Poesia Infantil: os (des) limites da criação e da recepção literárias
Orientação: Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esta dissertação visa questionar os (des)limites da poesia “infantil”: suas diferenças e semelhanças em relação à poesia em geral. Para tanto, partimos de questionamentos sobre os modos de criação e de recepção desse tipo específico de poesia, buscando suas principais características, sua história e seu campo literário. Por uma questão didática, enfatizamos a poética de José Paulo Paes no intuito de comprovarmos algumas opiniões/reflexões. Além disso, analisamos diversos poemas, que servem de apoio às nossas teses; e ampliamos a discussão com comparações a outros poemas - tidos como não-infantis. No decorrer de nosso texto, exploramos potencialmente a obra poética em contato com o leitor-infante.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
22 de agosto de 2002
21 de agosto de 2002
José Bezerra de Lemos
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Letras Digitais
A Poesia de Ascenso Ferreira: uma visão nordestina
Orientação: Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho consiste na análise crítica de alguns aspectos da poesia moderna de Ascenso Ferreira. No primeiro capítulo é abordada a composição mais extensa de toda produção poética do autor (Oropa, França e Bahia): uma visão crítica deste texto é trabalhada através da sócio-crítica, ao mesmo tempo que se observa o dialogismo existente comparado a Bandeira, que por sua vez é aproximado a Shakespeare. No segundo, tendo como epigrafe - o Trem de Alagoas - procuro demonstrar a influência negra na poesia ascensiana, comparando-a à poesia também negra, de Jorge de Lima, onde cito Mário de Andrade, Bandeira e Câmara Cascudo. No terceiro momento do trabalho, de uma maneira mais aprofundada, intertextualizo Ascenso e Jorge de Lima, onde tento aproximar os recursos poéticos dos dois poetas, com exceção do ritmo que Ascenso impõe aos seus poemas.
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Orientação: Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho consiste na análise crítica de alguns aspectos da poesia moderna de Ascenso Ferreira. No primeiro capítulo é abordada a composição mais extensa de toda produção poética do autor (Oropa, França e Bahia): uma visão crítica deste texto é trabalhada através da sócio-crítica, ao mesmo tempo que se observa o dialogismo existente comparado a Bandeira, que por sua vez é aproximado a Shakespeare. No segundo, tendo como epigrafe - o Trem de Alagoas - procuro demonstrar a influência negra na poesia ascensiana, comparando-a à poesia também negra, de Jorge de Lima, onde cito Mário de Andrade, Bandeira e Câmara Cascudo. No terceiro momento do trabalho, de uma maneira mais aprofundada, intertextualizo Ascenso e Jorge de Lima, onde tento aproximar os recursos poéticos dos dois poetas, com exceção do ritmo que Ascenso impõe aos seus poemas.
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19 de agosto de 2002
Neuma Maria da Costa Xavier
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Letras Digitais
Redação Escolar e Autoria: a posição do sujeito na voz de quem produz
Orientação: Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta pesquisa investiga textos escritos, de alunos do Ensino Médio produzidos na escola. As concepções de Bakhtin acerca de dialogismo, enunciação, discursividade e polifonia fundamentam a análise, cujo enfoque central recai sobre o fato de não se ouvir a voz do aluno no texto. Ouvem-se muitas outras vozes: da família, do professor, da mídia, das propagandas oficiais, enfim, a voz do senso comum, mas não se antevê o ponto de vista de quem produz. Para melhor evidenciar o problema, criou-se um contraponto, com uma redação na qual o autor articula diferentes vozes e, ao mesmo tempo, por meio da ironia, posiciona-se como sujeito em relação ao mundo. Nesse caso, fala-se em polifonia com recepção ativa, o contrário da “redação escolar”, denominada polifonia com recepção passiva. Enquanto na primeira o sujeito mantém o domínio das vozes que evoca, na segunda, nenhuma manifestação há que aponte para aposição do autor. As relações dialógicas, nesse gênero, sobrevivem nos discursos que se cruzam aos quais é entregue o total comando, configurando-se como tarefa de reprodução. A partir daí, questiona-se o ensino da escrita na escola, modalidade tratada, geralmente, como produto e não como processo, com etapas seqüenciais que envolvem leitura, escritura e reescritura. Especificamente, indaga-se o papel e o lugar do sujeito, nessas condições de produção, em que o aluno não se mostra capaz de substituir as respostas estereotipadas pela leitura critica da realidade. Os resultados revelam, por sua vez, a necessidade de uma reflexão sobre esse gênero cujos autores não conseguem avançar além dos limites do já-dito. Quanto às mudanças, acredita-se, serão possíveis através de um trabalho à luz da concepção sócio-interacionista da linguagem, para que os sujeitos sejam donos de sua voz e, conseqüentemente, de sua história.
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Orientação: Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta pesquisa investiga textos escritos, de alunos do Ensino Médio produzidos na escola. As concepções de Bakhtin acerca de dialogismo, enunciação, discursividade e polifonia fundamentam a análise, cujo enfoque central recai sobre o fato de não se ouvir a voz do aluno no texto. Ouvem-se muitas outras vozes: da família, do professor, da mídia, das propagandas oficiais, enfim, a voz do senso comum, mas não se antevê o ponto de vista de quem produz. Para melhor evidenciar o problema, criou-se um contraponto, com uma redação na qual o autor articula diferentes vozes e, ao mesmo tempo, por meio da ironia, posiciona-se como sujeito em relação ao mundo. Nesse caso, fala-se em polifonia com recepção ativa, o contrário da “redação escolar”, denominada polifonia com recepção passiva. Enquanto na primeira o sujeito mantém o domínio das vozes que evoca, na segunda, nenhuma manifestação há que aponte para aposição do autor. As relações dialógicas, nesse gênero, sobrevivem nos discursos que se cruzam aos quais é entregue o total comando, configurando-se como tarefa de reprodução. A partir daí, questiona-se o ensino da escrita na escola, modalidade tratada, geralmente, como produto e não como processo, com etapas seqüenciais que envolvem leitura, escritura e reescritura. Especificamente, indaga-se o papel e o lugar do sujeito, nessas condições de produção, em que o aluno não se mostra capaz de substituir as respostas estereotipadas pela leitura critica da realidade. Os resultados revelam, por sua vez, a necessidade de uma reflexão sobre esse gênero cujos autores não conseguem avançar além dos limites do já-dito. Quanto às mudanças, acredita-se, serão possíveis através de um trabalho à luz da concepção sócio-interacionista da linguagem, para que os sujeitos sejam donos de sua voz e, conseqüentemente, de sua história.
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Kátia Rose Oliveira de Pinho
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Letras Digitais
Uma Ponte sob a Morada do Ser: proposta de leitura heideggeriana de arbol de diana de Alejandra Pizarnik
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Dar a conhecer a poesia da argentina Alejandra Pizarnik é nosso principal objetivo e, também, um desafio. Traçamos, não um percurso biográfico, mas a trajetória poética, em que a vida e literatura vibram uníssonas. Divisor de águas da poética pizarnikiana, Arbol de Diana (1962), quarto livro de poemas, escrito e lançado, enquanto residia em Paris (1960-1964), constitui-se nosso cuidado. Ao nos dispormos a escutar e perscrutar os mistérios das palavras dizentes, aproximamo-nos deste instrumento natural de visão - segundo Octavio Paz, amparados por Martin Heidegger. O pensador da Floresta Negra, em seu segundo momento, será nosso condutor rumo à elucidação desta árvore incomum (Arbol de Diana), a partir de suas reflexões acerca da linguagem e da poesia de G. Trakl, Rilke, Stefan George e Hölderlin. Como poetisa e pensador habitam em montanhas separadas, ousamos coligá-los via ponte, a fim de acedermos à morada do ser, na condição de pastor.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
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Resumo: Dar a conhecer a poesia da argentina Alejandra Pizarnik é nosso principal objetivo e, também, um desafio. Traçamos, não um percurso biográfico, mas a trajetória poética, em que a vida e literatura vibram uníssonas. Divisor de águas da poética pizarnikiana, Arbol de Diana (1962), quarto livro de poemas, escrito e lançado, enquanto residia em Paris (1960-1964), constitui-se nosso cuidado. Ao nos dispormos a escutar e perscrutar os mistérios das palavras dizentes, aproximamo-nos deste instrumento natural de visão - segundo Octavio Paz, amparados por Martin Heidegger. O pensador da Floresta Negra, em seu segundo momento, será nosso condutor rumo à elucidação desta árvore incomum (Arbol de Diana), a partir de suas reflexões acerca da linguagem e da poesia de G. Trakl, Rilke, Stefan George e Hölderlin. Como poetisa e pensador habitam em montanhas separadas, ousamos coligá-los via ponte, a fim de acedermos à morada do ser, na condição de pastor.
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16 de agosto de 2002
Ana Maria Morais Rosa
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Letras Digitais
A Formação do Leitor Estratégico e Reflexivo: uma experiência na escola pública
Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta pesquisa científica tem como foco central a investigação do papel essencial de mediação qualificada para a formação de leitores reflexivos e estratégicos, através de uma intervenção pedagógica realizada numa mesma turma, durante o 1º e o 3º ano do Ensino Médio, numa escola de rede pública, no município do Cabo de Santo Agostinho. A pesquisa fundamentou-se na abordagem sócio-interacionista para construção do conhecimento, representada aqui pelas noções de Níveis de Desenvolvimento Real e Potencial e de Zona de Desenvolvimento Proximal (Vygotsky, 1996, 1997), bem como pela Teoria da Modificabilidade Estrutural e a Experiência da Aprendizagem Mediatizada de Feuerstein (In: Fonseca, 1996 e Gomes, 2002). A esta fundamentação, foram acrescidas as contribuições da Psicologia da Educação, da Lingüística Textual, da Psicolingüística, que consideram os processos cognitivos na construção do conhecimento, conseqüentemente, no processamento textual e a noção dos Horizontes de Compreensão de Leitura de Marcuschi (1996). Para concretizar os objetivos da pesquisa, partiu-se da concepção de que a leitura é um processo inferencial, dinâmico e criativo em que o leitor-sujeito do ato de ler – constrói e reconstrói os sentidos dos textos. O texto, por sua vez, é concebido como uma proposta de significados que leva em conta conhecimentos prévios, lingüísticos, textuais, contextuais e aspectos afetivos na construção dos significados. Partindo-se da apreciação dos dados coletados num questionário sócio-econômico-cultural, numa carta redigida ao professor, numa avaliação das estratégias de leitura acionadas no processamento textual e em duas atividades de análise e interpretação de texto, constatou-se o papel essencial da mediação docente qualificada, manifestada por atitudes positivas e produtivas que consideram o sujeito construtor do conhecimento, para a formação do leitor estratégico e reflexivo.
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Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta pesquisa científica tem como foco central a investigação do papel essencial de mediação qualificada para a formação de leitores reflexivos e estratégicos, através de uma intervenção pedagógica realizada numa mesma turma, durante o 1º e o 3º ano do Ensino Médio, numa escola de rede pública, no município do Cabo de Santo Agostinho. A pesquisa fundamentou-se na abordagem sócio-interacionista para construção do conhecimento, representada aqui pelas noções de Níveis de Desenvolvimento Real e Potencial e de Zona de Desenvolvimento Proximal (Vygotsky, 1996, 1997), bem como pela Teoria da Modificabilidade Estrutural e a Experiência da Aprendizagem Mediatizada de Feuerstein (In: Fonseca, 1996 e Gomes, 2002). A esta fundamentação, foram acrescidas as contribuições da Psicologia da Educação, da Lingüística Textual, da Psicolingüística, que consideram os processos cognitivos na construção do conhecimento, conseqüentemente, no processamento textual e a noção dos Horizontes de Compreensão de Leitura de Marcuschi (1996). Para concretizar os objetivos da pesquisa, partiu-se da concepção de que a leitura é um processo inferencial, dinâmico e criativo em que o leitor-sujeito do ato de ler – constrói e reconstrói os sentidos dos textos. O texto, por sua vez, é concebido como uma proposta de significados que leva em conta conhecimentos prévios, lingüísticos, textuais, contextuais e aspectos afetivos na construção dos significados. Partindo-se da apreciação dos dados coletados num questionário sócio-econômico-cultural, numa carta redigida ao professor, numa avaliação das estratégias de leitura acionadas no processamento textual e em duas atividades de análise e interpretação de texto, constatou-se o papel essencial da mediação docente qualificada, manifestada por atitudes positivas e produtivas que consideram o sujeito construtor do conhecimento, para a formação do leitor estratégico e reflexivo.
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31 de julho de 2002
Carlos Eduardo Japiassú de Queiroz
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Fulgores Fugidios: o papel da imaginação na recepção-interpretação do texto literário
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esta dissertação tem como princípio diretor o desenvolvimento teórico da relação entre um texto definido como literário e sua recepção efetuada no ato da leitura. Neste sentido foi eleita uma trajetória de idéias que serviria para contemplar a reposição de uma hipótese, a saber, a imaginação, ou o imaginário, do leitor como fundamento interpretativo do texto literário. Divide-se, assim, em duas partes: a primeira, abordará um lugar teórico inserido no âmbito da filosofia da linguagem da hermenêutica, e da estética da recepção, que estabelecerá o solo filosófico das idéias discorridas na segunda parte; nesta, será apresentada uma teoria do imaginário simbólico centrada na corrente com uma leitura interpretativa de alguns contos do escritor argentino Jorge Luís Borges, expressa sob a forma de reescrituras.
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Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esta dissertação tem como princípio diretor o desenvolvimento teórico da relação entre um texto definido como literário e sua recepção efetuada no ato da leitura. Neste sentido foi eleita uma trajetória de idéias que serviria para contemplar a reposição de uma hipótese, a saber, a imaginação, ou o imaginário, do leitor como fundamento interpretativo do texto literário. Divide-se, assim, em duas partes: a primeira, abordará um lugar teórico inserido no âmbito da filosofia da linguagem da hermenêutica, e da estética da recepção, que estabelecerá o solo filosófico das idéias discorridas na segunda parte; nesta, será apresentada uma teoria do imaginário simbólico centrada na corrente com uma leitura interpretativa de alguns contos do escritor argentino Jorge Luís Borges, expressa sob a forma de reescrituras.
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18 de julho de 2002
Wilma Martins de Mendonça
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Letras Digitais
Memória de Nós: o discurso possível e o silencio Tupinambá nos relatos de viagem do Século XVI
Orientação: Sônia Lucia Ramalho de Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: O trabalho, “Memória de nós: o discurso possível e o silêncio Tupinambá nos relatos de viagem do século XVI”, trata do estudo da representação do homem da Floresta Tropical, através da dicção dos viajantes do século XVI. Assim, elegeram-se como objetos de investigação as seguintes narrativas: “Duas viagens ao Brasil” (1557), do católico alemão Hans Staden; “Viagem à terra do Brasil” (1578), do calvinista francês Jean de Lery; “Tratado da terra do Brasil” (publicado em 1826, mas escrito no séc. XVI) e “História da província Santa Cruz” (1576), ambos do cronista português Pero de Magalhães Gandavo; e “Tratado descritivo de Brasil em 1587”, do também português Gabriel Soares Sousa. Estenderemos essa leitura comparativa, embora em menor intensidade, aos relatos, “As singularidades da França Antártica”(1557), de André Thevet e “Tratados da terra e gente do Brasil” (1583), de Fernão Cardim, com o intuito de flagrar os diferentes e/ou similares modos com os quais se criou e sedimentou-se uma visão de brasilidade entre nós, reveladora, por sua vez, do conflito cultural entre o mundo europeu e o mundo americano. Nesse intuito, não nos furtaremos, também, em lançar mão dos vários textos epistolares escritos pelos jesuítas do Brasil quinhentista, braços ideológicos da conquista e colonização européia em nosso solo, como também das narrativas dos capuchinhos franceses, Claude d’Abbeville e Ives d’Evreux, que, embora elaboradas no século seguinte, extrapolando, assim, o contexto histórico por nós demarcado, se constituem enquanto textos importantes para esse diálogo. A escolha de tais objetos se deve, essencialmente, a nossa visão - em consonância com a perspectiva teórica de Antonio Cândido e Flora Sussekind - de que essas narrativas constituem linhas literárias, sucessivamente retraçadas, recorrentemente presentes nos mais variados momentos de nossa vida literária, emaranhadas em nosso tecido ficcional, portanto. Nesse entendimento, procedemos ao cortejo entre os textos recortados para análise, através de um suporte teórico-metodológico interdisciplinar que nos permita efetuar uma leitura que aponte para a vinculação entre o fato literário e o contexto cultural que o informa. Assim, estabeleceremos uma articulação com outras áreas e discursos das Ciências Sociais, especialmente com os discursos histórico e antropológico. Para além da simples escolha metodológica, este procedimento se faz necessário em função da própria proposta de estudo. Dessa forma, trilharemos o caminho já percorrido pelo crítico Silviano Santiago que reconhece a impossibilidade de tratarmos da “nossa constituição” sem o auxílio da História e da Antropologia (SANTIAGO, 1982, 17).
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Orientação: Sônia Lucia Ramalho de Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: O trabalho, “Memória de nós: o discurso possível e o silêncio Tupinambá nos relatos de viagem do século XVI”, trata do estudo da representação do homem da Floresta Tropical, através da dicção dos viajantes do século XVI. Assim, elegeram-se como objetos de investigação as seguintes narrativas: “Duas viagens ao Brasil” (1557), do católico alemão Hans Staden; “Viagem à terra do Brasil” (1578), do calvinista francês Jean de Lery; “Tratado da terra do Brasil” (publicado em 1826, mas escrito no séc. XVI) e “História da província Santa Cruz” (1576), ambos do cronista português Pero de Magalhães Gandavo; e “Tratado descritivo de Brasil em 1587”, do também português Gabriel Soares Sousa. Estenderemos essa leitura comparativa, embora em menor intensidade, aos relatos, “As singularidades da França Antártica”(1557), de André Thevet e “Tratados da terra e gente do Brasil” (1583), de Fernão Cardim, com o intuito de flagrar os diferentes e/ou similares modos com os quais se criou e sedimentou-se uma visão de brasilidade entre nós, reveladora, por sua vez, do conflito cultural entre o mundo europeu e o mundo americano. Nesse intuito, não nos furtaremos, também, em lançar mão dos vários textos epistolares escritos pelos jesuítas do Brasil quinhentista, braços ideológicos da conquista e colonização européia em nosso solo, como também das narrativas dos capuchinhos franceses, Claude d’Abbeville e Ives d’Evreux, que, embora elaboradas no século seguinte, extrapolando, assim, o contexto histórico por nós demarcado, se constituem enquanto textos importantes para esse diálogo. A escolha de tais objetos se deve, essencialmente, a nossa visão - em consonância com a perspectiva teórica de Antonio Cândido e Flora Sussekind - de que essas narrativas constituem linhas literárias, sucessivamente retraçadas, recorrentemente presentes nos mais variados momentos de nossa vida literária, emaranhadas em nosso tecido ficcional, portanto. Nesse entendimento, procedemos ao cortejo entre os textos recortados para análise, através de um suporte teórico-metodológico interdisciplinar que nos permita efetuar uma leitura que aponte para a vinculação entre o fato literário e o contexto cultural que o informa. Assim, estabeleceremos uma articulação com outras áreas e discursos das Ciências Sociais, especialmente com os discursos histórico e antropológico. Para além da simples escolha metodológica, este procedimento se faz necessário em função da própria proposta de estudo. Dessa forma, trilharemos o caminho já percorrido pelo crítico Silviano Santiago que reconhece a impossibilidade de tratarmos da “nossa constituição” sem o auxílio da História e da Antropologia (SANTIAGO, 1982, 17).
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Lucila Nogueira Rodrigues
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O Cordão Encarnado: uma leitura Severina
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira e Antônio Carlos Secchin
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: Este trabalho tem por finalidade a exegese de uma obra que, apesar de responsável pela consagração nacional e internacional de seu autor, tem sido pouco considerada, quer pelo fato da intertextualidade presente em seus versos, quer pelo seu contraste com relação às demais obras de vanguarda cabralinas, em que a inovação formal de cunho metalingüístico oferece a tônica essencial. A análise aqui desenvolvida integra as perspectivas ideológica/mítica/utópica, destacando o pensamento e a estética realistas do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, contextualizados em interlocuções com outros intelectuais que, em sua época, também denunciaram o desamparo dos retirantes, como Graciliano Ramos e Candido Portinari; além de autores que se indignaram contra a miséria no campo (Francisco Julião) e no mangue (Josué de Castro). A análise ora proposta da obra cabralina evidencia que a lição de cidadania em tom brechtiano enunciada por Severino ao “Auto de Natal Pernambucano” é uma crítica dotada de exemplaridade ao sistema capitalista que reifica e aliena o homem/severino do Nordeste; “Morte e Vida Severina” representa no plano da linguagem dramática e poética uma utopia libertária da qual participavam os estudantes e demais segmentos da comunidade nos anos cinqüenta e sessenta. Finalmente, este Cordão Encarnado, ao contextualizar nacional, regional e municipalmente o “Auto de Natal Pernambucano”, procura oferecer à universidade brasileira uma leitura severina em que o discurso acadêmico surja articulado com o fundamento e a raiz de uma poesia como a cabralina, profundamente identificada com os mapas e percursos de sua terra, regional e universalmente definida.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira e Antônio Carlos Secchin
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: Este trabalho tem por finalidade a exegese de uma obra que, apesar de responsável pela consagração nacional e internacional de seu autor, tem sido pouco considerada, quer pelo fato da intertextualidade presente em seus versos, quer pelo seu contraste com relação às demais obras de vanguarda cabralinas, em que a inovação formal de cunho metalingüístico oferece a tônica essencial. A análise aqui desenvolvida integra as perspectivas ideológica/mítica/utópica, destacando o pensamento e a estética realistas do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, contextualizados em interlocuções com outros intelectuais que, em sua época, também denunciaram o desamparo dos retirantes, como Graciliano Ramos e Candido Portinari; além de autores que se indignaram contra a miséria no campo (Francisco Julião) e no mangue (Josué de Castro). A análise ora proposta da obra cabralina evidencia que a lição de cidadania em tom brechtiano enunciada por Severino ao “Auto de Natal Pernambucano” é uma crítica dotada de exemplaridade ao sistema capitalista que reifica e aliena o homem/severino do Nordeste; “Morte e Vida Severina” representa no plano da linguagem dramática e poética uma utopia libertária da qual participavam os estudantes e demais segmentos da comunidade nos anos cinqüenta e sessenta. Finalmente, este Cordão Encarnado, ao contextualizar nacional, regional e municipalmente o “Auto de Natal Pernambucano”, procura oferecer à universidade brasileira uma leitura severina em que o discurso acadêmico surja articulado com o fundamento e a raiz de uma poesia como a cabralina, profundamente identificada com os mapas e percursos de sua terra, regional e universalmente definida.
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15 de julho de 2002
Jaqueline da Silva Revorêdo
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Isabel Gondim x Francisca Izidora: duas visões do amor no teatro no liminar do Século XX
Orientação: Yaracylda Oliveira Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho investiga a produção dramatúrgica de duas autoras nordestinas: Francisca Izidora, de Pernambuco e Isabel Gondim, do Rio Grande do Norte. Mulheres oriundas da segunda metade do século XIX, que escreveram no início do século XX e dedicaram suas vidas à educação e as letras. Através da documentação reunida, reconstitui a contribuição à literatura brasileira oferecida pelas autoras. Elas desenvolveram atividades de ensino, publicaram livros dos mais diversos matizes, colaboraram para jornais importantes e romperam com limitações impostas ao seu sexo. O estudo comparativo estabelecido entre os dramas: O Sacrifício do Amor, inscrito por Isabel Gondim e Elnar, concebido por Francisca Izidora, elegem o tema do amor, presente nos dois textos, como matriz da abordagem poética. Partindo da vasta produção da escrita feminina, são analisadas somente peças de teatro. Sem pretensões de esgotar a questão, discute a temática e a maneira como são tratados nessas poéticas aspectos importantes da vida da mulher. As semelhanças e diferenças presentes nos textos abordados representam uma amostra significativa a respeito do assunto.
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Orientação: Yaracylda Oliveira Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho investiga a produção dramatúrgica de duas autoras nordestinas: Francisca Izidora, de Pernambuco e Isabel Gondim, do Rio Grande do Norte. Mulheres oriundas da segunda metade do século XIX, que escreveram no início do século XX e dedicaram suas vidas à educação e as letras. Através da documentação reunida, reconstitui a contribuição à literatura brasileira oferecida pelas autoras. Elas desenvolveram atividades de ensino, publicaram livros dos mais diversos matizes, colaboraram para jornais importantes e romperam com limitações impostas ao seu sexo. O estudo comparativo estabelecido entre os dramas: O Sacrifício do Amor, inscrito por Isabel Gondim e Elnar, concebido por Francisca Izidora, elegem o tema do amor, presente nos dois textos, como matriz da abordagem poética. Partindo da vasta produção da escrita feminina, são analisadas somente peças de teatro. Sem pretensões de esgotar a questão, discute a temática e a maneira como são tratados nessas poéticas aspectos importantes da vida da mulher. As semelhanças e diferenças presentes nos textos abordados representam uma amostra significativa a respeito do assunto.
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1 de julho de 2002
Tarcísia Maria Travassos de Aguiar
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Títulos, para que os quero?
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este estudo tem três objetivos básicos: a) identificar características dos títulos dos textos publicados nas revistas Nova Escola e Educação; b) propor uma tipologia para os títulos e c) analisar o tratamento dispensado ao título em atividades propostas em livros didáticos de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental. Constatamos que boa parte da compreensão de um texto é monitorada pela interpretação do título, pois o mesmo estabelece vínculos com informações textuais e extratextuais orientando o leitor para a conclusão a que deve chegar. Observamos que os títulos e subtítulos da capa, do sumário e dos textos formam um leque de perspectivas e expectativas e que a intertextualidade ocorre em títulos de textos pertencentes aos vários domínios sociais de comunicação predominantes nas revistas. Propomos uma tipologia para os títulos com base na estrutura dos mesmos. Foram identificadas seis categorias: 1) títulos nominais (58%); 2) títulos oracionais (25%); 3) títulos preposicionais (12%); 4) títulos adverbiais (3%); 5) títulos adjetivais (2%) e 6) títulos interjetivais (1%). A análise das atividades propostas nos livros didáticos de Língua Portuguesa comprova que os autores tanto propõem atividades com títulos apenas como pretexto para o ensino de tópicos gramaticais, como propõem atividades que envolvem o título dentro de uma abordagem textual e discursiva.
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Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este estudo tem três objetivos básicos: a) identificar características dos títulos dos textos publicados nas revistas Nova Escola e Educação; b) propor uma tipologia para os títulos e c) analisar o tratamento dispensado ao título em atividades propostas em livros didáticos de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental. Constatamos que boa parte da compreensão de um texto é monitorada pela interpretação do título, pois o mesmo estabelece vínculos com informações textuais e extratextuais orientando o leitor para a conclusão a que deve chegar. Observamos que os títulos e subtítulos da capa, do sumário e dos textos formam um leque de perspectivas e expectativas e que a intertextualidade ocorre em títulos de textos pertencentes aos vários domínios sociais de comunicação predominantes nas revistas. Propomos uma tipologia para os títulos com base na estrutura dos mesmos. Foram identificadas seis categorias: 1) títulos nominais (58%); 2) títulos oracionais (25%); 3) títulos preposicionais (12%); 4) títulos adverbiais (3%); 5) títulos adjetivais (2%) e 6) títulos interjetivais (1%). A análise das atividades propostas nos livros didáticos de Língua Portuguesa comprova que os autores tanto propõem atividades com títulos apenas como pretexto para o ensino de tópicos gramaticais, como propõem atividades que envolvem o título dentro de uma abordagem textual e discursiva.
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