Altazor: Uma Viagem pela Poética de Vicente Huidobro
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este estudo propõe uma análise do poema Altazor (obra-prima do vanguardismo em língua espanhola) do poeta chileno Vicente Huidobro, evidenciando seus aspectos temáticos, estruturais e metalingüísticos. O poema altazor o el viaje en paracaídas expõe a teoria criacionista de huidobro, expressando por meio do lúdico exercício imagístico, toda uma desolada visão do mundo, centrada na solidão, na incomunicação e no vazio. O mito do poeta como "pequeno deus" e a realização do "poema criado" representam o ideal perseguido por altazor - huidobro em sua trajetória poética na qual "a poesia é a linguagem da criação". No poema altazor, o motivo da viagem difere do sentido tradicional do livro de relatos. A leitura de altazor se faz como percurso poético no espaço da página do poema, revelando a ousadia criadora do poeta através do jogo com a linguagem, das metáforas e de seus efeitos visuais e sonoros.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
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22 de julho de 2005
24 de maio de 2004
José Odilon Barboza de Lira Vasconcelos
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Letras Digitais
Biografemas da Estrangeirização na Poesia de Emily Dickinson
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Esta dissertação aborda a leitura e interpretação da obra poética de Emily Dickinson, focalizando certos aspectos ligados à sua auto-reclusão e subseqüente exclusão dos círculos literários da época, as quais tiveram decisiva influência em sua escrita. No embasamento teórico deste trabalho, valho-me da noção de “biografema”, idealizada por Roland Barthes, além de recorrer a outros conceitos literários mais atuais. Concentro-me sobretudo no aspecto poético que denomino “estrangeirização”, o qual permeia, a meu ver, toda a obra de Emily Dickinson, e não foi, ao que parece, estudado até agora, seja nos Estados Unidos, seu país natal, seja no Brasil, onde os seus poemas sempre mereceram atenção, tanto do público quanto da crítica literária.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Esta dissertação aborda a leitura e interpretação da obra poética de Emily Dickinson, focalizando certos aspectos ligados à sua auto-reclusão e subseqüente exclusão dos círculos literários da época, as quais tiveram decisiva influência em sua escrita. No embasamento teórico deste trabalho, valho-me da noção de “biografema”, idealizada por Roland Barthes, além de recorrer a outros conceitos literários mais atuais. Concentro-me sobretudo no aspecto poético que denomino “estrangeirização”, o qual permeia, a meu ver, toda a obra de Emily Dickinson, e não foi, ao que parece, estudado até agora, seja nos Estados Unidos, seu país natal, seja no Brasil, onde os seus poemas sempre mereceram atenção, tanto do público quanto da crítica literária.
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22 de abril de 2003
Elcy Luiz da Cruz
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Letras Digitais
Terras Sem Mal: A História e a Ficção como Promessas de Futuro
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: Nosso trabalho busca enfocar a diversidade de duas escrituras de fronteiras altamente vulneráveis: a história e a ficção. Na construção dessas escrituras percebemos que a memória e o esquecimento são bases limítrofes, fundando tantas vezes a plurissignificação de ambas. Na tentativa de percorrer as fronteiras dessas escrituras fazemos uma divisão didática com um intuito laboratorial de separar dois corpos para análise colocando a teoria (a história) como componente do esquecimento e a ficção (representada por romances lançados a partir da década de 1990) como pertencendo à memória. Argumentamos com essa divisão que o discurso histórico pode se apresentar inverídico por atender interesses de determinados grupos, enquanto que o discurso de ficção estaria livre deste propósito pela natureza “gratuita” da obra de arte. Sabemos que essa gratuidade é relativa, o que só comprova que não é tão simples estabelecer divisões entre esses discursos. No aprofundamento do estudo fazemos uma crítica às teorias que versam sobre o fim da história bem como sobre a morte do romance com um debate que envolve historiadores e romancistas e para tal fazemos uso tanto das teorias sobre a história (abrindo debate também com teóricos da pós-modernidade) assim como da ficção (com romances que usam e abusam da intertextualidade, que utilizam documentos históricos ou textos das manchetes do cotidiano). Afirmamos que o discurso histórico e o discurso ficcional são discursos dinâmicos e por isso mesmo problematizadores da realidade. A partir desse entendimento tentamos convencer que ambos os discursos são reveladores do real da realidade. Ou seja, a realidade se apresenta eivada de significados, o que acaba fazendo desses discursos produtores de uma memória viva. A memória viva é tradução da polifonia inerente a ambos discursos, ou seja, ela é construída do diálogo constante entre seus intertextos e o leitor. Evidentemente fazemos críticas ao discurso histórico que sob regimes autoritários submete a realidade a uma triagem. Tomando tais regimes como exemplo do apagamento da memória, colocamos o discurso histórico e o discurso literário como produtores de promessas futuras. Ou seja, a reconstrução do passado é necessária para a compreensão do presente e a consolidação de um país e de uma literatura possível.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: Nosso trabalho busca enfocar a diversidade de duas escrituras de fronteiras altamente vulneráveis: a história e a ficção. Na construção dessas escrituras percebemos que a memória e o esquecimento são bases limítrofes, fundando tantas vezes a plurissignificação de ambas. Na tentativa de percorrer as fronteiras dessas escrituras fazemos uma divisão didática com um intuito laboratorial de separar dois corpos para análise colocando a teoria (a história) como componente do esquecimento e a ficção (representada por romances lançados a partir da década de 1990) como pertencendo à memória. Argumentamos com essa divisão que o discurso histórico pode se apresentar inverídico por atender interesses de determinados grupos, enquanto que o discurso de ficção estaria livre deste propósito pela natureza “gratuita” da obra de arte. Sabemos que essa gratuidade é relativa, o que só comprova que não é tão simples estabelecer divisões entre esses discursos. No aprofundamento do estudo fazemos uma crítica às teorias que versam sobre o fim da história bem como sobre a morte do romance com um debate que envolve historiadores e romancistas e para tal fazemos uso tanto das teorias sobre a história (abrindo debate também com teóricos da pós-modernidade) assim como da ficção (com romances que usam e abusam da intertextualidade, que utilizam documentos históricos ou textos das manchetes do cotidiano). Afirmamos que o discurso histórico e o discurso ficcional são discursos dinâmicos e por isso mesmo problematizadores da realidade. A partir desse entendimento tentamos convencer que ambos os discursos são reveladores do real da realidade. Ou seja, a realidade se apresenta eivada de significados, o que acaba fazendo desses discursos produtores de uma memória viva. A memória viva é tradução da polifonia inerente a ambos discursos, ou seja, ela é construída do diálogo constante entre seus intertextos e o leitor. Evidentemente fazemos críticas ao discurso histórico que sob regimes autoritários submete a realidade a uma triagem. Tomando tais regimes como exemplo do apagamento da memória, colocamos o discurso histórico e o discurso literário como produtores de promessas futuras. Ou seja, a reconstrução do passado é necessária para a compreensão do presente e a consolidação de um país e de uma literatura possível.
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28 de agosto de 2002
Heleniza Maria Saldanha de Oliveira
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Letras Digitais
Entre o Real e o Sonho: Sarmiento e os processos de apropriação no pensamento hispano-americano do Século XIX
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Nesta dissertação apresentamos um panorama do pensamento hispano-americano do século XIX, discorrendo sobre alguns aspectos, como: o desejo de se construir uma nova nação representativa; a busca por uma identidade; a legitimação de um discurso; a apropriação como um fator divergente apontado pela crítica e a própria busca pela fundação de uma literatura autóctone. Neste ponto utilizamos como paradigma as obras: Faundo - foco principal do trabalho - e Argiropolis, ambas do escritor argentino Domingo Faustino Sarmiento. Além disso, questionamos as fronteiras entre o discurso literário e o discurso histórico, demonstrando com isso a enorme contribuição do romantismo e da historiografia para o desenvolvimento dessa literatura ávida por emergir. Como forma de complemento, analisamos ainda as narrativas de viagens como produto dessa contribuição historiográfica-literária para demonstrar a sua importância na fundação da literatura argentina. Para isso, fazemos primeiro um retrospecto dos viajantes ingleses que visitaram a Argentina, no período de 1820 a 1850, depois apontamos a influência desse tipo de narrativa na emergência da literatura nacional, utilizando textos de dois dos mais expressivos escritores desse país: Juan Bautista Alberdi e Domingo Faustino Sarmiento.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Nesta dissertação apresentamos um panorama do pensamento hispano-americano do século XIX, discorrendo sobre alguns aspectos, como: o desejo de se construir uma nova nação representativa; a busca por uma identidade; a legitimação de um discurso; a apropriação como um fator divergente apontado pela crítica e a própria busca pela fundação de uma literatura autóctone. Neste ponto utilizamos como paradigma as obras: Faundo - foco principal do trabalho - e Argiropolis, ambas do escritor argentino Domingo Faustino Sarmiento. Além disso, questionamos as fronteiras entre o discurso literário e o discurso histórico, demonstrando com isso a enorme contribuição do romantismo e da historiografia para o desenvolvimento dessa literatura ávida por emergir. Como forma de complemento, analisamos ainda as narrativas de viagens como produto dessa contribuição historiográfica-literária para demonstrar a sua importância na fundação da literatura argentina. Para isso, fazemos primeiro um retrospecto dos viajantes ingleses que visitaram a Argentina, no período de 1820 a 1850, depois apontamos a influência desse tipo de narrativa na emergência da literatura nacional, utilizando textos de dois dos mais expressivos escritores desse país: Juan Bautista Alberdi e Domingo Faustino Sarmiento.
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19 de agosto de 2002
Kátia Rose Oliveira de Pinho
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Letras Digitais
Uma Ponte sob a Morada do Ser: proposta de leitura heideggeriana de arbol de diana de Alejandra Pizarnik
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Dar a conhecer a poesia da argentina Alejandra Pizarnik é nosso principal objetivo e, também, um desafio. Traçamos, não um percurso biográfico, mas a trajetória poética, em que a vida e literatura vibram uníssonas. Divisor de águas da poética pizarnikiana, Arbol de Diana (1962), quarto livro de poemas, escrito e lançado, enquanto residia em Paris (1960-1964), constitui-se nosso cuidado. Ao nos dispormos a escutar e perscrutar os mistérios das palavras dizentes, aproximamo-nos deste instrumento natural de visão - segundo Octavio Paz, amparados por Martin Heidegger. O pensador da Floresta Negra, em seu segundo momento, será nosso condutor rumo à elucidação desta árvore incomum (Arbol de Diana), a partir de suas reflexões acerca da linguagem e da poesia de G. Trakl, Rilke, Stefan George e Hölderlin. Como poetisa e pensador habitam em montanhas separadas, ousamos coligá-los via ponte, a fim de acedermos à morada do ser, na condição de pastor.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
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Resumo: Dar a conhecer a poesia da argentina Alejandra Pizarnik é nosso principal objetivo e, também, um desafio. Traçamos, não um percurso biográfico, mas a trajetória poética, em que a vida e literatura vibram uníssonas. Divisor de águas da poética pizarnikiana, Arbol de Diana (1962), quarto livro de poemas, escrito e lançado, enquanto residia em Paris (1960-1964), constitui-se nosso cuidado. Ao nos dispormos a escutar e perscrutar os mistérios das palavras dizentes, aproximamo-nos deste instrumento natural de visão - segundo Octavio Paz, amparados por Martin Heidegger. O pensador da Floresta Negra, em seu segundo momento, será nosso condutor rumo à elucidação desta árvore incomum (Arbol de Diana), a partir de suas reflexões acerca da linguagem e da poesia de G. Trakl, Rilke, Stefan George e Hölderlin. Como poetisa e pensador habitam em montanhas separadas, ousamos coligá-los via ponte, a fim de acedermos à morada do ser, na condição de pastor.
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31 de julho de 2002
Carlos Eduardo Japiassú de Queiroz
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Fulgores Fugidios: o papel da imaginação na recepção-interpretação do texto literário
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esta dissertação tem como princípio diretor o desenvolvimento teórico da relação entre um texto definido como literário e sua recepção efetuada no ato da leitura. Neste sentido foi eleita uma trajetória de idéias que serviria para contemplar a reposição de uma hipótese, a saber, a imaginação, ou o imaginário, do leitor como fundamento interpretativo do texto literário. Divide-se, assim, em duas partes: a primeira, abordará um lugar teórico inserido no âmbito da filosofia da linguagem da hermenêutica, e da estética da recepção, que estabelecerá o solo filosófico das idéias discorridas na segunda parte; nesta, será apresentada uma teoria do imaginário simbólico centrada na corrente com uma leitura interpretativa de alguns contos do escritor argentino Jorge Luís Borges, expressa sob a forma de reescrituras.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esta dissertação tem como princípio diretor o desenvolvimento teórico da relação entre um texto definido como literário e sua recepção efetuada no ato da leitura. Neste sentido foi eleita uma trajetória de idéias que serviria para contemplar a reposição de uma hipótese, a saber, a imaginação, ou o imaginário, do leitor como fundamento interpretativo do texto literário. Divide-se, assim, em duas partes: a primeira, abordará um lugar teórico inserido no âmbito da filosofia da linguagem da hermenêutica, e da estética da recepção, que estabelecerá o solo filosófico das idéias discorridas na segunda parte; nesta, será apresentada uma teoria do imaginário simbólico centrada na corrente com uma leitura interpretativa de alguns contos do escritor argentino Jorge Luís Borges, expressa sob a forma de reescrituras.
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28 de janeiro de 2002
Margareth Torres de Alencar Costa
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O Resgate da História em Fortunata e Jacinta
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho discute as relações entre o discurso histórico e o discurso literário a partir do estudo do romance Fortunata e Jacinta (1997), escrito pelo autor espanhol Benedito Pérez Galdós. Na dissertação foram apresentadas características do realismo, e os modos em que esta escola literária aborda as relações entre presente história e ficção.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho discute as relações entre o discurso histórico e o discurso literário a partir do estudo do romance Fortunata e Jacinta (1997), escrito pelo autor espanhol Benedito Pérez Galdós. Na dissertação foram apresentadas características do realismo, e os modos em que esta escola literária aborda as relações entre presente história e ficção.
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27 de abril de 2001
Alexandre Furtado de Albuquerque Correia
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Letras Digitais
Os Feitiços da Ilha: senhas imaginadas para identidades culturais
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O Feitiço da Ilha do Pavão, de João Ubaldo Ribeiro, é analisado neste trabalho buscando-se compreender a forma pela qual o autor trabalha diversamente certos aspectos das nossas identidades culturais. Serão consideradas as fronteiras entre a História e a Literatura, bem como o papel de ambas na construção identitária. O estudo também se propõe a refletir sobre a construção imagético-discursiva da nação e analisar as representações das diferentes vozes da obra, privilegiando certas falas como a do índio, a da mulher e a do negro, que no texto ganham dimensões destacadas. O modo de elaboração da comunidade inserida na Ilha do Pavão enseja a discussão sobre conflitos de poder, raça e gênero, bem como o que for imaginado e subvertido no romance.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O Feitiço da Ilha do Pavão, de João Ubaldo Ribeiro, é analisado neste trabalho buscando-se compreender a forma pela qual o autor trabalha diversamente certos aspectos das nossas identidades culturais. Serão consideradas as fronteiras entre a História e a Literatura, bem como o papel de ambas na construção identitária. O estudo também se propõe a refletir sobre a construção imagético-discursiva da nação e analisar as representações das diferentes vozes da obra, privilegiando certas falas como a do índio, a da mulher e a do negro, que no texto ganham dimensões destacadas. O modo de elaboração da comunidade inserida na Ilha do Pavão enseja a discussão sobre conflitos de poder, raça e gênero, bem como o que for imaginado e subvertido no romance.
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18 de abril de 2001
Ângela Vilma Santos Bispo
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Letras Digitais
A Tessitura humana da palavra: Herberto Sales, contista
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Estudo da contística do escritor/romancista Herberto Sales. Focalizam-se três dos seus quatro livros de contos: Histórias Ordinárias, Uma Telha de Menos e Armado Cavaleiro O Audaz Motoqueiro. Problematiza-se a história desse escritor como contista: a relação pessoal de fascínio e horror pelo conto, haja vista ter iniciado a sua carreira literária com a narrativa curta e tê-la abandonado após a publicação do quarto livro; seu reencontro com tal gênero só depois de publicados os três primeiros romances; as relações temáticas e formais nesse entrecruzamento conto e romance; as incidências temáticas entre campo e cidade; as relações formais mantidas por esse escritor com a tradição e com a inovação; o compromisso com o novo proveniente do compromisso com o homem contemporâneo. Analisam-se dez contos buscando corroborar, e compreender, essas relações de ordem estética e social, e tentando desvelar algumas peculiaridades artesanais em conformidade com tais relações.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Estudo da contística do escritor/romancista Herberto Sales. Focalizam-se três dos seus quatro livros de contos: Histórias Ordinárias, Uma Telha de Menos e Armado Cavaleiro O Audaz Motoqueiro. Problematiza-se a história desse escritor como contista: a relação pessoal de fascínio e horror pelo conto, haja vista ter iniciado a sua carreira literária com a narrativa curta e tê-la abandonado após a publicação do quarto livro; seu reencontro com tal gênero só depois de publicados os três primeiros romances; as relações temáticas e formais nesse entrecruzamento conto e romance; as incidências temáticas entre campo e cidade; as relações formais mantidas por esse escritor com a tradição e com a inovação; o compromisso com o novo proveniente do compromisso com o homem contemporâneo. Analisam-se dez contos buscando corroborar, e compreender, essas relações de ordem estética e social, e tentando desvelar algumas peculiaridades artesanais em conformidade com tais relações.
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30 de março de 2001
Renata Pimentel Teixeira
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Letras Digitais
Uma Lavoura de Insuspeitos Frutos (Leitura de Lavoura Arcaica, de Raduan Nasser)
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Pretendemos estudar a obra Lavoura Arcaica (1975), livro de estréia do paulista Raduan Nassar (em conexão com o restante das suas criações literárias), enquanto objeto filosófico-literário, a partir de uma abordagem interdisciplinar que tenta unir a literatura/teoria literária (quanto a questão dos gêneros), à filosofia e psicanálise. Foram instrumentos importantes em nossas especulações, ainda, as idéias de pensadores como Octavio Paz, Pierre Bourdieu, Emmanuel Levinas, Julia Kristeva, Gilles Deleuze e Felix Guattari.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Pretendemos estudar a obra Lavoura Arcaica (1975), livro de estréia do paulista Raduan Nassar (em conexão com o restante das suas criações literárias), enquanto objeto filosófico-literário, a partir de uma abordagem interdisciplinar que tenta unir a literatura/teoria literária (quanto a questão dos gêneros), à filosofia e psicanálise. Foram instrumentos importantes em nossas especulações, ainda, as idéias de pensadores como Octavio Paz, Pierre Bourdieu, Emmanuel Levinas, Julia Kristeva, Gilles Deleuze e Felix Guattari.
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24 de março de 2000
Geisa Regina Barros de Oliveira
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“Esse Negócio de Tupã...” Um Estudo sobre a Construção da Figura Indígena em “A Lenda dos Cem” de Gilvan Lemos
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho tem por finalidade estudar a construção da figura indígena no romance A lenda dos Cem, do Escritor pernambucano Gilvan Lemos. Trata-se de uma tentativa de resgate das representações índias na Literatura Brasileira, como conseqüência do que se projetou no imaginário das populações não-índias desde os primeiros contatos entre as diferentes culturas européias e americanas. Além disso, incluíram-se considerações a respeito das comemorações que se programam para os 500 anos da chegadas dos europeus às terras que mais tarde se chamariam Brasil. Os conceitos bakhtinianos de dialogismo, discurso, polifonia ou heteroglóssia colaboraram no sentido de promoverem uma reflexão crítico-teórica sobre os problemas levantados. Além de Bakhtin, teóricos como Stuart Hall e Edward Said, que elegem a cultura não apenas como elemento constituinte, mas, de fato, determinante para a elaboração de qualquer produto humano, também contribuíram para as considerações teóricas desta pesquisa.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho tem por finalidade estudar a construção da figura indígena no romance A lenda dos Cem, do Escritor pernambucano Gilvan Lemos. Trata-se de uma tentativa de resgate das representações índias na Literatura Brasileira, como conseqüência do que se projetou no imaginário das populações não-índias desde os primeiros contatos entre as diferentes culturas européias e americanas. Além disso, incluíram-se considerações a respeito das comemorações que se programam para os 500 anos da chegadas dos europeus às terras que mais tarde se chamariam Brasil. Os conceitos bakhtinianos de dialogismo, discurso, polifonia ou heteroglóssia colaboraram no sentido de promoverem uma reflexão crítico-teórica sobre os problemas levantados. Além de Bakhtin, teóricos como Stuart Hall e Edward Said, que elegem a cultura não apenas como elemento constituinte, mas, de fato, determinante para a elaboração de qualquer produto humano, também contribuíram para as considerações teóricas desta pesquisa.
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