Identidade Sociocultural e Práticas de Leitura Literária: o orocesso de construção social do leitor
Orientação: Yaracylda Oliveira Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este trabalho se inscreve no âmbito dos estudos interdisciplinares, nas áreas de literatura, sociologia da leitura e pedagogia. Trata-se de uma pesquisa que explica os processos de formação e as práticas de leituras literárias desenvolvidas por um grupo de estudantes do Ensino Fundamental de uma instituição escolar situada na comunidade Cristo Rei ao sul de Teresina-PI, onde a Literatura é quase esquecida, inclusive pela escola. Para tanto, realizou-se um estudo sociocultural, analítico-interpretativo e praxiológico, à luz da estética da recepção desdobrada em suas categorias históricas. Analisou-se, primeiramente, as raízes da origem da recepção literária e, prosseguiu-se com as estratégias de encontro entre os horizontes de expectativas de obras e de leitores, e tipos de recepção literária. Verificou-se, ainda, a mímesis e o estilo de enunciação como estratégias estéticas da recepção, responsáveis pela presença da ideologia no ato de produção da Literatura e de sua leitura, mostrando-se também os processos de formação e experiências de leitura de atores sociais na França, no Brasil e em Teresina-PI, mapeando-se as memórias de leituras desses sujeitos em diferentes épocas e espaços, de modo a caracterizar a identidade sociocultural como a categoria que servirá de base, nessa pesquisa, para a explicação das práticas de leituras literárias do grupo de estudantes-leitores observados. Em seguida, foi feita a análise dos dados referentes ao fenômeno das práticas de leituras literárias entre os sujeitos do referido grupo, demonstrando-se os processos de formação literária desses atores sociais, evidenciou-se as práticas espontâneas de leituras de obras poéticas e ficcionais dos sujeitos estudados. Através da realização de oficinas lúdicas de leituras, foi possível detectar também os efeitos estéticos das leituras literárias junto a esse público. Finalmente, diante dos resultados encontrados, são sugeridas atividades literárias para a formação de leitores na escola.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
20 de junho de 2005
3 de junho de 2005
Yris Julia Barraza de Garcia
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Letras Digitais
El Sistema Verbal em La Lengua Shawi
Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística
Este trabajo presenta un avance en el análisis del sistema verbal de la lengua Shawi, lengua indígena hablada en la Amazonía Peruana por un número aproximado de 15. 000 personas, entre monolingües y bilingües. Éste es un cálculo aproximado que trata de reflejar la realidad actual, considerando el crecimiento de la población desde el último censo de población y vivienda realizado en el Perú, en 1993. El análisis propuesto se limita al estudio del sistema verbal en oraciones simples de la variedad Shawi hablada en las riberas del río Sillay. En el primer capítulo se desarrolla brevemente el problema de estudio de la lengua, la justificación y los objetivos. En el segundo capítulo se presenta el marco teórico, los fundamentos de la teoría lingüística relacionados a las nociones de lengua, discurso y, sobre todo, verbo, clases de verbo, actantes, circunstantes, procesos de incremento y disminución de valencia de los verbos. En este mismo capítulo presentamos un marco referencial sobre el pueblo shawi, su lengua y los estudios ya realizados acerca de ella. El tercer capítulo trata del análisis fonológico y morfológico de la lengua e intenta aproximar al lector al conocimiento de la lengua en estos niveles. La presentación está relacionada con los fonemas segmentales, pues nos falta profundizar los estudios sobre los rasgos suprasegmentales. El cuarto capítulo comprende el análisis morfosintáctico de la lengua. Comienza con una descripción de aspectos generales de la lengua en cuanto a su morfosintaxis: tipo de lengua, tipos de predicación, estructura de la oración, estructura de la palabra, etc. Estos datos ayudarán al lector cuando se presente el análisis del sistema verbal. Este capítulo, continúa con la presentación del sistema verbal: verbo, clases de verbos, morfología verbal (morfemas que se aglutinan a la raíz verbal), predicado verbal, actantes, funciones sintácticas, etc. El capítulo termina con las transformaciones que pueden ocurrir en el predicado verbal. Intentamos terminar el trabajo con algunas conclusiones.
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Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística
Este trabajo presenta un avance en el análisis del sistema verbal de la lengua Shawi, lengua indígena hablada en la Amazonía Peruana por un número aproximado de 15. 000 personas, entre monolingües y bilingües. Éste es un cálculo aproximado que trata de reflejar la realidad actual, considerando el crecimiento de la población desde el último censo de población y vivienda realizado en el Perú, en 1993. El análisis propuesto se limita al estudio del sistema verbal en oraciones simples de la variedad Shawi hablada en las riberas del río Sillay. En el primer capítulo se desarrolla brevemente el problema de estudio de la lengua, la justificación y los objetivos. En el segundo capítulo se presenta el marco teórico, los fundamentos de la teoría lingüística relacionados a las nociones de lengua, discurso y, sobre todo, verbo, clases de verbo, actantes, circunstantes, procesos de incremento y disminución de valencia de los verbos. En este mismo capítulo presentamos un marco referencial sobre el pueblo shawi, su lengua y los estudios ya realizados acerca de ella. El tercer capítulo trata del análisis fonológico y morfológico de la lengua e intenta aproximar al lector al conocimiento de la lengua en estos niveles. La presentación está relacionada con los fonemas segmentales, pues nos falta profundizar los estudios sobre los rasgos suprasegmentales. El cuarto capítulo comprende el análisis morfosintáctico de la lengua. Comienza con una descripción de aspectos generales de la lengua en cuanto a su morfosintaxis: tipo de lengua, tipos de predicación, estructura de la oración, estructura de la palabra, etc. Estos datos ayudarán al lector cuando se presente el análisis del sistema verbal. Este capítulo, continúa con la presentación del sistema verbal: verbo, clases de verbos, morfología verbal (morfemas que se aglutinan a la raíz verbal), predicado verbal, actantes, funciones sintácticas, etc. El capítulo termina con las transformaciones que pueden ocurrir en el predicado verbal. Intentamos terminar el trabajo con algunas conclusiones.
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José Alexandre Ferreira Maia
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Letras Digitais
Satiricon: as origens do romance e do realismo satírico
Orientação: Ricardo Bigi de Alquino
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Obra provavelmente escrita no século I d.C.; o “Satiricon” é abordado nestes estudos como resultante da ação das mesmas forças histórico-pragmáticas e estético-ideológicas que condicionaram o aparecimento e a evolução dos gêneros literários na Antiguidade. Através desta abordagem foi possível observar que a evolução dos gêneros seguiu dois rumos que coincidiram com a divisão aristotélica do drama helênico, em tragédia e comédia. A partir dos princípios adotados na criação do drama é possível compreender a existência de pelo menos duas espécies de realismo: 1 - O realismo trágico de caráter idealista teve como sua principal fonte o mito; a Tragédia conheceu seu pleno desenvolvimento no século V a.C. em Atenas; 2 - O realismo cômico que teve como fonte a própria realidade; a Comédia mimetizou o homem comum e desenvolveu ao longo das transformações que as cidades gregas sofreram, e se desenvolveu entre os romanos no século II a.C. Além dos gêneros miméticos, a evolução do realismo fez aparecer os gêneros teóricos escritos principalmente em prosa. O romance antigo é um gênero que apresenta uma estrutura híbrida e teria nascido da fusão desses gêneros em resposta às novas demandas estético-ideológicas que surgiram com a decadência da Hélade e com a ascensão das monarquias alexandrinas e de Roma. O “Satiricon”, classificado aqui como romance satírico, é uma importante obra mimética que exemplifica com clareza a evolução do realismo cômico em contraste com o realismo trágico.
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Orientação: Ricardo Bigi de Alquino
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Obra provavelmente escrita no século I d.C.; o “Satiricon” é abordado nestes estudos como resultante da ação das mesmas forças histórico-pragmáticas e estético-ideológicas que condicionaram o aparecimento e a evolução dos gêneros literários na Antiguidade. Através desta abordagem foi possível observar que a evolução dos gêneros seguiu dois rumos que coincidiram com a divisão aristotélica do drama helênico, em tragédia e comédia. A partir dos princípios adotados na criação do drama é possível compreender a existência de pelo menos duas espécies de realismo: 1 - O realismo trágico de caráter idealista teve como sua principal fonte o mito; a Tragédia conheceu seu pleno desenvolvimento no século V a.C. em Atenas; 2 - O realismo cômico que teve como fonte a própria realidade; a Comédia mimetizou o homem comum e desenvolveu ao longo das transformações que as cidades gregas sofreram, e se desenvolveu entre os romanos no século II a.C. Além dos gêneros miméticos, a evolução do realismo fez aparecer os gêneros teóricos escritos principalmente em prosa. O romance antigo é um gênero que apresenta uma estrutura híbrida e teria nascido da fusão desses gêneros em resposta às novas demandas estético-ideológicas que surgiram com a decadência da Hélade e com a ascensão das monarquias alexandrinas e de Roma. O “Satiricon”, classificado aqui como romance satírico, é uma importante obra mimética que exemplifica com clareza a evolução do realismo cômico em contraste com o realismo trágico.
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2 de maio de 2005
Maria de Fátima Generino da Silva
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Letras Digitais
A Compreensão da Heterogeneidade Marcada por Alunos do Ensino Médio
Orientação: Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho tem como objetivo investigar como se dá o aprimoramento da compreensão em alunos do Ensino Médio, a partir do tratamento do funcionamento dialógico de artigos de opinião. Tem, pois, como objeto de pesquisa a heterogeneidade enunciativa aplicada ao ensino da leitura de textos argumentativos. O corpus para este estudo foi constituído por atividades de interpretação elaboradas a partir de artigos de opinião colhidos em jornais locais. Tais atividades foram realizadas por alunos do primeiro ano do Ensino Médio de uma escola da rede pública do Estado de Pernambuco. A interpretação, a discussão dos dados, bem como as reflexões em torno da prática do ensino da leitura, foram feitas a partir da teoria da enunciação numa perspectiva bakhtiniana. Os dados resultantes da etapa inicial da pesquisa mostram que os alunos não vêem nem interpretam as várias vozes inscritas no texto. Estes resultados apontam para a necessidade de a escola abandonar um projeto homogeneizante da linguagem e considerar o ensino da leitura como uma prática significativa que privilegie a construção do sentido. A partir dos resultados finais da pesquisa, propomos uma prática de leitura no Ensino Médio que contemple o estudo da heterogeneidade marcada em artigos de opinião como mecanismo eficaz na ampliação da compreensão e, conseqüentemente, no desenvolvimento de leitores mais críticos e autônomos frente aos textos circulantes.
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Orientação: Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho tem como objetivo investigar como se dá o aprimoramento da compreensão em alunos do Ensino Médio, a partir do tratamento do funcionamento dialógico de artigos de opinião. Tem, pois, como objeto de pesquisa a heterogeneidade enunciativa aplicada ao ensino da leitura de textos argumentativos. O corpus para este estudo foi constituído por atividades de interpretação elaboradas a partir de artigos de opinião colhidos em jornais locais. Tais atividades foram realizadas por alunos do primeiro ano do Ensino Médio de uma escola da rede pública do Estado de Pernambuco. A interpretação, a discussão dos dados, bem como as reflexões em torno da prática do ensino da leitura, foram feitas a partir da teoria da enunciação numa perspectiva bakhtiniana. Os dados resultantes da etapa inicial da pesquisa mostram que os alunos não vêem nem interpretam as várias vozes inscritas no texto. Estes resultados apontam para a necessidade de a escola abandonar um projeto homogeneizante da linguagem e considerar o ensino da leitura como uma prática significativa que privilegie a construção do sentido. A partir dos resultados finais da pesquisa, propomos uma prática de leitura no Ensino Médio que contemple o estudo da heterogeneidade marcada em artigos de opinião como mecanismo eficaz na ampliação da compreensão e, conseqüentemente, no desenvolvimento de leitores mais críticos e autônomos frente aos textos circulantes.
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26 de abril de 2005
Regina Celi Mendes Pereira
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Letras Digitais
Gêneros Textuais e Letramento: uma abordagem sociointeracionista da produção escrita de crianças de 1ª e 2ª Séries
Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística
A diversidade de situações de letramento às quais a criança está sujeita, tanto na escola como fora dela, requer uma metodologia de ensino da escrita que focalize o trabalho com os gêneros textuais. A contribuição de Vygotsky (1984, 1987) no que se refere à construção social do conhecimento, bem como os estudos de Bakhtin (1981, 1992), Bronckart (1999), Schneuwly (1994, 1996) e Dolz (1996) embasaram a nossa concepção de que os gêneros organizam e regulam as formas de atuação no mundo, que são mediadas pela linguagem. Essa abordagem deu-nos respaldo para avaliar o desempenho de alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental, de escola pública e particular, pertencentes a distintas realidades socioeconômicas, em atividades de produção textual que se apóiam no trabalho com diferentes gêneros escritos. Com base nesse questionamento geral, procuramos investigar: os espaços de atuação social realizados através da modalidade escrita e disponibilizados para a criança em seu meio ambiente cultural; os gêneros escritos que estão mais relacionaos a sua rotina de atividade social; e a relação entre o ensino de gêneros textuais e o favorecimento na aprendizagem de aspectos lingüísticos e cognitivos específicos a modalidades escritas previstas para as crianças desse ciclo. A análise dos 84 textos elaborados pelos 12 alunos, associada aos outros instrumentos de coleta de dados, revelou que as crianças compartilham basicamente os mesmos espaços de atuação social que condicionam os usos da escrita em suas vidas. Concluímos também que as dificuldades enfrentadas pelo escritor iniciante, reflexo da complexidade inerente ao ato de escrever, podem ser enfrentadas gradualmente, por meio de práticas interativas de linguagem que possibilitem a circulação das várias representações cognitivas da atividade social.
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Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística
A diversidade de situações de letramento às quais a criança está sujeita, tanto na escola como fora dela, requer uma metodologia de ensino da escrita que focalize o trabalho com os gêneros textuais. A contribuição de Vygotsky (1984, 1987) no que se refere à construção social do conhecimento, bem como os estudos de Bakhtin (1981, 1992), Bronckart (1999), Schneuwly (1994, 1996) e Dolz (1996) embasaram a nossa concepção de que os gêneros organizam e regulam as formas de atuação no mundo, que são mediadas pela linguagem. Essa abordagem deu-nos respaldo para avaliar o desempenho de alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental, de escola pública e particular, pertencentes a distintas realidades socioeconômicas, em atividades de produção textual que se apóiam no trabalho com diferentes gêneros escritos. Com base nesse questionamento geral, procuramos investigar: os espaços de atuação social realizados através da modalidade escrita e disponibilizados para a criança em seu meio ambiente cultural; os gêneros escritos que estão mais relacionaos a sua rotina de atividade social; e a relação entre o ensino de gêneros textuais e o favorecimento na aprendizagem de aspectos lingüísticos e cognitivos específicos a modalidades escritas previstas para as crianças desse ciclo. A análise dos 84 textos elaborados pelos 12 alunos, associada aos outros instrumentos de coleta de dados, revelou que as crianças compartilham basicamente os mesmos espaços de atuação social que condicionam os usos da escrita em suas vidas. Concluímos também que as dificuldades enfrentadas pelo escritor iniciante, reflexo da complexidade inerente ao ato de escrever, podem ser enfrentadas gradualmente, por meio de práticas interativas de linguagem que possibilitem a circulação das várias representações cognitivas da atividade social.
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15 de abril de 2005
Najin Marcelino Lima
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Letras Digitais
A Construção da Identidade de Lula em Jornais de Língua Inglesa
Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
O objetivo desse trabalho é analisar como se deu à construção da identidade do então candidato à presidência do Brasil, Lula, em jornais de língua inglesa. Acreditamos que na tentativa de se traçar o perfil de um líder político de uma nação, os jornais identificam simultaneamente e em boa parte o povo daquela nação. Assim, ter acesso ao que era dito a respeito de Lula nesses jornais possibilita-nos, até certo ponto, entender como somos representados fora de nosso país. Como suporte teórico, utilizamos os estudos desenvolvidos no âmbito da Análise Crítica do Discurso (ACD). Partimos das pesquisas de Fairclough considerando, sobretudo, seu quadro tridimensional e a sua preocupação em tratar de discurso como ferramenta para mudança social. Para entendermos melhor as engrenagens da mídia na produção de discursos, nos valemos dos conhecimentos produzidos por teóricos como Van Dijk, Kress, Fowler, Van Leeuwem, entre outros. Graças a sua natureza, a ACD nos possibilitou produzir um trabalho interdisciplinar, daí termos embasado boa parte de nossas considerações sobre identidade nas pesquisas provenientes da antropologia lingüística. Percebemos, ao final do trabalho, que a identidade de Lula é construída, sobretudo, com base nas suas ações. As mudanças de atitude (desde posicionamentos políticos a transformações estéticas) pelas quais Lula vinha passando foram um foco significante dos textos que trataram a seu respeito. A sua "identidade" foi mudando ao longo do tempo. Todavia, tanto como uma ameaça remota da esquerda no começo, quanto candidato certo à vitória no final, as considerações sobre ex-lider sindical eram sempre carregadas de um tom avaliativo e que remetiam a algum tipo de alerta.
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Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
O objetivo desse trabalho é analisar como se deu à construção da identidade do então candidato à presidência do Brasil, Lula, em jornais de língua inglesa. Acreditamos que na tentativa de se traçar o perfil de um líder político de uma nação, os jornais identificam simultaneamente e em boa parte o povo daquela nação. Assim, ter acesso ao que era dito a respeito de Lula nesses jornais possibilita-nos, até certo ponto, entender como somos representados fora de nosso país. Como suporte teórico, utilizamos os estudos desenvolvidos no âmbito da Análise Crítica do Discurso (ACD). Partimos das pesquisas de Fairclough considerando, sobretudo, seu quadro tridimensional e a sua preocupação em tratar de discurso como ferramenta para mudança social. Para entendermos melhor as engrenagens da mídia na produção de discursos, nos valemos dos conhecimentos produzidos por teóricos como Van Dijk, Kress, Fowler, Van Leeuwem, entre outros. Graças a sua natureza, a ACD nos possibilitou produzir um trabalho interdisciplinar, daí termos embasado boa parte de nossas considerações sobre identidade nas pesquisas provenientes da antropologia lingüística. Percebemos, ao final do trabalho, que a identidade de Lula é construída, sobretudo, com base nas suas ações. As mudanças de atitude (desde posicionamentos políticos a transformações estéticas) pelas quais Lula vinha passando foram um foco significante dos textos que trataram a seu respeito. A sua "identidade" foi mudando ao longo do tempo. Todavia, tanto como uma ameaça remota da esquerda no começo, quanto candidato certo à vitória no final, as considerações sobre ex-lider sindical eram sempre carregadas de um tom avaliativo e que remetiam a algum tipo de alerta.
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6 de abril de 2005
Lucilene Rodrigues da Silva
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Letras Digitais
As Cláusulas Correlativas numa Abordagem Funcional
Orientação: Marlos de Barros Pessoa
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho objetiva analisar e interpretar cláusulas correlativas do português sob a perspectiva do paradigma da gramaticalização, postulado no quadro da lingüística funcional, no modelo de Traugott e Heine (1991), Votre (1992), Hopper e Traugott (1993) e Givón (1990, 1995). A lingüística funcional vem se constituindo e se consolidando desde os anos 80 na apropriação e produção de conceitos operacionais relacionados a cognição, iconicidade, categoria prototípica, discurso, gramática, polissemia, domínio funcional, figura e fundo, topicidade, informatividade e transitividade. Autores brasileiros divergem sobre a interpretação de certas cláusulas, (do tipo não só/mas também, tanto mais/tanto menos, tanto/que, etc.) se meramente sintáticas ou correlativas. a própria NGB, de 1959, exclui a interpretação correlativa. Oitica (1962) e Brandão (1963), por outro lado, a incorporam. Os estudos, de abordagem funcionalista, tendem a abandonar a rigidez das dicotomias sintáticas de coordenação e subordinação e propõem um continuum numa trajetória marcadamente de gramaticalização. É com base na controvérsia sobre a interpretação dessas cláusulas, que enveredamos pela história mais recente para encontramos subsídios para a compreensão do nascimento ou da modificação de tais estruturas, dado o caráter gradual da trajetória de sua constituição. Como resultado, pudemos constatar alguns achados relevantes. Seja exemplo a não-realização formal dos pares completos, em construções de textos jornalísticos do século XIX, evidenciando influência da elipse e permitindo interpretação discursiva do fenômeno. Por fim, o estudo aponta para um aprofundamento da investigação histórica na ampliação dos séculos, desde o período arcaico da história da língua.
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Orientação: Marlos de Barros Pessoa
Área de Concentração: Linguística
Este trabalho objetiva analisar e interpretar cláusulas correlativas do português sob a perspectiva do paradigma da gramaticalização, postulado no quadro da lingüística funcional, no modelo de Traugott e Heine (1991), Votre (1992), Hopper e Traugott (1993) e Givón (1990, 1995). A lingüística funcional vem se constituindo e se consolidando desde os anos 80 na apropriação e produção de conceitos operacionais relacionados a cognição, iconicidade, categoria prototípica, discurso, gramática, polissemia, domínio funcional, figura e fundo, topicidade, informatividade e transitividade. Autores brasileiros divergem sobre a interpretação de certas cláusulas, (do tipo não só/mas também, tanto mais/tanto menos, tanto/que, etc.) se meramente sintáticas ou correlativas. a própria NGB, de 1959, exclui a interpretação correlativa. Oitica (1962) e Brandão (1963), por outro lado, a incorporam. Os estudos, de abordagem funcionalista, tendem a abandonar a rigidez das dicotomias sintáticas de coordenação e subordinação e propõem um continuum numa trajetória marcadamente de gramaticalização. É com base na controvérsia sobre a interpretação dessas cláusulas, que enveredamos pela história mais recente para encontramos subsídios para a compreensão do nascimento ou da modificação de tais estruturas, dado o caráter gradual da trajetória de sua constituição. Como resultado, pudemos constatar alguns achados relevantes. Seja exemplo a não-realização formal dos pares completos, em construções de textos jornalísticos do século XIX, evidenciando influência da elipse e permitindo interpretação discursiva do fenômeno. Por fim, o estudo aponta para um aprofundamento da investigação histórica na ampliação dos séculos, desde o período arcaico da história da língua.
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31 de março de 2005
Múcio Sévulo Fonseca de Almeida
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Letras Digitais
Existencialismo e Humanismo na Estrutura Trágica d’O Evangelho Segundo Jesus Cristo, romance de José Saramago
Orientação: Anco Márcio Tenório Vieira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A presente dissertação analisa o romance "O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de autoria de José Saramago. Discute as intenções do autor e o significado da obra, destacando o caráter autônomo do romance e de seus heróis. Examina o papel da experiência existencial na formação psicológica de seus protagonistas, em contraposição ao natural perfil sagrado dos homônimos bíblicos. Analisa a relação literatura versus história, comparando as convenções que regem o discurso historiagráfico e o ficcional. Apresenta a forma de revisitação anacrônica do passado realizada pelo romancista. estuda as relações intersemióticas do romance com as artes plásticas e a arte dramática, particularmente com a tragédia grega. compara a estrutura trágica do Édipo Rei, de Sófocles, com a estrutura trágica romanesca d´O evangelho segundo Jesus Cristo, mostrando o diálogo da literatura contemporânea com a literatura clássica. Compara ainda o herói Édipo, da tragédia grega com o protagonista Jesus do romance de Saramago. Discute também a figura do narrador do romance, destacando o seu papel de mediador de todo o debate.
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Orientação: Anco Márcio Tenório Vieira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A presente dissertação analisa o romance "O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de autoria de José Saramago. Discute as intenções do autor e o significado da obra, destacando o caráter autônomo do romance e de seus heróis. Examina o papel da experiência existencial na formação psicológica de seus protagonistas, em contraposição ao natural perfil sagrado dos homônimos bíblicos. Analisa a relação literatura versus história, comparando as convenções que regem o discurso historiagráfico e o ficcional. Apresenta a forma de revisitação anacrônica do passado realizada pelo romancista. estuda as relações intersemióticas do romance com as artes plásticas e a arte dramática, particularmente com a tragédia grega. compara a estrutura trágica do Édipo Rei, de Sófocles, com a estrutura trágica romanesca d´O evangelho segundo Jesus Cristo, mostrando o diálogo da literatura contemporânea com a literatura clássica. Compara ainda o herói Édipo, da tragédia grega com o protagonista Jesus do romance de Saramago. Discute também a figura do narrador do romance, destacando o seu papel de mediador de todo o debate.
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22 de março de 2005
Cleide Emília Faye Pedrosa
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Letras Digitais
Gênero Textual ‘frase’: marcas do editor nos processos de retextualização e (re) contextualização
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Esta pesquisa apresenta um estudo sobre o funcionamento sociocomunicativo do gênero textual “frase”. Descreve e analisa, particularmente, os processos que concorrem para que esse gênero textual assuma determinadas características que fazem dele um ato de linguagem, com propósitos comunicativos específicos. A investigação toma por base vários corpora formados a partir de cinco revistas nacionais: Contigo, Época, Istoé, Tudo e Veja. Partindo de bases teóricas extraídas da Análise Crítica do Discurso, especificamente da vertente da crítica social defendida por Fairclough, concretizada através do modelo tridimensional de análise do discurso desenvolvido pelo autor, bem como dos trabalhos na perspectiva sociointeracionista, embasados em Bakhtin, sobre gêneros textuais, ressaltando-se, entre eles, os de Marcuschi, a pesquisa orienta-se para a análise desses materiais no contexto inicial em que surgem. Com uma abordagem macro e microanalítica do objeto, comprova-se serem as “frases” um gênero textual com características próprias, desde sua estruturação formal à sua construção dialógica. A descrição e análise dos dados identificam os processos constitutivos desse gênero como essencialmente dialógicos, fundados, centralmente, nas práticas discursivas de retextualização e (re)contextualização realizadas por atividades sociais de manipulação e “filtragem” da linguagem por quem exerce o poder dentro de uma sociedade dita democrática – as redes de edição. Entre os resultados dessa investigação, está a comprovação de que as “frases” constituem um gênero textual com características próprias em termos formais e funcionais e de grande incidência na imprensa brasileira.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Esta pesquisa apresenta um estudo sobre o funcionamento sociocomunicativo do gênero textual “frase”. Descreve e analisa, particularmente, os processos que concorrem para que esse gênero textual assuma determinadas características que fazem dele um ato de linguagem, com propósitos comunicativos específicos. A investigação toma por base vários corpora formados a partir de cinco revistas nacionais: Contigo, Época, Istoé, Tudo e Veja. Partindo de bases teóricas extraídas da Análise Crítica do Discurso, especificamente da vertente da crítica social defendida por Fairclough, concretizada através do modelo tridimensional de análise do discurso desenvolvido pelo autor, bem como dos trabalhos na perspectiva sociointeracionista, embasados em Bakhtin, sobre gêneros textuais, ressaltando-se, entre eles, os de Marcuschi, a pesquisa orienta-se para a análise desses materiais no contexto inicial em que surgem. Com uma abordagem macro e microanalítica do objeto, comprova-se serem as “frases” um gênero textual com características próprias, desde sua estruturação formal à sua construção dialógica. A descrição e análise dos dados identificam os processos constitutivos desse gênero como essencialmente dialógicos, fundados, centralmente, nas práticas discursivas de retextualização e (re)contextualização realizadas por atividades sociais de manipulação e “filtragem” da linguagem por quem exerce o poder dentro de uma sociedade dita democrática – as redes de edição. Entre os resultados dessa investigação, está a comprovação de que as “frases” constituem um gênero textual com características próprias em termos formais e funcionais e de grande incidência na imprensa brasileira.
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Ana Maria Coutinho de Sales
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Letras Digitais
Tecendo Fios de Liberdade: escritoras e professoras da Paraíba do começo do Século XX
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este trabalho tem por finalidade retirar dos porões da história escritoras e professoras da Paraíba, do começo do século XX, trazendo ao público contemporâneo textos de Adamantina Neves, Eudésia Vieira, Edilza Barreto, Lylia Guedes e Maria Ignez Mariz. A prática de escrever se coloca para essas autoras como um trabalho ético em relação ao mundo e a elas mesmas, como uma busca ininterrupta da liberdade, associada à questão da solidariedade e da justiça social. A análise dos textos de autoria feminina aqui envolvida integra as perspectivas do gênero e etnia. Identificamos nas produções literárias das escritoras do passado a preocupação em combater o racismo e toda forma de opressão. Além dos livros, utilizamos também como fonte, o que elas publicaram na Imprensa da Paraíba, no jornal A união, nas revistas Flor de Liz e Nova Era, defendendo a necessidade de formação intelectual para as mulheres. Elaboramos as biografias de Alcide Cataxo, Anayde Beiriz, Juanita Machado, Júlia Leal, Olivina Olívia Carneiro Cunha e Petronilda Pordeus, destacando a participação da presença feminina na História da Educação e Cultura da Paraíba. Finalmente, ao recompor os fios de liberdade puxados pelas mulheres do passado, procuramos oferecer à Universidade Brasileira uma leitura que revela o demasiado humano, para além do meramente intelectual faz surpreender até hoje as pessoas. A análise dos textos de autoria feminina apresentados nesta tese, aponta que, desde o começo do século XX, essas escritoras e professoras vêm nos ensinando que, entre a Literatura e a Educação, existe um espaço para a novidade e a surpresa, principalmente uma novidade de expressão de liberdade. Liberdade que não é uma condição definitiva, mas um permanente vir a ser.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este trabalho tem por finalidade retirar dos porões da história escritoras e professoras da Paraíba, do começo do século XX, trazendo ao público contemporâneo textos de Adamantina Neves, Eudésia Vieira, Edilza Barreto, Lylia Guedes e Maria Ignez Mariz. A prática de escrever se coloca para essas autoras como um trabalho ético em relação ao mundo e a elas mesmas, como uma busca ininterrupta da liberdade, associada à questão da solidariedade e da justiça social. A análise dos textos de autoria feminina aqui envolvida integra as perspectivas do gênero e etnia. Identificamos nas produções literárias das escritoras do passado a preocupação em combater o racismo e toda forma de opressão. Além dos livros, utilizamos também como fonte, o que elas publicaram na Imprensa da Paraíba, no jornal A união, nas revistas Flor de Liz e Nova Era, defendendo a necessidade de formação intelectual para as mulheres. Elaboramos as biografias de Alcide Cataxo, Anayde Beiriz, Juanita Machado, Júlia Leal, Olivina Olívia Carneiro Cunha e Petronilda Pordeus, destacando a participação da presença feminina na História da Educação e Cultura da Paraíba. Finalmente, ao recompor os fios de liberdade puxados pelas mulheres do passado, procuramos oferecer à Universidade Brasileira uma leitura que revela o demasiado humano, para além do meramente intelectual faz surpreender até hoje as pessoas. A análise dos textos de autoria feminina apresentados nesta tese, aponta que, desde o começo do século XX, essas escritoras e professoras vêm nos ensinando que, entre a Literatura e a Educação, existe um espaço para a novidade e a surpresa, principalmente uma novidade de expressão de liberdade. Liberdade que não é uma condição definitiva, mas um permanente vir a ser.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE