Solidão e Exílio: a identidade cultural na obra “Uma Vida em Segredo” de Autran Dourado
Orientação: Maria do Carmo Nino
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Escolhemos para o nosso estudo um dos melhores representantes da ficção latino-americana, mais precisamente brasileira, Autran Dourado, escritor mineiro. O Corpus em análise se limita a obra que retrata o personagem "Biela". Neste estudo as categorias sócio-antropológicas nos ajudam a acompanhar o processo histórico dos indivíduos, e dos grupos humanos à procura de identidade.
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Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
26 de agosto de 2004
19 de agosto de 2004
Maria Lucia de Sant’ana Nascimento
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Letras Digitais
O Reescrever em Contexto Escolar: um estudo sobre a produção de textos no ensino médio
Orientação: Virgínia Leal
Área de Concentração: Linguística
Esta pesquisa tem por objetivo descrever e interpretar indícios de processos de escrita em seis textos – duas dissertações argumentativas, duas cartas do leitor e duas narrativas fantásticas –, com duas ou três versões, num total de dezesseis, produzidos por duas alunas do primeiro ano do ensino médio da rede particular de ensino do Cabo de Santo Agostinho, no segundo semestre de 2003. Para análise do corpus, foram adotados alguns princípios da Crítica Genética, o paradigma Indiciário, o sociointeracionismo em Educação e o interacionismo sócio-discursivo (Bronckart, 1999), entre outros autores. Os estudos genéticos oferecem uma nova possibilidade de abordagem para o texto, ao buscar explicar mecanismos construtores, operações cognitivas e fases do seu processo de criação. A Crítica Genética focaliza o movimento, as escolhas e preferências do autor e propicia entender a escrita não só como produto da inspiração, mas principalmente, como resultado de um refinado trabalho com a linguagem. Além disso, ao rascunho é dado o estatuto de objeto de investigação científica. O manuscrito, espaço de armazenamento de experimentação, guarda vestígios do percurso criativo e subverte o conceito de texto que passa a ser visto como objeto móvel e não linear. Esta abordagem exige métodos mais flexíveis e amplos de análise dos dados singulares, isto é, das pistas que recuperam momentos em que o autor demonstra preocupação com aspectos textuais e discursivos da linguagem: o Paradigma Indiciário e a Indução. Em outras palavras, são levantadas hipóteses explicativas para questões inesperadas, a partir das quais se fazem generalizações, utilizando inferências. Nessa perspectiva, a rasura adquire valor de índice de (re)formulação da escrita. Neste trabalho, constatou-se que uma aluna rasurou bastante, fez alterações principalmente para fins de correção. Já a outra, rasurando muito pouco as versões – suas alterações ocorreram de uma versão para a outra –, refez seguimentos de um determinado texto visando à expressividade da linguagem. As alunas, expostas ao trabalho efetivo da reescrita desde o início do ano letivo de 2003, fizeram alterações significativas em suas produções para além do passar a limpo. Não houve predomínio na natureza dos indícios de reescrita identificada no corpus. Eles variaram de acordo com o gênero produzido. Conclui-se que, ao reescrever, o aluno não se limita a passar a limpo o rascunho, e sim se torna o seu primeiro leitor e expande os recursos expressivos da língua, resolvendo problemas formais e enunciativos, optando pelas melhores soluções e, conseqüentemente, aprimorando a habilidade escrita. Por ter dificuldade de corrigir seus textos, os escritores iniciantes necessitam submetê-los a um olhar externo, ou seja, a mediação do professor.
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Orientação: Virgínia Leal
Área de Concentração: Linguística
Esta pesquisa tem por objetivo descrever e interpretar indícios de processos de escrita em seis textos – duas dissertações argumentativas, duas cartas do leitor e duas narrativas fantásticas –, com duas ou três versões, num total de dezesseis, produzidos por duas alunas do primeiro ano do ensino médio da rede particular de ensino do Cabo de Santo Agostinho, no segundo semestre de 2003. Para análise do corpus, foram adotados alguns princípios da Crítica Genética, o paradigma Indiciário, o sociointeracionismo em Educação e o interacionismo sócio-discursivo (Bronckart, 1999), entre outros autores. Os estudos genéticos oferecem uma nova possibilidade de abordagem para o texto, ao buscar explicar mecanismos construtores, operações cognitivas e fases do seu processo de criação. A Crítica Genética focaliza o movimento, as escolhas e preferências do autor e propicia entender a escrita não só como produto da inspiração, mas principalmente, como resultado de um refinado trabalho com a linguagem. Além disso, ao rascunho é dado o estatuto de objeto de investigação científica. O manuscrito, espaço de armazenamento de experimentação, guarda vestígios do percurso criativo e subverte o conceito de texto que passa a ser visto como objeto móvel e não linear. Esta abordagem exige métodos mais flexíveis e amplos de análise dos dados singulares, isto é, das pistas que recuperam momentos em que o autor demonstra preocupação com aspectos textuais e discursivos da linguagem: o Paradigma Indiciário e a Indução. Em outras palavras, são levantadas hipóteses explicativas para questões inesperadas, a partir das quais se fazem generalizações, utilizando inferências. Nessa perspectiva, a rasura adquire valor de índice de (re)formulação da escrita. Neste trabalho, constatou-se que uma aluna rasurou bastante, fez alterações principalmente para fins de correção. Já a outra, rasurando muito pouco as versões – suas alterações ocorreram de uma versão para a outra –, refez seguimentos de um determinado texto visando à expressividade da linguagem. As alunas, expostas ao trabalho efetivo da reescrita desde o início do ano letivo de 2003, fizeram alterações significativas em suas produções para além do passar a limpo. Não houve predomínio na natureza dos indícios de reescrita identificada no corpus. Eles variaram de acordo com o gênero produzido. Conclui-se que, ao reescrever, o aluno não se limita a passar a limpo o rascunho, e sim se torna o seu primeiro leitor e expande os recursos expressivos da língua, resolvendo problemas formais e enunciativos, optando pelas melhores soluções e, conseqüentemente, aprimorando a habilidade escrita. Por ter dificuldade de corrigir seus textos, os escritores iniciantes necessitam submetê-los a um olhar externo, ou seja, a mediação do professor.
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26 de julho de 2004
Iveuta de Abreu Lopes
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Letras Digitais
Cenas de Letramentos Sociais
Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
Compreendendo que o letramento é um fenômeno essencialmente social e que os usos da escrita são determinados pelas matrizes socioculturais que as configuram no contexto social, o presente estudo objetiva, através de uma abordagem etnográfica, investigar os usos que se fazem da escrita numa comunidade localizada na periferia da cidade de Teresina, capital do Estado do Piauí, formada a partir da ocupação de uma propriedade particular, para assentamento de famílias sem-teto, minuciosamente planejada por entidades que atuam em movimentos sociais. O trabalho tem como suporte teórico os princípios e postulados que fundamentam os Novos Estudos do Letramento, perspectiva segundo a qual o letramento é concebido como prática social que se processa pela intermediação da palavra escrita e vê a leitura e a escrita não como habilidades individuais, mas como atividades interativas, socialmente situadas e vinculadas a aspectos da cultura e das estruturas de poder nas quais se constituem. Os dados da pesquisa etnográfica revelam que, na comunidade pesquisada, como em qualquer outro espaço social, a escrita é, por natureza, um recurso que se presta a estabelecer e a manter a comunicação entre aqueles que dela lançam mão. Desta função geral, no entanto, observam-se desdobramentos que se conformam às demandas impostas pelo contexto sócio-histórico e é neste contexto que os significados dos atos de ler e de escrever adquirem nuances particulares. As demandas que emergem nos contextos por onde transitam os atores sociais da pesquisa oferecem-lhes oportunidades para que atuem em práticas sociais em instâncias diversas, numa dinâmica interacional que lhes garante a possibilidade de cultivar laços afetivos e sociais, organizar minimamente a casa onde residem e a própria vida pessoal, informar-se e participar ativamente do convívio social. Nessa dinâmica a escrita tem papel imprescindível e reveste-se de um significado social muito particular: a um só tempo as ações que se processam por intermédio da palavra escrita configuram-se em desafios e em símbolos de mudanças.
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Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
Compreendendo que o letramento é um fenômeno essencialmente social e que os usos da escrita são determinados pelas matrizes socioculturais que as configuram no contexto social, o presente estudo objetiva, através de uma abordagem etnográfica, investigar os usos que se fazem da escrita numa comunidade localizada na periferia da cidade de Teresina, capital do Estado do Piauí, formada a partir da ocupação de uma propriedade particular, para assentamento de famílias sem-teto, minuciosamente planejada por entidades que atuam em movimentos sociais. O trabalho tem como suporte teórico os princípios e postulados que fundamentam os Novos Estudos do Letramento, perspectiva segundo a qual o letramento é concebido como prática social que se processa pela intermediação da palavra escrita e vê a leitura e a escrita não como habilidades individuais, mas como atividades interativas, socialmente situadas e vinculadas a aspectos da cultura e das estruturas de poder nas quais se constituem. Os dados da pesquisa etnográfica revelam que, na comunidade pesquisada, como em qualquer outro espaço social, a escrita é, por natureza, um recurso que se presta a estabelecer e a manter a comunicação entre aqueles que dela lançam mão. Desta função geral, no entanto, observam-se desdobramentos que se conformam às demandas impostas pelo contexto sócio-histórico e é neste contexto que os significados dos atos de ler e de escrever adquirem nuances particulares. As demandas que emergem nos contextos por onde transitam os atores sociais da pesquisa oferecem-lhes oportunidades para que atuem em práticas sociais em instâncias diversas, numa dinâmica interacional que lhes garante a possibilidade de cultivar laços afetivos e sociais, organizar minimamente a casa onde residem e a própria vida pessoal, informar-se e participar ativamente do convívio social. Nessa dinâmica a escrita tem papel imprescindível e reveste-se de um significado social muito particular: a um só tempo as ações que se processam por intermédio da palavra escrita configuram-se em desafios e em símbolos de mudanças.
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2 de junho de 2004
Herimatéia Ramos de Oliveira Pontes
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Letras Digitais
A Construção das Identidades Sociais de Vítimas e Criminosos no Relato de Crimes de Morte na Mídia Impressa
Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Pode parecer comum a um/a leitor/a de jornais e revistas impressas que os editoriais ou artigos de opinião sejam os “lugares adequados” para que posições ideológicas sejam explicitadas. O que dizer das notícias e reportagens, especialmente dos relatos de crime de morte, uma vez que a mídia impressa se propõe a informar os fatos que ocorrem na sociedade de forma neutra e imparcial, deixando que o leitor os interprete e tire suas próprias conclusões? Este estudo tem por objetivo analisar a construção de identidades sociais de vítimas e criminosos no relato de crimes de morte, como um dos efeitos da prática discursiva, constituindo-se assim, um importante instrumento para se verificar a mudança social. Através da investigação das categorias lingüístico-discursivas utilizadas na produção das notícias e reportagens, destacamos a natureza político-ideológica como base dessa construção de identidades. Para viabilizar esta análise, nos situamos na abordagem da Análise Crítica do Discurso como método de pesquisa social, tomando como referencial teórico-metodológico a teoria social do discurso de Fairclough (2001) que analisa o discurso enquanto produção textual, prática discursiva e prática social. Ao verificarmos como se dá a representação lingüística da realidade social no texto noticioso, precisamente, a representação das identidades sociais de vítimas e criminosos nos relatos de crimes de morte na mídia impressa, percebemos que há uma discrepância entre a realidade e a representação textual dessa realidade que funciona ideologicamente. Uma análise crítica do discurso da mídia impressa nos permite, portanto, uma conscientização crítica dos usos da linguagem e sua relação com as práticas sociais contribuindo assim, para mudança social dessas práticas.
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Orientação: Judith Hoffnagel
Área de Concentração: Linguística
Resumo: Pode parecer comum a um/a leitor/a de jornais e revistas impressas que os editoriais ou artigos de opinião sejam os “lugares adequados” para que posições ideológicas sejam explicitadas. O que dizer das notícias e reportagens, especialmente dos relatos de crime de morte, uma vez que a mídia impressa se propõe a informar os fatos que ocorrem na sociedade de forma neutra e imparcial, deixando que o leitor os interprete e tire suas próprias conclusões? Este estudo tem por objetivo analisar a construção de identidades sociais de vítimas e criminosos no relato de crimes de morte, como um dos efeitos da prática discursiva, constituindo-se assim, um importante instrumento para se verificar a mudança social. Através da investigação das categorias lingüístico-discursivas utilizadas na produção das notícias e reportagens, destacamos a natureza político-ideológica como base dessa construção de identidades. Para viabilizar esta análise, nos situamos na abordagem da Análise Crítica do Discurso como método de pesquisa social, tomando como referencial teórico-metodológico a teoria social do discurso de Fairclough (2001) que analisa o discurso enquanto produção textual, prática discursiva e prática social. Ao verificarmos como se dá a representação lingüística da realidade social no texto noticioso, precisamente, a representação das identidades sociais de vítimas e criminosos nos relatos de crimes de morte na mídia impressa, percebemos que há uma discrepância entre a realidade e a representação textual dessa realidade que funciona ideologicamente. Uma análise crítica do discurso da mídia impressa nos permite, portanto, uma conscientização crítica dos usos da linguagem e sua relação com as práticas sociais contribuindo assim, para mudança social dessas práticas.
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1 de junho de 2004
Flávia de Andrade Lima
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Letras Digitais
A Adolescência Escrita em Marcel Proust , Clarice Lispector e Anne Hébert
Orientação: Sebastien Joachim
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Vivemos, já há algumas décadas, o reconhecimento da adolescência como a idade onde acontecem as maiores mudanças da personalidade e a definição de boa parte dos traços característicos da identidade de cada um. Porém, aliado a esta consciência da importância da adolescência, cultuamos a certeza de ser a fase de maiores dilemas na vida do ser humano. Então, rotulamos nossos jovens de "aborrecentes" e imaginamos esta fase como a única barreira a se transposta por eles e pelos pais, como se somente na puberdade surgissem problemas existenciais. Muitas vezes esquecemos que uma infância mal vivida ou problemática é anúncio de uma juventude pervertida, e, sucessivamente, uma juventude mal resolvida compromete a maturidade. Enxergamos nos adolescentes muito mais os pontos negativos, chegando a ser comum, quando os adolescentes fogem ao padrão, falarmos com surpresa, e até com certa ironia, que "nem parecem estar naquela idade!" Diante dessa "marginalização" dos adolescentes na vida real, resolvemos refletir como é descrita esta fase na ficção. Seriam os jovens personagens da ficção também vítimas dos rótulos de que são taxados os personagens reais? Quais os valores que sustentam a personalidade desses personagens? Neste trabalho nos propomos a encontrar os valores que permeiam esses personagens. Primeiro, analisaremos teoricamente como os valores podem ser inseridos numa obra literária. Depois, traçaremos um perfil psicológico de três figuras adolescentes femininas (pois, acreditamos que a adolescência feminina e a masculina têm diferenças marcantes), em três autores: Marcel Proust, Clarice Lispector e Anne Hébert. E, por fim, concluirmos traçando um paralelo entre os personagens ficcionais e os reais no que se refere aos valores que projetam a imagem da adolescência nos seus universos respectivos. Acreditamos que a literatura influencia o leitor, privilegiamos uma reflexão pessoal sobre a possível poeticidade de uma idade tão conturbada, que a todos assusta. Desfazendo o mito de que tudo na adolescência é problemático, buscaremos a raiz das reações dos jovens no processo de passagem, onde as perdas e os ganhos modelam a personalidade do futuro adulto.
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Orientação: Sebastien Joachim
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Vivemos, já há algumas décadas, o reconhecimento da adolescência como a idade onde acontecem as maiores mudanças da personalidade e a definição de boa parte dos traços característicos da identidade de cada um. Porém, aliado a esta consciência da importância da adolescência, cultuamos a certeza de ser a fase de maiores dilemas na vida do ser humano. Então, rotulamos nossos jovens de "aborrecentes" e imaginamos esta fase como a única barreira a se transposta por eles e pelos pais, como se somente na puberdade surgissem problemas existenciais. Muitas vezes esquecemos que uma infância mal vivida ou problemática é anúncio de uma juventude pervertida, e, sucessivamente, uma juventude mal resolvida compromete a maturidade. Enxergamos nos adolescentes muito mais os pontos negativos, chegando a ser comum, quando os adolescentes fogem ao padrão, falarmos com surpresa, e até com certa ironia, que "nem parecem estar naquela idade!" Diante dessa "marginalização" dos adolescentes na vida real, resolvemos refletir como é descrita esta fase na ficção. Seriam os jovens personagens da ficção também vítimas dos rótulos de que são taxados os personagens reais? Quais os valores que sustentam a personalidade desses personagens? Neste trabalho nos propomos a encontrar os valores que permeiam esses personagens. Primeiro, analisaremos teoricamente como os valores podem ser inseridos numa obra literária. Depois, traçaremos um perfil psicológico de três figuras adolescentes femininas (pois, acreditamos que a adolescência feminina e a masculina têm diferenças marcantes), em três autores: Marcel Proust, Clarice Lispector e Anne Hébert. E, por fim, concluirmos traçando um paralelo entre os personagens ficcionais e os reais no que se refere aos valores que projetam a imagem da adolescência nos seus universos respectivos. Acreditamos que a literatura influencia o leitor, privilegiamos uma reflexão pessoal sobre a possível poeticidade de uma idade tão conturbada, que a todos assusta. Desfazendo o mito de que tudo na adolescência é problemático, buscaremos a raiz das reações dos jovens no processo de passagem, onde as perdas e os ganhos modelam a personalidade do futuro adulto.
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31 de maio de 2004
Auríbio Farias Conceição
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Letras Digitais
Somos Pedras que se Consomem em Angustia: a temática da inquietação no diálogo entre Graciliano Ramos e Raimundo Carrero
Orientação: Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O presente trabalho se propõe a investigar, à luz da filosofia da existência, manifestações de angústia no diálogo de Graciliano Ramos e Raimundo Carrero, mais especificamente em suas respectivas obras Angústia e Somos Pedras que se Consomem, representativas, por excelência, da referida temática nos autores. As personagens conduzem a investigação que visa identificar como a angústia se inscreve nas narrativas. Dessa perspectiva são abordados o encolhimento, a liberdade existencial, a possibilidade de suicídio e a esperança, o incesto e a desmesura. Tais assuntos vão tecendo a inquietação, alvo de discussão de autores como Kierkegaard, Sartre, Gabriel Marcel, Erich Fromm, entre outros convocados para o diálogo com os autores. Daí se depreende que a angústia adâmica, que se manifesta como possibilidade de conhecer o bem e o mal, é análoga à que hoje se manifesta no indivíduo e na cultura, dentre outras formas, como impossibilidade de manter um "eu" coerente, diante de diferentes identidades. Ou seja, esses textos nos conduzem à compreensão de que a angústia é uma inerência à condição humana, uma vez que o homem só se torna homem através da consciência de si mesmo e essa consciência é em si angústia.
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Orientação: Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Resumo: O presente trabalho se propõe a investigar, à luz da filosofia da existência, manifestações de angústia no diálogo de Graciliano Ramos e Raimundo Carrero, mais especificamente em suas respectivas obras Angústia e Somos Pedras que se Consomem, representativas, por excelência, da referida temática nos autores. As personagens conduzem a investigação que visa identificar como a angústia se inscreve nas narrativas. Dessa perspectiva são abordados o encolhimento, a liberdade existencial, a possibilidade de suicídio e a esperança, o incesto e a desmesura. Tais assuntos vão tecendo a inquietação, alvo de discussão de autores como Kierkegaard, Sartre, Gabriel Marcel, Erich Fromm, entre outros convocados para o diálogo com os autores. Daí se depreende que a angústia adâmica, que se manifesta como possibilidade de conhecer o bem e o mal, é análoga à que hoje se manifesta no indivíduo e na cultura, dentre outras formas, como impossibilidade de manter um "eu" coerente, diante de diferentes identidades. Ou seja, esses textos nos conduzem à compreensão de que a angústia é uma inerência à condição humana, uma vez que o homem só se torna homem através da consciência de si mesmo e essa consciência é em si angústia.
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Tâmara Maria Costa e Silva Nogueira de Abreu
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Letras Digitais
Um Lobato Educador: Sob o Prisma da Fecundidade da Obra Infantil Lobatiana
Orientação: Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A literatura infantil de Monteiro Lobato teve, desde os anos vinte, um papel fundamental na formação da criança brasileira: educar para a liberdade e para a autonomia. Esta pesquisa trata das relações entre a Literatura e a Educação; tem por finalidade mostrar como a amizade do escritor com dois educadores, Anísio Teixeira e Fernando de Azevedo, somada ao contexto histórico da Primeira República (1889-1930) quando as palavras de ordem eram nacionalismo, entusiasmo pela educação e otimismo pedagógico influenciaram os seus textos a partir da década de trinta. Apóia-se em documentos originais como as cartas entre o escritor e os educadores, e também em dados biográficos que comprovam as relações inferidas. Feito o estudo da Filosofia da Educação de John Dewey, vê-se que seus desdobramentos no Brasil se refletem no pensamento de Anísio Teixeira, Monteiro Lobato e Paulo Freire, irmanados por uma concepção progressista e humanizadora da educação e da própria vida. A pedagogia de Paulo Freire se revela, de certa forma, uma continuação da filosofia de Anísio e, conseqüentemente, da literatura lobatiana. Os livros da série infantil da coleção Obras Completas de Monteiro Lobato foram analisados à luz dos preceitos escolanovistas e progressistas, buscando estabelecer os pontos de interseção entre a sua literatura e a educação praticada por Anísio e Freire.
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Orientação: Lourival Holanda
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A literatura infantil de Monteiro Lobato teve, desde os anos vinte, um papel fundamental na formação da criança brasileira: educar para a liberdade e para a autonomia. Esta pesquisa trata das relações entre a Literatura e a Educação; tem por finalidade mostrar como a amizade do escritor com dois educadores, Anísio Teixeira e Fernando de Azevedo, somada ao contexto histórico da Primeira República (1889-1930) quando as palavras de ordem eram nacionalismo, entusiasmo pela educação e otimismo pedagógico influenciaram os seus textos a partir da década de trinta. Apóia-se em documentos originais como as cartas entre o escritor e os educadores, e também em dados biográficos que comprovam as relações inferidas. Feito o estudo da Filosofia da Educação de John Dewey, vê-se que seus desdobramentos no Brasil se refletem no pensamento de Anísio Teixeira, Monteiro Lobato e Paulo Freire, irmanados por uma concepção progressista e humanizadora da educação e da própria vida. A pedagogia de Paulo Freire se revela, de certa forma, uma continuação da filosofia de Anísio e, conseqüentemente, da literatura lobatiana. Os livros da série infantil da coleção Obras Completas de Monteiro Lobato foram analisados à luz dos preceitos escolanovistas e progressistas, buscando estabelecer os pontos de interseção entre a sua literatura e a educação praticada por Anísio e Freire.
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Sandra Maria da Silva
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O Jogo das Metáforas Pictórico-Literárias na Representação do Ser Integral, o Expressionismo Segundo Edvard Munch e Lúcio Cardoso
Orientação: Sonia Lucia Ramalho Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A integração entre literatura e pintura é tema discutido desde a Antigüidade. A ausência de unanimidade sobre a pertinência da relação denota por si, a riqueza inerente ao assunto. Nesta pesquisa intersemiótica, aproximamos o pintor norueguês Edvard Munch e o escritor brasileiro Lúcio Cardoso. A partir da análise do romance “Crônica da Casa Assassinada” e da seqüência de quadros intitulada “O Friso da Vida” encontramos o ponto de interseção entre as obras. A despeito das diferenças e através do espírito expressionista encontramos a representação do Ser Integral com suas áreas de sombra e de luz.
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Orientação: Sonia Lucia Ramalho Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A integração entre literatura e pintura é tema discutido desde a Antigüidade. A ausência de unanimidade sobre a pertinência da relação denota por si, a riqueza inerente ao assunto. Nesta pesquisa intersemiótica, aproximamos o pintor norueguês Edvard Munch e o escritor brasileiro Lúcio Cardoso. A partir da análise do romance “Crônica da Casa Assassinada” e da seqüência de quadros intitulada “O Friso da Vida” encontramos o ponto de interseção entre as obras. A despeito das diferenças e através do espírito expressionista encontramos a representação do Ser Integral com suas áreas de sombra e de luz.
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Petra Ramalho Souto
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As Mulheres de Nelson: Representações Sociais das Mulheres em Os Sete Gatinhos de Nelson Rodrigues
Orientação: Sonia Lúcia Ramalho de Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Fundamentada em estudos que enfocam a relação entre o texto literário e o contexto social em que foi concebido, pretendo apresentar um programa de representações acerca do gênero feminino encontradas na obra de Nelson Rodrigues. A escolha deste tema se deu principalmente pela importância das personagens femininas na obra dramática deste autor. Das suas dezessete peças onze são protagonizadas por personagens femininas e nas outra seis, a elas sempre são um elemento de relevância na ação. Durante a análise realizei duas leituras: uma horizontal e a outra vertical, nas quais localizei e selecionei os eixos norteadores da análise das representações. Em seguida relacionei os eixos de análise dos dados. Em análises preliminares encontrei as seguintes representações: 1- só a mulher que segue as regras sociais (por exemplo, manter-se virgem) consegue um bom casamento, 2- só no casamento a mulher pode se realizar e 3- a homossexualidade feminina é uma reação ao poder opressor exercido pelos homens.
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Orientação: Sonia Lúcia Ramalho de Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Fundamentada em estudos que enfocam a relação entre o texto literário e o contexto social em que foi concebido, pretendo apresentar um programa de representações acerca do gênero feminino encontradas na obra de Nelson Rodrigues. A escolha deste tema se deu principalmente pela importância das personagens femininas na obra dramática deste autor. Das suas dezessete peças onze são protagonizadas por personagens femininas e nas outra seis, a elas sempre são um elemento de relevância na ação. Durante a análise realizei duas leituras: uma horizontal e a outra vertical, nas quais localizei e selecionei os eixos norteadores da análise das representações. Em seguida relacionei os eixos de análise dos dados. Em análises preliminares encontrei as seguintes representações: 1- só a mulher que segue as regras sociais (por exemplo, manter-se virgem) consegue um bom casamento, 2- só no casamento a mulher pode se realizar e 3- a homossexualidade feminina é uma reação ao poder opressor exercido pelos homens.
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28 de maio de 2004
Wellington Marinho de Lira
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A Pluralidade Cultural e o Ensino de Língua Inglesa: um estudo em escolas públicas e particulares na cidade do Recife
Orientação: Francisco Gomes de Matos
Área de Concentração: Linguística
Neste estudo examinamos uma possível mudança de atitudes dos professores de língua inglesa perante as novas orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais no que se refere ao tema transversal pluralidade cultural. Para atingirmos o nosso objetivo, conduzimos uma pesquisa com professores de escolas particulares e públicas que estão ensinando inglês na oitava série do ensino fundamental em áreas diferentes da cidade do Recife. A cidade do Recife é considerada a capital multicultural do Brasil, onde pessoas de tendências culturais diversas se encontram e interagem. Um desses locais de contato e interação entre esses grupos é a escola. Grupos de jovens adotam para si ideologias de movimentos globais como os `Punks´, `Darks´, `Skaters´, `Clubbers´, entre outros, além dos que são de origem indígena ou afro-descendente, e dos movimentos de cunho mais regionalistas. Nossa pesquisa foi reveladora, pois mostrou como os professores estão ensinando inglês na sala de aula e que recursos estão usando para atingir esse objetivo. Desmistifica antigos conceitos sobre a qualidade do ensino em escolas públicas e particulares, e, por fim, mostra o nível de conscientização dos professores pesquisados com relação ao tema transversal pluralidade cultural associado ao ensino de língua estrangeira.
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Orientação: Francisco Gomes de Matos
Área de Concentração: Linguística
Neste estudo examinamos uma possível mudança de atitudes dos professores de língua inglesa perante as novas orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais no que se refere ao tema transversal pluralidade cultural. Para atingirmos o nosso objetivo, conduzimos uma pesquisa com professores de escolas particulares e públicas que estão ensinando inglês na oitava série do ensino fundamental em áreas diferentes da cidade do Recife. A cidade do Recife é considerada a capital multicultural do Brasil, onde pessoas de tendências culturais diversas se encontram e interagem. Um desses locais de contato e interação entre esses grupos é a escola. Grupos de jovens adotam para si ideologias de movimentos globais como os `Punks´, `Darks´, `Skaters´, `Clubbers´, entre outros, além dos que são de origem indígena ou afro-descendente, e dos movimentos de cunho mais regionalistas. Nossa pesquisa foi reveladora, pois mostrou como os professores estão ensinando inglês na sala de aula e que recursos estão usando para atingir esse objetivo. Desmistifica antigos conceitos sobre a qualidade do ensino em escolas públicas e particulares, e, por fim, mostra o nível de conscientização dos professores pesquisados com relação ao tema transversal pluralidade cultural associado ao ensino de língua estrangeira.
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