Dos Laboratórios aos Jornais: um estudo sobre jornalismo científico
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O objetivo central deste estudo é apontar os fenômenos lingüísticos envolvidos na transposição de entrevistas, realizadas com cientistas, em textos jornalísticos publicados na imprensa diária. Para desenvolvê-lo, utilizamos como suporte teórico, fundamentalmente, trabalhos desenvolvidos por Marcuschi, acerca da relação fala-escrita, e por van Dijk, sobre a transformação de textos-fonte em textos jornalísticos. O Jornal do Commercio, do Recife, foi escolhido como veículo-alvo desta pesquisa pelo fato de o mesmo manter desde 1989 a editoria de Ciência e Meio Ambiente, com uma equipe de repórteres dedicada à cobertura de temas relacionados à ecologia, ciência e tecnologia. Tomamos como objeto de análise quatro conjuntos de textos (entrevista – matéria jornalística) que nos permitiram identificar as principais operações lingüísticas e as repercussões dessa transformação no conteúdo proposicional. Nossa análise mostrou modificações substanciais entre a entrevista e o texto jornalístico, mas normalmente a idéia básica do texto original é preservada. Conforme havíamos previsto nas hipóteses, constatamos que as imprecisões atribuídas pelos cientistas aos textos de divulgação científica são muito mais uma questão de mudança da perspectiva de interesse do que propriamente distorção de informações. Mesmo em se tratando de um estudo de caso, acreditamos que nossas conclusões indicam o que geralmente ocorre na retextualização de entrevistas em textos de divulgação científica para a imprensa diária. Mas para que tenhamos uma visão mais ampla desse aspecto do jornalismo científico, pretendemos continuar esse estudo, analisando outros periódicos, especialmente os que tenham circulação nacional.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
28 de abril de 1995
26 de janeiro de 1995
Déborah de Brito Albuquerque Pontes Freitas
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Letras Digitais
Bilingüismo do Grupo Arara (Pano) do Acre: sugestões para alfabetização na língua indígena
Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: EOs Arara ocupam uma área delimitada às margens do Riozinho Cruzeiro do Vale (Igarapé Humaitá), afluente do alto Juruá, no Estado do Acre. O grupo, cerca de 153 índios, fala Português; destes, 10 falam Arara além de Português: e vários outros, embora não falem, entendem a língua indígena. Esta dissertação faz inicialmente um relato de natureza histórico-etnográfica que define o Arara como um grupo que apresenta forte assimilação dos elementos culturais da sociedade envolvente e conseqüente perda de sua cultura tradicional. A análise do bilingüismo dos Arara identifica a língua como um dos elementos que mais resiste a este contato. A existência de alguns bilíngües sugere que o grupo tem um estado de bilingüismo potencial. A língua ainda vive tradicionalmente em conversas secretas e onde não há exigência de uma interação comunicativa: na narração de histórias, nos sonhos e nas músicas. Os Arara possuem duas escolas, onde é transmitida a educação formal da sociedade nacional. O grupo demonstra interesse na alfabetização na língua indígena, buscando resgatá-la através de sua formalização. Tentando ir de encontro a este anseio e com a preocupação de oferecer um retorno social aos índios, esta dissertação sugere uma metodologia educacional apoiada no perfil do grupo, no seu Universo Vocabular, na Fonologia (CUNHA, 1993) e no sistema educacional de Paulo Freire, permitindo utilizar linguagem e técnicas pedagógicas que venham propiciar ao grupo não apenas a aquisição da habilidade de ler e escrever, mas também o resgate cultural Arara.
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Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: EOs Arara ocupam uma área delimitada às margens do Riozinho Cruzeiro do Vale (Igarapé Humaitá), afluente do alto Juruá, no Estado do Acre. O grupo, cerca de 153 índios, fala Português; destes, 10 falam Arara além de Português: e vários outros, embora não falem, entendem a língua indígena. Esta dissertação faz inicialmente um relato de natureza histórico-etnográfica que define o Arara como um grupo que apresenta forte assimilação dos elementos culturais da sociedade envolvente e conseqüente perda de sua cultura tradicional. A análise do bilingüismo dos Arara identifica a língua como um dos elementos que mais resiste a este contato. A existência de alguns bilíngües sugere que o grupo tem um estado de bilingüismo potencial. A língua ainda vive tradicionalmente em conversas secretas e onde não há exigência de uma interação comunicativa: na narração de histórias, nos sonhos e nas músicas. Os Arara possuem duas escolas, onde é transmitida a educação formal da sociedade nacional. O grupo demonstra interesse na alfabetização na língua indígena, buscando resgatá-la através de sua formalização. Tentando ir de encontro a este anseio e com a preocupação de oferecer um retorno social aos índios, esta dissertação sugere uma metodologia educacional apoiada no perfil do grupo, no seu Universo Vocabular, na Fonologia (CUNHA, 1993) e no sistema educacional de Paulo Freire, permitindo utilizar linguagem e técnicas pedagógicas que venham propiciar ao grupo não apenas a aquisição da habilidade de ler e escrever, mas também o resgate cultural Arara.
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17 de janeiro de 1995
Stella Virgínia Telles de Araújo Pereira Lima
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Letras Digitais
A Língua Umutina: um sopro de vida
Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este estudo trata da descrição prévia da fonologia e de aspectos da morfologia da língua indígena Umutina, da Família Bororo, do Tronco Macro-jê, consoante uma abordagem teórico-metodológica estruturalista distribucional. Os dados foram coletados na aldeia Umutina localizada no município de Barra do Bugres, Mato Grosso, junto ao último “falante” da língua. Este índio, chamado Julá Peré, se encontra há aproximadamente 40 anos sem falar a língua materna, em razão do processo de contrato vivenciado pelo grupo desde o início do século, responsável pelo quase extermínio dos Umutina. Como forma de registrar o drama social desse povo, realizou-se um breve estudo da situação do grupo, que precede à análise lingüística. No estudo da fonologia foram depreendidos 12 fonemas consonantais: /p/, /t/, /k/, /z/, / š /, /j/, /m/, /n/, /r/, /l/, /w/ e /y/; e oito vocálicos: /i/, /e/, / ε /, / ī /, /a/, /u/, /o/ e /c/. Os ditongos observados foram cinco crescentes: /yo/, /ye/, /ya/, /we/ e /wa/; e cinco decrescentes: /uy/, /oy/, /ey/, /ay/ e /ew/. Registraram-se ainda os seguintes padrões silábicos: V, CV, CCV, CVC, e VC. Na língua a acentuação é previsível na última sílaba, e, portanto fonética. Quanto à morfologia, verificaram-se duas classes de palavras: as variáveis e as invariáveis. As primeiras compreendem os substantivos (alienáveis e inalienáveis); os pronomes pessoais (casos reto e oblíquo) e possessivos; e os verbos. A segunda classe engloba as partículas, subdivididas em sete subclasses, a saber: descritivas, locativas (espaciais e temporais), de negação, de resgate, de relação, numerais e intensificadoras. O objetivo último deste trabalho é documentar para o povo Homótipa aspectos de sua língua, como forma de contribuir na luta de seus direitos étnicos.
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Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este estudo trata da descrição prévia da fonologia e de aspectos da morfologia da língua indígena Umutina, da Família Bororo, do Tronco Macro-jê, consoante uma abordagem teórico-metodológica estruturalista distribucional. Os dados foram coletados na aldeia Umutina localizada no município de Barra do Bugres, Mato Grosso, junto ao último “falante” da língua. Este índio, chamado Julá Peré, se encontra há aproximadamente 40 anos sem falar a língua materna, em razão do processo de contrato vivenciado pelo grupo desde o início do século, responsável pelo quase extermínio dos Umutina. Como forma de registrar o drama social desse povo, realizou-se um breve estudo da situação do grupo, que precede à análise lingüística. No estudo da fonologia foram depreendidos 12 fonemas consonantais: /p/, /t/, /k/, /z/, / š /, /j/, /m/, /n/, /r/, /l/, /w/ e /y/; e oito vocálicos: /i/, /e/, / ε /, / ī /, /a/, /u/, /o/ e /c/. Os ditongos observados foram cinco crescentes: /yo/, /ye/, /ya/, /we/ e /wa/; e cinco decrescentes: /uy/, /oy/, /ey/, /ay/ e /ew/. Registraram-se ainda os seguintes padrões silábicos: V, CV, CCV, CVC, e VC. Na língua a acentuação é previsível na última sílaba, e, portanto fonética. Quanto à morfologia, verificaram-se duas classes de palavras: as variáveis e as invariáveis. As primeiras compreendem os substantivos (alienáveis e inalienáveis); os pronomes pessoais (casos reto e oblíquo) e possessivos; e os verbos. A segunda classe engloba as partículas, subdivididas em sete subclasses, a saber: descritivas, locativas (espaciais e temporais), de negação, de resgate, de relação, numerais e intensificadoras. O objetivo último deste trabalho é documentar para o povo Homótipa aspectos de sua língua, como forma de contribuir na luta de seus direitos étnicos.
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16 de janeiro de 1995
Maria Odileiz Sousa Cruz
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Letras Digitais
A Fonologia Taurepang: uma língua da família Karib falada em Roraima
Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta dissertação é uma descrição prévia de aspectos fonéticos e fonológicos da língua taurepang falada, aproximadamente por 275 índios localizados na fronteira Brasil-Venezuela, no estado de Roraima. Este estudo foi elaborado com base em procedimentos da lingüística descritiva distribucional. A análise fonética revelou a existência de 23 segmentos consonantais: [p], [b], [t], [d], [k], [k], [g], [?], [ν], [ð], [s], [š], [h], [č], [m], [n], [ñ], [η], [r], [l], [λ], [w] e [y]; e 21 segmentos vocálicos constituídos por: 09 segmentos orais breves, [i], [e], [ε], [î], [α], [a], [u], [o], [c], e 06 longos: [i:], [e:], [ĩ:], [a:], [c:], [u], além de 06 segmentos vocálicos nasais, [ĩ], [ẽ], [ī], [ã], [ũ] e [õ]. A análise fonológica evidenciou: 11 fonemas consonantais, /p/, /t/, /k/, /s/, /h/, /č/, /m/, /n/, /r/, /w/ e /y/, e 06 fonemas vocálicos, /i/, /e/, / î/, /a/, /u/ e /o/; também revelou o padrão silábico: V, CV, VC, CVC E CCV. A nível supra-segmental, o resultado da análise apontou para as seguintes conclusões: a acentuação de natureza fonética ocorre sempre na última sílaba; o prolongamento vocálico, identificado como um traço não distintivo para a língua Taurepang; e o tom cujo levantamento permitiu estabelecer para essa língua, um tipo padrão, baixo/alto. O resultado desta análise foi, inicialmente, comparado com descrições fonológicas de outras línguas da Família Karib estreitamente aparentadas com o Taurepang, como Pemon, Arekuna, Akawaio e Makuxi e, no final, com o quadro Proto-Karib. Por fim, este estudo tem como alvo apresentar uma proposta de alfabeto a comunidade Taurepang que vive no lado brasileiro, cujos anseios de auto-afirmação étnica e lingüística são, de muitas formas, perceptíveis.
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Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta dissertação é uma descrição prévia de aspectos fonéticos e fonológicos da língua taurepang falada, aproximadamente por 275 índios localizados na fronteira Brasil-Venezuela, no estado de Roraima. Este estudo foi elaborado com base em procedimentos da lingüística descritiva distribucional. A análise fonética revelou a existência de 23 segmentos consonantais: [p], [b], [t], [d], [k], [k], [g], [?], [ν], [ð], [s], [š], [h], [č], [m], [n], [ñ], [η], [r], [l], [λ], [w] e [y]; e 21 segmentos vocálicos constituídos por: 09 segmentos orais breves, [i], [e], [ε], [î], [α], [a], [u], [o], [c], e 06 longos: [i:], [e:], [ĩ:], [a:], [c:], [u], além de 06 segmentos vocálicos nasais, [ĩ], [ẽ], [ī], [ã], [ũ] e [õ]. A análise fonológica evidenciou: 11 fonemas consonantais, /p/, /t/, /k/, /s/, /h/, /č/, /m/, /n/, /r/, /w/ e /y/, e 06 fonemas vocálicos, /i/, /e/, / î/, /a/, /u/ e /o/; também revelou o padrão silábico: V, CV, VC, CVC E CCV. A nível supra-segmental, o resultado da análise apontou para as seguintes conclusões: a acentuação de natureza fonética ocorre sempre na última sílaba; o prolongamento vocálico, identificado como um traço não distintivo para a língua Taurepang; e o tom cujo levantamento permitiu estabelecer para essa língua, um tipo padrão, baixo/alto. O resultado desta análise foi, inicialmente, comparado com descrições fonológicas de outras línguas da Família Karib estreitamente aparentadas com o Taurepang, como Pemon, Arekuna, Akawaio e Makuxi e, no final, com o quadro Proto-Karib. Por fim, este estudo tem como alvo apresentar uma proposta de alfabeto a comunidade Taurepang que vive no lado brasileiro, cujos anseios de auto-afirmação étnica e lingüística são, de muitas formas, perceptíveis.
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19 de dezembro de 1994
Adriana Tigre Lacerda Nilo
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Letras Digitais
A Retórica e a Razão no Discurso Político: a argumentação nas eleições presidenciais de 1989
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Levando-se em conta o objetivo da pesquisa, esse trabalho se caracteriza como análise do discurso, e se inscreve no campo da pragmática para investigação dos fundamentos lógico-filosóficos da argumentação. O universo da amostra constituiu-se nos discursos políticos veiculados pelos programas televisivos da propaganda eleitoral gratuita, no período do segundo turno das eleições presidenciais de 1989, disputado entre os candidatos Fernando Collor de Mello (PRN) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foram analisadas as estratégias discursivas nas quais se basearam as argumentações dos candidatos e suas respectivas representações políticas no posicionamento destes seja diante de uma idéia, de um fato, ou ainda, da escolha de determinados universos referenciais para apresentação de um perfil ou trajetória política. Conforme previsto nas hipóteses, a argumentação no programa do candidato Collor foi mais retórica, no sentido de ser persuasiva; e a argumentação no programa de Lula foi mais racional, apelando para a consciência do eleitor com a finalidade de obter o seu convencimento. Do ponto de vista da tipologia textual, houve na propagando política de Collor, uma predominância da linguagem que cria uma realidade no discurso, enquanto, do outro lado, na propaganda de Lula, observou-se uma maior recorrência à realidade contextualizada historicamente. Mesmo se tratando de um estudo de caso, este trabalho evidencia os contrapontos percebidos, de um modo geral, entre os discursos de direita e de esquerda em outras situações, onde possivelmente também podem ser encontrados os contrastes aqui observados.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Levando-se em conta o objetivo da pesquisa, esse trabalho se caracteriza como análise do discurso, e se inscreve no campo da pragmática para investigação dos fundamentos lógico-filosóficos da argumentação. O universo da amostra constituiu-se nos discursos políticos veiculados pelos programas televisivos da propaganda eleitoral gratuita, no período do segundo turno das eleições presidenciais de 1989, disputado entre os candidatos Fernando Collor de Mello (PRN) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foram analisadas as estratégias discursivas nas quais se basearam as argumentações dos candidatos e suas respectivas representações políticas no posicionamento destes seja diante de uma idéia, de um fato, ou ainda, da escolha de determinados universos referenciais para apresentação de um perfil ou trajetória política. Conforme previsto nas hipóteses, a argumentação no programa do candidato Collor foi mais retórica, no sentido de ser persuasiva; e a argumentação no programa de Lula foi mais racional, apelando para a consciência do eleitor com a finalidade de obter o seu convencimento. Do ponto de vista da tipologia textual, houve na propagando política de Collor, uma predominância da linguagem que cria uma realidade no discurso, enquanto, do outro lado, na propaganda de Lula, observou-se uma maior recorrência à realidade contextualizada historicamente. Mesmo se tratando de um estudo de caso, este trabalho evidencia os contrapontos percebidos, de um modo geral, entre os discursos de direita e de esquerda em outras situações, onde possivelmente também podem ser encontrados os contrastes aqui observados.
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16 de dezembro de 1994
Maria Augusta Gonçalves de Macedo Reinaldo
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Letras Digitais
A Formulação Textual na Explicação de Textos Acadêmicos por Universitários
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este estudo trata de aspectos da formulação textual na explicação de textos por universitários em dois contextos de fala acadêmica – a discussão preparatória entre alunos e a exposição em sala de aula. A perspectiva analítica adotada, exposta no capítulo 2, reúne basicamente contribuições da Análise da Conversação, da Etnografia da Comunicação e da Lingüística de Texto. Embora haja uma busca para os padrões recorrentes no corpus, a análise é basicamente qualitativa. O trabalho está organizado da seguinte forma: como background para a discussão nos capítulos subseqüentes, o capítulo 3 descreve, do ponto de vista microetnográfico, a organização geral dos dois tipos de evento, cujos participantes têm como objetivo central fazer compreender as informações que foram apreendidas durante a leitura de textos acadêmicos. Essa descrição põe em relevo a relação entre as condições de produção da fala e a estrutura de participação. Uma vez descrita a organização geral de cada tipo de evento, são analisadas as repercussões da estrutura de participação sobre os níveis da organização discursiva, informacional e textual-interativa dos referidos eventos. Com efeito, o capítulo 4 descreve a organização das seqüências explicativas, nível em que são analisados os elementos discursivos e lingüísticos que servem normalmente à expressão da explicação, nos dois tipos de evento; o capítulo 5 descreve os modos de condução dos tópicos agendados em ambos os tipos de evento. Nesse nível, acentua-se a demonstração das ocorrências de manipulação dos assuntos nas fronteiras tópicas, bem como a indicação das ações sinalizadas e não sinalizadas. O capítulo 6 investiga a freqüência e o funcionamento, em seqüências explicativas, de três atividades de formulação textual-interativa – a repetição, a paráfrase e a correção – e sua relação com o tipo de evento. Os resultados da análise apontam para a seguinte conclusão geral: os níveis da organização discursiva da explicação e da organização textual-interativa se apresentam como os mais relevantes enquanto fornecedores das diferenças específicas, quando correlacionados com as estruturas de participação dos tipos de evento pesquisados. Quanto às possíveis decorrências deste estudo, salienta-se, no plano teórico-analítico, a sua importância para a sistematização de uma tipologia dos textos orais produzidos em eventos institucionais. No plano pedagógico, este estudo pretende ser um argumento válido em favor de uma pedagogia da oralidade na sala de aula, alternativa capaz de fazer vir à tona as questões relativas aos níveis de oralidade e às relações entre a oralidade e a escrita do alunado.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este estudo trata de aspectos da formulação textual na explicação de textos por universitários em dois contextos de fala acadêmica – a discussão preparatória entre alunos e a exposição em sala de aula. A perspectiva analítica adotada, exposta no capítulo 2, reúne basicamente contribuições da Análise da Conversação, da Etnografia da Comunicação e da Lingüística de Texto. Embora haja uma busca para os padrões recorrentes no corpus, a análise é basicamente qualitativa. O trabalho está organizado da seguinte forma: como background para a discussão nos capítulos subseqüentes, o capítulo 3 descreve, do ponto de vista microetnográfico, a organização geral dos dois tipos de evento, cujos participantes têm como objetivo central fazer compreender as informações que foram apreendidas durante a leitura de textos acadêmicos. Essa descrição põe em relevo a relação entre as condições de produção da fala e a estrutura de participação. Uma vez descrita a organização geral de cada tipo de evento, são analisadas as repercussões da estrutura de participação sobre os níveis da organização discursiva, informacional e textual-interativa dos referidos eventos. Com efeito, o capítulo 4 descreve a organização das seqüências explicativas, nível em que são analisados os elementos discursivos e lingüísticos que servem normalmente à expressão da explicação, nos dois tipos de evento; o capítulo 5 descreve os modos de condução dos tópicos agendados em ambos os tipos de evento. Nesse nível, acentua-se a demonstração das ocorrências de manipulação dos assuntos nas fronteiras tópicas, bem como a indicação das ações sinalizadas e não sinalizadas. O capítulo 6 investiga a freqüência e o funcionamento, em seqüências explicativas, de três atividades de formulação textual-interativa – a repetição, a paráfrase e a correção – e sua relação com o tipo de evento. Os resultados da análise apontam para a seguinte conclusão geral: os níveis da organização discursiva da explicação e da organização textual-interativa se apresentam como os mais relevantes enquanto fornecedores das diferenças específicas, quando correlacionados com as estruturas de participação dos tipos de evento pesquisados. Quanto às possíveis decorrências deste estudo, salienta-se, no plano teórico-analítico, a sua importância para a sistematização de uma tipologia dos textos orais produzidos em eventos institucionais. No plano pedagógico, este estudo pretende ser um argumento válido em favor de uma pedagogia da oralidade na sala de aula, alternativa capaz de fazer vir à tona as questões relativas aos níveis de oralidade e às relações entre a oralidade e a escrita do alunado.
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20 de outubro de 1994
Marta Pragana Dantas
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Letras Digitais
Sóciocrítica e Lírica: estudo de um poema de Manuel Bandeira
Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Sabine Moeller-Zeidler
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O objetivo de nosso estudo consiste em verificar a possibilidade de aplicação da abordagem sociocrítica ao gênero lírico. Mais especificamente, trata-se do ponto de vista teórico, do estudo do método sociocrítico, tal como concebido por Pierre Zima. Do ponto de vista empírico, procedemos à leitura sociocrítica do poema “Na Rua do Sabão”, que faz parte do livro “O Ritmo Dissoluto”, de Manuel Bandeira. As categorias sociocríticas consideradas na análise são: os níveis textuais (semântico e sintáxico), a situação sociolingüística (os socioletos e discursos) e a intertextualidade. A análise centra-se no poema, relacionando-o sempre que pertinente com outros do mesmo autor, e levantando aspectos da obra passíveis de serem confirmados num estudo de maior abrangência. Trata-se, portanto, de um estudo particular, específico, que, enquanto tal, aponta para a totalidade da obra. Finalmente, a análise revela a viabilidade da aproximação sociocrítica ao gênero lírico, ao mesmo tempo em que aponta para a necessidade de que outros estudos sobre a matéria sejam realizados e aprofundem a questão.
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Orientação: Maria da Piedade Moreira de Sá e Sabine Moeller-Zeidler
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O objetivo de nosso estudo consiste em verificar a possibilidade de aplicação da abordagem sociocrítica ao gênero lírico. Mais especificamente, trata-se do ponto de vista teórico, do estudo do método sociocrítico, tal como concebido por Pierre Zima. Do ponto de vista empírico, procedemos à leitura sociocrítica do poema “Na Rua do Sabão”, que faz parte do livro “O Ritmo Dissoluto”, de Manuel Bandeira. As categorias sociocríticas consideradas na análise são: os níveis textuais (semântico e sintáxico), a situação sociolingüística (os socioletos e discursos) e a intertextualidade. A análise centra-se no poema, relacionando-o sempre que pertinente com outros do mesmo autor, e levantando aspectos da obra passíveis de serem confirmados num estudo de maior abrangência. Trata-se, portanto, de um estudo particular, específico, que, enquanto tal, aponta para a totalidade da obra. Finalmente, a análise revela a viabilidade da aproximação sociocrítica ao gênero lírico, ao mesmo tempo em que aponta para a necessidade de que outros estudos sobre a matéria sejam realizados e aprofundem a questão.
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26 de setembro de 1994
Marianne Carvalho Bezerra Cavalcante
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Letras Digitais
O Gesto de Apontar como Processo de Co-Construção na Interação Mãe-Criança
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi e Maria da Conceição D. P. de Lyra
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Abordando a perspectiva que concebe o desenvolvimento da comunicação como um processo dialógico entre parceiros (De Lemos, 1985; Fogel, 1993; Lyra & Rossetti-Ferreira, 1993), esta dissertação de mestrado focaliza o desenvolvimento do gesto de apontar, considerado na literatura como um dos precursores da referência lingüística (Werner e Kaplan, 1963; Clark, 1978; Wales, 1979; Bates; Marcos, 1992), que emerge entre o primeiro e o segundo ano de vida da criança. Com este objetivo, foram efetuados quinzenalmente registros em vídeo cassete de uma díade mãe-criança em situação natural, entre os treze e vinte meses de vida da criança. Concebendo o gesto de apontar como um elemento do processo comunicativo que se desenvolve a partir de um processo de co-construção diádica, os dados analisados sugerem um processo de transformação que pode ser descrito ao longo de três momentos de construção do gesto durante o período observado, ou seja: primeiro o apontar parece ser usado pela criança como um novo elemento, como um gesto especular já usado pelo adulto. Neste momento, a morfologia conversacional do apontar é mais freqüente, o olhar dirigido ao parceiro é pouco freqüente, as vocalizações se assemelham a gritos e o episódio interativo se apresenta com pouca quantidade de turnos entre os parceiros. No momento posterior, o gesto de apontar assume diferentes morfologias – a criança utiliza-se de ambas as mãos, usando dois, três, quatro dedos ou toda a mão para apontar; o direcionamento do olhar para o parceiro é mais freqüente que no momento anterior; as vocalizações aproximam-se de palavras, destacando-se uma maior freqüência no uso da entoação alta; o número de turnos aumenta, evidenciando a presença de um elevado grau de “stress” nos episódios interativos, através de um tipo de “elaboração” na forma motor/gestual. No terceiro momento, o apontar parece mais evidente em sua morfologia conversacional; as vocalizações são similares a palavras da linguagem verbal; o número de turnos apresenta-se mais reduzido e os episódios menos “stressados”, salientando que o tipo de “stress” apresentado neste momento se evidencia mais através da vocalização do que através de uma “elaboração” na forma motor/gestual. O apontar é discutido como um elemento comunicativo co-construído através de um processo de negociação co-regulada entre os parceiros, ao longo do tempo. As peculiaridades do processo de co-regulação dos parceiros estabelecidas através de formas de extensão e abreviação das interações são discutidas como perspectivas para se descrever o processo de co-construção do gesto de apontar.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi e Maria da Conceição D. P. de Lyra
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Abordando a perspectiva que concebe o desenvolvimento da comunicação como um processo dialógico entre parceiros (De Lemos, 1985; Fogel, 1993; Lyra & Rossetti-Ferreira, 1993), esta dissertação de mestrado focaliza o desenvolvimento do gesto de apontar, considerado na literatura como um dos precursores da referência lingüística (Werner e Kaplan, 1963; Clark, 1978; Wales, 1979; Bates; Marcos, 1992), que emerge entre o primeiro e o segundo ano de vida da criança. Com este objetivo, foram efetuados quinzenalmente registros em vídeo cassete de uma díade mãe-criança em situação natural, entre os treze e vinte meses de vida da criança. Concebendo o gesto de apontar como um elemento do processo comunicativo que se desenvolve a partir de um processo de co-construção diádica, os dados analisados sugerem um processo de transformação que pode ser descrito ao longo de três momentos de construção do gesto durante o período observado, ou seja: primeiro o apontar parece ser usado pela criança como um novo elemento, como um gesto especular já usado pelo adulto. Neste momento, a morfologia conversacional do apontar é mais freqüente, o olhar dirigido ao parceiro é pouco freqüente, as vocalizações se assemelham a gritos e o episódio interativo se apresenta com pouca quantidade de turnos entre os parceiros. No momento posterior, o gesto de apontar assume diferentes morfologias – a criança utiliza-se de ambas as mãos, usando dois, três, quatro dedos ou toda a mão para apontar; o direcionamento do olhar para o parceiro é mais freqüente que no momento anterior; as vocalizações aproximam-se de palavras, destacando-se uma maior freqüência no uso da entoação alta; o número de turnos aumenta, evidenciando a presença de um elevado grau de “stress” nos episódios interativos, através de um tipo de “elaboração” na forma motor/gestual. No terceiro momento, o apontar parece mais evidente em sua morfologia conversacional; as vocalizações são similares a palavras da linguagem verbal; o número de turnos apresenta-se mais reduzido e os episódios menos “stressados”, salientando que o tipo de “stress” apresentado neste momento se evidencia mais através da vocalização do que através de uma “elaboração” na forma motor/gestual. O apontar é discutido como um elemento comunicativo co-construído através de um processo de negociação co-regulada entre os parceiros, ao longo do tempo. As peculiaridades do processo de co-regulação dos parceiros estabelecidas através de formas de extensão e abreviação das interações são discutidas como perspectivas para se descrever o processo de co-construção do gesto de apontar.
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27 de junho de 1994
Maria Lucia Ferreira de Figueiredo Barbosa
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Letras Digitais
Análise de Respostas a Elogios na Conversação
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho examina o comportamento lingüístico de receptores de elogios. As ações de preferência e de despreferência aos elogios são analisadas a partir de estudos da Teoria da Polidez Lingüística (Lakoff, 1975 e Brown e Levinson, 1987). O corpus é formado por falantes de ambos os sexos e compreende 100 elogios e 100 respostas, coletadas em situação informal e 60 elogios e 60 respostas coletadas em situação formal. Segundo os dados pesquisados, os receptores de elogios tendem a discordar e a evitar os elogios, sobretudo quando são elogiados diretamente. Regras culturais subjazem proferimentos e respostas a elogios. Por vezes, as regras são diferentes para homens e mulheres. Em situação informal, por exemplo, as mulheres proferem muito mais elogios do que os homens e discordam muito mais dos elogios do que estes. Já em situação formal, os homens elogiam seus interlocutores, mas discordam dos elogios com mais freqüência do que as mulheres. De modo geral, as diferenças observadas no comportamento lingüístico de proferidores e receptores de elogios são o reflexo das diferenças nos papéis sociais a serem desempenhados por falantes e ouvintes de ambos os sexos.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho examina o comportamento lingüístico de receptores de elogios. As ações de preferência e de despreferência aos elogios são analisadas a partir de estudos da Teoria da Polidez Lingüística (Lakoff, 1975 e Brown e Levinson, 1987). O corpus é formado por falantes de ambos os sexos e compreende 100 elogios e 100 respostas, coletadas em situação informal e 60 elogios e 60 respostas coletadas em situação formal. Segundo os dados pesquisados, os receptores de elogios tendem a discordar e a evitar os elogios, sobretudo quando são elogiados diretamente. Regras culturais subjazem proferimentos e respostas a elogios. Por vezes, as regras são diferentes para homens e mulheres. Em situação informal, por exemplo, as mulheres proferem muito mais elogios do que os homens e discordam muito mais dos elogios do que estes. Já em situação formal, os homens elogiam seus interlocutores, mas discordam dos elogios com mais freqüência do que as mulheres. De modo geral, as diferenças observadas no comportamento lingüístico de proferidores e receptores de elogios são o reflexo das diferenças nos papéis sociais a serem desempenhados por falantes e ouvintes de ambos os sexos.
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30 de maio de 1994
Luiz Cláudio Ribeiro de Pinho
Postado por
Letras Digitais
O Mundo do Poeta Negro – Uma Interpretação dos Últimos Sonetos de Cruz e Sousa
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Dissertação originalmente sem resumo.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Orientação: Ivaldo Santos Bittencourt
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Dissertação originalmente sem resumo.
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