A Metáfora na Construção da Percepção da Realidade no Discurso Jornalístico
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho visa a fazer uma análise interpretativa qualitativa da participação da metáfora na construção da percepção da realidade no discurso jornalístico escrito. Tomamos a concepção de realidade como sendo mais do que simplesmente aquilo que existe no mundo extramental, i.e., entendemos a realidade como resultado de uma construção sociocognitiva e que, portanto, passa amplamente pelas mentes dos seres que a criam. Vemos a metáfora como uma atividade cognoscitiva que, em grande medida, define a natureza do sistema conceptual humano. Esta atividade é evidenciada pela linguagem natural da qual nos servimos para comunicação e produção de conhecimento. Sua importância para os estudos da linguagem se revela na medida em que não encontramos meios de percebermos e expressarmos a realidade se não também através deste fenômeno, inclusive no próprio discurso jornalístico. Fizemos uma breve incursão nos principais postulados de que temos conhecimento relativos aos modos de produção, reconhecimento e compreensão da metáfora, respaldados em duas teorias defendidas por Lakoff & Johnson (Teoria da Metáfora Conceptual; 1980) e Fauconnier (Teoria da Fusão Conceptual; 1997), respectivamente, as quais serviram de base teórica para análise dos dados do nosso corpus, composto de textos retirados de um jornal, O Estado de São Paulo, e de uma revista, Veja. Constatou-se, através da análise dos dados, que a metáfora é um fenômeno fortemente presente no discurso jornalístico e que neste espaço ela tem atuação significativa na construção do modo como percebemos a realidade. Os resultados obtidos pela análise dão sustentação às hipóteses da pesquisa e sugerem que as investigações subseqüentes relativas ao fenômeno metafórico e sua participação na construção de significado sejam desenvolvidas levando-se em consideração as teorias mencionadas.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
18 de maio de 2004
14 de maio de 2004
Ivandilson Costa
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Letras Digitais
O Mito da Novidade no Texto Publicitário para a Mulher
Orientação: Nelly Medeiros de Carvalho
Área de Concentração: Linguística
A publicidade se caracteriza como sendo, antes de tudo, um discurso, uma linguagem, sustentando uma argumentação icônico-lingüística para persuadir consciente e inconscientemente o público-alvo e, para isso, lança mão de todo um conjunto de recursos estilísticos, relações semânticas e seleção lexical. O presente trabalho tem o objetivo de examinar o conjunto de mecanismos lingüísticos que se relacionam com a administração do mito da novidade em textos publicitários endereçados especialmente ao público feminino, quais sejam: o emprego de itens lexicais, como novo, chegar, renovar, exclusivo, revolucionário e o operador situativo agora; processos de formação de palavra (especialmente prefixação e composição); o uso de terminologia técnico-científica; a manutenção de formas fixas (provérbios, frases feitas, adágios, expressões cristalizadas). Para tanto, foram tomados textos publicitários impressos de público-alvo feminino, assim definido por caracteres como produto (moda, cosmética, alimentação), veículo (revistas femininas) e marcas morfossintáticas do gênero feminino. Trata-se de um trabalho de caráter interdisciplinar, pela natureza mesma de a publicidade interagir com áreas diversas do conhecimento -Lingüística, Comunicação Social, Marketing, Sociologia-, bem como pela construção de nosso arcabouço teórico, que não se baseou em uma teoria de base especificamente, mas se apoiou em correntes mais diversificadas da própria Lingüística pela depreensão que faz de pontos da Lexicologia, da Sociolingüística Interacional -especialmente quanto à parte dedicada às representações de gênero-, da Análise do Discurso Crítica- quando da abordagem das relações de poder na/pela linguagem.
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Orientação: Nelly Medeiros de Carvalho
Área de Concentração: Linguística
A publicidade se caracteriza como sendo, antes de tudo, um discurso, uma linguagem, sustentando uma argumentação icônico-lingüística para persuadir consciente e inconscientemente o público-alvo e, para isso, lança mão de todo um conjunto de recursos estilísticos, relações semânticas e seleção lexical. O presente trabalho tem o objetivo de examinar o conjunto de mecanismos lingüísticos que se relacionam com a administração do mito da novidade em textos publicitários endereçados especialmente ao público feminino, quais sejam: o emprego de itens lexicais, como novo, chegar, renovar, exclusivo, revolucionário e o operador situativo agora; processos de formação de palavra (especialmente prefixação e composição); o uso de terminologia técnico-científica; a manutenção de formas fixas (provérbios, frases feitas, adágios, expressões cristalizadas). Para tanto, foram tomados textos publicitários impressos de público-alvo feminino, assim definido por caracteres como produto (moda, cosmética, alimentação), veículo (revistas femininas) e marcas morfossintáticas do gênero feminino. Trata-se de um trabalho de caráter interdisciplinar, pela natureza mesma de a publicidade interagir com áreas diversas do conhecimento -Lingüística, Comunicação Social, Marketing, Sociologia-, bem como pela construção de nosso arcabouço teórico, que não se baseou em uma teoria de base especificamente, mas se apoiou em correntes mais diversificadas da própria Lingüística pela depreensão que faz de pontos da Lexicologia, da Sociolingüística Interacional -especialmente quanto à parte dedicada às representações de gênero-, da Análise do Discurso Crítica- quando da abordagem das relações de poder na/pela linguagem.
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5 de maio de 2004
Judite Maria Santana da Silva
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Letras Digitais
Música Popular Brasileira: espaço de leitura da poesia concreta
Orientação: Sonia Lúcia Ramalho Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Empreendemos, neste texto, um estudo convergente entre a Literatura e a Música Popular Brasileira num caráter intersemiótico e Pedagógico. Partindo de poetas e filósofos gregos, músicos e teóricos da Crítica Literária, pedagogos e pesquisadores contemporâneos, chegando a desembocar na MPB, como uma etapa das manifestações do Modernismo Brasileiro e, que pode ser vista ainda hoje como uma continuação da Semana de 22: uma ruptura da cultura brasileira, uma ponte para não perder de vista nosso percurso literário. O texto perpassa a antiga e fecunda relação entre música e literatura, para nos inscrever no contexto dos discursos sobre o lugar que ocupa hoje a MPB no discurso literário. “A Música Popular Brasileira”, com recorte para o Tropicalismo, e destaque para Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de valorizar o “Som universal”, busca associar a produção dos baianos à Poesia Concreta e situar esses movimentos no hall das legítimas “vanguardas brasileiras”. A pesquisa nos proporcionou uma visitação ao campo da Literatura e da Intersemiose. Nesta, apontando a importância da dialética música-literatura, essa relação entre os códigos que se imbricam imantados na letra das canções; naquela, os elementos caracterizadores que fizeram das canções de Caetano e Gil verdadeira manifestação de Vanguarda Poética. Ao utilizar a “Música Popular Brasileira” como agente facilitador do processo de ensino da leitura literária, tomamos as canções desses compositores-poetas, como uma porta de entrada para a poesia; esse novo espaço de leitura da Poesia Concreta.
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Orientação: Sonia Lúcia Ramalho Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Empreendemos, neste texto, um estudo convergente entre a Literatura e a Música Popular Brasileira num caráter intersemiótico e Pedagógico. Partindo de poetas e filósofos gregos, músicos e teóricos da Crítica Literária, pedagogos e pesquisadores contemporâneos, chegando a desembocar na MPB, como uma etapa das manifestações do Modernismo Brasileiro e, que pode ser vista ainda hoje como uma continuação da Semana de 22: uma ruptura da cultura brasileira, uma ponte para não perder de vista nosso percurso literário. O texto perpassa a antiga e fecunda relação entre música e literatura, para nos inscrever no contexto dos discursos sobre o lugar que ocupa hoje a MPB no discurso literário. “A Música Popular Brasileira”, com recorte para o Tropicalismo, e destaque para Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de valorizar o “Som universal”, busca associar a produção dos baianos à Poesia Concreta e situar esses movimentos no hall das legítimas “vanguardas brasileiras”. A pesquisa nos proporcionou uma visitação ao campo da Literatura e da Intersemiose. Nesta, apontando a importância da dialética música-literatura, essa relação entre os códigos que se imbricam imantados na letra das canções; naquela, os elementos caracterizadores que fizeram das canções de Caetano e Gil verdadeira manifestação de Vanguarda Poética. Ao utilizar a “Música Popular Brasileira” como agente facilitador do processo de ensino da leitura literária, tomamos as canções desses compositores-poetas, como uma porta de entrada para a poesia; esse novo espaço de leitura da Poesia Concreta.
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3 de maio de 2004
Irenise Acioli Barbosa dos Santos
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Letras Digitais
Abordagem Gramatical no Ensino-Aprendizagem de Francês Língua Estrangeira a Brasileiros: uma avaliação crítica
Orientação: Gilza Macedo dos Santos
Área de Concentração: Linguística
Partindo de reflexões sobre o ensino da gramática em sala de aula de língua estrangeira, vieram-nos questionamentos sobre a prática do ensino do Francês Língua Estrangeira (FLE) no Brasil: que tipo de abordagem gramatical o professor de francês adota na sua didática em sala de aula? O ensino gramatical de hoje baseia-se na transmissão de saberes formais ou tem como meta levar o aluno a perceber a importância do elemento lingüístico como formador de sentido? Será que a didática do professor contribui para o desenvolvimento cognitivo do aprendiz, levando-o a refletir sobre a língua e seus usos? No intuito de conseguir respostas para esses questionamentos, realizamos uma pesquisa observando os momentos de explicação gramatical em sala de aula de três professores de FLE em Recife e descrevemos também as propostas pedagógicas contidas nos manuais didáticos adotados pelos professores. Baseando-nos em pressupostos teóricos dos lingüistas: Roulet (1978), Puren (1988, 2003), Germain (1993), Martinez (1996), Rivenc (1982), Bange (2003), Santacroce (1999), para a Lingüística Aplicada ao ensino do FLE, constatamos que os professores observados trabalham com estratégias diferentes no que se refere à abordagem gramatical: tradicional, estrutural, explícita indutiva, dedutiva e interacionista. Na análise dos dados, procuramos destacar pontos positivos nas abordagens gramaticais dos professores e pontos que poderiam ter sido trabalhados valorizando os aspectos cognitivos da aprendizagem de línguas. Em síntese, os professores desenvolvem um certo ecletismo na medida em que buscam adaptar técnicas pedagógicas que atendam aos anseios dos seus alunos e também por basearem suas aulas nos manuais didáticos que, por sua vez, são ecléticos em sua metodologia.
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Orientação: Gilza Macedo dos Santos
Área de Concentração: Linguística
Partindo de reflexões sobre o ensino da gramática em sala de aula de língua estrangeira, vieram-nos questionamentos sobre a prática do ensino do Francês Língua Estrangeira (FLE) no Brasil: que tipo de abordagem gramatical o professor de francês adota na sua didática em sala de aula? O ensino gramatical de hoje baseia-se na transmissão de saberes formais ou tem como meta levar o aluno a perceber a importância do elemento lingüístico como formador de sentido? Será que a didática do professor contribui para o desenvolvimento cognitivo do aprendiz, levando-o a refletir sobre a língua e seus usos? No intuito de conseguir respostas para esses questionamentos, realizamos uma pesquisa observando os momentos de explicação gramatical em sala de aula de três professores de FLE em Recife e descrevemos também as propostas pedagógicas contidas nos manuais didáticos adotados pelos professores. Baseando-nos em pressupostos teóricos dos lingüistas: Roulet (1978), Puren (1988, 2003), Germain (1993), Martinez (1996), Rivenc (1982), Bange (2003), Santacroce (1999), para a Lingüística Aplicada ao ensino do FLE, constatamos que os professores observados trabalham com estratégias diferentes no que se refere à abordagem gramatical: tradicional, estrutural, explícita indutiva, dedutiva e interacionista. Na análise dos dados, procuramos destacar pontos positivos nas abordagens gramaticais dos professores e pontos que poderiam ter sido trabalhados valorizando os aspectos cognitivos da aprendizagem de línguas. Em síntese, os professores desenvolvem um certo ecletismo na medida em que buscam adaptar técnicas pedagógicas que atendam aos anseios dos seus alunos e também por basearem suas aulas nos manuais didáticos que, por sua vez, são ecléticos em sua metodologia.
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30 de abril de 2004
Rosiane Maria Soares de Andrade
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Letras Digitais
A Vida só é Possível Reinventada: as representações da morte na obra poética de Cecília Meireles
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Na Obra Poética de Cecília Meireles, a característica temática sobre o tema da morte se apresenta de maneira suave, sem morbidez, sendo este assunto concebido como parte integrante e natural do esquema da vida humana. Isto tem para nós valor imenso: a sociedade moderna ocidental, tanto quanto possível, busca meios para mascarar a morte porque tende a percebê-la como fatalidade. Ao fazermos um levantamento dos conteúdos temático, estético e imagético nos poemas que falam sobre a morte, de forma direta ou indireta, foi possível perceber, que a autora afortuna tais motivos, concedendo-lhes um registro peculiar. Indo mais além, percebemos que a poetisa suscita uma visão pessoal em relação ao sofrimento, que ela atribui ao luto em sua vida como instrução para o ser. Ela relaciona a dor à brevidade da vida, à fugacidade de um tempo efêmero, exaltando o eterno através da repetição dos instantes. Na sua sensibilidade uniu as culturas ocidentais e orientais em busca do universal revelando através da morte, a exaltação de um pensamento que sugere a possibilidade de experiência e a criação de uma vida reinventada.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Na Obra Poética de Cecília Meireles, a característica temática sobre o tema da morte se apresenta de maneira suave, sem morbidez, sendo este assunto concebido como parte integrante e natural do esquema da vida humana. Isto tem para nós valor imenso: a sociedade moderna ocidental, tanto quanto possível, busca meios para mascarar a morte porque tende a percebê-la como fatalidade. Ao fazermos um levantamento dos conteúdos temático, estético e imagético nos poemas que falam sobre a morte, de forma direta ou indireta, foi possível perceber, que a autora afortuna tais motivos, concedendo-lhes um registro peculiar. Indo mais além, percebemos que a poetisa suscita uma visão pessoal em relação ao sofrimento, que ela atribui ao luto em sua vida como instrução para o ser. Ela relaciona a dor à brevidade da vida, à fugacidade de um tempo efêmero, exaltando o eterno através da repetição dos instantes. Na sua sensibilidade uniu as culturas ocidentais e orientais em busca do universal revelando através da morte, a exaltação de um pensamento que sugere a possibilidade de experiência e a criação de uma vida reinventada.
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19 de abril de 2004
Sandra Siqueira de Macedo
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Letras Digitais
A Palatalização do /s/ em Coda Silábica no Falar Culto Recifense
Orientação: Adair Pimentel Palácio e Dermeval da Hora
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho é constituído de um estudo do fenômeno da palatalização da fricativa alveolar em posição de coda silábica no falar culto recifense, sob a perspectiva da teoria da variação lingüística e da representação fonológica não-linear. Nosso corpus foi extraído de 12 inquéritos do tipo DID do projeto NURC - Recife, aleatoriamente selecionados, totalizando aproximadamente 360 minutos, donde extraímos 5.369 ocorrências de /s/ em coda silábica em contexto intra e intervocabular. Das quais foram analisadas pormenorizadamente 3.911 que correspondem às realizações alveolar e palatal do fonema em questão. Na análise, utilizando-nos do pacote computacional Varbrul, procuramos detectar as variáveis lingüísticas e sociais que condicionam a aplicação do fenômeno. A representação fonológica baseia-se nos pressupostos da geometria dos traços à luz da teoria unificada dos traços para consoantes e vogais.
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Orientação: Adair Pimentel Palácio e Dermeval da Hora
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho é constituído de um estudo do fenômeno da palatalização da fricativa alveolar em posição de coda silábica no falar culto recifense, sob a perspectiva da teoria da variação lingüística e da representação fonológica não-linear. Nosso corpus foi extraído de 12 inquéritos do tipo DID do projeto NURC - Recife, aleatoriamente selecionados, totalizando aproximadamente 360 minutos, donde extraímos 5.369 ocorrências de /s/ em coda silábica em contexto intra e intervocabular. Das quais foram analisadas pormenorizadamente 3.911 que correspondem às realizações alveolar e palatal do fonema em questão. Na análise, utilizando-nos do pacote computacional Varbrul, procuramos detectar as variáveis lingüísticas e sociais que condicionam a aplicação do fenômeno. A representação fonológica baseia-se nos pressupostos da geometria dos traços à luz da teoria unificada dos traços para consoantes e vogais.
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13 de abril de 2004
Elizabeth Marcuschi
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Letras Digitais
As Categorias de Avaliação da Produção Textual no Discurso do Professor
Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
Nas reflexões desenvolvidas neste estudo, partimos da suposição de que os parâmetros da avaliação escolar são socialmente construídos e historicamente situados. Consideramos também que o ensino e a avaliação da língua materna no espaço escolar devem ocupar-se essencialmente dos aspectos interativos, cognitivos e discursivos da língua. Admitidos esses fundamentos, questionamos: Como são construídas pelo professor de língua as categorias com as quais ele opera na avaliação dos textos escritos por seus alunos, ou seja, quais são e como são tratados os fenômenos lingüísticos selecionados pelo docente, quando da elaboração de categorias avaliativas? O interesse do nosso estudo volta-se, portanto, para o processo de produção e seleção, pelo professor, das categorias que determinam o valor do texto do aluno, a conhecida redação, e apóia-se predominantemente nas concepções teóricas advindas da Lingüística Cognitiva de base sociointeracional, articulando a elas contribuições provenientes da Análise do Discurso e da Lingüística de Texto. Concluímos que as categorias avaliativas são interativamente construídas e estabilizadas para fins práticos, adquirindo saliência, nesse processo, os valores lingüísticos inspirados em um modelo monológico (não-dialógico) de redação.
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Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
Nas reflexões desenvolvidas neste estudo, partimos da suposição de que os parâmetros da avaliação escolar são socialmente construídos e historicamente situados. Consideramos também que o ensino e a avaliação da língua materna no espaço escolar devem ocupar-se essencialmente dos aspectos interativos, cognitivos e discursivos da língua. Admitidos esses fundamentos, questionamos: Como são construídas pelo professor de língua as categorias com as quais ele opera na avaliação dos textos escritos por seus alunos, ou seja, quais são e como são tratados os fenômenos lingüísticos selecionados pelo docente, quando da elaboração de categorias avaliativas? O interesse do nosso estudo volta-se, portanto, para o processo de produção e seleção, pelo professor, das categorias que determinam o valor do texto do aluno, a conhecida redação, e apóia-se predominantemente nas concepções teóricas advindas da Lingüística Cognitiva de base sociointeracional, articulando a elas contribuições provenientes da Análise do Discurso e da Lingüística de Texto. Concluímos que as categorias avaliativas são interativamente construídas e estabilizadas para fins práticos, adquirindo saliência, nesse processo, os valores lingüísticos inspirados em um modelo monológico (não-dialógico) de redação.
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12 de abril de 2004
Severina Sílvia Maria Oliveira Ferreira
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Letras Digitais
João, uma Criança com Olhar de Estrela, o Autismo: um estudo de caso
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho tem o objetivo de mostrar, a partir do estudo de um caso, como são desenvolvidas as relações entre uma criança autista e aqueles que fazem parte de seu cotidiano. Com base em categorias extraídas da Análise Conversacional, aplicadas ao estudo da relação mãe-bebê, foi reconstituída, com fundamento numa série de depoimentos, a história de uma criança autista. Paralelamente, foi realizada a observação direta da criança, com o intuito de averiguar como se apresentam, na atualidade, as suas relações com aqueles que partilham o seu dia-a-dia. O aparato teórico utilizado na coleta, descrição e análise do conjunto de dados tem como princípio fundamental a linguagem enquanto anterior e constituinte do sujeito falante, cuja emergência somente é possível no sistema de relações formado pela criança e o outro. Nessa perspectiva, servem de apoio conceitual ao trabalho teorias como a sociocognitiva (Tomasello, 2000) e sócio-discursiva (Bronckart, 1999), noções como a de jogos de linguagem e formas de vida (Wittgenstein, 1995, 1996a), de sujeito (Benveniste, 1988; Lacan, 1998) e de dialogicidade (Bakhtin, 1997, 1998), que destacam, em suas particulares abordagens, o papel do outro como determinante do fazer laço social. Os resultados mostram que a criança autista é considerada não responsiva, o que implica (1) a retirada do outro do seu sistema de relações, levando a criança a uma série de ações autônomas isoladas e (2) a descontinuidade freqüente das relações, limitadas, na maioria das vezes, a um único par de turno de fala, do tipo ordem-execução ou pedido-resposta. A segmentação sistemática das ações inviabiliza a construção e reversibilidade de papéis entre falante e ouvinte, condição fundamental para a construção dialógica e emergência do sujeito.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho tem o objetivo de mostrar, a partir do estudo de um caso, como são desenvolvidas as relações entre uma criança autista e aqueles que fazem parte de seu cotidiano. Com base em categorias extraídas da Análise Conversacional, aplicadas ao estudo da relação mãe-bebê, foi reconstituída, com fundamento numa série de depoimentos, a história de uma criança autista. Paralelamente, foi realizada a observação direta da criança, com o intuito de averiguar como se apresentam, na atualidade, as suas relações com aqueles que partilham o seu dia-a-dia. O aparato teórico utilizado na coleta, descrição e análise do conjunto de dados tem como princípio fundamental a linguagem enquanto anterior e constituinte do sujeito falante, cuja emergência somente é possível no sistema de relações formado pela criança e o outro. Nessa perspectiva, servem de apoio conceitual ao trabalho teorias como a sociocognitiva (Tomasello, 2000) e sócio-discursiva (Bronckart, 1999), noções como a de jogos de linguagem e formas de vida (Wittgenstein, 1995, 1996a), de sujeito (Benveniste, 1988; Lacan, 1998) e de dialogicidade (Bakhtin, 1997, 1998), que destacam, em suas particulares abordagens, o papel do outro como determinante do fazer laço social. Os resultados mostram que a criança autista é considerada não responsiva, o que implica (1) a retirada do outro do seu sistema de relações, levando a criança a uma série de ações autônomas isoladas e (2) a descontinuidade freqüente das relações, limitadas, na maioria das vezes, a um único par de turno de fala, do tipo ordem-execução ou pedido-resposta. A segmentação sistemática das ações inviabiliza a construção e reversibilidade de papéis entre falante e ouvinte, condição fundamental para a construção dialógica e emergência do sujeito.
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6 de abril de 2004
Fernanda Maria Abreu Coutinho
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Letras Digitais
Imagens da Infância em Graciliano Ramos e Antoine de Saint-Exupéry
Orientação: Sébastien Joachim
Área de Concentração: Teoria da Literatura
O presente trabalho prende-se a uma linha comparatista, tomando como ponto de partida o rendimento hermenêutico da noção de tema. Visa-se, com isso, estudar as imagens da infância em Graciliano Ramos e em Antoine de Saint-Exupéry. A pesquisa buscou, de início, esboçar a construção da infância como categoria histórica, partindo, em seguida, para a apreensão da figura da criança na História da Literatura, particularmente nos sistemas literários francês e brasileiro, em momentos anteriores à presença dos dois autores contemplados nesta tese. Procurando-se um nexo de significação entre realidades culturais distintas, foi efetuado um recorte das referidas imagens em “São Bernardo”, “Angústia”, “Vidas secas”, “Infância”, “Insônia” e “Alexandre e outros heróis”, de Graciliano Ramos, e em “Terra dos homens”, “O pequeno Príncipe” e “Piloto de guerra”, além de alguns registros epistolográficos, de Antoine de Saint-Exupéry. Apesar da diferença de pensamento dos dois escritores quanto a um modelo de percepção do real, uma vez que o negativismo de Graciliano Ramos, frente à existência, afasta-se do idealismo exuperiano, o tratamento da infância termina por aproximá-los na medida em que, do texto de ambos, ressalta a importância desta fase da vida: ao mesmo tempo, imagem fonte e farol, com relação às outras etapas a serem vividas pelo homem.
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Orientação: Sébastien Joachim
Área de Concentração: Teoria da Literatura
O presente trabalho prende-se a uma linha comparatista, tomando como ponto de partida o rendimento hermenêutico da noção de tema. Visa-se, com isso, estudar as imagens da infância em Graciliano Ramos e em Antoine de Saint-Exupéry. A pesquisa buscou, de início, esboçar a construção da infância como categoria histórica, partindo, em seguida, para a apreensão da figura da criança na História da Literatura, particularmente nos sistemas literários francês e brasileiro, em momentos anteriores à presença dos dois autores contemplados nesta tese. Procurando-se um nexo de significação entre realidades culturais distintas, foi efetuado um recorte das referidas imagens em “São Bernardo”, “Angústia”, “Vidas secas”, “Infância”, “Insônia” e “Alexandre e outros heróis”, de Graciliano Ramos, e em “Terra dos homens”, “O pequeno Príncipe” e “Piloto de guerra”, além de alguns registros epistolográficos, de Antoine de Saint-Exupéry. Apesar da diferença de pensamento dos dois escritores quanto a um modelo de percepção do real, uma vez que o negativismo de Graciliano Ramos, frente à existência, afasta-se do idealismo exuperiano, o tratamento da infância termina por aproximá-los na medida em que, do texto de ambos, ressalta a importância desta fase da vida: ao mesmo tempo, imagem fonte e farol, com relação às outras etapas a serem vividas pelo homem.
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2 de abril de 2004
Diana Vasconcelos Lopes
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Letras Digitais
O Processo da Escrita e Reescrita em Língua Inglesa: uma perspectiva sociocognitivista
Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A pesquisa científica sobre a escrita tem evoluído de uma visão centrada no produto para um enfoque nos processos individuais do sujeito cognitivo que produz o texto. Mais recentemente, os estudos incorporaram características de interatividade em que os modos de participação do outro se revestem de suma importância, orientando o processo de construção e de reconstrução textual do indivíduo. O propósito central desta pesquisa é averiguar o grau de aprimoramento na habilidade de produção textual escrita em Língua Inglesa de alunos em uma instituição particular de ensino de línguas no Recife. Para tanto, os alunos foram submetidos a práticas de interação e mediação em sala de aula, procedendo-se, em seguida, às observações e análises dos processos lingüístico-cognitivos e sócio-interativos, envolvidos na escrita e na reescrita de narrativas de aventura e de textos de opinião. O trabalho está fundamentado, entre outros, nos pressupostos teóricos de Vygotsky (1998), Bakhtin (1992) e Bronckart (1999). O corpus foi constituído a partir de um questionário sociocultural, das produções escritas dos alunos, além das entrevistas e dos processos discursivos gravados em vídeo. Os resultados da pesquisa revelaram a necessidade de buscar alternativas para os procedimentos didático-metodológicos vigentes na prática de ensino da escrita em Língua Inglesa. Espera-se, assim, poder contribuir para investir o processo de ensino-aprendizagem de um caráter sociointeracional, no qual a mediação do outro se consagra como fator determinante para o desenvolvimento do aluno como leitor e produtor textual.
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Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A pesquisa científica sobre a escrita tem evoluído de uma visão centrada no produto para um enfoque nos processos individuais do sujeito cognitivo que produz o texto. Mais recentemente, os estudos incorporaram características de interatividade em que os modos de participação do outro se revestem de suma importância, orientando o processo de construção e de reconstrução textual do indivíduo. O propósito central desta pesquisa é averiguar o grau de aprimoramento na habilidade de produção textual escrita em Língua Inglesa de alunos em uma instituição particular de ensino de línguas no Recife. Para tanto, os alunos foram submetidos a práticas de interação e mediação em sala de aula, procedendo-se, em seguida, às observações e análises dos processos lingüístico-cognitivos e sócio-interativos, envolvidos na escrita e na reescrita de narrativas de aventura e de textos de opinião. O trabalho está fundamentado, entre outros, nos pressupostos teóricos de Vygotsky (1998), Bakhtin (1992) e Bronckart (1999). O corpus foi constituído a partir de um questionário sociocultural, das produções escritas dos alunos, além das entrevistas e dos processos discursivos gravados em vídeo. Os resultados da pesquisa revelaram a necessidade de buscar alternativas para os procedimentos didático-metodológicos vigentes na prática de ensino da escrita em Língua Inglesa. Espera-se, assim, poder contribuir para investir o processo de ensino-aprendizagem de um caráter sociointeracional, no qual a mediação do outro se consagra como fator determinante para o desenvolvimento do aluno como leitor e produtor textual.
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