Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE

12 de agosto de 1985

Ivone de Lucena Figueiredo

A Frase nos Textos Técnicos e Literários

Orientação: Gilda Lins de Araújo
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Considerando a omissão do termo frase na Nomenclatura Gramatical Brasileira – NGB, propomos uma análise lingüística da frase, reconhecendo-a como unidade superior do enunciado e redefinido-a numa dimensão que vai desde a simples interjeição ao enunciado mais longo e mais complexo. Embora o campo de trabalho tenha sido a sintaxe, recorremos paralelamente à morfologia e, especialmente, à semântica por serem áreas que também investigam a frase. Para tanto, buscamos os processos sintáticos de coordenação e subordinação, verdadeiros meios configurativos de sua forma e de sua expansão, bem como a análise em Constituintes Imediatos, que lhe dão composição gramatical. Baseando-nos nesta análise, investigamos como a frase se apresenta em textos técnicos e literários cujas conseqüências chegam às características específicas, e às diferenças mais pertinentes entre eles.

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8 de agosto de 1985

Maria da Glória de Albuquerque Nascimento

Redundância e Elipse Sintáticas na Fala do Pescador da Ilha de Itamaracá

Orientação: Francisco Gomes de Matos
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Esta pesquisa, realizada de 01/10/1982 a 30/06/1983, se propôs a investigar alguns aspectos do comportamento comunicativo de um grupo profissional que vive da pesca artesanal exercida na ilha de Itamaracá. Através da análise dos elementos repetitivos e/ou omissos do enunciado, dentro de um ato de fala, em contexto natural, identificaram-se os tipos de sintagmas que são predominantemente redundantes e elípticos. A interpretação desses fenômenos sintáticos – redundância e elipse – focaliza especialmente os sintagmas: nominal, verbal e adverbial. Assim, vimos os aspectos redundantes relacionados ao sintagma nominal principalmente a repetição do sujeito nas formas “pronominais”. No sintagma verbal, distinguiu-se o uso redundante do verbo “ser” como reforço de “afirmação”. E, no que se refere ao sintagma adverbial, deu-se ênfase à “reduplicação da negação” com o vocábulo “não” e outras palavras de sentido negativo. No sintagma nominal destacamos, sobretudo, as formas elípticas. Finalmente, procurou-se estabelecer um paralelismo entre os padrões lingüísticos de falantes desta comunidade de pescadores e os de falantes da norma lingüística culta da capital pernambucana. Objetivou-se, desse modo, detectar variantes do Português na linguagem falada por dois grupos pertencentes a classes sociocultural e econômica diferentes.

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13 de março de 1985

Flávia Suassuna

Trans-forma-ação: a personagem

Orientação: Irma Chaves Monteiro
Área de Concentração: Teoria da Literatura

Resumo: Este trabalho consta de uma reflexão sobre a personagem literária, através do romance “Sargento Getúlio”, de João Ubaldo Ribeiro. Nele, queremos mostrar que a personagem, através da ação, completa-se como tal – feixe de palavras e relações: cadeia sintática; misto de aparência e inaparência. Desse modo, temos, neste trabalho, uma reflexão sobre o que é a literatura e o mundo que a cerca e também a faz; temos uma revisão de concepções acerca da literatura; temos uma amostra de como a palavra é ela mesma e também, algo que não é ela. A metodologia, assim, é a busca, antes de mais nada – busca no próprio texto do “Sargento Getúlio”. Ela é formada, na medida mesma do percurso do romance, para relevar pontos teóricos que vimos ser tratados no texto. Pontos esses que, estamos certos, parecem depender do analista: este acha no texto aquele ponto cuja existência determina, de alguma maneira, sua preocupação. Assim, teremos no “Sargento Getúlio” seu auto conhecimento como personagem – o que não impede que, nele, achem-se outros e inusitados percursos.


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21 de dezembro de 1984

Luzilá Gonçalves Ferreira

A Obra Poética de Ferreira Gullar: Uma Leitura

Orientação: Sebastien Joachim
Área de Concentração: Teoria da Literatura

Resumo: Nosso trabalho tenta mostrar como a obra poética de Ferreira Gullar se constrói sob um tríplice nível de inspiração. É primeiramente a voz de um eu que diz a si próprio, constituindo-se à medida em que fala seu passado e seu presente, assunto e objeto de poesia. É em seguida uma fala que diz os outros, intérprete, denunciante e utopista. E, finalmente, é uma voz que indaga seu próprio instrumento de trabalho, através de um permanente questionamento sobre o fazer poético, manifestado implícita ou abertamente, numa prática ora inquisidora, perplexa ou enraivecida, ora cúmplice e confiante, intuindo, portanto, o caráter duplo de poesia: fala autônoma e transitiva.

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14 de dezembro de 1984

José Genésio Fernandes

O Romance como Paródia (O Jogo do Eu em a Rainha dos Cárceres da Grécia)

Orientação: Irma Chaves Monteiro
Área de Concentração: Teoria da Literatura

Resumo: Este trabalho é uma leitura do romance “A Rainha dos Cárceres da Grécia”, de Osman da Costa Lins. Nele pretende-se demonstrar que a obra em questão, por um jogo do eu emissor, constrói-se como paródia da crítica acadêmica institucionalizada. Pela assimilação dos ornamentos próprios do ensaísmo acadêmico, como artifício narrativo, a narrativa torna-se metalinguagem, teatro de escrita, dilaceramento, reflexão crítica.

» Dissertação disponível em breve.

4 de outubro de 1984

Norma Maria Beltrão Castelo Branco

A Conversa na Fotonovela: estudo comparativo com a telenovela e com a conversa natural

Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Este trabalho consta de uma comparação ente a fotonovela, a telenovela e a conversa natural. O seu objetivo é a averiguação da fidelidade desses dois veículos de comunicação de massa para com a conversa natural. Em primeiro lugar, examina-se a organização conversacional. Depois, são observados os atos de fala. Finalmente, notam-se os aspectos estilísticos das frases. O confronto de tais fenômenos evidencia a aproximação da fotonovela à telenovela e a distância entre elas e a conversa natural.

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21 de agosto de 1984

Margarida Maria Alacoque Vasconcelos

Adjetivação na Conversação e no Cancioneiro do Rurícola de Bezerros – Sítio São Domingos e Adjacências

Orientação: Francisco Gomes de Matos
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Dissertação originalmente sem resumo.

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5 de junho de 1984

Terezinha Paes de Oliveira

Avaliação Lingüístico Pedagógico de Manuais de Redação e de Textos Universitários

Orientação: Francisco Gomes de Matos
Área de Concentração: Linguística

Resumo: Dissertação originalmente sem resumo.

» Dissertação disponível em breve.

18 de abril de 1984

José Ferreira de Moura

Tópicos para uma Análise da Ambigüidade no Português

Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística

Resumo: O presente trabalho é uma abordagem sistemática da ambigüidade. Partiu do fato de que não existe um trabalho sistemático pertinente em língua portuguesa. Tenta-se preencher esta lacuna que existe nos estudos teórico-descritivos da ambigüidade, elaborando uma análise aprofundada e objetiva no sentido de oferecer aos estudiosos do assunto caminhos esclarecedores de alguns aspectos da ambigüidade. Procura-se ainda conduzir os aspectos teóricos à análise crítica de alguns lingüistas que resumidamente descrevem a ambigüidade. Toma-se a Pragmática lingüística como a teoria abrangente na solução das questões dentro do funcionamento contextual da linguagem em que a ambigüidade é considerada como uma pluridimensionalidade de sentidos possíveis.

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4 de abril de 1984

Marco Antônio Camarotti Rosas

A Adequação da Linguagem no Teatro Infantil: uma experiência

Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Teoria da Literatura

Resumo: Através de uma experiência específica de teatro infantil, a do Grupo Jabuti, em que crianças entre 8 e 12 anos de idade, montaram inicialmente um texto escrito por um adulto, depois um texto escrito por elas mesmas, esta dissertação procura analisar o teatro infantil, a partir do ponto de vista da própria criança. Com base nos resultados apresentados por essa experiência, comparando-se, inclusive, o texto escrito pelas crianças com outro, escrito por um adulto, a partir dos mesmos dados e tendo como apoio os estudos de Jean Piaget, L. S. Vygotsky e D. Winnicott sobre a criança, mostra-se: 1) que a criança é perfeitamente capaz de realizar o seu próprio teatro (e não apenas o jogo dramático, como se costuma pensar), quer como autor; 2)que se verifica uma inadequação na linguagem dos textos teatrais que o adulto produz para a criança, e que essa inadequação tem como causa principal a relação de diferença que existe entre a linguagem e o pensamento do adulto e da criança. Como conclusão, depois de apresentadas e analisadas essas diferenças, propõe-se o que seja uma linguagem adequada para o teatro infantil.

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