João do Vale: poesia popular e identidade
Orientação: Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho é uma análise da obra do compositor maranhense João do Vale que evidencia sua história de vida e sua importância na identificação do Nordeste. Mostra-se a relevância do compositor na história da MP nordestina, a riqueza de imagens encontradas na sua música que possibilitam uma reflexão acerca dos problemas sociais, econômicos e culturais vividos pelo nordestino. Na leitura dos seus versos verificam-se as cenas, os lugares que permitem o indivíduo a reconhecer e vivificar sua história. Aqui, sua obra é estudada a partir de temas considerados universais como a “saudade” e o “amor” que fazem o indivíduo retornar a tempos que outrora lhe foram caros e que agora podem ser recordados sob o olhar saudoso e amoroso do poeta maranhense. A importância da sua obra é confrontada com a de outros autores que consagraram essa temática como aproximação entre momentos que hoje são presentes com aqueles guardados com carinho nas lembranças, moldando de alguma forma o perfil do escritor. Em seguida a pesquisa será premiada ao se mostrar como ritmo, melodia, letras, etc. possibilitam a construção de uma identidade nordestina. Coloca-se que esses elementos retratam o modo de ser, de falar das pessoas que dão a cor ao lugar, ao espaço configurado como Nordeste. Mostra-se que a linguagem é desprovida de rebuscamento, mas que traz consentimentos necessários aos que constituem aquele local. Na caminhada pelos poemas valeanos, leva-se ainda em consideração seu aspecto literário e musical, o público, as considerações históricas em que foram produzidos e difundidos, procurando-se fazer uma abordagem sobre identidade e sua relevância na cultura de um povo. Ao final, mostra-se como a cultura popular, representada pela poesia de João do Vale, constituí-se como um fator que possibilita uma tomada de consciência dos nordestinos, ao conceberem a história do Nordeste a partir da perspectiva de mudanças sociais e culturais. Com essa postura o indivíduo transforma-se no mentor de uma nova postura em relação ao que é regional.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
28 de maio de 2002
6 de maio de 2002
Enilda da Silva Marques Fernandes
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Letras Digitais
Narrativas Conversacionais: estruturas e vozes
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta dissertação dedica-se ao estudo das narrativas conversacionais, focalizando aspectos estruturais e, dentre eles, a presença de vozes. O material empírico utilizado na análise compreende 10 narrativas selecionadas nos inquéritos do volume 1 – “A linguagem falada culta na cidade do Recife” Diálogos entre Informante e Documentador (DID). Trata-se de uma análise que busca levantar algumas das marcas lingüísticas que servem para especificar diferentes vozes no interior de um texto narrativo conversacional como o discurso direto, o discurso indireto e as glosas do locutor. A análise apoiou-se nos trabalhos de Labov e Waletzky (1967), Labov (1972, 1982, 1997), Gulich e Quasthoff (1985,1986), Bakhtin (1999, 2000), Ducrot (1987), Kristeva (1974), Maingueneau (1997,1998), Bronckart (1999) e Fiorin e Savioli (1996). A análise dos dados revelou que é possível estabelecer uma relação estrutura/vozes, uma vez que o fenômeno vozes ocorre ao longo de todas as seções naturais da narrativa conversacional propostas por Labov, possibilitando coerência no texto narrativo. Por outro lado, observou-se que, caso o ouvinte não perceba a ocorrência de vozes, a compreensão do sentido global da narrativa conversacional pode ficar prejudicada, pois surgem conceituações e posições ideológicas que fazem parte de um contexto maior e externo ao narrador. Essas conceituações ao se deixarem entrever, caracterizam um enunciador polifônico, no qual são percebidas outras vozes, decorrentes de procedimentos discursivos escolhidos e previamente determinados por uma coletividade social.
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Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Esta dissertação dedica-se ao estudo das narrativas conversacionais, focalizando aspectos estruturais e, dentre eles, a presença de vozes. O material empírico utilizado na análise compreende 10 narrativas selecionadas nos inquéritos do volume 1 – “A linguagem falada culta na cidade do Recife” Diálogos entre Informante e Documentador (DID). Trata-se de uma análise que busca levantar algumas das marcas lingüísticas que servem para especificar diferentes vozes no interior de um texto narrativo conversacional como o discurso direto, o discurso indireto e as glosas do locutor. A análise apoiou-se nos trabalhos de Labov e Waletzky (1967), Labov (1972, 1982, 1997), Gulich e Quasthoff (1985,1986), Bakhtin (1999, 2000), Ducrot (1987), Kristeva (1974), Maingueneau (1997,1998), Bronckart (1999) e Fiorin e Savioli (1996). A análise dos dados revelou que é possível estabelecer uma relação estrutura/vozes, uma vez que o fenômeno vozes ocorre ao longo de todas as seções naturais da narrativa conversacional propostas por Labov, possibilitando coerência no texto narrativo. Por outro lado, observou-se que, caso o ouvinte não perceba a ocorrência de vozes, a compreensão do sentido global da narrativa conversacional pode ficar prejudicada, pois surgem conceituações e posições ideológicas que fazem parte de um contexto maior e externo ao narrador. Essas conceituações ao se deixarem entrever, caracterizam um enunciador polifônico, no qual são percebidas outras vozes, decorrentes de procedimentos discursivos escolhidos e previamente determinados por uma coletividade social.
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30 de abril de 2002
Roxana Alves de Siqueira
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Letras Digitais
Jornais Femininos do Século XIX: os embates ideológicos entre homens e mulheres
Orientação: Marlos de Barros Pessoa
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Tendo por base a Análise Crítica do Discurso (ACD), o presente trabalho analisa as diversas e conflitantes posições acerca da mulher nos jornais femininos do Recife da segunda metade do século XIX, escritos por homens e por mulheres. O corpus ampliado e constituído por nove textos de jornais, dos quais quatro são objeto de análise e os demais são utilizados a título de ilustração. Os textos foram selecionados com base em dois critérios: o momento histórico e a autoria, masculina ou feminina. Dentre os autores que desenvolvem seus estudos na ACD, encontra-se Norman Fairclough, cujo instrumental teórico e analítico serviram de norte a pesquisa. A análise dos dados se pautou no Modelo Tridimensional de Análise, de acordo com o qual o discurso é visto como um texto, um exemplo de prática discursiva e uma prática social. Para cada uma dessas dimensões corresponde as seguintes etapas de análise: descrição, interpretação e explicação. A aplicação do referido modelo aos dados revela uma tendência conservadora e sexista nos jornais escritos por homens, ao passo que os jornais escritos por mulheres podem ser classificados como feministas.
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Orientação: Marlos de Barros Pessoa
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Tendo por base a Análise Crítica do Discurso (ACD), o presente trabalho analisa as diversas e conflitantes posições acerca da mulher nos jornais femininos do Recife da segunda metade do século XIX, escritos por homens e por mulheres. O corpus ampliado e constituído por nove textos de jornais, dos quais quatro são objeto de análise e os demais são utilizados a título de ilustração. Os textos foram selecionados com base em dois critérios: o momento histórico e a autoria, masculina ou feminina. Dentre os autores que desenvolvem seus estudos na ACD, encontra-se Norman Fairclough, cujo instrumental teórico e analítico serviram de norte a pesquisa. A análise dos dados se pautou no Modelo Tridimensional de Análise, de acordo com o qual o discurso é visto como um texto, um exemplo de prática discursiva e uma prática social. Para cada uma dessas dimensões corresponde as seguintes etapas de análise: descrição, interpretação e explicação. A aplicação do referido modelo aos dados revela uma tendência conservadora e sexista nos jornais escritos por homens, ao passo que os jornais escritos por mulheres podem ser classificados como feministas.
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26 de abril de 2002
Daniela Carla Gomes Freitas
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Letras Digitais
De Zola a Assis Brasil: o pré-determinismo social da mulher em Naná e em Beira Rio e Beira Vida
Orientação: Yaracylda Oliveira Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Centrado em Naná, romance naturalista de Emile Zola e em Beira Rio Beira Vida romance contemporâneo regionalista de Assis Brasil, o presente trabalho situa-se no campo da literatura comparada, demarcando a problemática do pré-determinismo social da mulher prostituta. Nessa direção, a análise é fundamentada na discussão avaliativa da prostituição na atualidade e enquanto vertente literária de criação artística capaz de transfigurar a realidade contemporânea em determinadas manifestações sócio-culturais. Até onde foi possível demonstrar, a nossa conclusão é de que em Beira Rio Beira Vida e em Naná o discurso narrativo empresta vida imaginária à prostituta, enquanto habitante marginalizada de qualquer província, revelando no pacto lingüístico um estado de debate social. Como procedimento metodológico, a análise contida no presente trabalho se utiliza da abordagem direta das próprias narrativas, explorando-lhe suas virtualidades e recursos literários, estando refletida tal postura tanto no ordenamento quanto na estruturação dos capítulos que formam o texto no seu conjunto.
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Orientação: Yaracylda Oliveira Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Centrado em Naná, romance naturalista de Emile Zola e em Beira Rio Beira Vida romance contemporâneo regionalista de Assis Brasil, o presente trabalho situa-se no campo da literatura comparada, demarcando a problemática do pré-determinismo social da mulher prostituta. Nessa direção, a análise é fundamentada na discussão avaliativa da prostituição na atualidade e enquanto vertente literária de criação artística capaz de transfigurar a realidade contemporânea em determinadas manifestações sócio-culturais. Até onde foi possível demonstrar, a nossa conclusão é de que em Beira Rio Beira Vida e em Naná o discurso narrativo empresta vida imaginária à prostituta, enquanto habitante marginalizada de qualquer província, revelando no pacto lingüístico um estado de debate social. Como procedimento metodológico, a análise contida no presente trabalho se utiliza da abordagem direta das próprias narrativas, explorando-lhe suas virtualidades e recursos literários, estando refletida tal postura tanto no ordenamento quanto na estruturação dos capítulos que formam o texto no seu conjunto.
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24 de abril de 2002
Clarissa Loureiro Marinho Barbosa
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Letras Digitais
O mito do cangaceiro no cordel
Orientação: Sônia Lucia Ramalho de Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esta dissertação pretende discutir sobre a predominância da ambigüidade mítica do cangaceiro no cordel, com o objetivo de se apontar como o confronto dos mitos do ladrão nobre e do vingador expressam a contradição ideológica inerente à cultura popular. Com isso, procura-se comprovar que o mito é uma fala e o cordel tem o papel oral que se faz jornal do povo, não só como veículo informativo, mas como expressão literária do pensar popular acerca de sua realidade social.
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Orientação: Sônia Lucia Ramalho de Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Esta dissertação pretende discutir sobre a predominância da ambigüidade mítica do cangaceiro no cordel, com o objetivo de se apontar como o confronto dos mitos do ladrão nobre e do vingador expressam a contradição ideológica inerente à cultura popular. Com isso, procura-se comprovar que o mito é uma fala e o cordel tem o papel oral que se faz jornal do povo, não só como veículo informativo, mas como expressão literária do pensar popular acerca de sua realidade social.
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17 de abril de 2002
Jasmine Soares Ribeiro Malta
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Letras Digitais
Poesia e Pintura: uma abordagem intersemiótica de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral
Orientação: Sebastien Joachim
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho investiga a produção dramatúrgica de duas autoras nordestinas: Francisca Izidora, de Pernambuco e Isabel Gondim, do Rio Grande do Norte. Mulheres oriundas da segunda metade do século XIX, que escreveram no início do século XX e dedicaram suas vidas à educação e as letras. Através da documentação reunida, reconstitui a contribuição à literatura brasileira oferecida pelas autoras. Elas desenvolveram atividades de ensino, publicaram livros dos mais diversos matizes, colaboraram para jornais importantes e romperam com limitações impostas ao seu sexo. O estudo comparativo estabelecido entre os dramas: O Sacrifício do Amor, inscrito por Isabel Gondim e Elnar, concebido por Francisca Izidora, elegem o tema do amor, presente nos dois textos, como matriz da abordagem poética. Partindo da vasta produção da escrita feminina, são analisadas somente peças de teatro. Sem pretensões de esgotar a questão, discute a temática e a maneira como são tratados nessas poéticas aspectos importantes da vida da mulher. As semelhanças e diferenças presentes nos textos abordados representam uma amostra significativa a respeito do assunto.
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Orientação: Sebastien Joachim
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho investiga a produção dramatúrgica de duas autoras nordestinas: Francisca Izidora, de Pernambuco e Isabel Gondim, do Rio Grande do Norte. Mulheres oriundas da segunda metade do século XIX, que escreveram no início do século XX e dedicaram suas vidas à educação e as letras. Através da documentação reunida, reconstitui a contribuição à literatura brasileira oferecida pelas autoras. Elas desenvolveram atividades de ensino, publicaram livros dos mais diversos matizes, colaboraram para jornais importantes e romperam com limitações impostas ao seu sexo. O estudo comparativo estabelecido entre os dramas: O Sacrifício do Amor, inscrito por Isabel Gondim e Elnar, concebido por Francisca Izidora, elegem o tema do amor, presente nos dois textos, como matriz da abordagem poética. Partindo da vasta produção da escrita feminina, são analisadas somente peças de teatro. Sem pretensões de esgotar a questão, discute a temática e a maneira como são tratados nessas poéticas aspectos importantes da vida da mulher. As semelhanças e diferenças presentes nos textos abordados representam uma amostra significativa a respeito do assunto.
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15 de abril de 2002
Evangelina Maria Brito de Faria
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Letras Digitais
Interação e Argumentação Oral Infantil: o esperado e o surpreendente dos movimentos discursivos
Orientação: Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este trabalho insere-se no campo da Lingüística Interacional e dedica-se ao estudo de duas atividades do ser humano: conversar e argumentar. Na interação, as crianças indagam, narram, enumeram, consolam, descrevem, argumentam, criticam, opinam, fazem com que essas atividades se sucedam e se articulem aos enunciados do interlocutor. É justamente essa articulação existente entre os enunciados, os encadeamentos inter-turnos, que procuramos compreender nas condutas dialógicas infantis e seus respectivos efeitos na elaboração do discurso argumentativo. Defendemos a hipótese de que a criança, a partir dos quatro anos, já faz uso constante do discurso argumentativo que se constrói alicerçado nos encadeamentos inter-turnos, em colaboração estreita com o interlocutor. Os dados analisados, em relação à interação, revelam que as crianças já expressam um domínio das condutas dialógicas, pois, com naturalidade e adequação, são capazes de selecionar os diversos movimentos discursivos apropriados para cada situação de comunicação, num conhecimento integrado de língua e de práticas sociais e, em relação à argumentação, confirmam a alta produtividade dessa atividade lingüística no dia-a-dia da criança da faixa etária pesquisada.
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Orientação: Dóris de Arruda Carneiro da Cunha
Área de Concentração: Linguística (Doutorado)
Resumo: Este trabalho insere-se no campo da Lingüística Interacional e dedica-se ao estudo de duas atividades do ser humano: conversar e argumentar. Na interação, as crianças indagam, narram, enumeram, consolam, descrevem, argumentam, criticam, opinam, fazem com que essas atividades se sucedam e se articulem aos enunciados do interlocutor. É justamente essa articulação existente entre os enunciados, os encadeamentos inter-turnos, que procuramos compreender nas condutas dialógicas infantis e seus respectivos efeitos na elaboração do discurso argumentativo. Defendemos a hipótese de que a criança, a partir dos quatro anos, já faz uso constante do discurso argumentativo que se constrói alicerçado nos encadeamentos inter-turnos, em colaboração estreita com o interlocutor. Os dados analisados, em relação à interação, revelam que as crianças já expressam um domínio das condutas dialógicas, pois, com naturalidade e adequação, são capazes de selecionar os diversos movimentos discursivos apropriados para cada situação de comunicação, num conhecimento integrado de língua e de práticas sociais e, em relação à argumentação, confirmam a alta produtividade dessa atividade lingüística no dia-a-dia da criança da faixa etária pesquisada.
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Siane Góis Cavalcanti Rodriguez
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Letras Digitais
A Modalização como Expressão de Subjetividade do Discurso Científico
Orientação: Gilda Lins de Araújo
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho tem como objetivo verificar as diferenças na manifestação da subjetividade em textos científicos de níveis acadêmicos diversos. Para isto, fizemos um levantamento das modalizações em trabalhos científicos desde graduação até o doutorado, nas áreas de Letras e Arquitetura e Urbanismo. A partir das leituras reflexivas sobre a subjetividade na linguagem de E. Benveniste, da subjetividade implícita e explícita de Kerbat-Orecchioni e da subjetividade na ciência de Coracini, adquirimos a fundamentação necessária para tratar das mudanças nesta manifestação. Verificamos que a procura pela neutralização do sujeito enunciador se dá de forma gradual: enquanto iniciante, ele faz de sua presença no texto o meio de convencer o interlocutor da validade de sua pesquisa; quando experimente, ele procura persuadir o alocutário ocultando a origem enunciativa e mostrando-se não como sujeito, mas como instrumento veiculador da verdade científica.
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Orientação: Gilda Lins de Araújo
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Este trabalho tem como objetivo verificar as diferenças na manifestação da subjetividade em textos científicos de níveis acadêmicos diversos. Para isto, fizemos um levantamento das modalizações em trabalhos científicos desde graduação até o doutorado, nas áreas de Letras e Arquitetura e Urbanismo. A partir das leituras reflexivas sobre a subjetividade na linguagem de E. Benveniste, da subjetividade implícita e explícita de Kerbat-Orecchioni e da subjetividade na ciência de Coracini, adquirimos a fundamentação necessária para tratar das mudanças nesta manifestação. Verificamos que a procura pela neutralização do sujeito enunciador se dá de forma gradual: enquanto iniciante, ele faz de sua presença no texto o meio de convencer o interlocutor da validade de sua pesquisa; quando experimente, ele procura persuadir o alocutário ocultando a origem enunciativa e mostrando-se não como sujeito, mas como instrumento veiculador da verdade científica.
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9 de abril de 2002
Silvana Maria Pantoja dos Santos
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Letras Digitais
Ferreira Gullar: a visão poética de uma cidade
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Centrada na poética de Ferreira Gullar, a presente pesquisa busca fazer uma leitura sob a ótica do espaço (São Luís – MA), com o intuito de evidenciar que através da criação artística, o poeta é capaz de representar a memória citadina, sobretudo de não-lugares excluídos da contextualização espacial. Como o espaço-tempo se apresenta dialogicamente relacionado, torna-se imprescindível situar a análise no tempo (década de 40) analogicamente ligados à época da infância e adolescência do poeta. Considera-se como embasamento teórico preponderante as concepções de Octavio Paz, Gaston Bachelard, Ítalo Calvino e Hans Meyerhoff, no entanto é importante a recorrência a outros teóricos sobre as questões elucidadas, a fim de obtermos êxito na configuração desta pesquisa. O principal objetivo é mostrar que lugares familiares e representativos ao sujeito poético podem perfeitamente fundir-se com aqueles que participam da evolução da cidade no tempo, ainda que seja em forma poemática.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Centrada na poética de Ferreira Gullar, a presente pesquisa busca fazer uma leitura sob a ótica do espaço (São Luís – MA), com o intuito de evidenciar que através da criação artística, o poeta é capaz de representar a memória citadina, sobretudo de não-lugares excluídos da contextualização espacial. Como o espaço-tempo se apresenta dialogicamente relacionado, torna-se imprescindível situar a análise no tempo (década de 40) analogicamente ligados à época da infância e adolescência do poeta. Considera-se como embasamento teórico preponderante as concepções de Octavio Paz, Gaston Bachelard, Ítalo Calvino e Hans Meyerhoff, no entanto é importante a recorrência a outros teóricos sobre as questões elucidadas, a fim de obtermos êxito na configuração desta pesquisa. O principal objetivo é mostrar que lugares familiares e representativos ao sujeito poético podem perfeitamente fundir-se com aqueles que participam da evolução da cidade no tempo, ainda que seja em forma poemática.
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8 de abril de 2002
Maria Suely de Oliveira Lopes
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Arquitetura poética: o nascimento do tempo em H. Dobal
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: Este trabalho propõe uma análise sobre o nascimento do tempo em H. Dobal através de sua Obra Completa I – Poesias. Colocam-se aqui, algumas referências sobre o poeta piauiense, bem como alguns aspectos da sua obra. Neste estudo, procura-se averiguar e comprovar como esse novo tempo passa a ser arquitetado na cenografia que vai desfilando através de imagens formadas com diversas possibilidades de leituras, dentre as quais destacam-se O Tempo que Nasce na Paisagem, O Tempo que Morre na Paisagem e O Tempo que Continua. O objetivo é tornar em evidência os recursos estilísticos pelos quais se expressa a construção do novo tempo.
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Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
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Resumo: Este trabalho propõe uma análise sobre o nascimento do tempo em H. Dobal através de sua Obra Completa I – Poesias. Colocam-se aqui, algumas referências sobre o poeta piauiense, bem como alguns aspectos da sua obra. Neste estudo, procura-se averiguar e comprovar como esse novo tempo passa a ser arquitetado na cenografia que vai desfilando através de imagens formadas com diversas possibilidades de leituras, dentre as quais destacam-se O Tempo que Nasce na Paisagem, O Tempo que Morre na Paisagem e O Tempo que Continua. O objetivo é tornar em evidência os recursos estilísticos pelos quais se expressa a construção do novo tempo.
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