Da Beleza à Poética
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira e Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura (Doutorado)
Resumo: Na expressão "da beleza à poética", inscreve-se a idéia de partida e de chegada. Partida: estética - perceber com os sentidos -, porque a beleza limita com o sensorial. Aqui, "da beleza" equivale a "da estética". Chegada: teoria - ação de observar -, porque a poética, como corpus teórico sobre a poesia, requer um tomar-parte no ente artístico. Mover-se nessa circularidade - do sentir ao observar e vice-versa - implica navegar rente à margem contrária à das restrições tradicionalmente impostas à subjetividade pela azáfama cientificista. Travessia possível, uma vez que o sujeitovem imiscuindo-se em todas as veredas do pensamento pós-moderno. Assim, postas algumas questões na introdução, passamos a caminhar nos entremeios daleitura esubjetividade. Fundamental pisar esse chão, porque, revelando-se o sujeito, elegemos a liberdade como condição (e princípio!) que permite ao leitor ser introduzido na província da beleza. Somente o sedutor – que nos arranca um como é bem feito! - incita-nos a experenciar a aventura do fascínio à interpretação. Para tanto, põe-se, (n)à poética, as razões que levam o leitor a, seduzido, considerar um texto belo. Dizemos razões, porque, pisando trilha kantiana, não cabe a conceituação sobre o belo; não há, assim, lugar para causas. Observadas as razões, hauridas na hermenêutica de Alfonso Lopez Quintas, de inspiração heideggeriana, tomamos o outro pólo do saber estético - texto e objetividade - configurando-se a pergunta, segundo nos parece, pertinente: como se inscreve, no conhecimento, o objeto artístico? Definida uma resposta, pomos à prova, em “Na prática, as razões são as mesmas”, os pressupostos teóricos - na análise de alguns textos, optamos por objetos de linguagens distintas, tendo em vista as interações que hoje se observam, entre as semioses artísticas e entre as reflexões sobre elas e entre estas e aquelas. A conclusão do nosso trabalho aponta para um mundo que se abre, vivo e dinâmico.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
30 de novembro de 2000
29 de novembro de 2000
Sandra Helena Dias de Melo
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Letras Digitais
Estilo e Neutralidade no Texto Noticioso Jornalístico
Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este estudo teve como objetivo central mostrar como o estilo, num trabalho conjunto entre forma e sentido, produz notícias e reportagens nada imparciais nos textos noticiosos jornalísticos. Visto que a imagem da neutralidade do texto noticioso, construída a partir da divulgação de manuais de redação e estilo jornalístico, advém da visão de um estilo que prima unicamente pela forma no relato da informação imparcial, procurou-se identificar os elementos discursivo-textuais que evidenciassem a não-neutralidade do estilo no texto noticioso, a partir de uma análise discursiva e cognitiva. A partir de um corpus (catorze reportagens e cinco notícias), contendo matérias de 1997 a 2000, fez-se uma análise da relação entre o discurso de neutralidade do estilo nos manuais e livros técnicos da Imprensa e o efeito real do efeito noticioso. Partindo da posição de que o estilo é produtor de sentido e da necessidade de observá-lo a partir de uma perspectiva holística, procurou-se identificar, nesta investigação, marcas discursivo-textuais que exercem importantes e diferentes funções no estabelecimento de sentidos que comprovassem a não-neutralidade do texto noticioso, seja porque a língua não é uma instância neutra da ação humana, seja porque o estilo é um trabalho conjunto entre forma e sentido, destituído do poder de neutralizar qualquer texto. Na análise do corpus, verificou-se além da opacidade da língua, mesmo quando submetida a regras de padronização, a recorrência de estratégias argumentativas na produção do texto noticioso, evidenciando o estilo como seleção de forma e sentido no processamento de informação da imprensa. Os resultados obtidos comprovam a visão do estilo como uma seleção não neutra e como um ato lingüístico fundamental na produção de efeitos de sentido.
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Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este estudo teve como objetivo central mostrar como o estilo, num trabalho conjunto entre forma e sentido, produz notícias e reportagens nada imparciais nos textos noticiosos jornalísticos. Visto que a imagem da neutralidade do texto noticioso, construída a partir da divulgação de manuais de redação e estilo jornalístico, advém da visão de um estilo que prima unicamente pela forma no relato da informação imparcial, procurou-se identificar os elementos discursivo-textuais que evidenciassem a não-neutralidade do estilo no texto noticioso, a partir de uma análise discursiva e cognitiva. A partir de um corpus (catorze reportagens e cinco notícias), contendo matérias de 1997 a 2000, fez-se uma análise da relação entre o discurso de neutralidade do estilo nos manuais e livros técnicos da Imprensa e o efeito real do efeito noticioso. Partindo da posição de que o estilo é produtor de sentido e da necessidade de observá-lo a partir de uma perspectiva holística, procurou-se identificar, nesta investigação, marcas discursivo-textuais que exercem importantes e diferentes funções no estabelecimento de sentidos que comprovassem a não-neutralidade do texto noticioso, seja porque a língua não é uma instância neutra da ação humana, seja porque o estilo é um trabalho conjunto entre forma e sentido, destituído do poder de neutralizar qualquer texto. Na análise do corpus, verificou-se além da opacidade da língua, mesmo quando submetida a regras de padronização, a recorrência de estratégias argumentativas na produção do texto noticioso, evidenciando o estilo como seleção de forma e sentido no processamento de informação da imprensa. Os resultados obtidos comprovam a visão do estilo como uma seleção não neutra e como um ato lingüístico fundamental na produção de efeitos de sentido.
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31 de outubro de 2000
Antony Cardoso Bezerra
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Letras Digitais
Encontro entre Picaresca e Neo-Realismo Português: A Noite e a Madrugada de Fernando Namora
Orientação: Sônia Lucia Ramalho de Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Objetivo, no presente estudo, verificar o processo de convergência - temática e estrutural - existente entre a tradição picaresca espanhola e o romance A Noite e a Madrugada (1950), do escritor português Fernando Namora. O tema eleito é problematizado com base na exposição analítica do percurso da picaresca - com ênfase na tríade fundamental do gênero - e do quadro socioestético em que se insere o Neo-Realismo literário português, notadamente a carreira do autor contemplado. Por meio da contribuição da literatura comparada e da narratologia - e levando em conta a noção de “inter-historicidade” (termo de Guillén, 1989: 283), no envolvimento de aspectos característicos de romances picarescos -, observo os pontos em que Pencas, elemento integrante do romance de Namora, se aproxima ou se afasta do pícaro castelhano. Embora dirija o foco à personagem, preocupo-me em evitar retirá-la de seu ambiente, pois só pode ter o comportamento pertinentemente compreendido no corpo da história. Ao mesmo tempo, verifico de que modo o autor retrabalha motivos usuais da tradição castelhana. Os pontos de conjunção entre os romances picarescos e A Noite e a Madrugada exercem, certamente, funções diversas entre si, pois integrantes de uma cosmovisão particular. Longe de indicarem uma cópia servil do pícaro, as atitudes de Pencas se relacionam ao ambiente rural português. As características da picaresca integradas ao caráter dessa personagem - devidamente recriadas - acabam por se converter num elemento distintivo em relação aos demais integrantes do romance, que, seguindo uma nota dominante do Neo-Realismo, não podem abrir mão do trabalho para sobreviver.
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Orientação: Sônia Lucia Ramalho de Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Objetivo, no presente estudo, verificar o processo de convergência - temática e estrutural - existente entre a tradição picaresca espanhola e o romance A Noite e a Madrugada (1950), do escritor português Fernando Namora. O tema eleito é problematizado com base na exposição analítica do percurso da picaresca - com ênfase na tríade fundamental do gênero - e do quadro socioestético em que se insere o Neo-Realismo literário português, notadamente a carreira do autor contemplado. Por meio da contribuição da literatura comparada e da narratologia - e levando em conta a noção de “inter-historicidade” (termo de Guillén, 1989: 283), no envolvimento de aspectos característicos de romances picarescos -, observo os pontos em que Pencas, elemento integrante do romance de Namora, se aproxima ou se afasta do pícaro castelhano. Embora dirija o foco à personagem, preocupo-me em evitar retirá-la de seu ambiente, pois só pode ter o comportamento pertinentemente compreendido no corpo da história. Ao mesmo tempo, verifico de que modo o autor retrabalha motivos usuais da tradição castelhana. Os pontos de conjunção entre os romances picarescos e A Noite e a Madrugada exercem, certamente, funções diversas entre si, pois integrantes de uma cosmovisão particular. Longe de indicarem uma cópia servil do pícaro, as atitudes de Pencas se relacionam ao ambiente rural português. As características da picaresca integradas ao caráter dessa personagem - devidamente recriadas - acabam por se converter num elemento distintivo em relação aos demais integrantes do romance, que, seguindo uma nota dominante do Neo-Realismo, não podem abrir mão do trabalho para sobreviver.
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27 de outubro de 2000
Andréa Leocádio de Nogueira
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Letras Digitais
O Processo de Referenciação em Textos Injuntivos Escritos: a elipse nominal
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O objetivo desta pesquisa é investigar como as estratégias de continuidade referencial contribuem para a construção da coerência em textos injuntivos escritos. De modo específico, investiga-se como a elipse nominal contribui não só para a criação da coerência global do texto, mas para a própria construção sintática. Defende-se a tese de que a elipse é um dos mecanismos de manutenção do tópico e da estabilidade referencial, sendo assim, da coerência. Entende-se por referenciação uma atividade de formulação textual, realizada pelos mais diversos tipos de estratégias, tanto de base lexical como pronominal, sendo a coerência resultante deste processo, e não produto dele, isto é, não uma propriedade do texto, no sentido de que se encontra inscrita nele, mas mediada por ele. Tem-se por hipótese que a elipse, nesta perspectiva, é fruto de processos discursivos, associada a um discurso que segue. Visando à comprovação da hipótese, apresenta-se a relação entre elipse e situação comunicativa dos injuntivos, elipse e contexto sintático-pragmático, elipse e memória discursiva. Abordam-se itens como construção textual, argumentos de predicados, status informacional e pontos de ancoragem discursiva. Identificam-se os ambientes condicionantes para uma ocorrência elíptica, bem como os contextos nos quais tal ocorrência é inadequada. Constata-se que a elipse é fator de coesão e coerência, sendo utilizada em contextos discursivos menos ambíguos.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: O objetivo desta pesquisa é investigar como as estratégias de continuidade referencial contribuem para a construção da coerência em textos injuntivos escritos. De modo específico, investiga-se como a elipse nominal contribui não só para a criação da coerência global do texto, mas para a própria construção sintática. Defende-se a tese de que a elipse é um dos mecanismos de manutenção do tópico e da estabilidade referencial, sendo assim, da coerência. Entende-se por referenciação uma atividade de formulação textual, realizada pelos mais diversos tipos de estratégias, tanto de base lexical como pronominal, sendo a coerência resultante deste processo, e não produto dele, isto é, não uma propriedade do texto, no sentido de que se encontra inscrita nele, mas mediada por ele. Tem-se por hipótese que a elipse, nesta perspectiva, é fruto de processos discursivos, associada a um discurso que segue. Visando à comprovação da hipótese, apresenta-se a relação entre elipse e situação comunicativa dos injuntivos, elipse e contexto sintático-pragmático, elipse e memória discursiva. Abordam-se itens como construção textual, argumentos de predicados, status informacional e pontos de ancoragem discursiva. Identificam-se os ambientes condicionantes para uma ocorrência elíptica, bem como os contextos nos quais tal ocorrência é inadequada. Constata-se que a elipse é fator de coesão e coerência, sendo utilizada em contextos discursivos menos ambíguos.
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17 de outubro de 2000
Maria Lúcia Ferreira de Figueirêdo Barbosa
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Letras Digitais
A Polidez no Discurso de Crianças e Adolescentes
Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este trabalho examina o uso de rotinas de polidez (elogiar e pedir desculpas) em interações diadáticas e multiparte de crianças e adolescentes. O perfil comunicativo dos informantes é descrito com base em estratégias que eles utilizam com vistas a atender necessidades pessoais e sociais surgidas no curso das interações. Elogios e pedidos de desculpas são analisados levando-se em conta o background sociocultural compartilhado por proferidores e destinatários de elogios, bem como por ofensores e ofendidos. Ambas as rotinas são analisadas na perspectiva da sociolingüística interacional (Gumperz, 1982), fundamentando-se o estudo da polidez lingüística em estudos de inspiração pragmática cuja abordagem centra-se nos mecanismos de estratégias de polidez que visam a harmonizar a interação social (Leech, 1983; Brown e Levinson, 1987). O corpus é formado por crianças e adolescentes e compreende 64 elogios e 64 respostas, assim como 33 ofensas e 33 pedidos de desculpas, coletados em conversações, jogos e brincadeiras em situações informais espontâneas. De acordo com os resultados, os informantes de modo geral usam elogios como mecanismos de atender às necessidades de reconhecimento e aprovação dos interlocutores, mas observa-se uma tendência significativa no grupo de adolescentes femininos a trocarem elogios entre si com o objetivo de aprovar e reconhecer aspectos relacionados a auto-imagem das interlocutoras. Do ponto de vista das respostas e elogios, observa-se uma maior desenvoltura no uso de respostas que requerem o manejo de estratégias de polidez em meninas a partir de dez anos de idade. No que se refere à rotina de pedir desculpas, observa-se que os ofensores raramente pedem desculpas, observa-se aos interlocutores. A análise de ofensas e pedidos de desculpas é coerente com a idéia de que os informantes não toleram atos de auto-humilhação. Nota-se a presença de convenções que determinam quais os tipos de atos são ofensivos, tendo-se em vista que o contexto assume um papel relevante na definição da gravidade da ofensa. Uma ofensa pode ser leve ou grave dependendo do contexto de sua realização e de negociações entre ofensores e ofendidos. Os pedidos de desculpas realizados por crianças e adolescentes demonstram que os informantes lidam com o conceito de polidez, mas verifica-se variação em relação a fatores como idade e sexo, uma vez que a operação de estratégias de polidez em pedidos de desculpas ocorre de forma mais consistente a partir de oito anos de idade, sobretudo por parte de falantes femininos. De modo geral, as interações de crianças e adolescentes situam-se a partir de um eixo no qual se centralizam-se os desejos e a s expectativas de cada um dos participantes. O equilíbrio das interações entre eles somente é atendido à medida que os interesses centrais de cada um são respeitados. Evidencia-se portanto um padrão interacional centrado no indivíduo e em suas necessidades, com características peculiares a culturas ocidentais e européias como as descritas por Mao (1994) e Kerbrat-Orecchioni (1994).
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Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este trabalho examina o uso de rotinas de polidez (elogiar e pedir desculpas) em interações diadáticas e multiparte de crianças e adolescentes. O perfil comunicativo dos informantes é descrito com base em estratégias que eles utilizam com vistas a atender necessidades pessoais e sociais surgidas no curso das interações. Elogios e pedidos de desculpas são analisados levando-se em conta o background sociocultural compartilhado por proferidores e destinatários de elogios, bem como por ofensores e ofendidos. Ambas as rotinas são analisadas na perspectiva da sociolingüística interacional (Gumperz, 1982), fundamentando-se o estudo da polidez lingüística em estudos de inspiração pragmática cuja abordagem centra-se nos mecanismos de estratégias de polidez que visam a harmonizar a interação social (Leech, 1983; Brown e Levinson, 1987). O corpus é formado por crianças e adolescentes e compreende 64 elogios e 64 respostas, assim como 33 ofensas e 33 pedidos de desculpas, coletados em conversações, jogos e brincadeiras em situações informais espontâneas. De acordo com os resultados, os informantes de modo geral usam elogios como mecanismos de atender às necessidades de reconhecimento e aprovação dos interlocutores, mas observa-se uma tendência significativa no grupo de adolescentes femininos a trocarem elogios entre si com o objetivo de aprovar e reconhecer aspectos relacionados a auto-imagem das interlocutoras. Do ponto de vista das respostas e elogios, observa-se uma maior desenvoltura no uso de respostas que requerem o manejo de estratégias de polidez em meninas a partir de dez anos de idade. No que se refere à rotina de pedir desculpas, observa-se que os ofensores raramente pedem desculpas, observa-se aos interlocutores. A análise de ofensas e pedidos de desculpas é coerente com a idéia de que os informantes não toleram atos de auto-humilhação. Nota-se a presença de convenções que determinam quais os tipos de atos são ofensivos, tendo-se em vista que o contexto assume um papel relevante na definição da gravidade da ofensa. Uma ofensa pode ser leve ou grave dependendo do contexto de sua realização e de negociações entre ofensores e ofendidos. Os pedidos de desculpas realizados por crianças e adolescentes demonstram que os informantes lidam com o conceito de polidez, mas verifica-se variação em relação a fatores como idade e sexo, uma vez que a operação de estratégias de polidez em pedidos de desculpas ocorre de forma mais consistente a partir de oito anos de idade, sobretudo por parte de falantes femininos. De modo geral, as interações de crianças e adolescentes situam-se a partir de um eixo no qual se centralizam-se os desejos e a s expectativas de cada um dos participantes. O equilíbrio das interações entre eles somente é atendido à medida que os interesses centrais de cada um são respeitados. Evidencia-se portanto um padrão interacional centrado no indivíduo e em suas necessidades, com características peculiares a culturas ocidentais e européias como as descritas por Mao (1994) e Kerbrat-Orecchioni (1994).
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13 de outubro de 2000
Alcides Mendes da Silva Júnior
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Letras Digitais
Espaço e Discurso: a construção do Nordeste na literatura regionalista
Orientação: Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O espaço é construção humana além de uma paisagem organizada com determinado fim. É o conjunto de valores e técnicas estabelecido socialmente. Um emaranhado simbólico que dispõe homens e objetos em relações constantes de evolução e troca. O espaço é portanto, a própria sociedade em sua dinâmica e estrutura. A forma e o conteúdo em permanente reconstrução. O interesse ora pretendido recai sobre a condição utilitária do discurso como articulação hegemônica de manutenção do status quo, em detrimento de realidades periféricas mantidas como tais pela mão inequívoca e condicionante deste mesmo aparato discursivo. O discurso regionalista é uma das vertentes construídas com este intuito de manipulação. Verifica-se praticamente em todas as áreas do conhecimento diferenciado que se produziu e se produz sobre a região Nordeste. O foco deste trabalho é a literatura regionalista. Mais precisamente três romances, considerados grandes obras representativas do regionalismo na literatura: Fogo Morto (José Lins do Rego), Terras do Sem Fim (Jorge Amado) e São Bernardo (Graciliano Ramos); o que se verifica nelas, como tentativas isoladas de libertação do discurso regionalista; e como essas obras, de uma certa forma, refazem (enquanto tentam desfazer) a mesma teia que pretendem destruir.
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Orientação: Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O espaço é construção humana além de uma paisagem organizada com determinado fim. É o conjunto de valores e técnicas estabelecido socialmente. Um emaranhado simbólico que dispõe homens e objetos em relações constantes de evolução e troca. O espaço é portanto, a própria sociedade em sua dinâmica e estrutura. A forma e o conteúdo em permanente reconstrução. O interesse ora pretendido recai sobre a condição utilitária do discurso como articulação hegemônica de manutenção do status quo, em detrimento de realidades periféricas mantidas como tais pela mão inequívoca e condicionante deste mesmo aparato discursivo. O discurso regionalista é uma das vertentes construídas com este intuito de manipulação. Verifica-se praticamente em todas as áreas do conhecimento diferenciado que se produziu e se produz sobre a região Nordeste. O foco deste trabalho é a literatura regionalista. Mais precisamente três romances, considerados grandes obras representativas do regionalismo na literatura: Fogo Morto (José Lins do Rego), Terras do Sem Fim (Jorge Amado) e São Bernardo (Graciliano Ramos); o que se verifica nelas, como tentativas isoladas de libertação do discurso regionalista; e como essas obras, de uma certa forma, refazem (enquanto tentam desfazer) a mesma teia que pretendem destruir.
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19 de setembro de 2000
Gilberlande Pereira dos Santos
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Ambigüidade Discursiva em Textos Icônico-Verbais Argumentativos de Caráter Público
Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A capacidade das línguas humanas de refletirem um aspecto de ambigüidade e imprecisão no discurso permite aos indivíduos-leitores dos textos icônico-verbais argumentativos, de caráter público, a construção de variadas representações interpretativas. Partindo desse pressuposto, esta pesquisa objetivou apreender o processamento da compreensão de doze informantes-leitores do curso de letras, da Universidade Federal de Pernambuco, usando, para tanto, seis textos icônico-verbais, veiculados em revistas e outdoors, extraídos de campanhas publicitárias nacionais. A coleta de dados ocorreu por meio de uso de dois questionários: um socioeconômico e cultural e outro sobre estratégias meta-cognitivas de leitura e compreensão de textos, acompanhados de uma interpretação escrita dos leitores e de um auto-relato (entrevista estruturada). O estudo evidenciou que os textos analisados, em conseqüência da sua estrutura formal, possibilitam variadas interpretações por parte dos leitores e que estes, no processo interativo de compreensão, sob influência de fatores afetivos, cognitivos e sociais, constroem sentidos através da associação das linguagens verbal e não-verbal e, sobretudo, usando informações extra-textuais. Cria-se, portanto, novos e coerentes textos a partir das leituras processadas, por meio do uso efetivo de estratégias, tais como: intertextualidade, inferências, conhecimento prévio, associação de informações e outras; ajudando, assim, a asseverar o caráter de ambigüidade discursiva existente em textos icônico-verbais argumentativos usados em anúncios de exibição na publicidade nacional.
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Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A capacidade das línguas humanas de refletirem um aspecto de ambigüidade e imprecisão no discurso permite aos indivíduos-leitores dos textos icônico-verbais argumentativos, de caráter público, a construção de variadas representações interpretativas. Partindo desse pressuposto, esta pesquisa objetivou apreender o processamento da compreensão de doze informantes-leitores do curso de letras, da Universidade Federal de Pernambuco, usando, para tanto, seis textos icônico-verbais, veiculados em revistas e outdoors, extraídos de campanhas publicitárias nacionais. A coleta de dados ocorreu por meio de uso de dois questionários: um socioeconômico e cultural e outro sobre estratégias meta-cognitivas de leitura e compreensão de textos, acompanhados de uma interpretação escrita dos leitores e de um auto-relato (entrevista estruturada). O estudo evidenciou que os textos analisados, em conseqüência da sua estrutura formal, possibilitam variadas interpretações por parte dos leitores e que estes, no processo interativo de compreensão, sob influência de fatores afetivos, cognitivos e sociais, constroem sentidos através da associação das linguagens verbal e não-verbal e, sobretudo, usando informações extra-textuais. Cria-se, portanto, novos e coerentes textos a partir das leituras processadas, por meio do uso efetivo de estratégias, tais como: intertextualidade, inferências, conhecimento prévio, associação de informações e outras; ajudando, assim, a asseverar o caráter de ambigüidade discursiva existente em textos icônico-verbais argumentativos usados em anúncios de exibição na publicidade nacional.
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11 de setembro de 2000
Karla Galvão Adrião
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Letras Digitais
No Mar dos Sentidos: linguagem, cognição e experiência no contexto da construção do conhecimento social
Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho analisa a construção do conhecimento social, de comunidades lingüísticas que interagem lingüisticamente compartilhando conhecimentos socialmente adquiridos e construídos. Para tanto, adotamos uma noção de língua como prática social dialógica e interativa e "atividade intersubjetiva na e pela qual é constituído um modelo público de mundo" (Mondada, 1994:63). Buscamos compreender o fenômeno da construção de significados e sentidos através de um caso de difusão tecnológica de novos aparelhos eletrônicos – GPS, ecossonda e rádio VHF – a serem acoplados às técnicas de pesca em comunidades pesqueiras do litoral de Pernambuco, a saber: "Praia da Saudade" e "Praia do Sal" (nomes fictícios). Com isto, procuramos avaliar o impacto de novas tecnologias na construção do conhecimento dos indivíduos, analisando os usos lingüísticos provenientes dessa relação de contato com novas linguagens e práticas cotidianas. Tomamos como sujeitos os participantes desse programa de pesca marítima do Programa Estadual de difusão tecnológica do Instituto de Tecnologia de Pernambuco – Peditec/ITEP e os técnicos que promoveram essa difusão tecnológica, através de entrevistas e observações “in loco” das comunidades. Observou-se como os indivíduos numa dada comunidade constroem suas formas de representação cognitiva e como se pode interferir no processo de construção de novos significados, com vistas à difusão tecnológica satisfatória. Os pescadores utilizaram-se de estratégias específicas para construir novos conhecimentos que demarcavam a forma de conviverem em seu mundo, construindo espaços mentais (Fauconier, 1996, 1997, 1999 a e 1999b) onde novos sentidos acoplavam-se a antigas formas de convivência com o trabalho, ocasionado uma mesclagem ou blendingdos sentidos construídos. Além disso, os novos aparelhos eletrônicos foram utilizados em consonância com os antigos. A inserção dos novos conhecimentos pelos técnicos demarcou um momento de construção de sentidos que não favoreceram a compreensão de uma nova utilidade e de confiança com relação aos novos aparelhos.
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Orientação: Luiz Antonio Marcuschi
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho analisa a construção do conhecimento social, de comunidades lingüísticas que interagem lingüisticamente compartilhando conhecimentos socialmente adquiridos e construídos. Para tanto, adotamos uma noção de língua como prática social dialógica e interativa e "atividade intersubjetiva na e pela qual é constituído um modelo público de mundo" (Mondada, 1994:63). Buscamos compreender o fenômeno da construção de significados e sentidos através de um caso de difusão tecnológica de novos aparelhos eletrônicos – GPS, ecossonda e rádio VHF – a serem acoplados às técnicas de pesca em comunidades pesqueiras do litoral de Pernambuco, a saber: "Praia da Saudade" e "Praia do Sal" (nomes fictícios). Com isto, procuramos avaliar o impacto de novas tecnologias na construção do conhecimento dos indivíduos, analisando os usos lingüísticos provenientes dessa relação de contato com novas linguagens e práticas cotidianas. Tomamos como sujeitos os participantes desse programa de pesca marítima do Programa Estadual de difusão tecnológica do Instituto de Tecnologia de Pernambuco – Peditec/ITEP e os técnicos que promoveram essa difusão tecnológica, através de entrevistas e observações “in loco” das comunidades. Observou-se como os indivíduos numa dada comunidade constroem suas formas de representação cognitiva e como se pode interferir no processo de construção de novos significados, com vistas à difusão tecnológica satisfatória. Os pescadores utilizaram-se de estratégias específicas para construir novos conhecimentos que demarcavam a forma de conviverem em seu mundo, construindo espaços mentais (Fauconier, 1996, 1997, 1999 a e 1999b) onde novos sentidos acoplavam-se a antigas formas de convivência com o trabalho, ocasionado uma mesclagem ou blendingdos sentidos construídos. Além disso, os novos aparelhos eletrônicos foram utilizados em consonância com os antigos. A inserção dos novos conhecimentos pelos técnicos demarcou um momento de construção de sentidos que não favoreceram a compreensão de uma nova utilidade e de confiança com relação aos novos aparelhos.
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28 de junho de 2000
José Elizaldo do Carmo Arruda
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Letras Digitais
O Projeto Vitae e a Formação do Professor de Língua Portuguesa em Pernambuco: história, avaliação e resultado
Orientação: Gilda Lins de Araújo
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta pesquisa tem por finalidade resgatar a história do Projeto Vitae (1993 a 1998). Identificamos e analisamos mudanças de atitudes pedagógicas de professores de língua portuguesa que participaram dos cursos de atualização em língua portuguesa para professores do 2º grau, promovidos em convênios interinstitucionais da UFPE/Vitae/Facepe/Secretaria de Educação do Estado. Verificamos também as habilidades desses professores referentes à leitura, à escrita e à metalinguagem. A partir de leituras reflexivas sobre sócio-interacionismo, buscamos em L. S. Vygotsky subsídios para a fundamentação teórica desta dissertação, visto que o foco principal é verificar as mudanças de atitudes pedagógicas dos professores e alunos Vitae e suas competências relativas ao ensino das habilidades de leitura de textos, produção e recepção de textos e ao domínio da metalinguagem. Finalmente, além de fazermos um resgate histórico do Vitae em Pernambuco, procuramos provocar uma reflexão entre professores e alunos sobre as novas perspectivas da formação do professor com vista às implicações teóricas e práticas dos conceitos de ensino e de aprendizagem.
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Orientação: Gilda Lins de Araújo
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta pesquisa tem por finalidade resgatar a história do Projeto Vitae (1993 a 1998). Identificamos e analisamos mudanças de atitudes pedagógicas de professores de língua portuguesa que participaram dos cursos de atualização em língua portuguesa para professores do 2º grau, promovidos em convênios interinstitucionais da UFPE/Vitae/Facepe/Secretaria de Educação do Estado. Verificamos também as habilidades desses professores referentes à leitura, à escrita e à metalinguagem. A partir de leituras reflexivas sobre sócio-interacionismo, buscamos em L. S. Vygotsky subsídios para a fundamentação teórica desta dissertação, visto que o foco principal é verificar as mudanças de atitudes pedagógicas dos professores e alunos Vitae e suas competências relativas ao ensino das habilidades de leitura de textos, produção e recepção de textos e ao domínio da metalinguagem. Finalmente, além de fazermos um resgate histórico do Vitae em Pernambuco, procuramos provocar uma reflexão entre professores e alunos sobre as novas perspectivas da formação do professor com vista às implicações teóricas e práticas dos conceitos de ensino e de aprendizagem.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
27 de junho de 2000
Verônica Cavalcanti de Araújo Campos
Postado por
Letras Digitais
Ensino-Aprendizagem de Leitura em Língua Estrangeira: uma ação pedagógica interdisciplinar para a escola pública
Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A ênfase na aprendizagem de leitura em língua estrangeira no ensino médio representa uma realidade nas propostas curriculares, para atender as exigências sócio-político-econômicas presentes e futuras do mundo, além de colaborar no desenvolvimento de uma habilidade que é central na escola. Esta pesquisa objetiva investigar a influência do ensino-aprendizagem de leitura em língua inglesa a partir do conteúdo das diversas disciplinas curriculares, na formação de leitores mais eficientes na referida área. Após a análise, concluímos que o ensino de leitura, no enfoque adotado, pode contribuir para uma melhoria da capacidade de leitura em língua inglesa e provocar uma reavaliação da metodologia do ensino de línguas estrangeiras na escola pública.
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Orientação: Abuêndia Padilha Peixoto Pinto
Área de Concentração: Linguística
Resumo: A ênfase na aprendizagem de leitura em língua estrangeira no ensino médio representa uma realidade nas propostas curriculares, para atender as exigências sócio-político-econômicas presentes e futuras do mundo, além de colaborar no desenvolvimento de uma habilidade que é central na escola. Esta pesquisa objetiva investigar a influência do ensino-aprendizagem de leitura em língua inglesa a partir do conteúdo das diversas disciplinas curriculares, na formação de leitores mais eficientes na referida área. Após a análise, concluímos que o ensino de leitura, no enfoque adotado, pode contribuir para uma melhoria da capacidade de leitura em língua inglesa e provocar uma reavaliação da metodologia do ensino de línguas estrangeiras na escola pública.
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