A Organização Textual – Discursiva dos Anúncios de Turismo no Ceará
Orientação: Nelly Medeiros de Carvalho
Área de Concentração: Linguística
Esta pesquisa analisa o gênero textual anúncio com o objetivo de identificar e descrever os traços textual-discursivos que são importantes para a construção dos sentidos dos textos pertencentes a esse gênero. Foram analisados os seguintes aspectos: a) a estrutura organizacional do anúncio; b) as seqüências textuais (descritiva, argumentativa e narrativa); c) os processos referenciais (anafórico e dêitico); e d) a inter-relação entre seqüências textuais e referenciação. Para analisar o aspecto da organização das informações nos textos, guiamo-nos por alguns autores da publicidade, tais como Hahn (1993), Vestergaard e Schrøder (2000), Gonzales (2003), dentre outros, e percebemos que o gênero apresenta um padrão organizacional, com uma recorrência de cinco elementos: 1) título; 2) subtítulo; 3) corpo do texto; 4) slogan; e 5) assinatura. Destes, três elementos são constantes: título, corpo do texto e assinatura; e dois são flutuantes: subtítulo e slogan. Para analisar as seqüências textuais, respaldamo-nos em Adam (1992) e verificamos que as seqüências descritiva e argumentativa são as mais importantes formas de composição no referido gênero. A descritiva e a argumentativa aparecem, exclusivamente, em alguns anúncios. Na maioria, elas aparecem ou como dominantes ou como dominadas, pois os textos compõem-se pela combinação de seqüências. A seqüência narrativa ocorreu em um texto, apenas, como dominante, e em um como dominada, todavia esta seqüência tem função de argumento. Ou seja, a forma narrativa, quando empregada, tem o propósito também de persuadir o leitor. Para analisar os processos de referenciação, utilizamos a proposta de Cavalcante (2004b) e constatamos a grande participação das anáforas, em especial das indiretas, o que revela que estes processos são importantes na construção dos sentidos dos textos do gênero em estudo. Nos textos descritivos, predominou este tipo de anáfora e nos argumentativos, as anáforas correferenciais. A participação dos dêiticos, embora discreta, mostrou-se relevante para os propósitos argumentativos, em especial, os pessoais.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Aquivo Digital da Pós-Graduação em Letras UFPE
31 de outubro de 2005
8 de setembro de 2005
Ivana Maria de Moura Alves
Postado por
Letras Digitais
De Uma Guerra a Outra: a dramaturgia experimental de Osman Lins
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A presente pesquisa busca analisar a cronotopia – interação indissociável entre tempo e espaço – no romance Espaço Terrestre do autor pernambucano Gilvan Lemos. A relação entre os índices espaciais e temporais é estudada numa perspectiva dinâmica que define o cronotopo como espécie de princípio organizador da narrativa. Em Tempo e Espaço, a cronotopia assume capital relevância quando vários níveis espaço-temporais (Recife/tempo histórico, cronotopo da estrada, Sulidade/tempo cíclico) apresentam-se dialogicamente relacionados. O diálogo entre os cronotopos evidencia-se na interação dos planos espaço-temporais que, ora se opõem, ora e completam. A cronotopia também organiza a estratificação lingüística (plurilingüismo), na medida em que condiciona as variantes dialetais utilizadas pelas personagens. Por essa razão, a análise fundamenta-se nas concepções de Bakhtin (1992 e 1993) sobre cronotopia, dialogismo e plurilingüismo, estreitamente ligadas na composição do universo romanesco. O principal objetivo deste trabalho é mostrar como a cronotopia manifesta-se enquanto elemento importante na arquitetura do romance Espaço Terrestre, ao estruturar a narrativa, tanto no plano formal, quanto no simbólico.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Orientação: Luzilá Gonçalves Ferreira
Área de Concentração: Teoria da Literatura
A presente pesquisa busca analisar a cronotopia – interação indissociável entre tempo e espaço – no romance Espaço Terrestre do autor pernambucano Gilvan Lemos. A relação entre os índices espaciais e temporais é estudada numa perspectiva dinâmica que define o cronotopo como espécie de princípio organizador da narrativa. Em Tempo e Espaço, a cronotopia assume capital relevância quando vários níveis espaço-temporais (Recife/tempo histórico, cronotopo da estrada, Sulidade/tempo cíclico) apresentam-se dialogicamente relacionados. O diálogo entre os cronotopos evidencia-se na interação dos planos espaço-temporais que, ora se opõem, ora e completam. A cronotopia também organiza a estratificação lingüística (plurilingüismo), na medida em que condiciona as variantes dialetais utilizadas pelas personagens. Por essa razão, a análise fundamenta-se nas concepções de Bakhtin (1992 e 1993) sobre cronotopia, dialogismo e plurilingüismo, estreitamente ligadas na composição do universo romanesco. O principal objetivo deste trabalho é mostrar como a cronotopia manifesta-se enquanto elemento importante na arquitetura do romance Espaço Terrestre, ao estruturar a narrativa, tanto no plano formal, quanto no simbólico.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
2 de setembro de 2005
Inara Ribeiro Gomes
Postado por
Letras Digitais
A Estrutura Genética de Avalovara
Orientação: Sebastien Joachim
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este resumo procura definir uma teoria da ficção inclusa no romance “Avalovara”, de Osmar Lins. Preliminarmente, aborda-se a obra nas suas relações com: a) a segunda fase da literatura ficcional do autor, conforme a divisão estabelecida pela crítica; b) o contexto da literatura contemporânea; c) os gêneros e convenções literárias; d) a reflexões teóricas e críticas do autor. A análise principia pela descrição dos princípios de composição e da linha temática da narrativa. No passo seguinte, onde se concentra a tese central deste estudo, examina-se o procedimento alegórico de elaboração de uma teoria do signo poético. No relato da formação do escritor, a aprendizagem em três etapas sucessivas corresponde à investigação teórica do espaço, do tempo e da linguagem. É possível identificar uma travessia pelo signo, na medida em que cada um desses três elementos da narrativa está associado a cada um dos componentes do signo lingüístico (significante, referente, significado, respectivamente). A perseguição à Palavra tem na metáfora o instrumento básico de sondagem e descoberta. A análise, assim, procura descrever a dinâmica tensional da operação metafórica na gênese das figuras simbólicas. A metáfora final realiza uma unificação tensa dos opostos – ordem e desordem, geometria e desequilíbrio, razão e mito, tempo e eternidade, texto e mundo, palavra e coisa –, mas não totaliza a obra: o mundo transcende a forma do artista.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Orientação: Sebastien Joachim
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este resumo procura definir uma teoria da ficção inclusa no romance “Avalovara”, de Osmar Lins. Preliminarmente, aborda-se a obra nas suas relações com: a) a segunda fase da literatura ficcional do autor, conforme a divisão estabelecida pela crítica; b) o contexto da literatura contemporânea; c) os gêneros e convenções literárias; d) a reflexões teóricas e críticas do autor. A análise principia pela descrição dos princípios de composição e da linha temática da narrativa. No passo seguinte, onde se concentra a tese central deste estudo, examina-se o procedimento alegórico de elaboração de uma teoria do signo poético. No relato da formação do escritor, a aprendizagem em três etapas sucessivas corresponde à investigação teórica do espaço, do tempo e da linguagem. É possível identificar uma travessia pelo signo, na medida em que cada um desses três elementos da narrativa está associado a cada um dos componentes do signo lingüístico (significante, referente, significado, respectivamente). A perseguição à Palavra tem na metáfora o instrumento básico de sondagem e descoberta. A análise, assim, procura descrever a dinâmica tensional da operação metafórica na gênese das figuras simbólicas. A metáfora final realiza uma unificação tensa dos opostos – ordem e desordem, geometria e desequilíbrio, razão e mito, tempo e eternidade, texto e mundo, palavra e coisa –, mas não totaliza a obra: o mundo transcende a forma do artista.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
30 de agosto de 2005
Anne Karine de Queiroz
Postado por
Letras Digitais
Gêneros Visuais Multimodais em Livros Didáticos: usos e tipos
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Devido a toda esta imersão tecnológica que estamos inseridos, recursos pictoriais têm sido utilizados, consideravelmente, no âmbito educacional, uma vez que a escola é mediadora entre a sociedade e o aprendiz. Para tal mediação a escola faz uso de vários recursos midiáticos, como a televisão e o computador, porém além instrumento tem-se o velho instrumento utilizado para abordagem de conhecimento: o Livro Didático (LD), que apesar de tantas inovações tecnológicas disponíveis na escola, é o recurso mais freqüente para o auxílio da construção do conhecimento. Nesse sentido traçamos como objetivos investigar variedades de gêneros visuais nos Livros Didáticos e observar como esses gêneros visuais multimodais estão a serviço da construção do conhecimento. Para investigar essa variedade de gêneros visuais multimodais constituímos como corpus da pesquisa Livros Didáticos de Ensino Médio das disciplinas de Português, Matemática e Biologia. Esta dissertação se constitui de quatro capítulos. O capítulo I – Percorrendo a história da escrita – traça um percurso histórico da escrita, observando seu processo evolutivo e sua propagação. O capítulo II – Percorrendo a história da imagem - discute a noção de imagem, como também seu surgimento, além de algumas classificações atribuídas a ela. O capítulo III - Multimodalidade, Multiletramento: relações intrínsecas – discute a teoria sobre multimodalidade, noção essencial para essa pesquisa; além da ampliação da noção de letramento, tendo em vista o conceito de multimodalidade como traço inerente ao discurso. O capítulo IV – Gêneros Visuais Multimodais em Livros Didáticos: Tipos e Usos – apresenta a descrição dos recursos pictoriais presentes nos LDs analisados, como as Ilustrações, Gêneros Visuais e os Gêneros Visuais Multimodais; em seguida, apresentamos a descrição dos GVMs, observando os seus usos e funções nos manuais em análise. Constatamos que o LD de português faz uso, exaustivamente, dos gêneros: charge, cartum, tira e propaganda. Já o LD de Biologia utiliza os seguintes gêneros: desenho anatômico, desenho esquemático e gráfico. NO LD de matemática encontramos, com recorrência, os gêneros: diagrama, figura geométrica e gráfico. Comparando a utilização desses GVMs nos livros, verificamos que o livro de português traz os gêneros utilizados em outras esferas sociais (jornais, revistas e outdoor) para serem didatizados ao se inserirem no LD. Já nos livros de matemática e biologia, são GVMs com fins didáticos. Verificamos ainda que os gêneros encontrados no LD de português são utilizados, predominante, como base para realização de atividades, ou seja, na seção de exercícios. Ao contrário do que acontece com os GVMs nos manuais de matemática e biologia, que são utilizados, em maior recorrência, na seção de apresentação de conteúdo, auxiliando a construção do conhecimento.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
Devido a toda esta imersão tecnológica que estamos inseridos, recursos pictoriais têm sido utilizados, consideravelmente, no âmbito educacional, uma vez que a escola é mediadora entre a sociedade e o aprendiz. Para tal mediação a escola faz uso de vários recursos midiáticos, como a televisão e o computador, porém além instrumento tem-se o velho instrumento utilizado para abordagem de conhecimento: o Livro Didático (LD), que apesar de tantas inovações tecnológicas disponíveis na escola, é o recurso mais freqüente para o auxílio da construção do conhecimento. Nesse sentido traçamos como objetivos investigar variedades de gêneros visuais nos Livros Didáticos e observar como esses gêneros visuais multimodais estão a serviço da construção do conhecimento. Para investigar essa variedade de gêneros visuais multimodais constituímos como corpus da pesquisa Livros Didáticos de Ensino Médio das disciplinas de Português, Matemática e Biologia. Esta dissertação se constitui de quatro capítulos. O capítulo I – Percorrendo a história da escrita – traça um percurso histórico da escrita, observando seu processo evolutivo e sua propagação. O capítulo II – Percorrendo a história da imagem - discute a noção de imagem, como também seu surgimento, além de algumas classificações atribuídas a ela. O capítulo III - Multimodalidade, Multiletramento: relações intrínsecas – discute a teoria sobre multimodalidade, noção essencial para essa pesquisa; além da ampliação da noção de letramento, tendo em vista o conceito de multimodalidade como traço inerente ao discurso. O capítulo IV – Gêneros Visuais Multimodais em Livros Didáticos: Tipos e Usos – apresenta a descrição dos recursos pictoriais presentes nos LDs analisados, como as Ilustrações, Gêneros Visuais e os Gêneros Visuais Multimodais; em seguida, apresentamos a descrição dos GVMs, observando os seus usos e funções nos manuais em análise. Constatamos que o LD de português faz uso, exaustivamente, dos gêneros: charge, cartum, tira e propaganda. Já o LD de Biologia utiliza os seguintes gêneros: desenho anatômico, desenho esquemático e gráfico. NO LD de matemática encontramos, com recorrência, os gêneros: diagrama, figura geométrica e gráfico. Comparando a utilização desses GVMs nos livros, verificamos que o livro de português traz os gêneros utilizados em outras esferas sociais (jornais, revistas e outdoor) para serem didatizados ao se inserirem no LD. Já nos livros de matemática e biologia, são GVMs com fins didáticos. Verificamos ainda que os gêneros encontrados no LD de português são utilizados, predominante, como base para realização de atividades, ou seja, na seção de exercícios. Ao contrário do que acontece com os GVMs nos manuais de matemática e biologia, que são utilizados, em maior recorrência, na seção de apresentação de conteúdo, auxiliando a construção do conhecimento.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Ana Regina Ferraz Vieira
Postado por
Letras Digitais
O Seminário: um evento de letramento escolar
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
O objetivo do presente trabalho é apresentar um estudo qualitativo sobre o seminário e o contexto em que se realiza, reconhecendo-o como um evento comunicativo e de letramento recorrente, inserido nas práticas escolares, envolvendo além da linguagem outras modalidades de representação e comunicação. Trata-se de uma investigação de natureza exploratória e limitada à observação, descrição e análise de seminários produzidos em salas de aula de Ensino Fundamental e Médio de uma escola pública federal e de questionários aplicados a alunos e professores da instituição. Essas observações e questionários servem de base para a análise etnográfica do evento seminário. Os resultados mostram que o seminário que se realiza hoje na educação básica apresenta diferenças nos propósitos, no contexto e no comportamento lingüístico dos seus participantes em relação ao mesmo fenômeno nomeado, caracterizado e estudado no âmbito da Lingüística e da Educação à luz dos seminários acadêmicos de nível superior. A análise revela como é insuficiente abordar o seminário de forma estreita diante da complexidade das relações entre seus elementos constitutivos, e procura desvendar aspectos ainda pouco explorados no seminário, como a questão dos múltiplos letramentos nele presentes. Conhecer melhor esse evento ajudará a não reduzi-lo, no âmbito da sala de aula, a um mero instrumento de avaliação ou de transmissão de conteúdos curriculares.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Orientação: Angela Paiva Dionisio
Área de Concentração: Linguística
O objetivo do presente trabalho é apresentar um estudo qualitativo sobre o seminário e o contexto em que se realiza, reconhecendo-o como um evento comunicativo e de letramento recorrente, inserido nas práticas escolares, envolvendo além da linguagem outras modalidades de representação e comunicação. Trata-se de uma investigação de natureza exploratória e limitada à observação, descrição e análise de seminários produzidos em salas de aula de Ensino Fundamental e Médio de uma escola pública federal e de questionários aplicados a alunos e professores da instituição. Essas observações e questionários servem de base para a análise etnográfica do evento seminário. Os resultados mostram que o seminário que se realiza hoje na educação básica apresenta diferenças nos propósitos, no contexto e no comportamento lingüístico dos seus participantes em relação ao mesmo fenômeno nomeado, caracterizado e estudado no âmbito da Lingüística e da Educação à luz dos seminários acadêmicos de nível superior. A análise revela como é insuficiente abordar o seminário de forma estreita diante da complexidade das relações entre seus elementos constitutivos, e procura desvendar aspectos ainda pouco explorados no seminário, como a questão dos múltiplos letramentos nele presentes. Conhecer melhor esse evento ajudará a não reduzi-lo, no âmbito da sala de aula, a um mero instrumento de avaliação ou de transmissão de conteúdos curriculares.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
29 de agosto de 2005
Aliete Gomes Carneiro Rosa
Postado por
Letras Digitais
Publicidade Científica: um estudo do modo de oOrganização do discurso argumentativo em revistas femininas
Orientação: Nelly Medeiros de Carvalho
Área de Concentração: Linguística
Este estudo situa-se nos domínios dos estudos da linguagem analisando, mais especificamente do ponto de vista da análise de discurso em que as enunciações presentes em textos de revistas femininas geram argumentos com efeito de cientificidade. O corpus do trabalho consta da análise de dezessete publicidades presentes em revistas femininas como Boa Forma, Cláudia, Criativa, Estilo, Marie Claire, nova e uma que circulam no ano de 2003. O trabalho se ancora nos estudos discursivos, argumentativos e semiolingüísticos desenvolvidos por Charaudeau e Perelman que consideram a argumentação uma forma de interagir no mundo organizando os atores sociais em trocas lingüísticas, o que impõe uma forma de compreender os sujeitos, o modo de organização do discurso e a natureza dos objetos do discurso.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Orientação: Nelly Medeiros de Carvalho
Área de Concentração: Linguística
Este estudo situa-se nos domínios dos estudos da linguagem analisando, mais especificamente do ponto de vista da análise de discurso em que as enunciações presentes em textos de revistas femininas geram argumentos com efeito de cientificidade. O corpus do trabalho consta da análise de dezessete publicidades presentes em revistas femininas como Boa Forma, Cláudia, Criativa, Estilo, Marie Claire, nova e uma que circulam no ano de 2003. O trabalho se ancora nos estudos discursivos, argumentativos e semiolingüísticos desenvolvidos por Charaudeau e Perelman que consideram a argumentação uma forma de interagir no mundo organizando os atores sociais em trocas lingüísticas, o que impõe uma forma de compreender os sujeitos, o modo de organização do discurso e a natureza dos objetos do discurso.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
22 de julho de 2005
Jeane Maria Guimarães da Silva
Postado por
Letras Digitais
Altazor: Uma Viagem pela Poética de Vicente Huidobro
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este estudo propõe uma análise do poema Altazor (obra-prima do vanguardismo em língua espanhola) do poeta chileno Vicente Huidobro, evidenciando seus aspectos temáticos, estruturais e metalingüísticos. O poema altazor o el viaje en paracaídas expõe a teoria criacionista de huidobro, expressando por meio do lúdico exercício imagístico, toda uma desolada visão do mundo, centrada na solidão, na incomunicação e no vazio. O mito do poeta como "pequeno deus" e a realização do "poema criado" representam o ideal perseguido por altazor - huidobro em sua trajetória poética na qual "a poesia é a linguagem da criação". No poema altazor, o motivo da viagem difere do sentido tradicional do livro de relatos. A leitura de altazor se faz como percurso poético no espaço da página do poema, revelando a ousadia criadora do poeta através do jogo com a linguagem, das metáforas e de seus efeitos visuais e sonoros.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Orientação: Alfredo Adolfo Cordiviola
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este estudo propõe uma análise do poema Altazor (obra-prima do vanguardismo em língua espanhola) do poeta chileno Vicente Huidobro, evidenciando seus aspectos temáticos, estruturais e metalingüísticos. O poema altazor o el viaje en paracaídas expõe a teoria criacionista de huidobro, expressando por meio do lúdico exercício imagístico, toda uma desolada visão do mundo, centrada na solidão, na incomunicação e no vazio. O mito do poeta como "pequeno deus" e a realização do "poema criado" representam o ideal perseguido por altazor - huidobro em sua trajetória poética na qual "a poesia é a linguagem da criação". No poema altazor, o motivo da viagem difere do sentido tradicional do livro de relatos. A leitura de altazor se faz como percurso poético no espaço da página do poema, revelando a ousadia criadora do poeta através do jogo com a linguagem, das metáforas e de seus efeitos visuais e sonoros.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
11 de julho de 2005
Mozeiner Maciel do Nascimento Silva
Postado por
Letras Digitais
Teorias Lingüísticas e Concepções de Língua e de Avaliação em Provas de Vestibular da COVEST / COPSET
Orientação: Virgínia Leal
Área de Concentração: Linguística
Esta pesquisa tem o objetivo de verificar que teorias lingüísticas e que concepções de línguas estão subjacentes nas provas de vestibular. Para tanto, o corpus selecionado foram as provas de língua portuguesa da 1ª fase elaboradas pela equipe da COVEST/COPSET, para os vestibulares das Universidades Federal e Federal Rural de Pernambuco dos anos de 1990, 1995, 2000 e 2005. Na metodologia desse trabalho, foi traçado o seguinte percurso: primeiro, apresentam-se as teorias lingüísticas, concepções de língua e áreas da lingüística que exerceram e exercem influência na didática das aulas de língua portuguesa; no segundo momento, partindo-se do princípio de que o vestibular é uma avaliação através da qual são avaliadas as condições de ensino e de que as concepções de avaliação e de língua estão imbricadas, apontaram-se as concepções de avaliação; em seguida, foi traçado um breve percurso histórico do vestibular, desde sua instituição como “exame vestibular” até as atuais tentativas de minimizar as injustiças sociais que lhe são atribuídas; finalmente, foi feita a análise do corpus. Os resultados desse trabalho apontam que as teorias lingüísticas estruturalistas e gerativo-transformacionais, que apoiaram a concepção de língua como sistema e como instrumento de comunicação, ficaram evidentes nas provas de 1990 e de 1995. Isso é um indício de que essas concepções deveriam estar em voga também no ensino, favorecendo que a avaliação fosse tão somente o instrumento através do qual se conferia em que medida as regras do sistema foram internalizadas, negando, dessa maneira, sua real função: a de servir como indicador dos fatores passíveis de mudanças. Os resultados evidenciaram, também, que as provas de 2000 e de 2005 apontam reflexos dos estudos lingüísticos desenvolvidos nas universidades, sobretudo a partir da década de 80. Por último, concluímos que o vestibular, por ser considerado o vetor que condiciona o ensino, tem muito a contribuir para que a teoria sociointeracionista da linguagem, a qual ancora a concepção de língua como instrumento de interação social, seja posta em uso pelas escolas e cursinhos, que, certamente, passarão a adotar também uma avaliação mais dialógica, o que poderá gerar ganhos significativos para o ensino de língua portuguesa.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Orientação: Virgínia Leal
Área de Concentração: Linguística
Esta pesquisa tem o objetivo de verificar que teorias lingüísticas e que concepções de línguas estão subjacentes nas provas de vestibular. Para tanto, o corpus selecionado foram as provas de língua portuguesa da 1ª fase elaboradas pela equipe da COVEST/COPSET, para os vestibulares das Universidades Federal e Federal Rural de Pernambuco dos anos de 1990, 1995, 2000 e 2005. Na metodologia desse trabalho, foi traçado o seguinte percurso: primeiro, apresentam-se as teorias lingüísticas, concepções de língua e áreas da lingüística que exerceram e exercem influência na didática das aulas de língua portuguesa; no segundo momento, partindo-se do princípio de que o vestibular é uma avaliação através da qual são avaliadas as condições de ensino e de que as concepções de avaliação e de língua estão imbricadas, apontaram-se as concepções de avaliação; em seguida, foi traçado um breve percurso histórico do vestibular, desde sua instituição como “exame vestibular” até as atuais tentativas de minimizar as injustiças sociais que lhe são atribuídas; finalmente, foi feita a análise do corpus. Os resultados desse trabalho apontam que as teorias lingüísticas estruturalistas e gerativo-transformacionais, que apoiaram a concepção de língua como sistema e como instrumento de comunicação, ficaram evidentes nas provas de 1990 e de 1995. Isso é um indício de que essas concepções deveriam estar em voga também no ensino, favorecendo que a avaliação fosse tão somente o instrumento através do qual se conferia em que medida as regras do sistema foram internalizadas, negando, dessa maneira, sua real função: a de servir como indicador dos fatores passíveis de mudanças. Os resultados evidenciaram, também, que as provas de 2000 e de 2005 apontam reflexos dos estudos lingüísticos desenvolvidos nas universidades, sobretudo a partir da década de 80. Por último, concluímos que o vestibular, por ser considerado o vetor que condiciona o ensino, tem muito a contribuir para que a teoria sociointeracionista da linguagem, a qual ancora a concepção de língua como instrumento de interação social, seja posta em uso pelas escolas e cursinhos, que, certamente, passarão a adotar também uma avaliação mais dialógica, o que poderá gerar ganhos significativos para o ensino de língua portuguesa.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
20 de junho de 2005
João Evangelista das Neves Araujo
Postado por
Letras Digitais
Identidade Sociocultural e Práticas de Leitura Literária: o orocesso de construção social do leitor
Orientação: Yaracylda Oliveira Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este trabalho se inscreve no âmbito dos estudos interdisciplinares, nas áreas de literatura, sociologia da leitura e pedagogia. Trata-se de uma pesquisa que explica os processos de formação e as práticas de leituras literárias desenvolvidas por um grupo de estudantes do Ensino Fundamental de uma instituição escolar situada na comunidade Cristo Rei ao sul de Teresina-PI, onde a Literatura é quase esquecida, inclusive pela escola. Para tanto, realizou-se um estudo sociocultural, analítico-interpretativo e praxiológico, à luz da estética da recepção desdobrada em suas categorias históricas. Analisou-se, primeiramente, as raízes da origem da recepção literária e, prosseguiu-se com as estratégias de encontro entre os horizontes de expectativas de obras e de leitores, e tipos de recepção literária. Verificou-se, ainda, a mímesis e o estilo de enunciação como estratégias estéticas da recepção, responsáveis pela presença da ideologia no ato de produção da Literatura e de sua leitura, mostrando-se também os processos de formação e experiências de leitura de atores sociais na França, no Brasil e em Teresina-PI, mapeando-se as memórias de leituras desses sujeitos em diferentes épocas e espaços, de modo a caracterizar a identidade sociocultural como a categoria que servirá de base, nessa pesquisa, para a explicação das práticas de leituras literárias do grupo de estudantes-leitores observados. Em seguida, foi feita a análise dos dados referentes ao fenômeno das práticas de leituras literárias entre os sujeitos do referido grupo, demonstrando-se os processos de formação literária desses atores sociais, evidenciou-se as práticas espontâneas de leituras de obras poéticas e ficcionais dos sujeitos estudados. Através da realização de oficinas lúdicas de leituras, foi possível detectar também os efeitos estéticos das leituras literárias junto a esse público. Finalmente, diante dos resultados encontrados, são sugeridas atividades literárias para a formação de leitores na escola.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Orientação: Yaracylda Oliveira Farias
Área de Concentração: Teoria da Literatura
Este trabalho se inscreve no âmbito dos estudos interdisciplinares, nas áreas de literatura, sociologia da leitura e pedagogia. Trata-se de uma pesquisa que explica os processos de formação e as práticas de leituras literárias desenvolvidas por um grupo de estudantes do Ensino Fundamental de uma instituição escolar situada na comunidade Cristo Rei ao sul de Teresina-PI, onde a Literatura é quase esquecida, inclusive pela escola. Para tanto, realizou-se um estudo sociocultural, analítico-interpretativo e praxiológico, à luz da estética da recepção desdobrada em suas categorias históricas. Analisou-se, primeiramente, as raízes da origem da recepção literária e, prosseguiu-se com as estratégias de encontro entre os horizontes de expectativas de obras e de leitores, e tipos de recepção literária. Verificou-se, ainda, a mímesis e o estilo de enunciação como estratégias estéticas da recepção, responsáveis pela presença da ideologia no ato de produção da Literatura e de sua leitura, mostrando-se também os processos de formação e experiências de leitura de atores sociais na França, no Brasil e em Teresina-PI, mapeando-se as memórias de leituras desses sujeitos em diferentes épocas e espaços, de modo a caracterizar a identidade sociocultural como a categoria que servirá de base, nessa pesquisa, para a explicação das práticas de leituras literárias do grupo de estudantes-leitores observados. Em seguida, foi feita a análise dos dados referentes ao fenômeno das práticas de leituras literárias entre os sujeitos do referido grupo, demonstrando-se os processos de formação literária desses atores sociais, evidenciou-se as práticas espontâneas de leituras de obras poéticas e ficcionais dos sujeitos estudados. Através da realização de oficinas lúdicas de leituras, foi possível detectar também os efeitos estéticos das leituras literárias junto a esse público. Finalmente, diante dos resultados encontrados, são sugeridas atividades literárias para a formação de leitores na escola.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
3 de junho de 2005
Yris Julia Barraza de Garcia
Postado por
Letras Digitais
El Sistema Verbal em La Lengua Shawi
Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística
Este trabajo presenta un avance en el análisis del sistema verbal de la lengua Shawi, lengua indígena hablada en la Amazonía Peruana por un número aproximado de 15. 000 personas, entre monolingües y bilingües. Éste es un cálculo aproximado que trata de reflejar la realidad actual, considerando el crecimiento de la población desde el último censo de población y vivienda realizado en el Perú, en 1993. El análisis propuesto se limita al estudio del sistema verbal en oraciones simples de la variedad Shawi hablada en las riberas del río Sillay. En el primer capítulo se desarrolla brevemente el problema de estudio de la lengua, la justificación y los objetivos. En el segundo capítulo se presenta el marco teórico, los fundamentos de la teoría lingüística relacionados a las nociones de lengua, discurso y, sobre todo, verbo, clases de verbo, actantes, circunstantes, procesos de incremento y disminución de valencia de los verbos. En este mismo capítulo presentamos un marco referencial sobre el pueblo shawi, su lengua y los estudios ya realizados acerca de ella. El tercer capítulo trata del análisis fonológico y morfológico de la lengua e intenta aproximar al lector al conocimiento de la lengua en estos niveles. La presentación está relacionada con los fonemas segmentales, pues nos falta profundizar los estudios sobre los rasgos suprasegmentales. El cuarto capítulo comprende el análisis morfosintáctico de la lengua. Comienza con una descripción de aspectos generales de la lengua en cuanto a su morfosintaxis: tipo de lengua, tipos de predicación, estructura de la oración, estructura de la palabra, etc. Estos datos ayudarán al lector cuando se presente el análisis del sistema verbal. Este capítulo, continúa con la presentación del sistema verbal: verbo, clases de verbos, morfología verbal (morfemas que se aglutinan a la raíz verbal), predicado verbal, actantes, funciones sintácticas, etc. El capítulo termina con las transformaciones que pueden ocurrir en el predicado verbal. Intentamos terminar el trabajo con algunas conclusiones.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE
Orientação: Adair Pimentel Palácio
Área de Concentração: Linguística
Este trabajo presenta un avance en el análisis del sistema verbal de la lengua Shawi, lengua indígena hablada en la Amazonía Peruana por un número aproximado de 15. 000 personas, entre monolingües y bilingües. Éste es un cálculo aproximado que trata de reflejar la realidad actual, considerando el crecimiento de la población desde el último censo de población y vivienda realizado en el Perú, en 1993. El análisis propuesto se limita al estudio del sistema verbal en oraciones simples de la variedad Shawi hablada en las riberas del río Sillay. En el primer capítulo se desarrolla brevemente el problema de estudio de la lengua, la justificación y los objetivos. En el segundo capítulo se presenta el marco teórico, los fundamentos de la teoría lingüística relacionados a las nociones de lengua, discurso y, sobre todo, verbo, clases de verbo, actantes, circunstantes, procesos de incremento y disminución de valencia de los verbos. En este mismo capítulo presentamos un marco referencial sobre el pueblo shawi, su lengua y los estudios ya realizados acerca de ella. El tercer capítulo trata del análisis fonológico y morfológico de la lengua e intenta aproximar al lector al conocimiento de la lengua en estos niveles. La presentación está relacionada con los fonemas segmentales, pues nos falta profundizar los estudios sobre los rasgos suprasegmentales. El cuarto capítulo comprende el análisis morfosintáctico de la lengua. Comienza con una descripción de aspectos generales de la lengua en cuanto a su morfosintaxis: tipo de lengua, tipos de predicación, estructura de la oración, estructura de la palabra, etc. Estos datos ayudarán al lector cuando se presente el análisis del sistema verbal. Este capítulo, continúa con la presentación del sistema verbal: verbo, clases de verbos, morfología verbal (morfemas que se aglutinan a la raíz verbal), predicado verbal, actantes, funciones sintácticas, etc. El capítulo termina con las transformaciones que pueden ocurrir en el predicado verbal. Intentamos terminar el trabajo con algunas conclusiones.
» E-book disponível para acesso na Sala de Leitura César Leal - Centro de Artes e Comunicação - Campus UFPE