Um Olhar Feminista em Busca de “Sula” e da Canção de Solomon
Orientação: Roland Walter e Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este estudo investiga, com um olhar feminista, os aspectos de gênero, sociais e raciais em duas obras de Toni Morrison: Sula e A Canção de Solomon. Perscruta, por exemplo, as reações masculinas e femininas diante da questão sexual e como a comunidade negra reage às diferentes instâncias comportamentais da mulher e do homem. A pesquisa se fundamenta não apenas na crítica literária feminista (branca e negra), mas em teóricos e filósofos da literatura como Umberto Eco, Jean-Paul Sartre e Wolfang Iser, dentre outros. As teorias esboçadas no primeiro capítulo, assim como os dados históricos, servem como pano de fundo para o olhar crítico, feminista sobre Sula e A Canção de Solomon, respectivamente no segundo e terceiro capítulos.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
30 de março de 1999
29 de março de 1999
Eneida Oliveira Dornellas de Carvalho
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Letras Digitais
Aspectos da Organização Lingüístico-Textual da Exposição Acadêmica de Alunos de Pós-Graduação
Orientação: Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho visa a uma descrição de exposições orais de alunos universitários, realizadas em sala de aula como cumprimento de atividades acadêmicas. Estas produções textuais são aqui consideradas a partir de uma perspectiva discursiva, como resultado de uma prática social institucionalizada. Nesse sentido, os aspectos relativos aos componentes da situação de comunicação e à estrutura de participação, juntamente com as condições de produção textual constituem critérios básicos para a observação do modo de funcionamento das exposições. Os dados são analisados segundo a perspectiva sócio-interacional. O levantamento das características de oralidade e de escrita presentes nas exposições acadêmicas confirma a idéia de que as atividades envolvendo o uso da fala e da escrita acontecem dentro de um contínuo das práticas lingüísticas. Assim, a exposição acadêmica constitui um gênero textual intermediário porque representa traços tanto da conversação espontânea, quanto da escrita acadêmica, gêneros textuais tanto da fala e da escrita. Esse gênero é expresso por meio de dois tipos textuais básicos: a explicação e o relato. No interior destes, o discurso reportado destaca-se como um fator constitutivo do gênero textual. O estudo da materialidade lingüística do texto se completa com uma análise de elementos morfossintáticos e fonológicos, com vistas à caracterização do dialeto dos alunos universitários do discurso comum.
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Orientação: Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho visa a uma descrição de exposições orais de alunos universitários, realizadas em sala de aula como cumprimento de atividades acadêmicas. Estas produções textuais são aqui consideradas a partir de uma perspectiva discursiva, como resultado de uma prática social institucionalizada. Nesse sentido, os aspectos relativos aos componentes da situação de comunicação e à estrutura de participação, juntamente com as condições de produção textual constituem critérios básicos para a observação do modo de funcionamento das exposições. Os dados são analisados segundo a perspectiva sócio-interacional. O levantamento das características de oralidade e de escrita presentes nas exposições acadêmicas confirma a idéia de que as atividades envolvendo o uso da fala e da escrita acontecem dentro de um contínuo das práticas lingüísticas. Assim, a exposição acadêmica constitui um gênero textual intermediário porque representa traços tanto da conversação espontânea, quanto da escrita acadêmica, gêneros textuais tanto da fala e da escrita. Esse gênero é expresso por meio de dois tipos textuais básicos: a explicação e o relato. No interior destes, o discurso reportado destaca-se como um fator constitutivo do gênero textual. O estudo da materialidade lingüística do texto se completa com uma análise de elementos morfossintáticos e fonológicos, com vistas à caracterização do dialeto dos alunos universitários do discurso comum.
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Auristela Oliveira Melo da Silva
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Letras Digitais
A Mulher no Limiar do Século XX em “Exaltação” de Albertina Bertha
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O presente estudo nasceu da necessidade de dar lume aos significativos trabalhos intelectuais de Albertina Bertha (1880-1953), mulher que dedicou grande parte de sua existência às letras e, em especial, ao papel da mulher moderna brasileira, no limiar do século XX. Objetiva resgatar uma testemunha do grito de independência das mulheres, que viveram em décadas passadas, que lutaram pela conquista de uma identidade de sujeito feminino ativo, fazendo das artes, mais particularmente da literatura, uma das possibilidades de testemunhar lucidez, patentear anseios. Para se atingir o objetivo almejado, fez-se apelo às teorias de Gaston Bachelard, de Bakhtin, de Pierre Bordieu, entre outros, uma vez que pesquisou-se, por um lado, o aspecto imaginário dos textos, e por outro, o desejo de inserção, do sujeito feminino, no social. Contudo, vale salientar que os textos da romancista norteiam a fundamentação da proposta, levando a um processo de interação constante entre os analistas e o objeto de estudo, requerendo mais flexibilidade no tratamento técnico do mesmo.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O presente estudo nasceu da necessidade de dar lume aos significativos trabalhos intelectuais de Albertina Bertha (1880-1953), mulher que dedicou grande parte de sua existência às letras e, em especial, ao papel da mulher moderna brasileira, no limiar do século XX. Objetiva resgatar uma testemunha do grito de independência das mulheres, que viveram em décadas passadas, que lutaram pela conquista de uma identidade de sujeito feminino ativo, fazendo das artes, mais particularmente da literatura, uma das possibilidades de testemunhar lucidez, patentear anseios. Para se atingir o objetivo almejado, fez-se apelo às teorias de Gaston Bachelard, de Bakhtin, de Pierre Bordieu, entre outros, uma vez que pesquisou-se, por um lado, o aspecto imaginário dos textos, e por outro, o desejo de inserção, do sujeito feminino, no social. Contudo, vale salientar que os textos da romancista norteiam a fundamentação da proposta, levando a um processo de interação constante entre os analistas e o objeto de estudo, requerendo mais flexibilidade no tratamento técnico do mesmo.
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27 de março de 1999
Haideé Camelo Fonseca
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Letras Digitais
Dificuldade Interpretativa: deficiência do indivíduo ou fato social construído na interação
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O objetivo central deste trabalho é investigar a influência da escola na construção da dificuldade interpretativa, apresentada por grande quantidade de estudantes em todos os níveis de escolaridade. Tomando como base teórica, as idéias de Vygotsky sobre a formação social da mente, a aprendizagem e a relação entre pensamento e linguagem; o modelo estratégico de compreensão do discurso de Van Dijk e Kintsch (1992) e as idéias de Van Dijk (1992) em torno dos tipos de relações semânticas e pragmáticas responsáveis pela coerência funcional do discurso, observamos e analisamos o trabalho desenvolvido na sala de aula, buscando compreender como se processa, na interação professor/aluno, o desenvolvimento da habilidade de compreender texto e contexto. A orientação metodológica veio de um relativamente novo método de estudo originário na Sociologia: a etnometodologia. A identificação do problema acontece no Ciclo Básico de uma universidade particular na cidade do Recife com a participação de alguns professores de português e estudantes universitários. A coleta de dados e a observação dos processos interativos entre professores e alunos foram feitas em três escolas de Ensino Fundamental e Médio da rede particular, também na cidade do
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O objetivo central deste trabalho é investigar a influência da escola na construção da dificuldade interpretativa, apresentada por grande quantidade de estudantes em todos os níveis de escolaridade. Tomando como base teórica, as idéias de Vygotsky sobre a formação social da mente, a aprendizagem e a relação entre pensamento e linguagem; o modelo estratégico de compreensão do discurso de Van Dijk e Kintsch (1992) e as idéias de Van Dijk (1992) em torno dos tipos de relações semânticas e pragmáticas responsáveis pela coerência funcional do discurso, observamos e analisamos o trabalho desenvolvido na sala de aula, buscando compreender como se processa, na interação professor/aluno, o desenvolvimento da habilidade de compreender texto e contexto. A orientação metodológica veio de um relativamente novo método de estudo originário na Sociologia: a etnometodologia. A identificação do problema acontece no Ciclo Básico de uma universidade particular na cidade do Recife com a participação de alguns professores de português e estudantes universitários. A coleta de dados e a observação dos processos interativos entre professores e alunos foram feitas em três escolas de Ensino Fundamental e Médio da rede particular, também na cidade do
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18 de dezembro de 1998
Fanuel Melo Paes Barreto
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Letras Digitais
Antecipação e Interpretação no Discurso Conversacional
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi e Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho constitui uma investigação sobre o fenômeno conversacional que aqui se denomina de antecipação, e que consiste na intervenção do ouvinte na fala do interlocutor corrente com o propósito de sugerir o próximo segmento da seqüência verbal em produção. A investigação é desenvolvida em duas etapas principais. Na primeira, busca-se caracterizar o lugar do fenômeno na estrutura organizacional da conversação. Assim, por um lado, procede-se à descrição da estrutura seqüencial das ocorrências da antecipação, bem como das formas que os segmentos verbais antecipados podem assumir. Por outro lado, é feito um levantamento de algumas funções que a antecipação desempenha na condução do discurso conversacional. Na segunda etapa da investigação procura-se analisar quais são as implicações do fenômeno para o estudo dos processos interpretativos da linguagem falada. A suposição básica é que a antecipação reflete de maneira particularmente clara as operações interpretativas executadas pelo ouvinte sob a fala em curso, uma vez que, ao colaborar para a progressão da seqüência verbal, ele contribui igualmente para a formulação da intenção comunicativa do locutor corrente. Busca-se, então, uma abordagem que possa explicar como é possível ao ouvinte configurar a intenção do locutor antes mesmo que este tenha concluído o enunciado. O propósito último dessa etapa do trabalho é, portanto, avançar no entendimento da atividade desempenhada pelo ouvinte no discurso conversacional – uma atividade que é essencialmente co-produtora de sentidos, e, como tal, parece manifestar-se no fenômeno da antecipação.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi e Maria da Piedade Moreira de Sá
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho constitui uma investigação sobre o fenômeno conversacional que aqui se denomina de antecipação, e que consiste na intervenção do ouvinte na fala do interlocutor corrente com o propósito de sugerir o próximo segmento da seqüência verbal em produção. A investigação é desenvolvida em duas etapas principais. Na primeira, busca-se caracterizar o lugar do fenômeno na estrutura organizacional da conversação. Assim, por um lado, procede-se à descrição da estrutura seqüencial das ocorrências da antecipação, bem como das formas que os segmentos verbais antecipados podem assumir. Por outro lado, é feito um levantamento de algumas funções que a antecipação desempenha na condução do discurso conversacional. Na segunda etapa da investigação procura-se analisar quais são as implicações do fenômeno para o estudo dos processos interpretativos da linguagem falada. A suposição básica é que a antecipação reflete de maneira particularmente clara as operações interpretativas executadas pelo ouvinte sob a fala em curso, uma vez que, ao colaborar para a progressão da seqüência verbal, ele contribui igualmente para a formulação da intenção comunicativa do locutor corrente. Busca-se, então, uma abordagem que possa explicar como é possível ao ouvinte configurar a intenção do locutor antes mesmo que este tenha concluído o enunciado. O propósito último dessa etapa do trabalho é, portanto, avançar no entendimento da atividade desempenhada pelo ouvinte no discurso conversacional – uma atividade que é essencialmente co-produtora de sentidos, e, como tal, parece manifestar-se no fenômeno da antecipação.
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30 de setembro de 1998
Valéria Severina Gomes
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Letras Digitais
Concepções de Língua e Implicações para o Ensino: análise da palavra de professores de português e de alunos de Letras
Orientação: Maria Irandé Costa Morais Antunes
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Neste trabalho, procuramos identificar as concepções de língua expressas na opinião de professores atuantes no ensino de 1º e 2º graus e de estudantes de letras. Nosso objetivo consistiu em verificar para onde se dirige o ensino da Língua Portuguesa, tendo em vista as concepções de língua que predominam nesses dois grupos. Para a realização desta pesquisa, os 80 (oitenta) informantes (40 professores e 40 estudantes de letras) complementaram, por escrito, o seguinte enunciado: “Você compreende que uma língua é...”. o discurso dos informantes revelou diferentes pontos de vista acerca da língua, a saber: língua como código; língua como meio de comunicação; língua como prática de interação social, entre outras. Entre essas percepções sobre a língua, algumas revelam-se ora reduzidas, ora mais amplas, dependendo da perspectiva de análise com a qual estiver correlacionada, como, por exemplo, o enfoque estruturalista ou pragmático. O interesse em investigar como, hoje, os professores concebem a língua e, também, observar as possíveis mudanças dessas concepções no grupo dos estudantes de Letras, futuros professores, derivou do princípio de que o processo ensino-aprendizagem da língua fundamenta-se, também, nas diversas concepções que se nutrem a seu respeito. A nosso ver, os resultados mais positivos desse processo estão vinculados às concepções mais abrangentes de língua. Dessa forma, para que o ensino da língua ocorra de forma mais relevante, direcionado para a transformação social, tornam-se necessárias, na formação dos educadores, reflexões bem fundamentadas acerca do que é uma língua e de seus conseqüências na prática de ensino. E foi com esse propósito que desenvolvemos este trabalho.
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Orientação: Maria Irandé Costa Morais Antunes
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Neste trabalho, procuramos identificar as concepções de língua expressas na opinião de professores atuantes no ensino de 1º e 2º graus e de estudantes de letras. Nosso objetivo consistiu em verificar para onde se dirige o ensino da Língua Portuguesa, tendo em vista as concepções de língua que predominam nesses dois grupos. Para a realização desta pesquisa, os 80 (oitenta) informantes (40 professores e 40 estudantes de letras) complementaram, por escrito, o seguinte enunciado: “Você compreende que uma língua é...”. o discurso dos informantes revelou diferentes pontos de vista acerca da língua, a saber: língua como código; língua como meio de comunicação; língua como prática de interação social, entre outras. Entre essas percepções sobre a língua, algumas revelam-se ora reduzidas, ora mais amplas, dependendo da perspectiva de análise com a qual estiver correlacionada, como, por exemplo, o enfoque estruturalista ou pragmático. O interesse em investigar como, hoje, os professores concebem a língua e, também, observar as possíveis mudanças dessas concepções no grupo dos estudantes de Letras, futuros professores, derivou do princípio de que o processo ensino-aprendizagem da língua fundamenta-se, também, nas diversas concepções que se nutrem a seu respeito. A nosso ver, os resultados mais positivos desse processo estão vinculados às concepções mais abrangentes de língua. Dessa forma, para que o ensino da língua ocorra de forma mais relevante, direcionado para a transformação social, tornam-se necessárias, na formação dos educadores, reflexões bem fundamentadas acerca do que é uma língua e de seus conseqüências na prática de ensino. E foi com esse propósito que desenvolvemos este trabalho.
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29 de setembro de 1998
Carlos César Mascarenhas de Souza
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Letras Digitais
O Sujeito Pulsional e a Letra: uma possibilidade de leitura do texto literário
Orientação: Sebastien Joachim e Yaracilda Farias de Oliveira Coimet
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Seguindo a linha de pesquisa em Literatura e Psicanálise, o nosso estudo visa, num primeiro momento, fazer um breve percurso historiográfico da noção de sujeito desde a filosofia até a psicanálise. Esse sucinto trajeto se justifica pelo fato de ser esta noção pertencente ao domínio essencialmente filosófico. A psicanálise tomou-a de empréstimo, subvertendo-a de forma radical ao enunciar a existência do inconsciente. Com efeito, se antes o sujeito do pensamento clássico votava o máximo privilégio à consciência - entendida monoliticamente no topo de uma pretensa unidade, donde se pressupunha autorizada a dar sentido a toda e qualquer experiência interna e/ou externa - com a proclamação do inconsciente, esta autarquia racionalista desmorona, resultando na aparição de outras formas de racionalidade. Em seguida, procuramos apresentar alguns pontos de aproximação e de afastamento entre os dois campos do nosso binômio interdisciplinar, com o escopo de identificar o alcance de cada um no que se refere ao nosso enfoque temático, qual seja: a noção de sujeito, sob as perspectivas psicanalíticas e da Teoria Literária. A título de ilustração, empreenderemos uma possível leitura em textos poéticos de Manoel de Barros, no intuito de verificar a incidência do que aqui tratamos pelo nome de “sujeito pulsional”. A finalidade deste estudo é lastrear futuras abordagens psico-críticas, levando em conta uma categoria renovada do sujeito que, em termos freud-lacanianos, se norteia pela dimensão das pulsões.
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Orientação: Sebastien Joachim e Yaracilda Farias de Oliveira Coimet
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Seguindo a linha de pesquisa em Literatura e Psicanálise, o nosso estudo visa, num primeiro momento, fazer um breve percurso historiográfico da noção de sujeito desde a filosofia até a psicanálise. Esse sucinto trajeto se justifica pelo fato de ser esta noção pertencente ao domínio essencialmente filosófico. A psicanálise tomou-a de empréstimo, subvertendo-a de forma radical ao enunciar a existência do inconsciente. Com efeito, se antes o sujeito do pensamento clássico votava o máximo privilégio à consciência - entendida monoliticamente no topo de uma pretensa unidade, donde se pressupunha autorizada a dar sentido a toda e qualquer experiência interna e/ou externa - com a proclamação do inconsciente, esta autarquia racionalista desmorona, resultando na aparição de outras formas de racionalidade. Em seguida, procuramos apresentar alguns pontos de aproximação e de afastamento entre os dois campos do nosso binômio interdisciplinar, com o escopo de identificar o alcance de cada um no que se refere ao nosso enfoque temático, qual seja: a noção de sujeito, sob as perspectivas psicanalíticas e da Teoria Literária. A título de ilustração, empreenderemos uma possível leitura em textos poéticos de Manoel de Barros, no intuito de verificar a incidência do que aqui tratamos pelo nome de “sujeito pulsional”. A finalidade deste estudo é lastrear futuras abordagens psico-críticas, levando em conta uma categoria renovada do sujeito que, em termos freud-lacanianos, se norteia pela dimensão das pulsões.
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21 de setembro de 1998
Elcy Luiz da Cruz
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Letras Digitais
A Simulação Real: a narrativa carreriana em “Somos Pedras que se Consomem” e o mundo pós-moderno
Orientação: Roland Walter
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Diante de uma realidade que se virtualiza, ou mais exatamente, que se torna surreal segundo as características pós-modernas, trazemos a obra Somos Pedras que se Consomem (Raimundo Carrero) e através dela tentamos demonstrar que se os meios de comunicação de massa elidem a realidade pela concomitância dos acontecimentos diários, essa mesma realidade é acolhida, presentificada pela narrativa carreriana. Ao revelar os fatos do cotidiano, através das notícias do dia-a-dia, e cruzá-los com textos de outros autores no corpo do romance, o autor cria um ambiente lúdico onde fato e ficção se confundem chegando mesmo a trocar suas identidades. Essa possibilidade fusionesca ou interativa denominamos simulação real. Ao fusionar textos diversos, o romance mergulha nas contradições da própria sociedade revelando assim seu ato socialmente simbólico, tornando-se, desta maneira, restaurador não só da realidade mas também do próprio fazer artístico.
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Orientação: Roland Walter
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Diante de uma realidade que se virtualiza, ou mais exatamente, que se torna surreal segundo as características pós-modernas, trazemos a obra Somos Pedras que se Consomem (Raimundo Carrero) e através dela tentamos demonstrar que se os meios de comunicação de massa elidem a realidade pela concomitância dos acontecimentos diários, essa mesma realidade é acolhida, presentificada pela narrativa carreriana. Ao revelar os fatos do cotidiano, através das notícias do dia-a-dia, e cruzá-los com textos de outros autores no corpo do romance, o autor cria um ambiente lúdico onde fato e ficção se confundem chegando mesmo a trocar suas identidades. Essa possibilidade fusionesca ou interativa denominamos simulação real. Ao fusionar textos diversos, o romance mergulha nas contradições da própria sociedade revelando assim seu ato socialmente simbólico, tornando-se, desta maneira, restaurador não só da realidade mas também do próprio fazer artístico.
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14 de setembro de 1998
Ana Márcia de Lima
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Letras Digitais
Discurso Persuasivo e Função Adverbial em Publicidades Brasileiras de Televisão
Orientação: Yaracylda Oliveira Farias Coimet e Gilda Maria Lins Araújo
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Pesquisa com o objetivo de analisar a linguagem persuasiva em publicidades televisivas brasileiras através da mobilidade dos advérbios. Para a linguagem persuasiva, recorremos à concepção de discurso persuasivo segundo Aristóteles (1961) e de discurso publicitário segundo Charaudeau (1983). Em relação à mobilidade adverbial, percorremos as abordagens teóricas defendidas por Ilari et al (l989) que propõem a existência de algumas classes adverbiais, e trabalham com os escopos que podem acompanhar cada advérbio. São raros os trabalhos sobre os advérbios e seus escopos, especialmente no que se refere à posição que ocupam com valor persuasivo em publicidades brasileiras de televisão. Como resultado da análise, pode-se afirmar que nem todas as classes adverbiais propostas ocorreram devido à extensão de alguns advérbios, na maioria longos, em relação à curta duração (de 15 e 30 segundos) da apresentação dos textos publicitários na televisão. No entanto, este estudo revelou que a função dos advérbios, juntamente com os escopos que os acompanham e as diversas ordens em que eles podem se encontrar, e um fator de persuasão no discurso publicitário televisivo brasileiro.
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Orientação: Yaracylda Oliveira Farias Coimet e Gilda Maria Lins Araújo
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Pesquisa com o objetivo de analisar a linguagem persuasiva em publicidades televisivas brasileiras através da mobilidade dos advérbios. Para a linguagem persuasiva, recorremos à concepção de discurso persuasivo segundo Aristóteles (1961) e de discurso publicitário segundo Charaudeau (1983). Em relação à mobilidade adverbial, percorremos as abordagens teóricas defendidas por Ilari et al (l989) que propõem a existência de algumas classes adverbiais, e trabalham com os escopos que podem acompanhar cada advérbio. São raros os trabalhos sobre os advérbios e seus escopos, especialmente no que se refere à posição que ocupam com valor persuasivo em publicidades brasileiras de televisão. Como resultado da análise, pode-se afirmar que nem todas as classes adverbiais propostas ocorreram devido à extensão de alguns advérbios, na maioria longos, em relação à curta duração (de 15 e 30 segundos) da apresentação dos textos publicitários na televisão. No entanto, este estudo revelou que a função dos advérbios, juntamente com os escopos que os acompanham e as diversas ordens em que eles podem se encontrar, e um fator de persuasão no discurso publicitário televisivo brasileiro.
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27 de abril de 1998
Maria Francisca Oliveira Santos
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As Relações de Poder na Interação Professor-Aluno em Contexto Universitário
Orientação: Marígia Ana de Moura Viana
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este trabalho investiga as marcas lingüísticas de poder na relação professor / aluno, em contexto universitário de sala de aula, pelo fato de ser esse o espaço em que professor e alunos trabalham na construção do sentido discursivo, segundo a prática de um comportamento pedagógico, que deveria ser voltado para o aluno como centro das atividades acadêmicas, bem como para a sua socialização por meio das atividades de grupo. A pesquisa utilizou-se de um corpus constituído de gravações e transcrições de quatro aulas geminadas, abrangendo as áreas de letras, saúde, ciências sociais e tecnologia. A análise qualitativa dos dados fundamenta-se numa abordagem de caráter discursivo-interativo, que considera o discurso como o espaço de negociação do sentido e da construção e constituição dos sujeitos que se propõem essa negociação, já que são influenciados pelas determinações sociais. Com base nessas considerações, foram analisados, graças à freqüente ocorrência nas aulas gravadas, os operadores modais, o silêncio à resposta do aluno, as repetições, a duração do turno do professor etc., que são identificados como marcas que fortificam o poder na díade professor / aluno em momentos específicos das aulas gravadas. Apesar de o professor saber que a sala de aula é um lugar de atividades interativas, verificou-se que a interatividade prescrita nos modernos manuais de didática não ocorre efetivamente na sala de aula, por motivos relacionados à formação acadêmica desse professor e à do próprio aluno. Além disso, o contexto acadêmico já se configura como um espaço de hierarquização, contribuindo, assim, para que o professor reproduza a prática do ensino autoritário. A análise minuciosa das marcas lingüísticas evidenciou que o uso dessas marcas no discurso de sala de aula indica a predominância do poder do professor nas situações analisadas.
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Orientação: Marígia Ana de Moura Viana
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este trabalho investiga as marcas lingüísticas de poder na relação professor / aluno, em contexto universitário de sala de aula, pelo fato de ser esse o espaço em que professor e alunos trabalham na construção do sentido discursivo, segundo a prática de um comportamento pedagógico, que deveria ser voltado para o aluno como centro das atividades acadêmicas, bem como para a sua socialização por meio das atividades de grupo. A pesquisa utilizou-se de um corpus constituído de gravações e transcrições de quatro aulas geminadas, abrangendo as áreas de letras, saúde, ciências sociais e tecnologia. A análise qualitativa dos dados fundamenta-se numa abordagem de caráter discursivo-interativo, que considera o discurso como o espaço de negociação do sentido e da construção e constituição dos sujeitos que se propõem essa negociação, já que são influenciados pelas determinações sociais. Com base nessas considerações, foram analisados, graças à freqüente ocorrência nas aulas gravadas, os operadores modais, o silêncio à resposta do aluno, as repetições, a duração do turno do professor etc., que são identificados como marcas que fortificam o poder na díade professor / aluno em momentos específicos das aulas gravadas. Apesar de o professor saber que a sala de aula é um lugar de atividades interativas, verificou-se que a interatividade prescrita nos modernos manuais de didática não ocorre efetivamente na sala de aula, por motivos relacionados à formação acadêmica desse professor e à do próprio aluno. Além disso, o contexto acadêmico já se configura como um espaço de hierarquização, contribuindo, assim, para que o professor reproduza a prática do ensino autoritário. A análise minuciosa das marcas lingüísticas evidenciou que o uso dessas marcas no discurso de sala de aula indica a predominância do poder do professor nas situações analisadas.
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