A Palatalização do /s/ em Coda Silábica no Falar Culto Recifense
Orientação: Adair Pimentel Palácio e Dermeval da Hora
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho é constituído de um estudo do fenômeno da palatalização da fricativa alveolar em posição de coda silábica no falar culto recifense, sob a perspectiva da teoria da variação lingüística e da representação fonológica não-linear. Nosso corpus foi extraído de 12 inquéritos do tipo DID do projeto NURC - Recife, aleatoriamente selecionados, totalizando aproximadamente 360 minutos, donde extraímos 5.369 ocorrências de /s/ em coda silábica em contexto intra e intervocabular. Das quais foram analisadas pormenorizadamente 3.911 que correspondem às realizações alveolar e palatal do fonema em questão. Na análise, utilizando-nos do pacote computacional Varbrul, procuramos detectar as variáveis lingüísticas e sociais que condicionam a aplicação do fenômeno. A representação fonológica baseia-se nos pressupostos da geometria dos traços à luz da teoria unificada dos traços para consoantes e vogais.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
19 de abril de 2004
13 de abril de 2004
Elizabeth Marcuschi
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Letras Digitais
As Categorias de Avaliação da Produção Textual no Discurso do Professor
Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
Nas reflexões desenvolvidas neste estudo, partimos da suposição de que os parâmetros da avaliação escolar são socialmente construídos e historicamente situados. Consideramos também que o ensino e a avaliação da língua materna no espaço escolar devem ocupar-se essencialmente dos aspectos interativos, cognitivos e discursivos da língua. Admitidos esses fundamentos, questionamos: Como são construídas pelo professor de língua as categorias com as quais ele opera na avaliação dos textos escritos por seus alunos, ou seja, quais são e como são tratados os fenômenos lingüísticos selecionados pelo docente, quando da elaboração de categorias avaliativas? O interesse do nosso estudo volta-se, portanto, para o processo de produção e seleção, pelo professor, das categorias que determinam o valor do texto do aluno, a conhecida redação, e apóia-se predominantemente nas concepções teóricas advindas da Lingüística Cognitiva de base sociointeracional, articulando a elas contribuições provenientes da Análise do Discurso e da Lingüística de Texto. Concluímos que as categorias avaliativas são interativamente construídas e estabilizadas para fins práticos, adquirindo saliência, nesse processo, os valores lingüísticos inspirados em um modelo monológico (não-dialógico) de redação.
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Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
Nas reflexões desenvolvidas neste estudo, partimos da suposição de que os parâmetros da avaliação escolar são socialmente construídos e historicamente situados. Consideramos também que o ensino e a avaliação da língua materna no espaço escolar devem ocupar-se essencialmente dos aspectos interativos, cognitivos e discursivos da língua. Admitidos esses fundamentos, questionamos: Como são construídas pelo professor de língua as categorias com as quais ele opera na avaliação dos textos escritos por seus alunos, ou seja, quais são e como são tratados os fenômenos lingüísticos selecionados pelo docente, quando da elaboração de categorias avaliativas? O interesse do nosso estudo volta-se, portanto, para o processo de produção e seleção, pelo professor, das categorias que determinam o valor do texto do aluno, a conhecida redação, e apóia-se predominantemente nas concepções teóricas advindas da Lingüística Cognitiva de base sociointeracional, articulando a elas contribuições provenientes da Análise do Discurso e da Lingüística de Texto. Concluímos que as categorias avaliativas são interativamente construídas e estabilizadas para fins práticos, adquirindo saliência, nesse processo, os valores lingüísticos inspirados em um modelo monológico (não-dialógico) de redação.
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12 de abril de 2004
Severina Sílvia Maria Oliveira Ferreira
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Letras Digitais
João, uma Criança com Olhar de Estrela, o Autismo: um estudo de caso
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho tem o objetivo de mostrar, a partir do estudo de um caso, como são desenvolvidas as relações entre uma criança autista e aqueles que fazem parte de seu cotidiano. Com base em categorias extraídas da Análise Conversacional, aplicadas ao estudo da relação mãe-bebê, foi reconstituída, com fundamento numa série de depoimentos, a história de uma criança autista. Paralelamente, foi realizada a observação direta da criança, com o intuito de averiguar como se apresentam, na atualidade, as suas relações com aqueles que partilham o seu dia-a-dia. O aparato teórico utilizado na coleta, descrição e análise do conjunto de dados tem como princípio fundamental a linguagem enquanto anterior e constituinte do sujeito falante, cuja emergência somente é possível no sistema de relações formado pela criança e o outro. Nessa perspectiva, servem de apoio conceitual ao trabalho teorias como a sociocognitiva (Tomasello, 2000) e sócio-discursiva (Bronckart, 1999), noções como a de jogos de linguagem e formas de vida (Wittgenstein, 1995, 1996a), de sujeito (Benveniste, 1988; Lacan, 1998) e de dialogicidade (Bakhtin, 1997, 1998), que destacam, em suas particulares abordagens, o papel do outro como determinante do fazer laço social. Os resultados mostram que a criança autista é considerada não responsiva, o que implica (1) a retirada do outro do seu sistema de relações, levando a criança a uma série de ações autônomas isoladas e (2) a descontinuidade freqüente das relações, limitadas, na maioria das vezes, a um único par de turno de fala, do tipo ordem-execução ou pedido-resposta. A segmentação sistemática das ações inviabiliza a construção e reversibilidade de papéis entre falante e ouvinte, condição fundamental para a construção dialógica e emergência do sujeito.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho tem o objetivo de mostrar, a partir do estudo de um caso, como são desenvolvidas as relações entre uma criança autista e aqueles que fazem parte de seu cotidiano. Com base em categorias extraídas da Análise Conversacional, aplicadas ao estudo da relação mãe-bebê, foi reconstituída, com fundamento numa série de depoimentos, a história de uma criança autista. Paralelamente, foi realizada a observação direta da criança, com o intuito de averiguar como se apresentam, na atualidade, as suas relações com aqueles que partilham o seu dia-a-dia. O aparato teórico utilizado na coleta, descrição e análise do conjunto de dados tem como princípio fundamental a linguagem enquanto anterior e constituinte do sujeito falante, cuja emergência somente é possível no sistema de relações formado pela criança e o outro. Nessa perspectiva, servem de apoio conceitual ao trabalho teorias como a sociocognitiva (Tomasello, 2000) e sócio-discursiva (Bronckart, 1999), noções como a de jogos de linguagem e formas de vida (Wittgenstein, 1995, 1996a), de sujeito (Benveniste, 1988; Lacan, 1998) e de dialogicidade (Bakhtin, 1997, 1998), que destacam, em suas particulares abordagens, o papel do outro como determinante do fazer laço social. Os resultados mostram que a criança autista é considerada não responsiva, o que implica (1) a retirada do outro do seu sistema de relações, levando a criança a uma série de ações autônomas isoladas e (2) a descontinuidade freqüente das relações, limitadas, na maioria das vezes, a um único par de turno de fala, do tipo ordem-execução ou pedido-resposta. A segmentação sistemática das ações inviabiliza a construção e reversibilidade de papéis entre falante e ouvinte, condição fundamental para a construção dialógica e emergência do sujeito.
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6 de abril de 2004
Fernanda Maria Abreu Coutinho
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Letras Digitais
Imagens da Infância em Graciliano Ramos e Antoine de Saint-Exupéry
Orientação: Sébastien Joachim
Área de Concentração: Teoria da Literatura
O presente trabalho prende-se a uma linha comparatista, tomando como ponto de partida o rendimento hermenêutico da noção de tema. Visa-se, com isso, estudar as imagens da infância em Graciliano Ramos e em Antoine de Saint-Exupéry. A pesquisa buscou, de início, esboçar a construção da infância como categoria histórica, partindo, em seguida, para a apreensão da figura da criança na História da Literatura, particularmente nos sistemas literários francês e brasileiro, em momentos anteriores à presença dos dois autores contemplados nesta tese. Procurando-se um nexo de significação entre realidades culturais distintas, foi efetuado um recorte das referidas imagens em “São Bernardo”, “Angústia”, “Vidas secas”, “Infância”, “Insônia” e “Alexandre e outros heróis”, de Graciliano Ramos, e em “Terra dos homens”, “O pequeno Príncipe” e “Piloto de guerra”, além de alguns registros epistolográficos, de Antoine de Saint-Exupéry. Apesar da diferença de pensamento dos dois escritores quanto a um modelo de percepção do real, uma vez que o negativismo de Graciliano Ramos, frente à existência, afasta-se do idealismo exuperiano, o tratamento da infância termina por aproximá-los na medida em que, do texto de ambos, ressalta a importância desta fase da vida: ao mesmo tempo, imagem fonte e farol, com relação às outras etapas a serem vividas pelo homem.
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Orientação: Sébastien Joachim
Área de Concentração: Teoria da Literatura
O presente trabalho prende-se a uma linha comparatista, tomando como ponto de partida o rendimento hermenêutico da noção de tema. Visa-se, com isso, estudar as imagens da infância em Graciliano Ramos e em Antoine de Saint-Exupéry. A pesquisa buscou, de início, esboçar a construção da infância como categoria histórica, partindo, em seguida, para a apreensão da figura da criança na História da Literatura, particularmente nos sistemas literários francês e brasileiro, em momentos anteriores à presença dos dois autores contemplados nesta tese. Procurando-se um nexo de significação entre realidades culturais distintas, foi efetuado um recorte das referidas imagens em “São Bernardo”, “Angústia”, “Vidas secas”, “Infância”, “Insônia” e “Alexandre e outros heróis”, de Graciliano Ramos, e em “Terra dos homens”, “O pequeno Príncipe” e “Piloto de guerra”, além de alguns registros epistolográficos, de Antoine de Saint-Exupéry. Apesar da diferença de pensamento dos dois escritores quanto a um modelo de percepção do real, uma vez que o negativismo de Graciliano Ramos, frente à existência, afasta-se do idealismo exuperiano, o tratamento da infância termina por aproximá-los na medida em que, do texto de ambos, ressalta a importância desta fase da vida: ao mesmo tempo, imagem fonte e farol, com relação às outras etapas a serem vividas pelo homem.
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2 de abril de 2004
Diana Vasconcelos Lopes
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Letras Digitais
O Processo da Escrita e Reescrita em Língua Inglesa: uma perspectiva sociocognitivista
Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A pesquisa científica sobre a escrita tem evoluído de uma visão centrada no produto para um enfoque nos processos individuais do sujeito cognitivo que produz o texto. Mais recentemente, os estudos incorporaram características de interatividade em que os modos de participação do outro se revestem de suma importância, orientando o processo de construção e de reconstrução textual do indivíduo. O propósito central desta pesquisa é averiguar o grau de aprimoramento na habilidade de produção textual escrita em Língua Inglesa de alunos em uma instituição particular de ensino de línguas no Recife. Para tanto, os alunos foram submetidos a práticas de interação e mediação em sala de aula, procedendo-se, em seguida, às observações e análises dos processos lingüístico-cognitivos e sócio-interativos, envolvidos na escrita e na reescrita de narrativas de aventura e de textos de opinião. O trabalho está fundamentado, entre outros, nos pressupostos teóricos de Vygotsky (1998), Bakhtin (1992) e Bronckart (1999). O corpus foi constituído a partir de um questionário sociocultural, das produções escritas dos alunos, além das entrevistas e dos processos discursivos gravados em vídeo. Os resultados da pesquisa revelaram a necessidade de buscar alternativas para os procedimentos didático-metodológicos vigentes na prática de ensino da escrita em Língua Inglesa. Espera-se, assim, poder contribuir para investir o processo de ensino-aprendizagem de um caráter sociointeracional, no qual a mediação do outro se consagra como fator determinante para o desenvolvimento do aluno como leitor e produtor textual.
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Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A pesquisa científica sobre a escrita tem evoluído de uma visão centrada no produto para um enfoque nos processos individuais do sujeito cognitivo que produz o texto. Mais recentemente, os estudos incorporaram características de interatividade em que os modos de participação do outro se revestem de suma importância, orientando o processo de construção e de reconstrução textual do indivíduo. O propósito central desta pesquisa é averiguar o grau de aprimoramento na habilidade de produção textual escrita em Língua Inglesa de alunos em uma instituição particular de ensino de línguas no Recife. Para tanto, os alunos foram submetidos a práticas de interação e mediação em sala de aula, procedendo-se, em seguida, às observações e análises dos processos lingüístico-cognitivos e sócio-interativos, envolvidos na escrita e na reescrita de narrativas de aventura e de textos de opinião. O trabalho está fundamentado, entre outros, nos pressupostos teóricos de Vygotsky (1998), Bakhtin (1992) e Bronckart (1999). O corpus foi constituído a partir de um questionário sociocultural, das produções escritas dos alunos, além das entrevistas e dos processos discursivos gravados em vídeo. Os resultados da pesquisa revelaram a necessidade de buscar alternativas para os procedimentos didático-metodológicos vigentes na prática de ensino da escrita em Língua Inglesa. Espera-se, assim, poder contribuir para investir o processo de ensino-aprendizagem de um caráter sociointeracional, no qual a mediação do outro se consagra como fator determinante para o desenvolvimento do aluno como leitor e produtor textual.
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26 de março de 2004
Cilda Magaly de Lucena Palma
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Letras Digitais
Os Gêneros Textuais na Atividade Empresarial da Era Digital
Orientação: Luiz Antônio Marcuschi e Abuêndia Padilha Pinto
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este estudo apresenta uma análise sistemática do comportamento empresarial no que se refere à produção textual. Partimos da hipótese de que essa produção foi fortemente afetada não apenas pelas novas tecnologias desenvolvidas visando a tornar as empresas mais competitivas, como também por um modelo empresarial descentralizador, que prima pela autonomia, velocidade de decisão, desenvolvimento de habilidades, motivação e pró-atividade; fatores constitutivos de um evento comunicativo pautado na interatividade e no conhecimento compartilhado, engrenagens primordiais para o sucesso empresarial dentro de um mercado aberto. Este olhar sobre o fazer comunicativo como evento lingüístico, cultural, histórico e cognitivo encontra respaldo teórico nos estudos atuais da Lingüística do Texto que abarca conhecimentos de diversas áreas afins, tais como: Psicologia Cognitiva, Estudo dos Gêneros do Discurso e Etnografia da Comunicação, conhecimentos que nortearam esta pesquisa. Fizeram parte deste estudo, na qualidade de fontes para os dados da análise, a Dow Química, empresa multinacional com negócios espalhados por quase todo o planeta, aqui representada pela subsidiária CAN (Companhia Alcoolquímica Nacional); a Petroflex, empresa brasileira privatizada há dez anos, ambas situadas no município do Cabo de Santo Agostinho- PE e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), uma estatal cuja diretoria regional encontra-se em Recife-PE. Os resultados mais notáveis da investigação foram: a) a percepção de uma prática empresarial pautada numa convergência das manifestações orais e escrita, bastante próximas de um continuum lingüístico (cf. proposto por Porter:1993, Marcuschi:2002); b) a queda de paradigmas formais na produção de textos, numa flagrante influência de fatores socioculturais, a exemplo do uso da comunicação mediada por computador; c) a supremacia na utilização do e-mail como forma de comunicação interna e externa; d) o encapsulamento de alguns gêneros como memorandos, ofícios, requerimentos pelo e-mail na atividade profissional das duas empresas privadas pesquisadas.
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Orientação: Luiz Antônio Marcuschi e Abuêndia Padilha Pinto
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este estudo apresenta uma análise sistemática do comportamento empresarial no que se refere à produção textual. Partimos da hipótese de que essa produção foi fortemente afetada não apenas pelas novas tecnologias desenvolvidas visando a tornar as empresas mais competitivas, como também por um modelo empresarial descentralizador, que prima pela autonomia, velocidade de decisão, desenvolvimento de habilidades, motivação e pró-atividade; fatores constitutivos de um evento comunicativo pautado na interatividade e no conhecimento compartilhado, engrenagens primordiais para o sucesso empresarial dentro de um mercado aberto. Este olhar sobre o fazer comunicativo como evento lingüístico, cultural, histórico e cognitivo encontra respaldo teórico nos estudos atuais da Lingüística do Texto que abarca conhecimentos de diversas áreas afins, tais como: Psicologia Cognitiva, Estudo dos Gêneros do Discurso e Etnografia da Comunicação, conhecimentos que nortearam esta pesquisa. Fizeram parte deste estudo, na qualidade de fontes para os dados da análise, a Dow Química, empresa multinacional com negócios espalhados por quase todo o planeta, aqui representada pela subsidiária CAN (Companhia Alcoolquímica Nacional); a Petroflex, empresa brasileira privatizada há dez anos, ambas situadas no município do Cabo de Santo Agostinho- PE e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), uma estatal cuja diretoria regional encontra-se em Recife-PE. Os resultados mais notáveis da investigação foram: a) a percepção de uma prática empresarial pautada numa convergência das manifestações orais e escrita, bastante próximas de um continuum lingüístico (cf. proposto por Porter:1993, Marcuschi:2002); b) a queda de paradigmas formais na produção de textos, numa flagrante influência de fatores socioculturais, a exemplo do uso da comunicação mediada por computador; c) a supremacia na utilização do e-mail como forma de comunicação interna e externa; d) o encapsulamento de alguns gêneros como memorandos, ofícios, requerimentos pelo e-mail na atividade profissional das duas empresas privadas pesquisadas.
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18 de março de 2004
Roberto Henrique Seidel
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Letras Digitais
A Ponte sobre o Abismo da Alogeneidade: estudos literários e estudos culturais
Orientação: Roland Walter
Área de Concentração: Teoria da Literatura
RO presente trabalho trata das interfaces entre estudos literários e estudos culturais no estágio atual de discussões acadêmicas na área de Teoria da Literatura, a partir do ponto de vista da América Latina, mediante análise de textos oriundos de diversas tradições. Apesar de dar conta preponderantemente de textos narrativos no formato "livro", não deixa de contemplar textos mais caracteristicamente culturais, tais como canções em CD, poemas ditos "marginais", bem como textos da tradição oral. Dessa forma, o trabalho questiona categorias epistemológicas da tradição filosófica ocidental - como, p. ex., a noção de identidade e diferença na linguagem mesma, grafocentrismo, representação, territorialidade -, contrastando-as com outras categorias colocadas em evidência nas discussões em torno dos estudos culturais - como, p. ex., identidade e diferença cultural, limite e fronteira simbólica, hibridismo, antropofagia, entre-lugar. Ao constatar que o texto literário-cultural está cada vez mais a serviço de estratégias político-discursivas, seja no interior do “contexto” em que ele surge e é primeiramente significado, seja no interior de contextos alienígenas, aos quais chegou por intermédio dos processos de desterritorialização e reterritorialização patentes do estágio atual de interconexão informacional em nível global, seja ainda a serviço de poderes hegemônicos locais, nacionais ou globais, o trabalho defende a tese de que o texto literário-cultural serve como elo de ligação entre as singularidades de grupos culturais intrinsecamente diferentes entre si ao encarar e figurativizarcontradições e tensões sócio-culturais.Para tanto a argumentação lança mão do tropos da ponte sobre o abismo das alogeneidades: o texto como articulação sígnico-cultural capaz de dar passagem ao ser por sobre conflitos e tensões presentes no mundo da vida das culturas humanas. Todo esforço epistemológico-argumentativo se orienta para essa premissa, acreditando assim inscrever a prática hermenêutico-crítica do texto literário-cultural como forma válida para a contribuição por um mudo em que as diferenças estejam democraticamente em diálogo umas com as outras, inter e intraculturalmente, local e globalmente.
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Orientação: Roland Walter
Área de Concentração: Teoria da Literatura
RO presente trabalho trata das interfaces entre estudos literários e estudos culturais no estágio atual de discussões acadêmicas na área de Teoria da Literatura, a partir do ponto de vista da América Latina, mediante análise de textos oriundos de diversas tradições. Apesar de dar conta preponderantemente de textos narrativos no formato "livro", não deixa de contemplar textos mais caracteristicamente culturais, tais como canções em CD, poemas ditos "marginais", bem como textos da tradição oral. Dessa forma, o trabalho questiona categorias epistemológicas da tradição filosófica ocidental - como, p. ex., a noção de identidade e diferença na linguagem mesma, grafocentrismo, representação, territorialidade -, contrastando-as com outras categorias colocadas em evidência nas discussões em torno dos estudos culturais - como, p. ex., identidade e diferença cultural, limite e fronteira simbólica, hibridismo, antropofagia, entre-lugar. Ao constatar que o texto literário-cultural está cada vez mais a serviço de estratégias político-discursivas, seja no interior do “contexto” em que ele surge e é primeiramente significado, seja no interior de contextos alienígenas, aos quais chegou por intermédio dos processos de desterritorialização e reterritorialização patentes do estágio atual de interconexão informacional em nível global, seja ainda a serviço de poderes hegemônicos locais, nacionais ou globais, o trabalho defende a tese de que o texto literário-cultural serve como elo de ligação entre as singularidades de grupos culturais intrinsecamente diferentes entre si ao encarar e figurativizarcontradições e tensões sócio-culturais.Para tanto a argumentação lança mão do tropos da ponte sobre o abismo das alogeneidades: o texto como articulação sígnico-cultural capaz de dar passagem ao ser por sobre conflitos e tensões presentes no mundo da vida das culturas humanas. Todo esforço epistemológico-argumentativo se orienta para essa premissa, acreditando assim inscrever a prática hermenêutico-crítica do texto literário-cultural como forma válida para a contribuição por um mudo em que as diferenças estejam democraticamente em diálogo umas com as outras, inter e intraculturalmente, local e globalmente.
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8 de março de 2004
Vera Lúcia de Lucena Moura
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Letras Digitais
Construindo Sentidos e Vislumbrando Caminhos Através da Mediação no Ensino do Inglês como Língua Estrangeira
Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Minha experiência como professora de Prática de Ensino de Inglês e os projetos que desenvolvi com professores e alunos de escolas estaduais parecem indicar a existência do predomínio de abordagens estruturalistas no ensino de inglês na Rede Pública, privilegiando o estudo léxico-gramatical em detrimento dos usos da língua em contextos comunicativos. Por isso, é comum existir uma centralização das atividades didáticas na figura do professor, ao mesmo tempo em que ocorre um desestímulo à colaboração entre os alunos visando à aprendizagem. Pelas razões expostas, foi desenvolvido um estudo, com bases sociointeracionistas, com o objetivo principal de promover a intervenção pedagógica da professora-pesquisadora, numa sala de aula do ensino fundamental, para posterior análise de sua mediação com os alunos assim como a dos alunos entre si, com a finalidade de buscar caminhos alternativos para o ensino de inglês em escola pública. Para tanto, foram utilizados os seguintes instrumentos para a coleta de dados: um questionário, um teste de sondagem, um pré-teste, um pós-teste, gravações em áudio e em vídeo, atividades e diários reflexivos. Os resultados da pesquisa demonstraram que a mediação da professora-pesquisadora com os alunos e a dos alunos entre si contribuíram para o desenvolvimento da habilidade de leitura em língua inglesa, para uma maior socialização dos sujeitos assim como iniciaram a preparação dos alunos para a produção de textos. O sucesso da mediação deveu-se, portanto, não só a fatores cognitivos, mas a fatores socioafetivos tais como o aumento da auto-estima e o respeito às diferenças individuais.
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Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Minha experiência como professora de Prática de Ensino de Inglês e os projetos que desenvolvi com professores e alunos de escolas estaduais parecem indicar a existência do predomínio de abordagens estruturalistas no ensino de inglês na Rede Pública, privilegiando o estudo léxico-gramatical em detrimento dos usos da língua em contextos comunicativos. Por isso, é comum existir uma centralização das atividades didáticas na figura do professor, ao mesmo tempo em que ocorre um desestímulo à colaboração entre os alunos visando à aprendizagem. Pelas razões expostas, foi desenvolvido um estudo, com bases sociointeracionistas, com o objetivo principal de promover a intervenção pedagógica da professora-pesquisadora, numa sala de aula do ensino fundamental, para posterior análise de sua mediação com os alunos assim como a dos alunos entre si, com a finalidade de buscar caminhos alternativos para o ensino de inglês em escola pública. Para tanto, foram utilizados os seguintes instrumentos para a coleta de dados: um questionário, um teste de sondagem, um pré-teste, um pós-teste, gravações em áudio e em vídeo, atividades e diários reflexivos. Os resultados da pesquisa demonstraram que a mediação da professora-pesquisadora com os alunos e a dos alunos entre si contribuíram para o desenvolvimento da habilidade de leitura em língua inglesa, para uma maior socialização dos sujeitos assim como iniciaram a preparação dos alunos para a produção de textos. O sucesso da mediação deveu-se, portanto, não só a fatores cognitivos, mas a fatores socioafetivos tais como o aumento da auto-estima e o respeito às diferenças individuais.
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Vera Lúcia de Lucena Moura
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Construindo Sentidos e Vislumbrando Caminhos Através da Mediação no Ensino do Inglês como Língua Estrangeira
Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística
Minha experiência como professora de Prática de Ensino de Inglês e os projetos que desenvolvi com professores e alunos de escolas estaduais parecem indicar a existência do predomínio de abordagens estruturalistas no ensino de inglês na Rede Pública, privilegiando o estudo léxico-gramatical em detrimento dos usos da língua em contextos comunicativos. Por isso, é comum existir uma centralização das atividades didáticas na figura do professor, ao mesmo tempo em que ocorre um desestímulo à colaboração entre os alunos visando à aprendizagem. Pelas razões expostas, foi desenvolvido um estudo, com bases sociointeracionistas, com o objetivo principal de promover a intervenção pedagógica da professora-pesquisadora, numa sala de aula do ensino fundamental, para posterior análise de sua mediação com os alunos assim como a dos alunos entre si, com a finalidade de buscar caminhos alternativos para o ensino de inglês em escola pública. Para tanto, foram utilizados os seguintes instrumentos para a coleta de dados: um questionário, um teste de sondagem, um pré-teste, um pós-teste, gravações em áudio e em vídeo, atividades e diários reflexivos. Os resultados da pesquisa demonstraram que a mediação da professora-pesquisadora com os alunos e a dos alunos entre si contribuíram para o desenvolvimento da habilidade de leitura em língua inglesa, para uma maior socialização dos sujeitos assim como iniciaram a preparação dos alunos para a produção de textos. O sucesso da mediação deveu-se, portanto, não só a fatores cognitivos, mas a fatores socioafetivos tais como o aumento da auto-estima e o respeito às diferenças individuais.
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Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística
Minha experiência como professora de Prática de Ensino de Inglês e os projetos que desenvolvi com professores e alunos de escolas estaduais parecem indicar a existência do predomínio de abordagens estruturalistas no ensino de inglês na Rede Pública, privilegiando o estudo léxico-gramatical em detrimento dos usos da língua em contextos comunicativos. Por isso, é comum existir uma centralização das atividades didáticas na figura do professor, ao mesmo tempo em que ocorre um desestímulo à colaboração entre os alunos visando à aprendizagem. Pelas razões expostas, foi desenvolvido um estudo, com bases sociointeracionistas, com o objetivo principal de promover a intervenção pedagógica da professora-pesquisadora, numa sala de aula do ensino fundamental, para posterior análise de sua mediação com os alunos assim como a dos alunos entre si, com a finalidade de buscar caminhos alternativos para o ensino de inglês em escola pública. Para tanto, foram utilizados os seguintes instrumentos para a coleta de dados: um questionário, um teste de sondagem, um pré-teste, um pós-teste, gravações em áudio e em vídeo, atividades e diários reflexivos. Os resultados da pesquisa demonstraram que a mediação da professora-pesquisadora com os alunos e a dos alunos entre si contribuíram para o desenvolvimento da habilidade de leitura em língua inglesa, para uma maior socialização dos sujeitos assim como iniciaram a preparação dos alunos para a produção de textos. O sucesso da mediação deveu-se, portanto, não só a fatores cognitivos, mas a fatores socioafetivos tais como o aumento da auto-estima e o respeito às diferenças individuais.
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19 de fevereiro de 2004
Marconi Oliveira da Silva
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Letras Digitais
A Apresentação do Mundo pela Linguagem no Jornalismo
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
A tese defendida nesta investigação afirma que o jornalismo produz uma representação e um sentido de mundo que podem ser tidos muito mais como um trato que um retrato da realidade. Os fatos jornalísticos, que são formas epistemológicas de organizar o mundo, reforçam contextos de modelos estabilizados e estereotipados, e, paradoxalmente, apresentam grande carga de indeterminação e ambigüidade no relato dos acontecimentos. Sua meta é conquistar as mentes e os corações dos leitores como co-produtores de sentidos. Com uma análise que arranca de dentro da lingüística, assume-se a teoria da indeterminação do significado como um aspecto intrínseco à linguagem e cuja determinação de sentido é fruto de uma construção interativa e discursiva da realidade. Nos dois primeiros capítulos analisam-se, respectivamente, a questão referencial no relato noticioso jornalístico e alguns aspectos da abordagem teórica da referência ao longo dos últimos 50 anos no contexto filosófico e lingüístico a respeito da relação entre linguagem e mundo. Os textos investigados foram retirados de dois jornais (um de circulação nacional e um estadual) e duas revistas, que circularam nos meses de março e abril de 2000. Os capítulos 3, 4 e 5, que constituem o núcleo da análise, demonstram que as noções de intersubjetividade, intencionalidade, dêixis, pressuposição, protótipos, categorias, nomes, anáforas, repetições, ambigüidade, indeterminação e polissemia, empregadas na análise do corpus, permitem defender a tese de que o relato jornalístico da notícia não pode ser tido como espelho da realidade. Não se trata de uma simples reedição das velhas noções de que o jornalismo não é uma atividade neutra sob o aspecto ideológico, mas sim de um aprofundamento de tese nova voltada para aspectos que dizem respeito ao próprio modo de produção de sentido pela atividade referencial ao não se admitir que de um lado está a linguagem e de outro os fatos e que ao indivíduo – o jornalista – cabe usá-los para um relato clarividente e unívoco.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
A tese defendida nesta investigação afirma que o jornalismo produz uma representação e um sentido de mundo que podem ser tidos muito mais como um trato que um retrato da realidade. Os fatos jornalísticos, que são formas epistemológicas de organizar o mundo, reforçam contextos de modelos estabilizados e estereotipados, e, paradoxalmente, apresentam grande carga de indeterminação e ambigüidade no relato dos acontecimentos. Sua meta é conquistar as mentes e os corações dos leitores como co-produtores de sentidos. Com uma análise que arranca de dentro da lingüística, assume-se a teoria da indeterminação do significado como um aspecto intrínseco à linguagem e cuja determinação de sentido é fruto de uma construção interativa e discursiva da realidade. Nos dois primeiros capítulos analisam-se, respectivamente, a questão referencial no relato noticioso jornalístico e alguns aspectos da abordagem teórica da referência ao longo dos últimos 50 anos no contexto filosófico e lingüístico a respeito da relação entre linguagem e mundo. Os textos investigados foram retirados de dois jornais (um de circulação nacional e um estadual) e duas revistas, que circularam nos meses de março e abril de 2000. Os capítulos 3, 4 e 5, que constituem o núcleo da análise, demonstram que as noções de intersubjetividade, intencionalidade, dêixis, pressuposição, protótipos, categorias, nomes, anáforas, repetições, ambigüidade, indeterminação e polissemia, empregadas na análise do corpus, permitem defender a tese de que o relato jornalístico da notícia não pode ser tido como espelho da realidade. Não se trata de uma simples reedição das velhas noções de que o jornalismo não é uma atividade neutra sob o aspecto ideológico, mas sim de um aprofundamento de tese nova voltada para aspectos que dizem respeito ao próprio modo de produção de sentido pela atividade referencial ao não se admitir que de um lado está a linguagem e de outro os fatos e que ao indivíduo – o jornalista – cabe usá-los para um relato clarividente e unívoco.
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