orientação: Gilda Maria Lins de Araújo
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Este trabalho tem por objetivo verificar o emprego da elipse como fator de coesão textual, em redações da comissão do vestibular do Estado de Pernambuco (COVEST-PE/93), a partir de uma análise contrastiva entre gramáticos e lingüistas. Partindo-se da hipótese de que o uso inadequado da elipse poderia resultar em um texto falho em clareza, passamos à marcação e à análise das ocorrências evidenciadas em cinco redações de cada um dos dezesseis grupos nos quais estão distribuídos os cursos oferecidos pela UFPE e UFRPE. Antes, porém, contemplamos um histórico sobre a prática redacional no Brasil, enfocando, particularmente, a experiência da COVEST. Levantamos contribuições ao ensino da pesquisa universitária e relacionamos, ainda, o vestibular ao ensino de 1º e 2º graus, uma vez que o desempenho inadequado do vestibulando teria suas causas primeiras nestes níveis de ensino. Neste sentido, foi feita uma revisão crítica da proposta curricular da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco que culminou na oferta de subsídios complementares à prática pedagógica. Como resultado da análise, podemos afirmar que os fenômenos gramaticais não são suficientes para explicar os casos em que a elipse é usada de forma inadequada. Concluímos que a elipse não possui apenas função estilística, como postulam os gramáticos. Nela ocorre a pressuposição do termo omitido, recuperável a nível de palavras e de estruturas. Ela opera como fator de coesão textual, conforme postulam os teóricos funcionalistas.

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10 de junho de 1986

Romul Alves Pires

O Uso da Hipérbole na Linguagem Parlamentar Escrita

Orientação: Judith Chambliss Hoffnagel e Gilda Lins de Araújo
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Este trabalho procura estudar a hipérbole e observar como ela é usada na linguagem parlamentar escrita. O segundo capítulo procura definir hipérbole, descobrir as formas sob as quais ela se apresenta, seus limites, seu uso e sua utilidade. Nele é feita uma pesquisa junto aos diversos tipos de dicionários; às gramáticas; e aos trabalhos feitos por lingüistas. O terceiro capítulo faz um levantamento dos elementos semânticos e pragmáticos, da análise do discurso e da teoria da comunicação que podem ser úteis na análise dos textos parlamentares. O quarto capítulo faz a análise do corpus, composto de quinze documentos, de três espécies diferentes escritos por parlamentares diferentes. As hipóteses levantadas no início da introdução são respondidas de duas formas: as questões de caráter teórico no segundo capítulo e as práticas na análise dos textos. Na análise, as conclusões aparecem em três locais diferentes e são resumidas no final.

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12 de agosto de 1985

Ivone de Lucena Figueiredo

A Frase nos Textos Técnicos e Literários

Orientação: Gilda Lins de Araújo
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Considerando a omissão do termo frase na Nomenclatura Gramatical Brasileira – NGB, propomos uma análise lingüística da frase, reconhecendo-a como unidade superior do enunciado e redefinido-a numa dimensão que vai desde a simples interjeição ao enunciado mais longo e mais complexo. Embora o campo de trabalho tenha sido a sintaxe, recorremos paralelamente à morfologia e, especialmente, à semântica por serem áreas que também investigam a frase. Para tanto, buscamos os processos sintáticos de coordenação e subordinação, verdadeiros meios configurativos de sua forma e de sua expansão, bem como a análise em Constituintes Imediatos, que lhe dão composição gramatical. Baseando-nos nesta análise, investigamos como a frase se apresenta em textos técnicos e literários cujas conseqüências chegam às características específicas, e às diferenças mais pertinentes entre eles.

» Dissertação disponível em breve.